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EDITORIAL II

MOBILIDADE URBANA DE FLORIANO

A ideia da Câmara Municipal, em requerer do Governo do Estado a instalação de linha de metrô em Floriano parece sonho, mas ela faz sentido em se tratando do planejamento urbano da cidade que já forma um contingente populacional significativo e com os projetos que se comenta estão por vir: porto seco, montadora de motos, shopping Center, gás natural (termelétrica) e outros que se falam por aí. Metrô, no sentido clássico da palavra, não deve ser o caso, pois esta modalidade de transporte só se justifica em metrópoles de centenas de milhares de pessoas, mas um transporte de massa adequado às cidades do porte de Floriano já vale a pena pensar e discutir, tipo, os VLTs (veículo leve sobre trilhos). É uma modalidade de transporte sobre trilhos que já funciona na região do Cariri no Ceará, está sendo implantada em Sobral, também no Ceará, Vitória, Rio de Janeiro e Brasília. Nestas capitais, para atender localidades menores e distantes integrando-as à linha metropolitana básica.


Já que a cidade de Floriano está tomando contornos de metrópole faz bem nos seus planos ser incluído este item audacioso de transporte de massa, mas não menos desprovido de fundamento. Até porque está no foco principal dos governos federal e estaduais a intensificação e melhoria da MOBILIDADE URBANA (novo termo introduzido no atual governo federal para tratar de assuntos de transporte urbano e afins).

Agora, que este projeto venha a ser estudado, avaliado, bem planejado e, quem sabe, brevemente implantado sem que se torne um projeto fracassado como a tal usina de biodiesel que hoje se transformou num trambolho que ninguém sabe o que fazer, mas que gera despesas que não se sabe quem banca.

Para começar bem o projeto, é preciso não estigmatizá-lo logo no início como sendo um transporte para carentes. Não, isto não deve ser foco, nem mote muito menos objetivo principal. Este transporte tem que ser direcionado para a população em geral, não importando o seu status ou sua condição de vida para que os automóveis, verdadeiros gargalos das cidades maiores, venham a ser substituídos pelas modalidades mais adequadas. Este é o objetivo dos governos federal e estaduais e deverá ser, também, o de Floriano. Se os equipamentos deste sistema vierem para disputar espaço com os automóveis não terá valido a pena implantá-lo. É bom se ter juízo.

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