
Chovia torrencialmente na Princesa em plena festa de momo numa tarde de muita ternura e poesia, quando eu estava completamente grogue de saudosismo e de inquietações.
Do bar que é hoje o antigo Cine Natal, eu observava a movimentação da Getúlio Vargas em dia de muita festa e folia.
Sentia-me sozinho, inerte em pensamentos e emoções; soturno, captava cada detalhe daquele momento; o aguaceiro parecia, até, um riacho caudaloso levando os barquinhos de papel que não mais existem.
Pára a chuva e volto a sentir-me incauto quando escuto a batucada do samba. Esperava os Ingratos para descer à beira do rio para ver se me acalmava; de repente, chega o nosso amigo Zé Uilson para jogar conversa fora e relembrar tempos d´outrora.