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FLORIANO CLUBE


O Floriano Clube deixou muita saudade. A sua decadência deixou uma enorme lacuna no contexto de nossos eventos sociais. Olha que os carnavais, os bailes, as tertúlias, os shows e as festas eram românticas e, realmente, de “arromba”.

Quem era sócio ou dependente, andava sempre com a sua carteirinha ( foto ) no bolso, para mostrar que era sócio. As décadas de sessenta e setenta foram, tremendamente, sensacionais para a sociedade de Floriano. Formavam-se filas enormes para os carnavais, principalmente.

Há, também, casos engraçados e folclóricos, que aconteceram por lá. Lembro-me que, certa vez, num carnaval passado, achamos trezentos cruzeiros no salão e fizemos a farra.

Outra história que se conta é que numa festa de carnaval, colocaram um "lacto-purga" no copo de cerveja de Anizinho Cansanção e foi aquele auê: mais tarde, Anizinho vai correndo no rumo do banheiro apertado, gritando:

- Oh, abre a ala, que eu quero passar!...

Comentários

Anônimo disse…
Meu caro Janclerques,
meu nome é Nivaldo Lemos, vivo no Rio onde sou jornalista e publicitário. Nasci em Floriano (1951) e sou filho do jornalista e radialista Andocides Borges de Lemos (irmão do também jornalista Alberoni Lemos, de Teresina e, como ele, já falecido) e de Maria Belkiss Freitas de Lemos (ainda viva). Sou afilhado do Dr. Sebastão Martins (hoje nome de praça aí na cidade) e fiquei muito feliz e emocionado com tudo que vi neste blog, um verdadeiro registro histórico da cidade e de seus personagens. Meu pai chegou a ter um jornal aí nos anos 50 - creio que se chamava "Gazeta do Sul", se não me falha a memória - conheceu o Tibério Nunes e muitas pessoas citadas por você. Gostaria muito de saber se você o conheceu, ou a família Lemos, já que ele foi para Teresina ainda nos anos 50 e, de lá para João Pessoa (PB) e, em 1963, para o Rio de Janeiro, cidade onde moro até hoje. Tenho algumas cartas e fotos de meu pai e de Floriano da época e gostaria de, quem sabe, até publicá-las aqui... Meus parabéns pelo trabalho maravilhoso de divulgação de Floriano. Virei fã do blog.
Um abraço,
Nivaldo
Anônimo disse…
Nivaldo,

Conhecemos o pessoal da família Lemos, mas foram poucos os contatos e sabemos, também, da tradição da família.

Muitos jornais circularam em Floriano no passado e, provavelmente, o Teodoro Sobral deve ter exemplares antigos do Gazeta do Sul ou deve ter conhecimento dele.

Como haverá, em julho próximo, o PRIMEIRO ENCONTRO DE FLORIANENSES DEZ ANOS DEPOIS DO CENTENARIO, farei uma sondagem.

A propósito, você vem a Floriano para esse encontro?

Mande fotos antigas, histórias, matérias sobre a trajetória do senhor Andocides em Floriano, certo, que publicaremos em nossa página.

Continue prestigiando o nosso trabalho e divulgando por aí, ok?

Grande abraço.

Janclerques@gmail.com
Nivaldo Lemos disse…
Janclerques,

obrigado pelo retorno. Vou procurar materiais sobre a época para lhe enviar, inclusive fotos. Infelizmente, não poderei ir ao encontro, o que me daria um enorme prazer, mas desde já estou acompanhando em seu blogger notícias da terra. E muito obrigado.Um abraço
Nivaldo

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