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FLORIANO - ESTADO DO PIAUI / BRASIL ( PARTE FINAL )

Dados Sumários de 1925 a 1943 )
Por - Delmar Mendes dos Reis / Texto de Novembro de 1993

COMENTÁRIOS FINAIS

Atualmente, Floriano cresceu muito como cidade, em face do surgimento de alguns bairros, por sinal, bastante populosos. Porém, no que se refere ao movimento comercial, não creio que tenha havido progresso substancial, apesar da farta energia elétrica hoje existente proveniente da hidrelétrica de Boa Esperança, que anteriormente se fazia sentir.

Quanto à sociedade chamada elite, estamos certos de que não houve a evolução do tradicionalismo de famílias e nem observados os valores morais, pelos descendentes, com raríssimas excessões. Não queremos dizer com esse suscinto comentário afirmar que a sociedade de hoje não mereça distinção nem apreço. Longe de nós tal conceito. O que queremos dizer é que os valores moraisde hoje são completamente antigônicos aos daqueles tempos passados. A mocidade de então pensa e age compltamente diferentes dos de seus antepassados.

Finalizando, reiteramos aqui tudo o que a nossa memória conservou e gravou, e se algo não estiver de acordo ou literalmente correto com os acontecimentos do passado, pode crer que procuramos ser verídico o mais possível, a fim de que os registros retro citados possam servir-lhe como documentário para o seu livro, do ocorrido nos 18 anos citados, da vida de nossa querida Floriano.

E, se algum fato de bom ou de ruim aconteceu durante os 50 anos após, corre por conta do chamado progresso, o qual não somos contrário nem ortodoxo extremado.

Todavia, não podemos esquecer jamais do desaparecimento do eficiente transporte fluvial, que se fazia no "velho Monge", e aí rememorando os tempos que não voltam mais, quêdo-me como num sonho, vendo as balsas de buritís descendo o rio e o vai e vem das embarcações, no afã cotidiano de trazer para nós outros um pouco do progresso de outras plagas, como também levar para outrem aquilo de bom que a nossa terra produzia.

Por tudo isto e pela saudade que sinto n´alma, tal qual o sentimento de nostralgia o poeta de "As Primaveras", recordamos de seus versos:

"Oh! Que saudades que tenho
da autora da minha vida
da minha infância querida
que os anos não trazem mais!...



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