10/30/2015

RETRATOS

RUA JOÃO CHICO

Extensão: 2 KMs

Inicia na Av. Fazer Bucar (Galeria)

Termina na Av. Dirceu Arcoverde (Anel viário)

Atravessa: Rua Hermano Brandão, Rua José Coriolano, Rua São João, Rua De fala Attem, Av. Eurípedes de Aguiar, Rua João Dantas, Rua Antonino Freire, Rua Nogueira Paranaguá, Rua Desembargador Everton, Rua Delson Fonseca, Rua Emídio Gabriel, Rua Marinho de Queiroz.

Quem foi João Chico?

João Francisco Pereira de Araújo, Primeiro Intendente (atualmente Prefeito) de Floriano-PI, seu governo foi de 1892 a 1896.

João Chico, nasceu em Amarante-PI, era um preto muito inteligente, falante e muito prosa.
Sua primeira atividade foi mestre de obras, depois abriu loja comercial, fez fortuna, e foi se destacando paulatinamente, sem qualquer tradição política, viu-se de repente no centro das atenções da população local e cogitado por gregos e troianos para candidato ao chefe da municipalidade nas eleições que avizinhavam. Foi agraciado com a patente de Coronel da Guarda Nacional, e tido como construtor-mor da cidade.

Executou uma administração a salvo de quaisquer críticas, abriu ruas, foi ele, também, quem construiu a primeira igreja, erguida na praça 14 de Julho (Sebastião Martins), em frente à atual matriz de São Pedro de Alcântara. Era uma edificação sólida, com espessas paredes, em gracioso estilo barroco.
Quanto ao cemitério, que se chamou São José, no bairro Manguinha, foi construído todo murado, com largo portão de entrada e um pequeno necrotério.

Bela história! Passam mais de 100 anos e continua sempre lembrado!

Fonte: Floriano: Sua História, Sua Gente/josefina Demes
Pesquisa: César Sobrinho

10/29/2015

Encerrados os festejos de São Judas Tadeu em Floriano no Bairro São Borja

Fonte: florianonews.com


Fiéis de São Judas Tadeu celebraram o dia do Santo, na noite da última quarta-feira (28), o encerramento dos festejos em honra ao padroeiro, que aconteceu na paróquia de São Judas Tadeu no Bairro São Borja.

Imagem: FlorianoNewsdddd(Imagem:FlorianoNews)



As festividades litúrgicas em homenagem ao santo tiveram início no último dia 20, com alvorada festiva às 06h30, que contou com a presença de dezenas de fieis na procissão.
Os fieis da comunidade São Judas Tadeu realizaram diversas atividades durante o novenário com a finalidade de arrecadar fundos para a capela.

São Judas, designado por Tadeu (que significa o corajoso), é um dos Doze Apóstolos escolhidos por Jesus para acompanhá-lo na sua vida pública. Irmão de S. Tiago Menor, primo de Jesus, seguiu o Divino Mestre de perto e depois do dia de Pentecostes dedicou-se à pregação do Evangelho na Judéia, Samaria, Mesopotâmia (hoje região do Iraque) e na Pérsia, aonde viria a morrer martirizado, juntamente com o Apóstolo São Simão, apelidado «o Zelote». 

Imagem: FlorianoNews
dd(Imagem:FlorianoNews)

O santo costuma ser representado com uma moca ou cacete na mão porque foi assassinado à paulada. O seu corpo foi trazido para Roma, onde é venerado na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O Papa Paulo III concedeu indulgência plenária a quem visitar o seu túmulo no dia da sua festa, que a Igreja fixou no dia 28 de outubro.

10/28/2015

RETRATOS


Comércio Esporte Clube
De pé: Gilberto e CHIQUINHO;
Sentados: Gonzaga, Prof Vilmar e Nelson Oliveira e César Augusto
CHIQUINHO, simplesmente CRAQUE!!!!

Colaboração - Cesar Sobrinho

A década de 1960 foi marcada com momentos extraordinários, período da construção da Barragem Boa Esperança em Guadalupe-PI, a Jovem Guarda despertou a juventude, surgindo com isso uma verdadeira descoberta de valores, principalmente na área artística, bandas, cantores etc.

Mas nada comparado ao o celeiro de craques do futebol de campo e futsal que surgiram na Princesa do Sul!

CHIQUINHO, Jolimar, Bolo Doce, Cléber, Gonzaga, Pedro Taboqueiro, Luiz 
Orlando, Janjão, Puluca, Chapéu, Selvu, Soleta, Lucimar, Zeca Futuca, Abdon, Manoel Antônio, João Martins, Brahim, Bebeto, Petrônio, Siqueira e outras feras.

Os craques levavam grandes torcidas aos campos dos Artistas e do Ferroviário, quem assistiu jamais esquecerá!

"Vi de perto uma linda jogada do RENO de Zé Amâncio no campo do Ferroviário, Pedro Taboqueiro lançou Chiquinho na direita do ataque, sem a " pelota" cair no chão deu uma bela "caneta" no lateral, driblou dois adversários, isso tudo em alta velocidade e numa arrancada que era o seu forte, foi a linha de fundo e cruzou para o centroavante Jolimar entre dois zagueiros ao dominar no peito os enganou e preparou a bola para o pé canhoto, saiu um petardo no ângulo, vazou a rede e explodiu no muro, um golaço, eram bons de Bola mesmo". Narrou João de Deus, grande amigo de CHIQUINHO e Jolimar (inclusive serviram o Exército juntos), bela lembrança!

Porque a maioria dos craques foram para outros rincões?

Diversos fatores influíram!

1. A Barragem da Boa Esperança, foi inaugurada, o dinheiro deixou de circular;

2. Brasília em expansão;

3. São Paulo, crescendo e precisando de mão de obra, principalmente pessoal das gráficas;

4. A juventude partiu para estudar nas cidades: Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Teresina, Campina Grande, João Pessoa e Brasil a fora;

Com um detalhe, aonde os craques de Floriano chegavam, adivinham!? 

Era sucesso absoluto!

Floriano sofreu!

10/26/2015

RETRATOS

HOSPITAL MIGUEL COUTO

Hospital Miguel Couto - Anos de 1950

Esse é o casarão do antigo Hospital Miguel Couto, no final dos anos quarenta, quando da gestão do prefeito doutor Sebastião Martins de Araújo Costa.

O Hospital Miguel Couto prestou relevantes serviços à comunidade local e destacou-se pelo atendimento, inclusive, de pacientes de várias regiões do sul do Piauí e Maranhão.

Depois de sua mudança, nos anos setenta, para o Hospital Tibério Nunes, passou por uma significativa reforma para atender aos serviços da Diocese de Floriano, prédio para à qual fora doado.

Temos saudades daqueles tempos do Hospital Miguel Couto. Floriano sempre notabilizou-se pelo seu atendimento. Muitas mães florianenses deram à luz aos seus filhos queridos nesse belo templo maternal.

10/25/2015

Faleceu Francisco das Chagas Pereira

Chiquinho no São Paulo de Carlos Sá 1964
O CHIQUINHO,

Tomamos conhecimento, hoje pela manhã, da notícia do falecimento do nosso amigo Francisco das Chagas Pereira - o CHIQUINHO, em Brasília, onde residia ao lado de seus familiares.

Chiquinho foi um dos grandes craques do futebol romântico do campo dos artistas (foto à direita), destacando-se pela sua habilidade individual, velocidade e faro para fazer os gols.

Jogou no Botafogo de Gusto, Flamengo de Tiberinho, Ferroviário de Pedro Crente; no Reno de José Amâncio e no São Paulo de Carlos Sá (foto acima), onde ele aparece agachado na ponta esquerda.

Segundo se sabe, a foto do São Paulo foi uma das primeiras no formato colorido, mas o tempo foi desgastando-a e, infelizmente, somente dispomos dela no aspecto preto e branco. Foi ele mesmo quem nos concedeu para recuperá-la e fazer a sua revitalização.
Chiquinho em Floriano

Ainda nos anos de 1970 Chiquinho foi morar em Brasília ao lado de seus familiares, como Puluca, Janjão, Ceiça da Farmácia Rocha, Fatinha, Gerardinho e Nonatinho. Todos souberam adaptar-se na Capital Federal.

Chiquinho começou a estudar, trabalhar e, ainda no futebol, mostrou seu talento em alguns tomes de Brasília. Nas suas férias, voltava a Floriano para rever amigos e parentes.

Há pouco tempo participou, em 2004, de uma exposição dos times de Floriano de todos os tempos, organizado pelo nosso amigo Teodoro Sobral, onde ele se confraterniza com vários amigos do passado, veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ce59mPMkCPM do nosso canal do youtube.

Chiquinho era casado e teve três filhos, todos formados e dando continuidade aos seus anseios de cidadão batalhador, onde soube enfrentar até o fim com muita disposição as adversidades que a vida nos proporciona, superando com altivez e determinação as dificuldades normais do dia a dia.

Chiquinho, você partiu, como sempre dizemos, fora do combinado, mas no céu você vai continuar brilhando com outros filhos da terra que já se foram, fazendo novos gols celestiais.

10/24/2015

Entrevista com Geremias

GEREMIAS - FIZ UM GOLAÇO DE AVIÃOZINHO!


José Neves da Costa, conhecido por “GEREMIAS”, apelido herdado do seu pai, que se chamava Geremias. Nasceu em Uruçuí, em 28 de outubro de1937, 69 anos. Chegou em Floriano em 1940 e iniciou jogando sua pelada em 1945. 

Perguntado sobre o seu primeiro time, Geremias respondeu de aviãozinho:

- Foi o Bonsucesso de Calistinha (Dr. Calisto Lobo), 1954 e fiz um gol na estréia.

- Qual o seu ponto forte no futebol?
Jeremias com Amigos

- Eram três coisas: preparo físico, pique e não desistia;

- Qual a sua posição dentro de campo?

- Lateral esquerdo, sempre fui fiel a essa posição.

- Você lembra de algum ponteiro que você achava difícil de marcar?

- Pelo amor de Deus, JANJÃO, hoje “JJ”, agora é que ta difícil, o homem agora é forte demais. Sim, mas voltando o assunto, Janjão, era rápido, driblava e chutava com os dois, as jogadas variavam muito, ele nunca repetia as jogadas, quase me mata.
Geremias do Ferroviário


- Teve algum jogo que te marcou, que você jamais esquece?

- Tem um especial, foi Ferroviário 3 X 2 Comércio Esporte Clube (o time era da elite), com três gols de SADICA, na sua estréia, pense numa figura endiabrada, o baixinho, fez a alegria da galera, eu me lembro até da formação desse nosso timaço!

- Qual era a sua formação?

- Netinho(in memorian), Pulu, Antonio Ulisses (In memorian), Zequinha da Bahia e Geremias (apelido começou porque os amigos começaram a chama-lo de Zé de Geremias, terminou em Geremias), Zequinha, Joãozinho e Américo, Mário Besta Braba (In memorian), Sádica e Das Chagas de Parnaíba. O Presidente; Dr. Tibério Nunes, treinador: Dr. Nazareno e diretor de Esporte: Merval Lúcio (estrategista).

- Qual o gol mais importante ou o mais bonito que você fez?

- Calistinha, me dispensou do Bonsucesso, aí fui jogar no América do Barão de Grajaú, e no jogo o ponteiro direito cruzou a bola a meia altura e eu pulei de aviãozinho (hoje peixinho), foi uma pintura, gol de placa.

- Teve algum time de Teresina ou de outra praça que lhe convidou para jogar?

- Sim, Tassú, do river queria me levar, Erasmo de Deroa do Botafogo de Teresina, o Auto-esporte, mas como sabemos é difícil jogar em Teresina, a gente tem pouca chance.
- Gemerias, você hoje está aposentado? Qual era a sua profissão?

- Sou aposentado, mas faço o meu biquinho, acabei de matar um dinheiro, fico ali no Posto Santana de Marcondes de Zé Fontes. Mas a minha profissão é Mecânico de Máquinas Pesadas e Soldador.

- Na sua profissão qual o trabalho que você fez, e acha importante, deixou sua marca?

- Rapaz, que boa pergunta, nunca ninguém me perguntou isso! Eu sou orgulhoso das estruturas de ferro dos dois postos de Zé Fontes: Postos Santana e Tatu. Outra obra que eu fiz foi: montagem da Usina de extração de Algodão da Usina CIDAL de José Gomes Chaves, Paixinha de Canto do Buriti.

- Você lembra de mais algum detalhe da sua profissão?

- Sou soldador de caminhões, cantoneira, chassi, roda, inclusive passei um ano como Mecânico de Navio da marinha Mercante!

- Você lembra do nome do navio e algum episódio da sua passagem pela Marinha Mercante?

- Sim, O navio era Panamenho, e o nome “PANTELES”, embarquei em Salvador-BA, 1961, passei um ano, mas sofri um acidente, tive de retornar a Floriano, e quando recuperei, meus pais não deixaram eu voltar e aí retornei para a manutenção das máquinas de extração de babaçu.

- Você lembra o nome do seu Chefe de Máquinas no navio?

- Sim, Chefe Alonso! Uma capacidade, aprendi muito com ele. Uma coisa que ele me admirava, quando ele nos chamava pra resolver qualquer defeito o primeiro da fila era eu, sempre fui disposto, não faço cara feia para o trabalho.

- Quanto filho(as) você tem?

- São três filhas, minhas pérolas, adoro minhas filhas: Ana Maria Santos Costa, Assistente Social, Administradora da Clínica dos Médicos, Rosana dos Santos Costa, Enfermeira, trabalha em Teresina e a caçula, Giselda dos Santos Costa, formada em Licenciatura em Letras/Inglês, leciona na UNED e no estado, são três batalhadoras, tenho também três neto(as): Gustavo, João Pedro e Camila, são lindos! Sou apaixonado por todos eles. Me dão assistência, não deixam faltar nada, estão sempre do meu lado, é um orgulho, consegui formar as três filhas, são meu corpo e minha alma!

- Qual a sua mensagem para o jovem que está começando a buscar uma profissão?

- Hoje ta difícil, pois os jovens, não tem paciência, não querem aprender uma profissão, querem tudo de imediato. Quando eu comecei passe i cinco anos para aprender, meu professor era o Zé Caboré, pai de Raimundinho Caboré, o homem era duro, mas ensinava como ninguém, mas não dava nada, um vintén, entretanto liberava a oficina, para a gente fazer algumas peças, gancho para panela, grelha, espeto etc, para vender e arrecadar fundos, com o arrecadado, a gente ia ao Cine Natal, vê um “bang bang”, e alguns filmes de amor, era bom demais.
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Reportagem: César de Antonio Sobrinho

FALECEU JESOALDO DEBUK

Jesualdo Lima
Faleceu, ontem à tarde, vítima de acidente automobilístico, no trecho Jerumenha/Floriano, o nosso amigo Jesualdo Porto Lima, mais conhecido como Debuk.

Jesualdo trabalhava na sucursal do IBGE, escritório de Floriano e tinha um vasto círculo de amigos na cidade de Floriano.

Dbuk era muito querido nas rodas sociais de Floriano, tinha muitos amigos. Gostava de um bom carrnaval de época, animando a rapaziada no Marrom Glacê, nos Piratas e nos Ingratos.

Naquele tempo, estudou no Colégio Estadual Osvaldo da Costa e Silva, junto com seus conterrâneos de época, como o Ubaldo, Vieira, Almir e outros.
Junto com Amigos no Carnaval

Dbuk era filho de seu Ademazinho, antigo proprietário do restaurante Flutuante.

Era seu destino, fora do combinado, mas com certeza Jesualdo fará novas frentes de amizade no azul do céu.



Depoimento:

Por - César Sobrinho

Perto dele não tinha tristeza, mas tinha de montão de:

Sorrisos, alegria, amizade, conselheiro, integridade, amor, IBGE, família, Fluminense, Caís, Beira Rio, Marrom Glacê, Carnaval, Flutuante, Ginásio Primeiro de Maio, Bloco Os Piratas, Pedim do Bode, na AABB foi um dos organizadores das "peladas" ajudou na criação do melhor e mais bonito torneio de torcedores do seu Fluminense e dos outros times carioca: Flamengo, Botafogo e Vasco, inesquecível!

Gezoaldo, amigo, você deixou um legado que jamais será esquecido, agradecemos pela sua bela e sincera amizade!


10/23/2015

RETRATOS


ESPELHO DO CINE NATAL

Fonte: Flagrantes de uma Cidade/Luís Paulo Lopes
(Crônica escrita nos anos de 1990)

Muitos perguntarão: “O que será isso?”

Na verdade é um velho espelho de cristal que existia na sala de espera do antigo Cine Natal aqui em Floriano (foto); no entanto, eram dois espelhos: um de cada lado da sala.

Pousados sobre a parede, entre os grandes cartazes dos filmes que seriam exibidos, cômo: “A Dama das Camélias; ...E o Vento Levou; Disque M para Matar; Sublime Tentação; Capitão Kid; El Zorro; Os Três Mosqueteiros; Carnaval no Fogo”; ou entre os lindos rostos de Dorothy Lamour, Ava Gardner, Eleonor Parker, Gina Lolobrigida, Ana Mangano, e até junto a Errol Flynn, John Ford, John Wayne, Fernando Lamas... E tantos outros monstros do cinema.

Vendo-o, hoje, pendurado na parede da “Florir”, loja de floricultura da Márcia Beatriz Drumond, pois seu sogro Honorato Drumond de Carvalho era um dos proprietários do Cine Natal, ficamos a imaginar quantos rostos nele se mostraram, quantas donzelas da nossa melhor sociedade diante dele retocaram o carmim e o cílion e quantos senhores arrumaram o nó da gravata para o filme das oito e meia da noite.

FLORIANO, POR QUÊ?

POR - NILSON FERREIRA
 
DEBANDEI-ME AO ACASO PARA UM CHÃO DESCONHECIDO
MESMO SEM TE CONHECER JÁ VIRASTE UM VERSO UFANO
E AGORA ÉS MEU BERÇO, MEU AFAGO AQUECIDO
FOI AMOR QUE ME FINCOU EM TUA ALMA, FLORIANO
 
FOI TEU CAIS DE POESIA, TEU POENTE ENVAIDECIDO
OU OS PORTAIS DO CALÇADÃO, DO TERMINAL PROVINCIANO
O TEMPERO SERTANEJO E DO ORIENTE IMPELIDO
FOI CALOR QUE DERRETEU MEU CORAÇÃO, OH FLORIANO!
 
FLUTUANTE E ARGILA BRANCA, CARNAVAL E ARTESANATO
FOI REISADO, LAVADEIRA, FOI O TEU COTIDIANO
FOI PAIXÃO OU FOI TEATRO, O IDIOMA COGNATO
VI TEU CÉU E VI TEU CHÃO E ME DESPI, OH FLORIANO!
 
VOCAÇÃO PRA ENSINAR, E PRA CURAR, E PRA SERVIR
FOI A FÉ, E A DESCRENÇA, OU O SANTO OU O PROFANO
FOI POR TI: CHOREI AO LONGE QUANDO TIVE QUE PARTIR
FOI POR MIM QUE RETORNEI PRA RESPIRAR-TE, FLORIANO
 
 FOI TEU RIO, BENQUERENÇA, ACOLHIDA E REFRIGÉRIO
A USINA DADA À ARTE, À MEMÓRIA, AO SOBERANO
PERDOADO AGORA ESTÁS DIANTE DE TEU ADULTÉRIO
AO TROCARES PROUTRA TERRA, MINHA BELA FLORIANO
 
LÁ DA MANGA, DA UICA, FOI ORIGEM, FOI LEGADO
DOS EXTREMOS, SINGELEZA, POVO HUMILDE SUBURBANO
NA CENTRAL E NA SERTÃ, FOI SÃO PEDRO ADVOGADO
MÃE DAS GRAÇAS E FRANCISCO, FOI TUA FÉ, OH FLORIANO!
 
FOI TUA PONTE PROUTRO ESTADO, OU O BARCO QUE ME AVISTA
 “NÃO CESSANDO”, OU “TIBERANDO” NO PRAZER TÃO LEVIANO
OU ORANDO EM TEU TEMPLO, O VELHO TEMPLO BATISTA
OU QUEM SABE A TUA MÚSICA QUE ME ALENTA, FLORIANO
 
FOI PARENTES, NO PASSADO, OU SOU EU NA DESCENDÊNCIA
O GERADO, O ADOTADO, TRANSEUNTE E CARCAMANO
NOS RENDEMOS A TUA FORÇA E PRESTAMOS REVERÊNCIA
TUA ESSÊNCIA NOS EMBALA, TE AMAMOS FLORIANO
 

10/22/2015

FALECEU JULIMAR ALVES NOGUEIRA

Julimar Alves Nogueira
Faleceu o nosso amigo JULIMAR ALVES NOGUEIRA, filho do senhor João Alves (da Mesa de Rendas).

Julimar há muito tempo já estava em Teresina com a sua família, Gorete (sua esposa) e seu filho Diego.

Muito correto, tranquilo, tinha um senso de humor bastante apurado e tinha um grande círculo de amizade em Teresina e Floriano.

Trabalhava no ramo de serviços gráficos e tinha uma empatia significativa com o seu trabalho. Organizado, tudo dele era anotado, guardado, cada coisa em seu devido lugar.

Tinha um hábito literal, significativo, que deixavam a todos em silêncio para admirar-lhe nele esse gesto puro, o poder da oração. Diariamente fazia isso com firmeza, fé e vontade, para ganhar o dia com o seu trabalho, voltando para casa consciente de dever e as suas obrigações cumpridos.

Quando meninos, em Floriano, jogávamos bola no Odorico, no Ferroviário, Campos dos artistas; assistíamos muitos filmes no Cine Natal e era torcedor do Atlético Mineiro.

Quando o Atlético foi campeão, em 1971, ele imitava o famoso centroavante Dario (o rei Dadá) e se achava parecido com o estilo do craque.

Tranquilo, ninguém via ele se mal dizendo, gostava de caminhar, de uma boa música do passado e de ler revistas, livros e, principalmente, aquela antiga revista SELEÇÕES (seu pai tinha uma coleção).

Julimar, agora, está no céu, mas com certeza estará reencontrado outros velhos amigos para consolidar a sua história, que aqui soube prosperar junto com a sua família e amigos.

"NÃO EXISTE PARTIDA PARA AQUELES QUE PERMANECERÃO ETERNAMENTE EM NOSSOS CORAÇÕES"

Mensagem de seu amigo de infância JANCLERQUES MARINHO DE MELO.

10/19/2015

RETRATOS

Prefeito Gilberto e Gil Marinho
DEPOIMENTO

Por - Gilberto Júnior

Prezado Janclerques Marinho Melo

Tirei essa foto nesta semana, na abertura do Campeonato Amador, no Estádio Tiberão. 

Lembrei de você naquele momento, pois registrei esse cara que considero um dos mais abnegados desportistas de Floriano. 

Há muitos anos o Gil Marinho faz esse trabalho silencioso, deixando até mesmo de assistir às partidas por mais importantes que sejam, para vender ingressos na bilheteria. 

É invejável a sua contribuição para o futebol de Floriano. Hoje não acontece mais, mas ele também muito tempo prestava o serviço de "costurar" as bolas de couro. Ou seja, é uma relíquia viva do nosso futebol.

10/12/2015

RETRATOS

Pererão simbolo de resistência
Eu e o nosso amigo Puluca, estávamos cumprindo uma agenda fotográfica, dentro do contexto sócio-cultural de Floriano.

Eis que de repente, encontramos a simpática figura de nossa amiga Maria do Socorro Pereira (foto), mais conhecida PERERÃO.

Segunda ela, - "as dificuldades atualmente são muitas, não tive filhos, mas criei vários sobrinhos e, no momento, venho sentindo problemas nas pernas..."

Ela disse, ainda, que foi homenageada pela Escola de Samba Estrela Cadente e que desfilou no carnaval com imensa felicidade.

Depois de um bom papo, ela deu uma bela olhada em nosso rumo e puxou pela memória:

- Eu ainda acho que conheço vocês de algum lugar... Estou certa?

Duvidamos, se muitos de nossos leitores não reconheçam dona Socorro, essa grande figura dos tempos românticos, que os anos não trazem mais.


Em tempo:

Depoimento de Gilberto Lima (filho de seu Hononato):

"Socorro Pereirão pode ser considerada como uma das mais destacadas preceptoras em iniciação sexual de uma geração de adolescentes da princesinha do sul.

Por isso, é justo que seja objeto de muitas e muitas homenagens.

O que mais me impressionou e ao mesmo tempo deixou-me incredulo, foi que, apesar de ter levado uma vida devassa, como mulher de "vida livre", cuja atividade era a prostituição, mesmo assim, constituiu família, posto que é mãe e avó devotada, demonstrando a todos que, apesar de tudo, nunca perdeu a sua dignidade.

Eu reverencio, com muito respeito essa ilustre florianense."

Gilberto de Moura Lima, São Luís-MA.

10/11/2015

RETRATOS

Torneio do Campo dos Artistas

Por - Danúnzio Melo (in memorian)
Sao Paulo de Carlos Sá

Era ainda a época romântica de nosso futebol. Como sempre temos abordado, o campo dos artistas era o palco dos tradicionais campeonatos amadores de Floriano, o qual tinha como pano de fundo um frondoso cajueiro (foto abaixo), onde agrupavam-se atletas, cartolas, enfim, todos aqueles que de certa forma ajudavam ou atrapalhavam os espetáculos.

Pois bem, chegara, então, o dia do torneio início daquela temporada, torneio esse que preambulava o campeonato principal.
Para a realização do evento, o Gusto, dono do Botafogo e seu presidente e, também, como membro da liga organizadora do campeonato, encomendara, ao seu Raimundo Beirão, renomado carpinteiro da cidade (tratado carinhosamente (?) pela sua digníssima esposa dona Joaquina, de Raimundo Beirada), as traves que seriam postadas no estádio.

Como combinado, tudo foi feito. Confeccionados os arcos, foram estes cuidadosamente fincados nos extremos do campo, nos seus mínimos detalhes, como exigido nas regras do futebol.
O campo dos artistas estava uma beleza e o dia maravilhoso para a prática do futebol, dado que até São Pedro mandara uma boa rajada de chuva para sedimentar e esfriar o areão.

Dada a magnitude daquele belíssimo espetáculo de futebol, outro não poderia deixar de ser, o árbitro da partida, senão o grande Vicente Xeba.

Tabela pronta, times equipados, disputariam a primeira partida o Santos de Cuia e o Botafogo de Gusto, sendo que todas as equipes, como Caiçara, Flamengo de Tiberinho, Ferroviário de Pedro Crente, Fluminense de Fabrício, São Paulo de Carlos Sá e outras já se encontravam equipadas e aquecidas para os embates.

Tudo bem, não fosse o incidente surgido naquela ocasião, em virtude de o dinheiro arrecadado pelo nosso amigo Gusto não ter sido suficiente para ocorrer como pagamento ao artífice Raimundo Beirão.
Ante esse fato, incontinenti, seu Beirão mandou arrancar as traves de volta, não obstante os apelos e as promessas de todos os que ali se encontravam de que a grana não demoraria.

Sem os travessões, restou aos cartolas a discussão sobre a realização ou não do torneio, muito embora soubessem que esta realização, em última instância, seria decidida pelo grande Xeba.

Assim sendo, dirigiram-se todos até o famoso rifirí, sendo que este, de dedo em riste, bradava:

- Num quero nem saber; num quero choro; vai ter jogo; faz as traves de talo de coco; num precisa travessão; num precisa dizer que gol só vale rasteiro!

Dito isso, apitando bem alto e forte, Vicente Xeba adentrou o campo numa corrida cadenciada, em marcha a ré, concitando com as mãos, alternadas, a entrada dos alvinegros ao centro do belo areal.

10/10/2015

RETRATOS







GOL REPLAY AO VIVO
Texto de Danúnzio Melo (Anos de 1980)
Já alguns anos nos separam daquela primeira meia década dos anos sessenta, mas ainda vive na minha memória aquele cômico episódio que passo a narrar.
O Campo do Artista era a praça preferida dos torneios e campeonatos de peladas que se notabilizaram pelas grandes expressões dos praticantes da modalidade, entre os quais a figura do meu amigo Vicente Xeba, que era conhecido como a maior expressão em termos  de arbritgem da época, e ficava orgulhoso ao escutar, aqui e ali, elogios como: Vicente Xeba tem moral e categoria...
Naquele tempo, pouquíssimos árbiros possuíam estes requisitos, o que era motivo de vaidade para o mestre do apito.
Lembro-me, era uma manhã quente de julho, pingava o meio dia e o sol era escaldante. Disputavam o torneio o Botafogo do Gusto versos Santos Futebol Clube. Jogo duro. Oitenta, oitenta e cinco minutos do tempo de contenda. Zero a zero. Jogadores sem fôlego. Xeba, apito na mão, elegante sobre suas pernas cambotas, comandava o espetáculo.

De repente, Luiz Orlando, grande jogador de bola, lança da meia cancha a pelota para o narrador deste fato, que ficou de cara a cara com o excelente arqueiro Manoel Antonio, filho de Cirilão, que quando colocou a bola no canto esquerdo do goleiro, já a galera, de pé, teve o seu grito de gol embargado na garganta, pela determinação errônea do grande juiz, marcando impedimento. Ele não observara que o zagueiro José Geraldo, filho de Geraldo Teles, dava condição de jogo ao atacante, enquanto refrescava um pouco a cabeça sob a sombra do poste do seu próprio arco e, em meio ao tumulto gerado em face dos pedidos de explicação, todos estavam indignados com o erro daquele juiz que nunca errara.

E, diante disso, aconteceu um fato interessante: o craque do apito não se deixou abalar. E digo eu: se é que existe o fenômeno da reencarnação, estou convencido de que naquele momento o corpo de Vicente Xeba foi possuído pelo espírito do grande sábio Salomao, pois, sem se constranger, ordenou que todos os atletas voltassem a se colocar nos seus postos de quando aconteceu o lançamento do meia armador Luiz Orlando, inclusive botando o zagueiro José Geraldo na mesma posição em que se enncontrava na hora e, fato continuo, mandou que se repetisse toda a jogada. E tudo aconteceu igualzinho ao lance anterior, só não acontecendo mesmo o gol.
Terminada a peleja, comentava-se, nos bastidores, que ficava debaixo dum pé de caju próximo: é um grande juiz... Um grande juiz!
Realmente, convencera a gregos e troianos. Até o próprio Xeba, que era um pouco retraído, despiu-se de sua humildade e cantou em prosa e verso: eu tenho é moral e categoria, eu tenho é moral e categoria...
Foi, realmente, o maior replay ao vivo que presenciei.

10/08/2015

RETRATOS

Por - César Augusto

GPM - Ginásio Primeiro de Maio 

58 Anos de bons serviços a comunidade!

Quem já passou lá, com certeza, lembra:

Maria Roque, João de Deus,
 Sarah Araújo, Maria Helena (Diretora)
 e Jandira Siqueira! 
"A difundir o refulgente raio
Da luz bendita que se chama instrução
Nosso Ginásio Primeiro de Maio..."

Letra do competente Prof. Eleutério Resende e música de Raimundo Fonseca.

Este Hino, sem dúvida é uma das coisas mais bonita de Floriano!

A União Artística Operária Florianense, fundou e mantém até esta data uma entidade expressiva na educação dos jovens. A simbologia de Primeiro de Maio vem de 1957 é algo notável. 

Mais de 3.000 alunos concluíram o Ensino Fundamental, ajudando a formar cidadãos em diversas áreas: jurídico, medicina, odontólogos, engenheiros, contadores, administradores, políticos, empresários, comerciantes, advogados, fazendeiros, militares, funcionários públicos federais, estaduais e municipais, dentre outras categorias profissionais.

Atualmente o GPM tem mais de 300 alunos, distribuídos no Fundamental I com alunos a partir de 06 anos de idade do primeiro ao quinto ano e o Fundamental II, alunos do sexto ao nono ano.


Os Diretores que aturam desde 1957:

Braulino Duque, Maria Helena Siqueira (inesquecível - revolucionou o Ensino na época), Albérica Alves, Paula Francisca, Léa Almeida, Auta Maria, Carlos Vilarinho, Suzana França, Marenice Atem, Raimunda Silva, Maria Cândida Góes, Maria Angélica (admitida em 1957, trabalhou mais de 50 anos), Maria Madalena Laurentino (admitida em 1983 como professora) atual diretora desde 1999 até os dias atuais, com mais de 30 anos na escola.

Professores que lembrei:

Dr. Clementino (pra mim o melhor professor - OSPB), Neuza Matos, Lurdinha, Rubenita, Raimunda Silva.

O Ginásio Primeiro de Maio, mantém como tradição:

1. Desfilar pelas principais ruas e avenidas de Floriano no aniversário da escola (01.05)
2. Quadros de formaturas das turmas que encerram os cursos.

10/05/2015

RETRATOS


Por - Cesar Sobrinho

PALMEIRAS DE BUCAR

Local: Estádio Mário Bezerra

Data: 01.04.1966

Num bate papo descontraído com o zagueiro Bagana
!
- Qual o melhor time que vc atuou?

- Sem dúvida, o Palmeiras de 66, veja aqui a foto!

- Lembras os nomes desse timaço!

- De pé: Reginaldo, Sadica, Antônio Luiz Bolo Doce, Bitonho, Perereca e Osmar.

Agachados: Zilmar, Pechincha, Bagana, Bucar, Antônio Guarda, Brahim e Petrônio!

- Qual o maior adversário do verdão?

- Sem dúvida o Ferrim (nome carinhoso do Ferroviário), um clássico, lotava o estádio!

- Você lembra de alguma passagem marcante?

- A nossa torcida era uma festa só, quando o time entrava em campo, dois fanáticos torcedores, Del Bueno e Salim, gritavam "Lá vem os periquitos", e haja foguetórios! Aquilo era uma motivação enorme! Outra lembrança boa era a dupla de atacantes, Antônio Luiz Bolo Doce e Sadica, eles infernizavam as defesas, dava pena, Sadica, era ligeiro e driblador, Bolo Doce, além de driblar, segurava a Bola (só vi dois jogadores fazerem isso: Jolimar, dava um trabalho danado, e Bolo Doce), chutava com os dois pés, uma precisão impressionante, todo jogo fazia 2, 3 gols!

10/04/2015

RETRATOS

Cruzeiro do Bosque
CRUZEIRO DO BOSQUE 

CAMPEÃO FLORIANENSE AMADOR - 1971


Onde? Estádio José Meireles - Ferroviário


Quando a final? 15.12.1971


Placar do Jogo: Cruzeiro 3 X 1 Reno


Presidente do Cruzeiro: Pompéia, o maior garimpeiro de craques - ele achou Cesar, no Campinho de João Justino, que era cercado de mufumbo, Pompéia ia passando para o trabalho e viu a "mulecada" César, Budim, Pitoé, Luiz Urquiza, Benilton, Midim, Pedro, Chiquinho, Didi, Luciano, Nelson Júnior, batendo aquele bolão, parou, se agachou na sombra do "mufumbo", quando parou o jogo, se aproximou e disse:


- Como é teu nome?


- Cesar


- VC quer jogar no meu time, a gente treina no Ferroviário, tem treino amanhã 17h?


- Quero (resposta na lata).


César com 16 anos tomou de conta do meio de campo, quando terminou o jogo da decisão, Janjão veio me cumprimentar! Claro fiquei feliz! Logo, logo tive que partir para estudar em Teresina em seguida na Marinha no Rio de Janeiro! Aí já é outra história, que contarei no futuro!


Presidente do RENO - Zé Amâncio, outro baluarte do futebol, descobriu muitos craques!


De pé: Zé Baxim, Hélio, Raimundo Sapateiro, Pompéia, César Augusto e Carlos.


Agachados: Raimundinho Pantera, China, João de Filó, Neguinho de Eva e Quinto.


Mascotes: Filhos de POMPÉIA.


Colaboração - César de Antonio Sobrinho

10/03/2015

O PASSEIO EM FRENTE AO CINE NATAL



Colaboração – Nelson Oliveira

O título dessa página foi uma prática adotada durante muitas décadas, sempre aos domingos, a partir das sete horas da noite.

O Cine Natal ( foto dos anos de 1940 ) exibia diariamente, em duas sessões, uma às 18 horas e a outra às 20 horas; e aos domingos às 19 horas, costumeiramente, era iniciado o referido passeio protagonizado pelas senhoritas da época, da elite, e consistia de inúmeras pessoas de braços dados, percorriam o espaço compreendido entre a esquina com a rua Fernando Marques, até onde esteve funcionando, por muitas décadas, o Supermercado Triunfo e atualmente está estabelecido o AVISTÃO, especialista na comercialização de calçados, num movimento constante, na mais perfeita ordem, onde, durante o dito movimento, elas conversavam entre si, abordando diversos assuntos relativos a cada qual.

Às 20 horas e 30 minutos, momento da segunda sessão do cinema, o movimento enfraquecia e, às 21 horas, já tinha se extinguido o referido movimento naquele palco que era constituído de uma ampla calçada de mais ou menos cinco metros de largura delicadamente mozaicada pelo proprietário do cinema, o senhor Bento Leão.

Enquanto as belas senhoritas daquele tempo desfilavam, os pretensos e os namorados, os primeiros, através de flertes ( o olhar ) com os já namorados, permaneciam à beira da calçada, esperando as conquistas do momento e das já conquistadas.

Alguns, na hora da segunda sessão do cinema, ingressavam no local para se deleitarem dos bons filmes da época e os demais, que já tinham conquistados alguém, saíam em busca da casa da nova conquista.

Aquele local foi sem dúvida nenhuma responsável por muitos romances que resultaram em felizes casamentos, que apesar da tão falada modernidade pregada por alguns, ainda persistem em nossa sociedade, com netos e filhos e até bisnetos, numa demonstração de que o amor, em todos os tempos, é o mesmo com a diferença de que existiu o respeito recíproco entre o homem e a mulher, atributos aqueles que atingiam quem vinham depois; infelizmente, hoje, isso não ocorrem nossa sociedade, onde se constata inversão de valores com a roda grande querendo passar por dentro da pequena e se isso acontecer, certamente, veremos Sodoma e Gomorra renascer.

Felemos também da outra classe social, que se reunia na calçada defronte. Ali onde é a sede da 5ª Região Fiscal, também havia ajuntamento por volta dos anos de 1950, de pessoas da classe operária, sem contudo o clássico passeio.

No prédio citado, existia a Confeitaria São Jorge de propriedade do senhor Abdias Pereira, que naquele tempo desempenhava o papel das hoje lanchonetes, servindo todo tipo de merenda e alguns tipos de bebidas. Aos domingos com excelente frequência até às nove horas da noite, logo após o início da sessão de cinema com todos retornando às suas casas ou se dirigindo para outro local de diversão.

Se não me falha a memória, na gestão do prefeito Francisco Antão Reis, na década de 1960 houve melhoramento na praça doutor Sebastião Martins, visando a transferência para aquele logradouro, daquele movimento em frente ao Cine Natal, que na verdade se iniciou, entretanto, daquele movimento nunca com entusiasmo que havia no primeiro e que por isso teve efêmera duração, apesar da modernidade da praça, onde existia até uma fonte luminosa e de maior espaço.

Mas é assim, o povo é que é o dono da verdade.