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Mostrando postagens de junho, 2007

BEIRA DA POESIA

O próximo final de semana em Floriano será palco de inúmeras atividades sócio - culturais, dentro do contexto das comemorações dos DEZ ANOS DO CENTENÁRIO e da festa de aniversário da Princesa, dia 08. Calculamos e fazemos projeções de que essa iniciativa fortalecerá a auto - estima de nossa comunidade, atualmente atravessando algumas crises, mas que serão superadas com essa nova investida na cultura da princesa. Achamos que tudo isso vai dar o que falar. Estamos todos para o que der e vier. Precisamos, apenas do apoio e do incentivo de todos, do comparecimento da população, para mostrar que a nossa terra ainda está viva para o futuro. Foto: Agamenon Pedrosa

CAMPO DOS ARTISTAS

O velho e saudoso Campo dos Artistas, hoje, encontra-se totalmente abandonado e descaracterizado, mas sobrou, pelo menos, o velho cajueiro, que servia de ponto de encontro dos bastidores dos antigos torneios amadores, momento lírico na década de sessenta. Seria importante, se pudéssemos ter tomado as iniciativas necessárias, no tempo certo, e termos recuperado aquela bela ala futebolística, no sentido de promover eventos esportivos para a nossa juventude. Eu me lembro, ainda, de ter pratipado da educação física, ali, com o Sargento Geraldo e professor Abdoral, que mostravam serviço e disciplina para com os mucurebas. Havia, depois, as peladas e os jogos, que nos daixavam vaidosos com as belas jogadas e jogos emocionantes que ali foram disputados. Certamente, que as coisas hoje estão mudadas em nossa terra, mas é preciso estarmos atentos com essas mudanças, para que Floriano possa estar sempre em nossos corações.

RUA PADRE UCHOA

As nossas ruas sempre tiveram um brilho místico, que geralmente marca a nossa trajetória de vida. Esses lugares nos deixam paralisados em pensamentos, buscando uma certa paz interior. Hoje, apenas o asfalto quente nos tira essa poesia e a pureza dessas paisagens, que precisam dar frutos ao progresso. Nossas emoções certamente que serão suportadas em nossas gargantas entaladas pelo choro espontâneo que carregamos. Precisamos preservar esses momentos, guardar nos baús das lembranças aquelas marcas que um dia foram gravadas na memória daqueles que por ali corriam feito doidos nas brincadeiras da infância. Os oitizeiros são o testemunho puro de nossas traquinices vividas por entre ruas e becos no balacondê e nos tiros dos caubóis das brincadeiras de quemente que os mocinhos construíam na pura imitação dos sonhos eternizantes.

MUDANÇAS

Chegar ao cais do porto é maravilhoso, aconchegante, é místico. Depois de tanto tempo, de repente, observamos que estamos de volta ao aconchego. O filme vai passando e vamos lembrando dos tempos de outrora. As mudanças estão sempre acontecendo, certamente. Floriano é uma nova cidade, mas que não esquecemos jamais de sua meninice. A Princesa entra nos seus cento e dez aninhos nos proporcionando uma idéia nova de vanguarda, mostrando um caminho novo e expectativa de dias melhores. Estamos começando a limpar a cidade. O nosso ar está vindo novamente com um oxigênio puro e outras feras e novas lideranças começam a despontar na velha torre. A Maria Bonita é um trunfo ímpar e o Flutuante mantém a sua tradição. Vamos edificar, portanto, uma nova etapa e contrução de vida. Esses ( re ) encontros poderão, talvez, serem saudosistas, mas que se consituem numa nova filosofia de vida para quem quer viver feliz e traduzir à comunidade local uma mensagem de otimismo e esperança para todos nós. É um n...

ESCOLA NORMAL

ESCOLA NORMAL Por: Seu Nelson Oliveira 1929 foi um ano excepcional para educação em Floriano. Além do Grupo Escolar Agrônomo Parentes, foi fundado o Liceu Municipal Florianense, e, anexo a ele, a Escola Normal Municipal de Floriano. Estabelecimentos que a cidade deve a uma plêiade (grupo) de homens de escol (nata, fina flor) entre os quais Dr. Osvaldo da Costa e Silva, Dr. Theodoro Ferreira Sobral, Dr. José Messias Cavalcante, com o apoio do deputado estadual, Dr. José Pires de Lima Rebelo. A época caracterizava-se por um extremo elitismo na educação que se traduzia principalmente no excesso de cautelas e exigências com que as autoridades procuravam cercar a instalação de escolas. E o LICEU não pôde ter vida longa. Em 1932, após frustração e desastres, como bem expressa o Dr. Osvaldo da Costa e Silva, em uma entrevista concedida a revista “ZODÍACO” dos alunos do Ginásio Demóstenes Avelino de Teresina, encerrou suas atividades. O pretexto para o fechamento compulsório foi à deficiência ...

ORLANDO E OS IGUAIS

Faleceu, recentemente, em Floriano, o famoso cantor do antigo conjunto OS IGUAIS, o nosso amigo Orlando Peixoto ( cantava por amor e vocação ), conhecido, nos anos setenta e oitenta como uma das vozes mais importantes daquelas antigas tertúlias. Era um garoto, que como eu, amava os Beatles, os Rollings Stones e, também, OS IGUAIS, que eram formados pelos músicos Aroldo ( no piston ), Cancão ( sax ), Orlando ( cantor ), Neno e Airton ( bateria ), Toinho ( órgão ), Carraspana ( baixo ) e Mascarenhas ( na guitarra ) e que, maravilhosamente, revolucionaram aqueles anos românticos. O tempo vai passando e de repente estamos percebendo que a velha guarda está partindo para o outro lado ( antes do combinado ); portanto, seria de suma importância incentivarmos os novos talentos na música, nas artes plásticas, na fotografia, no esporte e na literatura. Floriano precisa reinar novamente – ACORDAR PARA O FUTURO, que já chegou, sorrateiramente, certo? ... Foto: www.noticiasdefloriano.com.br

DO JUMENTO AO PARLAMENTO

Episódios, aventuras,atos e fatos vividos pelo autor Raimundo Floriano que, de almocreve traquejador de jegues, no sertão sul - maranhense, virou homem da caneta no Congresso Nacional. *** Muitos vão ler crônicas – que ele prefere chamar de episódios, romances, casos – tomados da curiosidade de revisitar, de rever, de recordar, de conferir, como personagens reais: são eles senadores, deputados, companheiros, camaradas, colegas, familiares, amigos, enfim, os que de algum modo participaram da trama, se assim podemos chamar o enredo da vida. Goiano Braga Horta, escritor *** Este livro é alegre, recheado de bons fluidos. Não comporta o negativismo e a depressão. Quem espera encontrar nestas páginas histórias escabrosas, aleivosias, baixaria e cacetadas em parlamentares e funcionários do Poder Legislativo, perde tempo. Disso já se ocupa, diariamente, a mídia, principalmente a TV, com seus noticiários sensacionalistas e suas apelativas novelas. Mas é bom que se saiba: um camarada que foi tan...

CINE NATAL - DECADA DE 50

Os anos cinqüenta em Floriano foram assim de uma efervescência épica do ponto de vista cultural, social e intelectual. A amplificadora florianense, naquele tempo, comandada pelo nosso agitador cultural Defala Attem, fora um dos ícones dessa revolução que acontecia na cidade. Vieram, portanto, os espetáculos e o Cine Natal ( foto ) fora, necessariamente, um ponto de encontro significativo no contexto social daquela fase romântica. A presença de figuras ilustres era indispensável naquele momento e Floriano expressava emoções, alegria e, evidentemente, uma certa vaidade. Esse apogeu fora revolucionário e podemos admitir que aqueles acontecimentos ficaram registrados na memória daqueles que viveram tudo aquilo. Precisamos criar, dessa forma, uma demanda com a velha guarda, apanhar esses depoimentos que ainda devem estar vivos por aí e colocá-los na pauta do dia. Precisamos registrar essas emoções que ainda restam, para o bem da história da Princesa.

FLORIANO - 100 ANOS ( REPRISE )

“ UMA HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE FLORIANO” * Por: Francisco Sobrinho Amorim de Araújo “REPRISE” Floriano, princesa querida, deixa que busque o teu passado, para reviver um pouco da tua gente, da tua cultura e do teu solo, nos 100 anos de tua existência e nos meus 50 anos de vida. Floriano, cidade progresso do meu Piauí, cidade colônia dos meus avós. Salve... Salve... Foi precisamente no dia 2 de março de 1947, que cheguei ao nosso mundo, alí na Avenida Eurípedes de Aguiar, próximo do hospital e lá vivi a minha infância e adolescência. A tua lembrança é permanente, meu amor por ti é eterno, pois Deus permitiu que ainda adolescente, enterrasse o meu umbigo, lá no Ban­deira-518, hoje Avenida Bucar Neto. Floriano, sei que muitas coisas boas desapareceram em nome do progresso, mas pode ser que o espírito de preservação desperte na tua juventude, pois a cultura de um povo nobre como o teu não pode ser desprezada, principalmente tuas riquezas naturais. O mundo hoje se preocupa com o desen...

FLORIANO - 110 ANOS

ONTEM: COLÔNIA DE JERUMENHA – HOJE: FLORIANO DO PIAUÍ : 110 ANOS * Por: Francisco Sobrinho Amorim de Araújo A notícia que rola nos últimos dias no espaço aéreo de Teresina a Brasília, Rio de Janeiro até São Paulo e vice-versa, além da problemática dos controladores das estradas que orienta e limita os transportes aéreos através das coordenadas geográficas, deixando os passageiros estressados sem saberem o dia e a hora que retornam para seus lares, e dos estouros de corrupção que demonstra que o País está mudando, antes acontecia e ninguém sabia, hoje sabemos de tudo, é sem sombra de dúvidas a programação das comemorações dos “100 + 10 anos de Floriano”, por sinal muito bem elaborada que vai enriquecer a história da nossa cidade com a Instalação do Museu Histórico de Floriano, uma obra do Empresário e Historiador Theodoro Sobral Neto e seus colaboradores, o que deixou-me emocionalmente alegre. Tive a oportunidade de encontrar o Teodorinho no início do mês de junho no espaço aéreo entre...

TRAVESSIAS

A noite vai chegando e o ronco silencioso dos motores ecoam no fim do turno. Os coaxares da madrugada se misturam ao som dos blues nostálgicos que me vem à mente. O coração pulsa, escutando os tambores ecoando noite adentro. Tomo a última dose no bar de Passim e caminho por entre ruas e becos rumo ao descanso de mais um dia de reis. Os sonhos me fazem recordar dos cabaré da madrugada, do sons seresteiros de Moura e Paganini. Os anos passaram-se afoitos. Ficaram as marcas eternizantes de nossas loucuras e poesias. Os ideais nos levaram às duras caminhadas pela vida afora, mas na afobação do retorno materno em busca de um final feliz. No entanto, somos sugados na tônica dos novos sons da madrugada, que já não são mais os mesmos. O consumo pirata constrói uma ilusão sem precedentes na construção de um novo mundo que desconhecemos, ainda, o seu desfecho final.

FLORIANO - PAIXAO QUE SE NÃO LIMITA!

Por: Raimundo Floriano Não existe balsense mais florianense da gema do que eu. Desde o meu nascimento, a palavra Floriano soou-me como melodia vinda do céu. E não era para menos. Seu Rosa Ribeiro, meu saudoso pai, homenageando sua terra natal, nomeara-me Raimundo Floriano. Desde cedo, aprendi a orgulhar-me desse nome. Meus irmãos mais velhos, que estudavam em Floriano, vinham de férias falando nos mágicos encantos da cidade. Assim, eu ansiava pela chegada de minha vez de conhecê-la. No dia 5 de fevereiro de 1949, aos 12 anos de idade, embarquei no motor Pedro Ivo, rumo ao estudo, ao progresso e ao desconhecido. Logo em Uruçuí, onde o Rio Balsas desemboca no Parnaíba, aquele mar de água. E nele, uma amostra do que seria o porvir: o vapor Brasil – para mim, um navio –, sob o comando do florianense Seu Antônio Anísio, rebocando 3 imensas barcas, fazia manobras para aportar. No dia 8, desembarquei na rampa de Floriano. Aguardava-me um estivador chapeado previamente contratado por minha t...

FLUTUANDO

Nada mais aconchegante do que chegar de repente no cais do porto, saborear alguns momentos por ali e poder observar a paisagem e a mansidão do Flutuante. As suas tardinhas nos transportam ao velho romantismo, quando nada queríamos da vida. Apenas aquele silêncio poético nos conduzindo às antigas calmarias. A saudade chega de mansinho e voltamos a relembrar das tainhas, das descidas e dos borás que tocávamos pelos remansos do velho monge. Hoje, há uma certa penúria e essa deslumbrante noite dos sons dali nos ensurdessem subitamente em sua poética bizarra e transgressora. Temos que voltar à realidade da vida, literalmente. Precisamos nos acostumar aos novos tempos, mas aquela suavidade das noites de antigamente nos traziam belas conquistas em sonora melodia de bossas e dos blues que nos revelavam a beleza de nossas morenas.

CLUBE DOS 7

CLUBE DOS SETE Pesquisa : Mª Umbelina Marçal Gadêlha Todos nós éramos recém-casados, cheios de energia, ainda sem filhos, por isso tínhamos tempo sobrando e, nos reuníamos todas as noites na casa de um casal para jogar buraco. Conversa vai conversa vem, surgiu a idéia de criarmos um clube ao qual demos o nome de “Clube dos Sete”, pois éramos 7 casais: Wilson Pereira e Beatriz, Gilberto Martins e Ivone, Roberto e Luiza, Gabriel Kalume e Geisa, Renê Veloso e Socorro, Pedro Attem e Marinice, Antonio Lisboa e Naila. Reuníamo-nos na casa dos sócios, todas as noites às quintas-feiras para jantarmos. O menu era organizado pelas mulheres e cada casal levava um prato e refrigerante. Cada casal anfitrião, tinha o direito de convidar 2 casais fora os sete, para o jantar. E foi assim que outros casais foram entrando Laize, Constantim Salha e Lourdinha, Dr. José Gonçalves e Jesus, Bucar e Salomé. Com correr do tempo, em vez de 7, já éramos 13, mas o nome continuou o mesmo, ou seja, Clube dos Sete. ...

10 ANOS DO CENTENARIO

Aproxima-se o grande momento dos 10 ANOS DO CENTENÁRIO, agora em julho e a adrenalina cresce em função dessa expectativa do ( re ) encontro de florianenses que vivem, hoje, em vários rincões brasileiros. Vamos aproveitar o máximo, eternizar esses momentos e resgatar os bons tempos. Essa idéia de Teodoro e do Cristóvão, contando com o apoio de outros amigos e de diversos seguimentos, pode dar um novo salto na auto – estima do povo de Floriano. É preciso que recordemos, que façamos um alerta para tomarmos uma nova atitude rumo ao nosso futuro. Não vamos, por exemplo, deixar morrer os velhos carnavais, mas também teremos que propor um novo estilo de vida para a Princesa. Sabemos que atualmente atravessamos momentos difíceis, mas isso faz parte do contexto político e social. No entanto, todos nós podemos fazer a diferença; tente, invente, faça algo diferente e vamos voltar para o futuro, certo?

CAIS DO PORTO

O cais do porto, hoje, com um novo visual arquitetônico na expressão dessa bela tomada de Agamenon Pedrosa, nos dá uma vontade de ficar e de eternizar momentos inesquecíveis, vividos e divididos ali. O nosso ponto de encontro mais aconchegante, na verdade, precisa ser bem melhor cuidado por todos e preservando, naturalmente, suas antigas origens. Sabemos que o progresso nos tras dividendos, mas podemos, evidentemente, por outro lado, unir o útil ao agradável. Tudo é uma conseqüência. Só precisamos dos incentivos para melhorar a nossa demanda cultural. Pode não ser o “projeto reviver” da vida, mas esse cais ainda pode render muitos frutos. Só depende das idéias e das iniciativas construtivas para mudar essa realidade em que hoje vivemos, certo?

VIAZUL

Há uma grande expectativa quanto ao retorno e à participação do antigo grupo musical florianense – VIAZUL, dentro das comemorações de aniversário de Floriano, em julho próximo e tendo em vista o PRIMEIRO ENCONTRO DE FLORIANENSES 10 ANOS DO CENTENÁRIO. Coordenado pelo compositor Adelmar Neiva, esse retorno terá, também, homenagem aos antigos cantores e compositores da terra. Os Bravos, que surgiram no período da jovem guarda, também farão uma ( re ) apresentação nessa data ( veja programação em postagem anterior ). O Viazul ( foto ), era quem comandava as férias em Floriano nos anos setenta, com apresentação de shows no estilo pop moderno. José Demes ( vocal ), Adelmar (baixo ), Nilson Coelho ( guitarra ), Célia Reis ( vocal ) e Neivinha ( bateria ), incendiavam o velho Salão Paroquial com a sua proposta pop: bossa, jazz, blues, rock e todo um pop de grande irreverência, sacudindo a juventude local. Será um evento, naturalmente, de proporções épicas para a cultural local. Sua participa...

FLORIANO CLUBE

O Floriano Clube deixou muita saudade. A sua decadência deixou uma enorme lacuna no contexto de nossos eventos sociais. Olha que os carnavais, os bailes, as tertúlias, os shows e as festas eram românticas e, realmente, de “arromba”. Quem era sócio ou dependente, andava sempre com a sua carteirinha ( foto ) no bolso, para mostrar que era sócio. As décadas de sessenta e setenta foram, tremendamente, sensacionais para a sociedade de Floriano. Formavam-se filas enormes para os carnavais, principalmente. Há, também, casos engraçados e folclóricos, que aconteceram por lá. Lembro-me que, certa vez, num carnaval passado, achamos trezentos cruzeiros no salão e fizemos a farra. Outra história que se conta é que numa festa de carnaval, colocaram um "lacto-purga" no copo de cerveja de Anizinho Cansanção e foi aquele auê: mais tarde, Anizinho vai correndo no rumo do banheiro apertado, gritando: - Oh, abre a ala, que eu quero passar!...

CLUBE DE REGATAS

CLUBE DE REGATAS Pesquisa : Mª Umbelina Marçal Gadêlha Floriano era uma cidade pacata, calma, cheia de alegria e animação. Naquela época a distração era preparar frito e tomar cerveja no cais beira-rio, ao lado do Flutuante, apreciar a lua sair, conversar, banhar de rio e sonhar com as festas que iriam acontecer. Os maiores eventos da época eram: As Regatas de Férias de Verão, as Festas Juninas, o Carnaval, as grandes Festas das Mães e o Réveillon realizado no CEC – Comércio Esporte Clube e no Floriano Clube. Além destas havia também os festejos de São Pedro de Alcântara e de Nossa Senhora das Graças. Além disso, nós inventávamos lugares para nos distrairmos, como por exemplo, o Comércio Esporte Clube, construiu na sua sede uma piscina linda, e a noite, nós íamos para lá, sonhar e conversar. Bons tempos! Tudo muito ingênuo. No mês de julho, um grupo de amigos organizava uma “Regata” (corrida de canoas a vela, remo e vara). A Regata largava do cais do porto e a chegada era no Pateta (fa...

ODORICO

Ainda conservando suas características originais , o velho Colégio Odorico Castelo Branco ( foto ), tomada extraída no final dos anos setenta, nos transporta aos velhos tempos. Atualmente, depois de uma completa reforma, o Odorico tem novo comando e soma subsídios para proporcionar uma educacional básica para os nossos jovens que, necessariamente, precisam de um futuro mais autêntico. No passado, a gurizada andava sempre aprontando por lá, brincando: correndo de lambretas de tábua, empinando papagaio, correndo em cima do muro, jogando bola, time de botão, peteca, pião, triângulo, mão no bolso etc Tudo isso na hora do recreio, quando formava-se uma grande fila para a merenda, o horário mais disputado. Cada qual, com seu “copão” na mão. Era um auê terrível. E quando chegava o período da vacinação, era uma loucura. O Nosso amigo João Carvalho, filho de Joãozinho Guarda, dizia logo: - Eu num vou tomar, não! Eu vou fugir, vou pular o muro! Outra gozação, a propósito, era quando a professora...

O "LANCHE" DECISIVO

O time do Palmeiras de Bucar participava de uma grande decisão na vizinha cidade de Guadalupe, mas como a estrada de acesso estava em péssimo estado, necessariamente, tiveram que viajar numa kombi pelo lado do Maranhão. O time de Floriano, basicamente completo, com seus 11 titulares, de forma que quando chegaram nas proximidades de Boa Esperança, surpreendentemente teriam que atravessar o Parnaiba de canoa à vela. De repente, quando o jogador Sadica percebeu que o rio estava cheio e a correnteza forte, foi logo se alterando: - Porra, vocês sabem muito bem que eu não sei nadar; portanto, tô fora desse jogo! Vão vocês! Eu não vou, certo? A preocupação era deveras delicada naquele momento com o nosso craque Sadica, sabendo todos que a sua presença dentro de campo era fundamental naquela grande final e, por unanimidade, a pressão era necessária: - Ora, ora, tu num vai o quê, homem de Deus! Hoje, tu vai ter que aprender a nadar! Tu vai querer que a gente perca o jogo, hein? Essa canoa não v...

BLOCO DOS CASADOS

Depoimento de Mª Beatriz Gadêlha Fontes Pereira Pesquisa : Mª Umbelina Marçal Gadelha Criamos o “Bloco dos Casados” e convidamos outros casais para fazer parte como: Filadelfo Castro e Ivanilde, Dimas Fontes e Sonia, Pedro Neiva e Doxinha, José Wilson Carneiro e Luiza, Salomão Aires e Jesus, Chico Pereira e Zalina, Valdir e Nair, Nilton Camarço e Iolanda, Pauliram e Vera, Camilo e Lais, Manoel Simplício e Socorro. E, além destes, em alguns anos brincaram conosco: Osmar Amaral e Lêda, Edilson Amaral e Marodí, Wagner Fontes e Umbelina (nos dois últimos anos). Sábado de carnaval às 10 horas da manhã iniciávamos a nossa brincadeira com papai (Zé Fontes), meus irmãos e Paganini tocando no Bar do Chico Gabriel que era vizinho às “Casas Pernambucanas”, onde Anésio Batista era gerente. Os amigos de papai: Dr. Tibério, Dr. Amilcar Sobral, Edmundo Gonçalves, Pedro Attemal, Antonio Moreira, Inácio Ferrer, Solon Miranda, João Luiz Guimarães, Alderico Guimarães, seu Ramos, Justo Urquiza, Bernardino...

PADRE PEDRO

Outra figura ilustre que estará sendo homenageada durante o PRIMEIRO ENCONTRO DE FLORIANENSES - 10 ANOS DO CENTENÁRIO, em julho próximo, é padre Pedro ( in memorian). Padre Pedro ( foto ), em seus sermões, muitas vezes parecia duro, mas na verdade, estava encaminhando a nossa comunidade a um futuro exemplar. Relembrando, certa vez, quando quiseram tirá-lo da paróquia, tendo como motivo alegado sua gestão conservadora, disseram para Padre Pedro que iriam colocar uma "vassoura nova" para dirigir o futuro de nossa paróquia com uma nova ordem filosófica. O nosso velho pároco, arguto que só, no entanto, fez calar o bico de todos, exaltando em alto e bom som: - Meus filhos, pois fiquem sabendo, só a “vassoura velha” aqui é que sabe onde é que tá o sujo...

FESTAS JUNINAS

Depoimento de Mª Beatriz Gadêlha Fontes Pereira Pesquisa: Mª Umbelina Marçal Gadelha A nossa turma ( foto ) também criou a Quadrilha dos Casados que começava com os ensaios em maio e iniciava oficialmente em 1º de junho. Éramos convidados para dançar, em várias casas de famílias de Floriano. Os convites eram tantos que havia noites em que dançávamos em 3 casas diferentes. Ofereciam-nos feijoada, paçoca, maria izabel, chá de burro, bolo de milho, pipoca, amendoim, churrasco e outras variadas guloseimas. O encerramento das quadrilhas era no dia 2 de julho na Igreja de Nossa Senhora das Graças, no bairro Ibiapaba. Éramos convidados pelo frei Vicente para nos apresentarmos lá. Lembro-me que em 1972, eu estava no oitavo mês de gestação de meu segundo filho (Fernando) e fui a noiva da quadrilha. Brinquei pesada e muito animada, porém, no dia 2 de setembro Fernando nasceu, sadio e lindo pesando 4,100 kg. Formávamos um grupo muito unido. Naquela época poucas de nós trabalhávamos fora, e o dinh...

SERTÃ

A luta pela restauração da Sertã ( foto da década de 50 ), a recuperação de nossa antiga praça doutor Sebastião Martins e mais o resgate do nosso tradicional Floriano Clube deveriam ou ainda podem ser inseridos dentro do contexto em debate no PRIMEIRO ENCONTRO DOS DEZ ANOS DO CENTENARIO. Precisamos sair por aí conscientizando as pessoas e as autoridades, no sentido de haver uma preocupação maior e zelo pelo nosso patrimônio arquitetônico. As escolas precisam estar engajadas nessa conscientização e outras iniciativas e parcerias devem ser pautadas para ficarmos alertas quanto ao nosso futuro. Precisamos construir uma rotina nova para Floriano poder crescer e acelerar o seu desenvolvimento, retomar e resgatar suas tradições perdidas e adormecidas.

REGATAS DE JULHO

O mês de julho em Floriano é muito festivo, mês de aniversário da cidade. Para este ano estão previstas inúmeras atividades no campo da cultura. As comemorações dos 10 ANOS DO CENTENÁRIO terão ampla programação e uma das principais é a abertura do museu de Teodorinho no centro da cidade. Seria importante, também, que a prefeitura incentivasse ou promovesse, este ano, o retorno das famosas - REGATAS DE JULHO, para animar mais ainda essa festança. Para não fugir da poesia, fotografamos, instantaneamente, o nosso amigo Zerubal em sua peregrinação diária em busca dos mandís e surubins. Era o início da década de oitenta, quando essa paisagem era bem aproveitada. Temos que buscar de volta essa motivação e Floriano continuar proporcionando essa magia que buscamos o tempo inteiro.

O RETORNO DOS BRAVOS

Dentro do contexto do PRIMEIRO ENCONTRO DE FLORIANENSES - DEZ ANOS DO CENTENÁRIO, a ser realizado no período de 05 a 08 de julho próximo, vamos ter o retorno do antigo conjunto musical - OS BRAVOS. Os Bravos ( foto ) eram formados pelo baixista Irapuam Leal, o guitarrista solo Antonio Alberto (que tinha dois apelidos: pimentão e rádio globo), o guitarrista base Fábio de Jesus ( mora hoje em Teresina ) e pelo baterista Raimundo Neiva ( Neivinha ); depois, numa segunda etapa, o baterista passou a ser Levindo Sipaúba. Floriano viverá bons momentos com essa iniciativa de Teodoro Sobral e do Cristóvão. Seria, ao meu, o ponto de partida para não deixar morrer nossas tradições e fazer um roteiro de volta ao passado que nos trazem saudades.

FLORIANO 100 + 10 = ( RE ) ENCONTRO DE FLORIANENSES

FLORIANO CLUBE ( foto ) SERÁ LEMBRADO NO ENCONTRO Por - Cesar de Antonio Sobrinho Nota-se que a população aguarda com carinho o 1º Encontro de Florianenses, que realizar-se-á no período de 05 a 08 de julho de 2007; na oportunidade, centenas de pessoas amantes da Princesa do Sul, estarão chegando de diversos rincões do solo brasileiro para se juntar aos nativos da querida terra. A Princesa, que continua com seus contornos de jovem completará 110 anos (1897/2007), daí a empolgação de seus filhos em brindar juntos tão linda data. A brilhante iniciativa de: Cristóvão Augusto e Teodoro Sobral Neto com a colaboração de vários segmentos da sociedade local, está crescendo a cada dia e tomando proporções à “la tsunami”, uma onda envolvente e salutar, que, só engrandece a todos e a educação será o segmento mais beneficiado, senão vejamos. Acontecerão eventos multi-culturais os mais variados possíveis dentre eles: inauguração do prédio da ALBEARTES, um sonho transformado em realidade, lançamento ...

O ULTIMO POR DO SOL

Impossível deixar de registrar esse por do sol magnífico do cais do porto da beira Parnaíba na bela Princesa do Sul. Os poetas e os admiradores de plantão, sempre caprichando na inspiração e no detalhe. Esses quadros do nosso amigo Agamenon pedrosa precisam ser valorizados, assim como outros talentos da terra. Também o nosso acervo fotográfico que estão guardados nos baús da cidade precisam ser resgatados. Vamos desenterrar esses tesouros e divulgar enquanto ainda é tempo. Esse Encontro que vai haver em julho, organizado pelo nosso amigo Teodoro, seria uma boa oportunidade para exaltar essas relíquias. O nosso potencial turístico é imenso. Será que as nossas autoridades políticas estão observando essa realidade? Ainda há tempo, certo?

PROGRAMAÇÃO - 10 ANOS DO CENTENARIO

PRIMEIRO ENCONTRO DE FLORIANENSES 10 ANOS DO CENTENÁRIO COORDENAÇAO: Cristóvão Augusto de Araújo Costa, Teodoro Ferreira Sobral Neto, Luiz Paulo Lopes, Edilberto Araújo e Honorato Drumond Martins PROGRAMAÇÃO: 05/07 – quinta-feira. 11:50h - Abertura do Primeiro Encontro de Florianenses 10 Anos do Centenário Rádio Difusora 12:00h – Crônica Social Rádio Difusora Cronistas Sociais Homenageadas: Eulália Pereira, Maricildes Costa, Nice Lourdes, Maria Isaura Attem, Rubenita Ferreira, Graça Costa e Silva e Jocy Astor. Responsável: Maria Adélia Attem 12:30h - Almoço livre ( sugerimos o Haroldo’s Restaurante - maria-isabel e arroz com galinha – Rua Gabriel Ferreira 1342 - Manguinha) 17:00h - Abertura da Exposição de Artes( telas, esculturas, artesanato etc). Homenageado: ALBEARTES Local: Comercio Esporte Clube ( aberta todos os dias do Encontro ) 18:00h - Amplificadora Florianense – A Voz Líder e Potente da Cidade. Hora do Ângelus. Programa Melodias que o Tempo não Apagou Homenageados: Defala At...

CASARIOS

Observamos alguns casários tradicionais de Floriano, mais precisamente no cruzamento das ruas José Coriolano com a João Chico. Do segundo pavimento da bela residência do nosso amigo Raimundo Carvalho ( filho do senhor Joãozinho Guarda ), hoje morando em Brasília, economista, extraímos essa bela imagem. No passado, a gente brincava por essas ruas e becos. Ainda não havia o calçamento e existia, por aí, um bonito areião e alguns lajedos, onde corríamos nas brincadeiras da infância. Vejam as casas de seu Benedito Batista, de dona Maria Clinaura, do seu Luiz Barreto, de seu Cibá e à esquerda havia, ainda, o campinho da quinta de seu Joãozinho Guarda, onde disputávamos peladas divertidíssimas com a locução gravada pelo nosso locutor Bá e com os comentários de seu queridíssimo irmão Zé de Sousa. Resta, agora, só a saudade e a vontade de relembrar os bons tempos.

CAIS DO PORTO

Vejam só que belíssima imagem do rio Parnaiba, mostrando o nosso querido cais do porto, quando a nossa kodak ainda era quem fazia fama. O calor e o céu azul, exalta nossos casários e as águas turvas do rio. Naquele momento, ainda se podia aproveitar bem nossas águas com os tradicionais banhos nas coroas da Barão e as famosas pescarias. Havia, ainda, uma certa harmonia, um entrosamento perfeito entre os acontecimentos da cidade. A nossa juventude querendo mais ir pra frente em busca de seu ideal. Precisávamos documentar tudo isso, para ficar na lembrança daqueles que puderam aproveitar essa época de delírio e romantismo.

À VELA

No início da década de oitenta, essa turma aí curtia umas férias de retorno à Princesa e, para relaxar, improvisaram um passeio à vela e subiram o misterioso Parnaiba. O bom astral das férias de julho, com as nossas tradicionais regatas -, motiva a nossa juventude, senão, vejamos, o Agamenon Pedrosa, Jorge Filho, Toinho Brandão, Carlito Carvalho, Phillipe Salha, Pedro Martins ( no mastro ) e Demetrius ( no remo ), equilibrando-se nas águas do velho monge. Depois de muita movimentação, essa curtição terminaria no famoso cais do porto, com o pessoal esboçando suas emoções e exaltando suas resenhas, nessa aventura que na nossa época romântica, fazia a diferença naquele momento. Um bela trilha fluvial. ... Foto: do arquivo de Agamenon Pedrosa

ANOITECER

ANOITECER A noite já se expõe Quando minhas lágrimas se fazem presentes Deixando-me sozinho e soturno Por entre bares e becos no cais do porto Não há como esconder de minhas veias Os monturos que carrego à beira dos Caminhos pedregosos em que tropeço E os pingos d´água da chuva me fazem Plantar mais alguns sonhos Mas não consigo reverter minhas atitudes Morbidamente serenas de minhas Andanças em busca de uma luz No fim do túnel No entanto a noite já começa a brilhar E o ronco dos ecos percorrendo na Madrugada fria e solitária Deixam-me carregado de palavras E de pensamentos em busca de um novo SOL ... Foto - Agamenon Pedrosa

TURMA DA RUA 7

A nossa simpática amiga Arlenilde conseguiu reunir, em Brasília, seus amigos de infância da rua Sete ( foto ), onde realizaram uma confraternizaçao para resgatar os velhos tempos. Estavam presentes, sensacionalmente, nada mais nada menos do que o piolho de bola Ariosto e sua esposa Regina, Neurajane, Arlenilde e Socorrinha; e, abaixo, estão a Renê e a Fátima. Ariosto, gente boa, hoje, trabalha como corretor e mora no Cruzeiro em Brasília, gostava de jogar uma bolinha e de tirar umas taínhas no Parnaiba, mais precisamente no posto do professor Ribamar Leal. Quando estudavam no Odorico, nos anos sessenta - conta Arlenildes -, ela e a Socorrinha, sua grande amiga de infância, trocavam figurinhas e comentavam sobre a merenda do dia que levavam para a escola. Boas recordações, essas, que nos transportam para uma vida sublime, gostosa e maravilhosa que levávamos.