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Resenhas do nosso futebol

RAIMUNDO BAGANA

PALMEIRAS DE BUCAR 1966 no Estádio Mário Bezerra. De pé: Reginaldo, Sádica, Antonio Luis Bolo Doce, Bitonho, Perereca e Osmar; Agachados: Zilmar, Carlos Pechicha, Bagana, Bucar, Antonio Guarda, Brahim e Petrônio.

BAGANA - ARREPIA, ANTONIO GUARDA! JÁ BATI!


- Como surgiu esse apelido tão interessante?


- Moço, era fumaça demais, não podia vê uma bituca, cigarro, era impressionante!

Raimundo Nonato de Sousa, “Bagana”, nasceu em 16 de outubro de 1942 na rua Hermano Brandão, 64 anos, casado com Dona Maria Helena Sousa, suas filhas, seu encanto! Fala orgulhoso: "consegui forma-las, todas": Célia Regina, pedagoga; Rosa Régia, enfermeira; Flávia Regina, Psicóloga do Detran; e Patrícia Régia, enfermeira; os(as) netos(as): Isabel Cristina, Hildener Carvalho, Laura Helena, Flávio Júnior, Vitória Régia, Bárbara Letícia e Marcos Vinicius. Raimundo Bagana, com 8 anos, já batia um bolão na zaga nos campos do Odorico, Campo do Artista...

- Você continua participando dos eventos esportivos de Floriano?

- Sim, sou comentarista esportivo na Rádio Difusora de Floriano.


- Quais os times que você jogou?


- América de Demerval (Cascalho), Ferroviário, Palmeiras, Comércio e Grêmio.


- E o time que você mais gostou de jogar?


- Sinceramente, era o Palmeiras, principalmente o de 1966.


- Você lembra a formação do time do Palmeiras?


- Fácil, fácil: Bucar, Brahim (Reginaldo), Bagana, Antonio Guarda e Carlos Pechincha (jogador marcado por ele, sofria, era um carrapato, osso seco); Zilmar e Bitonho; Reginaldo, Sádica (tive sorte, só joguei do lado dele!), Antonio Luis Bolo Doce (tive mais sorte ainda, esse matava qualquer um!) e Perereca. Jogavam ainda: Petrônio e Osmar.


- Como era o comportamento da torcida do palmeiras?


- Vibrante, não perdia os jogos, estavam sempre do nosso lado, e uma coisa interessante, tinha uns torcedores, que no momento lembro de dois, eram fanáticos: Alcides (Del Bueno) e Cabo Salim, quando o Palmeira ia entrar em campo, eles gritavam! “LÁ VEM OS PIRIQUITOS”, homenagem as camisas verde do time, era um barato, demais!


- Qual o time que vocês tinham com rival?

A resposta foi na ponta da chuteira, com trava!


- Foi o ferroviário, a gente sentia prazer de ganhar deles, era como se fosse um título!


- Teve algum atacante que você tinha dificuldade marcar?


- Bom, como só joguei sempre do lado de Sádica e Antonio Luis Bolo doce, me considero um zagueiro de sorte, pois a dupla desequilibrava, desestruturava qualquer esquema de jogo! Mas Jolimar, irmão de Parnaibano, era difícil, ele escondia a bola, rapaz, quando lembro, me deu muito trabalho danado! Os zagueiros sofriam com ele!

- Bagana e Antonio Guarda eram uma dupla de zagueiros respeitados, e com relação a frase que existe por aí: “UM BATIA, OUTRO ARREPIAVA”, é mito ou é verdade?


- Meu amigo, era verdade, mas era só na bola, as vezes escorregava!


Caramba! É verdade!

Fonte: César de Antonio Sobrinho

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