11/10/2014

Poeta piauiense que mora em GO volta a Floriano 68 anos depois


Quase 70 anos depois de ir embora de Floriano, o procurador do estado de Goiás aposentado, Getúlio Targino Lima, volta a sua terra natal. Poeta, jornalista, advogado e presidente da Academia Goiana de Letras, Targino está em Teresina e ministrou palestra na manhã deste sábado (08) na sede da Academia Piauiense de Letras.




Emocionado, Targino revelou que é já veio ao Piauí três vezes, mas nunca foi a Floriano. São 68 anos distante da terra natal. Mas, agora, há um sentimento de dever cumprido, após uma vida de realizações, e Targino diz que essa visitaservirá para "prestar contas".

"Em Floriano a situação vai ser dramática. Eu saí de Floriano com cinco anos de idade. Eu não havia voltado lá. Então, chega um momento na vida em que tudo que a pessoa poderia desejar alcançar, alcancei. Como professor de universidades, como advogado, advogo em todas as instâncias, inclusive no Supremo, comoescritor, estou na presidência da Academia. Enfim, em todos os setores que me coloquei consegui chegar ao topo. Então, esse é um momento de prestar contas à minha terra. Eu quero chegar lá e dizer que o menino que nasceu na Rua dos Molambos, era o nome da minha rua, se transformou no que hoje eu sou", 
contou.

Mesmo morando em Goiânia, Targino acompanha o que é produzido na literatura piauiense e elogia o empenho dos escritores e das entidades em divulgarem as obras produzidas aqui. 

"Acompanho a literatura piauiense. O que mais me impressiona é o empenho com que as instituições culturais e os escritores se colocam na batalha para que a produção apareça. Então, cresceu muito a divulgação desde o último momento em que aqui estive. É o que mais me chama a atenção, além da qualidade indiscutível dos trabalhos. O que estou vendo é que, com todas as dificuldades que a gente tem porque todas as instituições culturais têm dificuldades, mas aqui, apesar da complicação, está aí o presidente anunciando o lançamento de livros. Isso é uma coisa maravilhosa, que é feita com o maior esforço. Não há um apoio substancial público. Não há aqui como também não há em Goiás",
 disse.

Fonte: florianonews.com/www.cidadeverde.com

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