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HISTÓRIAS DE CARNAVAL


DON JOÃO – O SANFONEIRO DE UMA NOTA SÓ

Certa vez num carnaval a turma do Clube do RUM”, formado pelos foliões Zé Demes, Vicente Filho, Nilson Coelho & Cia, foi dar um giro pela Manga.

A estrada estava ruim, muitos catabís, mas para escapar dos buracos o nosso amigo Neto Martins, motorista habilidoso, conhecedor profundo das manias do Trio Elétrico, bem que tentara desviar de um buraco, mas não escapou, caiu dentro de um deles e, nisso, dentro da kombi, estava o maior sanfoneiro da região - DON JOÃO, tocando sua sanfona colada no seu colo quando, de repente, teve uma brilhante idéia: “vamos animar é aqui dentro, mesmo...”, mas toda vez que tentava se levantar, tinha que se sentar, pois os buracos e os catabís não o deixavam tocar seu extenso repertório musical ( só tocava uma música - “O Canto da Ema” de uma estrofe só: a ema gemeu no tronco do jurema ... ).

Repentinamente, um dos componentes o segurou puxando sua camisa pelo colarinho para cima. Quando DON JOÃO sentiu firmeza, deu uma rasgada na sanfona e gritou: “ENCABRESTA, MEU FÍI”, que agora vai, só vou parar quando o dia raiá ...”

O curioso é que o resistente sanfoneiro, DON JOÃO, tocava mais com os pés batendo no piso da kombi véia do que rasgando a sanfona.

Fonte:
www.florianoemdia.com / A foto acima é do carnaval de 1967 na Getúlio Vargas

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