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HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

NA CORDA BAMBA
O nosso amigo Antonio José de Sousa, mais conhecido como Gungadim (apelido dado pelo nosso primo Djalma, filho de mestre Walter), tinha ido jogar bola no Odorico escondido, mas só que sopraram nos ouvidos de dona Dora, mãe exemplar e disciplinadora. Justo quando ela mais precisava do filho para fazer umas compras no mercado velho da coronel Borges.
Piolho de bola, Gunga, como era chamado entre os mais íntimos, não estava nem aí, queria era dar uns melas e fazer gols nas peladas do campo do Odorico, próximo da quinta da dona Maria Prisulina (parenta de João Chico).
- Eita, Gunga, lá vem tua mãe te buscar! E é com corda de "cedem"! Corre, corre...
Antonio José, percebendo que realmente iria apanhar, correu, pulou o muro no rumo do Possim e foi esconder-se na casa de Benedito Batista (nosso tio).
- Aqui, não! Vá para sua casa! - falou tio Benedito, que não gostava nem um pouco de traquinagem.
Não houve jeito: Dunga pegou uma sova e foi fazer o mandado de dona Dora. No outro dia, mais precavido, para jogar bola, Antonio José tinha que pedir autorização direitinho a sua mãe, pois ela não abria nem pro trem.
Moral: a educação, naquele tempo, muitas vezes, "passava" por uma dose disciplinar autêntica, por um corretivo forte, para perdermos o medo de sermos realmente felizes no futuro.

Comentários

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