Pular para o conteúdo principal

FLORIANO, TERESINA, Bom Jesus, Oeiras e Pedro II: Festivais valorizam e ajudam a cultura piauiense



lusofono
Festivais de Cultura

De Norte a Sul do Piauí, o fazer cultural característico do povo piauiense é apresentado de diversas formas. Seja na música, dança, teatro ou até nas misturas dessas manifestações culturais é que se encontra a nossa identidade. Em festivais que ultrapassam a capital Teresina, a cultura é preservada por meio do fomento de diferentes tipos de arte e apresentações pelo estado, como ocorre também em Floriano, Oeiras, Pedro II e Bom Jesus.


Além dos festivais que já estão no calendário anual de atividades, como o Encontro Nacional de Folguedos, outros eventos também são realizados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), como incentivo a essas manifestações.  No mês de maio, o 13º Festival de Inverno de Pedro II além de trazer artistas de renome nacional, também reuniu grandes artistas locais e levou também para as praças da cidade, vertentes do jazz e do blues, pilares do evento.

O Festival de Teatro Lusófono (Festluso) este ano, também levou espetáculos teatrais para o interior do estado. Floriano, Oeiras e Piripiri receberam espetáculos de seis países de língua portuguesa. O Festluso promove tanto o teatro local, como o intercâmbio com artistas de outros países, possibilitando ao público o acesso às apresentações de qualidade e totalmente gratuitas.

O Encontro Nacional de Folguedos completou 40 anos em 2016 e como é realizado todos os anos, teve como principal característica incentivar e difundir a cultura popular, principalmente a tradição do bumba-meu-boi. O evento também movimentou o comércio do artesanato piauiense e a economia local.

Em Bom Jesus, o som rústico da rabeca se misturou com a zabumba, o triângulo e até com o ritmo do cavalo-marinho, tradicional na região da mata pernambucana, durante o 9º Festival de Rabecas, realizado em setembro.  Grandes nomes da cultura popular e jovens estudantes da cidade passaram pelo evento que mantém viva a tradição da rabeca e também impulsiona o fazer cultural em Bom Jesus.

“Todos os festivais são possíveis, também, porque nós interiorizamos a cultura preservando o patrimônio cultural e histórico e inaugurando escolas de música, teatro e dança. Os festivais fomentam e celebram a cultura que ainda está presente em todo o Piauí”, conta o secretário de Estado da Cultura, Fábio Novo.

Os festivais de cultura também servem como porta de entrada para jovens artistas. Por meio de oficinas permanentes e cursos de diferentes áreas, os eventos proporcionam visibilidade e incentivo aos artistas que estão iniciando. Em Oeiras, crianças têm aula de bandolins no Centro Cultural Major Selemérico, que foi totalmente recuperado no início do ano, e se apresentam na Semana Cultural do município. Em Floriano, são ministradas oficinas de teatro e iluminação cênica no Espaço Cultural Maria Bonita. A cidade recebe em novembro o Festival Nacional de Teatro. Os jovens dançarinos da Escola de Dança Lenir Argento, em Teresina, também viajam o estado se apresentando nestes festivais.

A consolidação de grandes festivais de cultura é uma das melhores formas de incentivar os artistas piauienses e o povo que tem acesso às suas próprias raízes. Aliado à preservação do patrimônio artístico-cultural, os eventos beneficiam desde crianças até os mestres fazedores de cultura, que repassam conhecimento às novas gerações.

govpi

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FOLCLORE ÁRABE - FLORIANENSE

ATITUDE SUSPEITA Salomão Cury-Rad Oka Na época áurea do comércio árabe-florianense, os clubes sociais e os clubes de serviço se caracterizavam por sua exigência em selecionar os freqüentadores. Nos idos daquele tempo, fazer parte da seleta casta freqüentadora de agremiações como o Rotary Club de Floriano, Clube de Regatas, Maçonaria e o tradicional Floriano Clube ( foto ) demandava coleguismo, filantropia, caráter e, naturalmente, contatos sociais e dinheiro. Na boa e democrática Floriano de hoje, basta interesse em servir ou em aparecer. Aliás, atualmente, ter o “perfil” de rotariano ou de maçom é mais importante que ter dinheiro ou posição social. Durante um grande período do século XX, ser de origem árabe também era um fator importante a ser considerado ( talvez, por causa do enorme montante de valores que circulava nas mãos dos carcamanos ). Obviamente, existiam importantes famílias brasileiras que também eram partícipes dos movimentos sociais em Floriano. Assim, pode-se dizer que ...

RETRATOS de Floriano

  Raimundo Carvalho  Raimundo Carvalho  Quem guarda, tem. O nosso amigo Raimundo Carvalho, um dos filhos de seu Joãozinho Guarda, hoje economista aposentado pelo Banco Central e, atualmente, morando em Brasília, estudou nos anos sessenta no tradicional Colégio Estadual Osvaldo da Costa e Silva. À época havia uma das atividades e matérias de grande destaque, que era a aula de Educação Física, orientada e sob o comando de Abdoral Alves do Nascimento (o craque da camisa 9).  Naquele tempo você tinha que adquirir a blusa de educação física, o calção e o k-chute para praticar o esporte e frequentar de forma personal as aulas que eram praticadas na quadra do Colégio. Pelo que sabemos, somente o nosso amigo Raimundo conseguiu guarda o uniforme completo bem conservado (fotos) e nos presenteia esta pequena matéria para relembrar aqueles bons tempos

Convite