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GUSTO - PARTE I


Um grande timoneiro revolucionou e projetou o futebol juvenil entre 10 a 15 anos em Floriano. Sua ida para Teresina deixou uma lacuna sem precedentes, que jamais foi preenchida.
Restaram, ainda, o Flamengo de Tiberim, o Brasil de Cizé, o Fluminense de Carlos Sá e o Bangu de Fabrício, irmão de Gusto, mas não foi o suficiente, a turma não tinha a maestria de GUSTO, inteligente e combativo, sabia ouvir todos e, depois, com muita habilidade, tomava as decisões, quase todas na mosca, por isso a turma colocou um apelido carinhoso - Gusto Cabeção em homenagem a Rui Barbosa, tal a sua inteligência.

Ele tomava a frente dos torneios que eram realizados pelos times: conseguia as taças, bolas e outros patrocínios, tinha um perfil de motivador e revelou craques do quilate de Zeca Zinidor, Janjão, Danúnzio, Luiz Orlando, Gonzaga Preto, Mundeiro, Bago, Gilmarinho, Ué Macaco, Pedro Taboqueiro e uma legião de jogadores e amigos.

Nessa época os atletas vibravam tanto que ao mesmo tempo eram torcedores dos seus respectivos times, o Botafogo de Gusto era uma máquina, mas mesmo numa derrota chegavam a chorar, tal era a emoção e a tristeza.
Uma característica do Botafogo de GUSTO, quando o time estava perdendo no primeiro tempo, era um mal sinal para os adversários, pois no intervalo os atletas se uniam em torno daquela causa e voltavam respirando vitória, recebiam uma espécie de vitamina motivacional.
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Na foto acima, observamos os piolhos Berivaldo, César e Budim revelados no período romântico de nosso futebol no campo dos artistas / Fonte: www.florianoem dia.com

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