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RETRATOS

Circo Tihany
Dentro desse contexto e mania que dispomos para revitalizar o passado de Floriano, a parte fotográfica também é bastante significativa, tendo em vista a saudade que sentimos daqueles bons tempos.

Na foto ao lado, trata-se daquele período dos antigos circos de arena, quando desfilavam em nossas principais ruas e avenidas divulgando os seus trabalhos.

Havia o Circo Tihany, o Gran Bartolo e outros tantos que passaram por Floriano, principalmente nos anos de 1960.

A foto em pauta, conseguimos achar no baú de nossa tia Maria Serva de Melo, ( in memorian ) que trabalhou nas antigas lojas das Casas Pernambucanas, mas que gostava de guardar com bastante cuidado e carinho as suas reminiscências.

Comentários

Gilberto Lima disse…
Tenho boas lembranças das passagens dos circos pela nossa querida terrinha.
Jamais sairá da minha memória um fato cômico que ocorreu comigo por ocasião da presença de uma desseas companhias em Floriano.
Como não tinha recursos para compra do ingresso, o que não era nenhuma novidade, alguma coisa tinha que ser feita para assistir ao espetáculo. "Varar", isto é, entrar por debaixo da lona, de modo que, eu e minha turma, que hoje seria chamada de"gang", fazíamos de tudo, inclusive, "gritar" o palhaço na rua, prática que minha mãezinha deplorava com muita veemência, pois considerava aquilo como o cúmulo da malandragem, daí porque fez a seguinte ameaça:"Se eu te pegar nessa servegonheza, o couro vai comer". Eu, como sempre, fiz "ouvido de mercador".
Assim, numa dessas ocasiões, fomos arregimentados para anunciar o espetáculo do circo, e, se não me falha a memória, a galera era composta por Raimundo Anjo e Ribinha de seu Damião; Junhinho e Quebinha, cabeça de facão, filhos de Né Santo; Zé Buraco, dentre outros. O certo é que naquele dia estávamos todos empolgados, acompanhando o palhaço, com as suas famosas "pernas-de-pau", cantando a toada: "Ó raio do sol ilumina a lua, olha o palhaço no meio da rua. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor! Hoje tem marmelada? Tem sim senhor!...
De repente, oportunidade em que trafegávamos pelas calçadas da residência do Sr. Edmundo Oliveira, eis que de repente, como um raio, que nem Mulher Maravilha, surge Dona Nazinha, minha mãe, que segurando na minha orelha, arrasta-me até chegar em casa, onde como havia prometido, o couro comeu mesmo.
O lado bom do episódio é que, como já havia sido cadastrado e devidamente "marcado", a entrada estava garantida.
Eu só tenho boas e saudáveis lembranças da minha infância vivida na querida Floriano.

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