sábado, junho 30

REENCONTRO

Velha Guarda de Floriano
Hoje, a partir das 11 horas, estaremos reunindo a galera da velha guarda de Floriano no Restaurante Carneiro na Brasa na rua Ríver, próximo e por trás da antiga Churrascaria Escândalo no bairro São Cristóvão.

Esse nosso atual reencontro estava marcado para ser realizado no Clube da Caixa Econômica, APCEF, mas como vai haver uma conversão partidária por lá, tivemos que alterar o nosso calendário.

Presenças Marcantes dos irmãos Benedito e José Reis Alves da Silva, filhos de dona Joaninha ( que recentemente festejou, nada mais nada menos, do que os seus 100 anos de vida! ), do Puluca, Iran, Cristóvão, Ubaldo, Janclerques, Chicolé, Kanguri e outros que poderão aparecer por lá.

Portanto, quem for florianense e quizer participar, é só dar uma chegada por lá, que vai reencontrar velhos amigos, para desenvolver um papo agradável e reviver aqueles bons tempos do passado romântico de nossa Princesa do Sul.

Um grande abraço a todos aqueles que amam a nossa Terra!

sexta-feira, junho 29

FLAGRANTES DE UMA CIDADE

Francisco Parentes
Por - Professor Luiz Paulo de Oliveira

Dia 08 de julho, quando completará 115 anos de cidade, temos que nos lembrar que tudo começou do sonho e da vontade e determinação desse jovem ( foto ) - Francisco Parentes.

Nascido em Barras, Piauí, ( Sítio Anajá ), em 10 de junho de 1839, desde muito jovem desejou estudar. Envidou todos os esforços e, com a ajuda de muitos - inclusive com a subscrição que fizeram para que pudesse estudar, Francisco Parentes chegou a ir para a França e lá estudou agronomia, um sonho que acalentava desde criança. Queria ser agrônomo para servir melhor ao Piauí.

Em 19 de junho de 1871, Francisco Parentes recebe o grau em agronomia, dado pelo Institute Meully de Grand Jouan. A 10 de agosto do mesmo ano chega a Teresina.

Procurando as autoridades, lança a idéia de criar no Piauí uma Colônia Agrícola. Com o consentimento de D. Pedro II e a ajuda do Barão do Rio Branco, Francisco Parentes é autorizado a voltar ao Piauí, pois haviaido ao Rio de Janeiro apresentar seu projeoto e dar início à construção da Colônia.

No dia 10 de agosto de 1874, lança a pedra fundamental da Colônica Rural São Pedro D´Alcântara. Estava realizado, em parte, o seu sonho.

Infelizmente, vitimado por uma febre maligna, morre em Amarante, aos 37 anos de idade no dia 16 de junho de 1896.

Francisco Parentes, o primeiro Agrônomo do Piauí, não morreu em vão. Seu sonho se concretizou e a Colônia, havendo prosperado, se transformou nesta cidade de FLORIANO, que vai comemorar festivamente os seus 115 anos.

Francisco Parentes é parte desta festa, pois somos filhos do seu sonho de grandeza.

Fonte: Flagrantes de uma cidade

PARA O RESGATE DA MEMÓRIA DA CIDADE

CHUVA, CHUVA!

Djalma Silva ( o professor e suas memórias )

O inverno ia geralmente de dezembro a abril. As chuvas amiudadas ou intermitentes caindo, correndo pelas bicas e biqueiras das casas, encharcando a areia grossa das ruas ou fazendo lama nos terrenos compactos. Nas ruas em declive aconteciam as enxurradas, onde os meninos soltos brincavam. Os vegetais vivificados, estuantes de seiva.

Mas chegava o mês de maio. Os noturnos tinham-se ido. O tempo agora era claro. Bonito. Árvores e ervas floridas, alegrando os campos. No firmamento azulado, núvens leves e brancas como flocos de algodão. No primeiro dia nos tempos recuados de minha infância, as janelas amanheciam enfloradas. Um costume muito bonito, muito agradável, muito gentil, que foi desaparecendo com o passar dos anos. Irrompiam os ventos gerais.

Era então a chegada à época de empinar papagaios ( pipa ). E de dia os céus se estrelavam de várias cores e tipos.

A temperatura amena, à noite, ia até julho. Chega agosto e, então, era, como disse Veras de Holanda: "TRINTA E DOIS, o sol dardeja e queima. O sol fuzila. Num bárbaro calor que as almas aniquila."

Setembro era a mesma coisa. A quentura torrando a vegetação, secando as flores e pondo modorra nas pessoas e nos animais. Mas vinha a chuva dos cajús. As florescências dos cajueiros se transformavam em frutos. E estes logo amadureciam, pintalgando as árvores de amarelo e vermelho. Uma beleza. Nos domingos, muita gente e principalmente muitomenino ia para os matos buscar cajús e brincar.

A partir de outubro, trovões e relâmpagos a par de algumas precipitaçõies pluviosas, punham no povo as esperanças de um bom inverno, de fartura, de bem estar.

Se em vez disso o céu continuava profundamente azul, isento de núvens pronunciadoras de chuvas, o vento balançando as copas das árvores, sibilando nos telhados sem forro nas casas, arrepiando a cobertura das palhoças e varrendo o chão, levantando núvens de poeira, o povo começava a preocupar-se.

Nos encontros de ruas, na conversa das varandas ou nas portas das casas à noite, a tônica era uma só. O prolongado verão e a expectativa de dificuldades e até de fome.

No silêncio das alcovas as famílias oravam implorando a proteção dos seus santos. Nos subúrbios a gente humilde, em procissão, saía à tardinha pelos matos com garrafas de água na cabeça rogando a Deus nos seus cânticos: Chuva! Chuva!. Chuva com abundância!

COMENTÁRIO EXPLICATIVO SOBRE O TEXTO

Por - Nelson Oliveira e Silva

Com respeito aos papagaios, ou pipas, que eram empinados, o palco era a praça da Igreja, hoje Sebastião Martins, pelo espaço que possuía uma vasta área, visto que ali só existia mesmo a nossa Catedral e se tornava palco dos demais variados tipos de papagaios/pipas e terminava se transformando numa grande festa promovida pelos jovens da época. Dependendo da condição fionanceira dos empinadores, existiam papagaios de vários tamanhos e cores, embelezando os céus da cidade; os instrumentos eram fabricados com pedaços de buriti e papel de seda, com tamanho de 1 metro de altura por 1 de largura e o seu fabricante era um filho do senhor Celino Miranda, que residia próximo à Igreja Batista, mais precisamente onde está o cosultório do doutor Odilon e que atendia pelo apelido de "barata descascada", em virtyude de sua pele muito branca.

Como naquele tempo, a criança e o jovem pela educação que recebiam dos pais tinham ciência dos seus limites e não eram contaminados pela modernidade do mundo de hoje e o papagaio era, sem dúvida, uma brincadeira sadia que não trazia nenhum prejuízo.

Dentre aqueles que tomavam parte da brincadeira, alguns estão no nosso meio, como o Chico Pereira e seu irmão Zé Wilson, Fozi Attem, Zeca Demes, residente em Goiás, Carlos Martins e muitos outros.

O poema intitulaodo TRINTA E DOIS, de autoria de Veras de holanda, nascido em Caxias, Maranhão, tinha relação com a seca de 32, que assolou o nosso Estado; além de poeta renomado, era professor de vários colégios, inclusive o seu, que era situado na rua Fernando Marques, antes da casa do senhor Abrão Freitas e inspetor de ensino. Veras de Holanda possuía uma vasta cabeleira, como a de Castero Alves, era casado com a professora de nome Conceição e salvo engano, era irmã da dona Noeme Melo ( in memorian ), mãe dodoutor Adelmar, Aevan, Adeval, Aldezita, Fátima e outros.


quarta-feira, junho 27

Evento empresarial acontece amanhã em Floriano


A transportadora Geralog realiza, nesta quinta, 28 de junho, no hotel Rio Parnaíba, em Floriano, um coquetel de confraternização da empresa com os empreendedores da região. O objetivo é apresentar as modificações estruturais que estão acontecendo na filial da cidade e anunciar a construção da nova sede local.

O proprietário, Flávio Leal, está otimista com o evento. “Convidamos grandes empresários da cidade, para que possamos apresentar uma série de soluções em transportes para os diferentes segmentos”, disse.

A Geralog atua no mercado de transporte de cargas com uma equipe formada por profissionais com experiência de mais de 20 anos no segmento. Composta por quatro sócios, a transportadora possui uma frota de mais de 50 caminhões, equipados com sistema de rastreamento, que permite aos seus clientes ainda mais segurança. Em sua carteira de clientes, encontram-se grandes empresas como as do grupo Carvalho, grupo Jorge Batista, entre outros.

Floriano está de luto: morre Frei Antônio Curcio


Frei Antonio Cúrcio

Faleceu nas primeiras horas desta quarta-feira (27/06), em Floriano, Frei Antônio Curcio. Fundador da Ordem Franciscana de Floriano e do Colégio Industrial, Frei Antônio Curcio é um dos principais personagens de Floriano nas últimas décadas.
Faleceu nas primeiras horas desta quarta-feira (27/06), em Floriano, Frei Antônio Curcio.

Fundador da Ordem Franciscana de Floriano e do Colégio Industrial São Francisco de Assis, Frei Antônio Curcio é um dos principais personagens de Floriano nas últimas décadas.
Ele estava doente há vários meses. 
DADOS BIOGRÁFICOS DE FREI ANTÔNIO: 
Nasceu na Itália, na cidadezinha de Montefalcone di Val Fortore, no dia 10 de julho de 1920, de um casal muito querido: ele, Michele (Miguel) Curcio, respeitado pela sua justiça; ela, Genoveffa (Genoveva) Valénzio Curcio, pela sua inteligência e sua liderança na comunidade.
A partir dos 7 anos (regulamentares na Itália naquela época) freqüentou a escola primária e no ano de 1931 entrou no Seminário Franciscano (denominado Colégio Seráfico) para cursar o ginásio.
Desde o ano de 1936 tinha começado uma intensa preparação para o Sacerdócio cursando Filosofia e Teologia na cidade de Benevento. Foi necessária muita garra e muita força de vontade, pois os tempos eram difíceis por causa da 2ª guerra mundial. E, em 19 de março de 1943, em plena guerra, tendo terminado seus estudos com 6 meses de antecipação, foi ordenado Sacerdote na Capela particular do Arcebispado de Benevento.
Logo depois da Ordenação Sacerdotal, enviaram-no à cidade de Paduli, como Mestre , no mesmo Colégio Seráfico onde ele foi acolhido em 1931. O Colégio era o início da 1ª etapa da preparação dos adolescentes que pretendiam entrar na Ordem Franciscana: preparação cultural (freqüentando o curso ginasial), preparação social e preparação religiosa. Poucos anos depois o Colégio foi transferido para a cidade de Airola e ele seguiu junto. Dedicou-se com afinco à sua tarefa como Mestre, em seguida como Vice-Diretor e por fim como Diretor. Sua tarefa era de bastante responsabilidade, pois precisava cuidar da administração, da alimentação (muito difícil porque era tempo da 2ª guerra mundial), do acompanhamento espiritual e do ensino. Assumiu para si o ensino de várias disciplinas, nas quais estava bem preparado: latim, grego, francês, matemática, história, geografia, música e canto.
Após o curso ginasial no Colégio e o ano de experiência no Noviciado, os jovens freqüentavam, numa segunda etapa, o liceu (correspondente ao nosso ensino médio atual) em outro centro de estudos na cidade de San Martino Valle Caudina, distante cerca de 14 Km. Deslocando-se 3 vezes por semana, partindo de Airola, ensinou física, química e biologia aos Franciscanos que ali estudavam em preparação ao Sacerdócio.
Ao longo destes anos o Frei Antonio mostrava, além da sua cultura, grande capacidade de organização. Os superiores então requisitaram-no para um cargo de maior confiança: confiaram-lhe a Secretaria da Província. Durante 9 meses teve sob sua responsabilidade a organização, o arquivo e a comunicação da Província Religiosa Franciscana de Nª Sª. das Graças de Benevento.
No ano de 1960, com 40 anos de idade, acolhendo o chamado de Deus para as Missões, embarcou para o Brasil.
Na confluência dos rios Tocantins e Araguaia estava sediada a Prelazia (isto é: Diocese em formação) de Tocantinópolis, confiada aos Padres Orionitas. O Frei Antonio ficou emprestado ao Bispo Dom Cornélio Chizzini para auxiliá-lo nos trabalhos pastorais.
A menos de 40 Km da cidade de Tocantinópolis, sede da Prelazia, estava localizada uma tribo de índios Apinajés, com cerca de 90 habitantes, aos cuidados do SPI (Serviço de Proteção aos Índios, a FUNAI da época). O Frei Antonio se aproximou deles, visitando-os constantemente, ajudando-os em suas necessidades, estudando sua organização tribal e social, sua religião, sua maneira de pensar e agir, suas expressões culturais, especialmente as danças, que marcam o dia a dia e os acontecimentos anuais. Ficou encantado com tanta riqueza. Estimulava-os a não perder sua identidade, seu folclore, sua organização tribal, sua maneira de viver sem descuidar das melhorias especialmente quanto à saúde. Como reconhecimento de sua amizade e seu trabalho os índios, num ato que não acontecia na aldeia havia 30 anos, resolveram dar-lhe o nome, isto é, o adotaram como integrante efetivo (e não apenas honorário) da tribo, recebendo o nome de Kangutchú Tulgaplé ´Nguklúa. A partir daquele dia nunca mais o chamaram de Frei Antonio e sim Kangutchú.
O território da Prelazia de Tocantinópolis era muito extenso e compreendia vários municípios distantes entre si. Pesquisando a situação social, religiosa, educacional, especialmente do povo do interior, o Frei Antonio ficou pasmo. Percebeu que era necessário e urgente fazer algo. Perguntou-se: haveria a possibilidade de fazer algo para melhorar a situação? Resolveu elaborar um projeto pioneiro na época: o ensino a distância pelo rádio. Discutiu o projeto com o Sr. Bispo, que deu total apoio. Mas não havia rádio na cidade.
Por conhecer profundamente a eletrônica, assumiu a tarefa da construção da emissora da cidade, destinada ao ensino a nível primário e ginasial, à comunicação, ao esporte e ao noticiário local, nacional e internacional. Por não possuir nada a não ser terreno para a construção do prédio, tijolos e cal, lançou uma campanha de arrecadação do necessário para a realização do prédio: piso, forro, telhado, portas, janelas, tintas, etc. Claro que o indispensável era o material eletro-eletrônico para a construção do transmissor, da console dos estúdios, microfones, toca–discos profissionais, receptores de comunicação, de uma reserva de resistores, condensadores, etc. A campanha foi totalmente realizada em São Paulo, visitando firmas, indústrias e lojas, graças ao considerável relacionamento e amizades de seu irmão maior Nicola, que morava na cidade de São Paulo desde o ano de 1926. Muitas vezes literalmente chorou frente a aceitação e disponibilidade dos habitantes de São Paulo.
Conseguiu totalizar 14,5 toneladas de materiais. Mas como transportar tudo até Tocantinópolis, a mais de 2000 km de distância pela BR 14, a estrada Belém-Brasília, estrada apenas rasgada no terreno e na floresta , cheia de buracos e muitos Km de areal perigoso.
O milagre aconteceu: a Força Aérea Brasileira colocou a disposição um avião C 30 (o famoso Hércules da 2ª guerra mundial!) que efetuou o transporte.
Em 1966 a Província Franciscana de Benevento, situada na Itália, assumiu com o Bispo de Oeiras, Dom Edilberto Dinkelborg, o compromisso de abrir uma Fundação Missionária na Diocese de Oeiras-PI.
Para manter os primeiros contatos, em 1966 o Frei Antonio acompanhou o Superior Provincial Frei Querubim que veio da Itália para conhecer o lugar e estabelecer os primeiros entendimentos.
A partir deste momento a vontade de Deus se manifestou claramente e mudou completamente o futuro do Frei Antonio. O Frei Querubim, como Superior Provincial do qual o Frei Antonio dependia, mandou que ele se transferisse de Tocantinópolis a Floriano para iniciar a construção do Convento Franciscano da Ibiapaba, sede da futura Fundação Missionária. Argumentou, com propriedade, que era uma bênção de Deus dispor de alguém que já conhecia a língua, o povo, as dificuldades e as facilidades do lugar. Era necessário dispor de um ponto de apoio para poder mandar os primeiros missionários com um mínimo de segurança e não ao Deus-dará.
Foi um momento de prova para o Frei Antonio: deixar a realização da Rádio Tocantinópolis, projeto ao qual tinha dedicado sua vida, logo na hora final e conclusiva. Ele meditou muito mas o voto de obediência falou mais alto: comunicou ao Sr. Bispo Dom Cornélio a decisão do seu superior e sugeriu que, como já estava quase tudo pronto, outro técnico experiente poderia completar a montagem.
O Frei Antonio chegou em Floriano em fevereiro de 1967 e imediatamente iniciou a construção do Convento. Desenhou a planta, vestiu o macacão, juntou-se aos pedreiros e, após um ano, em 1968, as primeiras dependências estavam prontas e ele, cheio de emoção, acolheu os primeiros Confrades que chegaram da Itália: Frei Vicente, Frei Mariano, Frei Generoso, Frei Antonio Carmelo que logo se engajaram no trabalho pastoral paroquial. A Fundação Missionária Nª Sª das Graças tornou-se realidade!
O Frei Antonio tinha e tem a educação no sangue. Durante o ano de 1967, enquanto estava construindo o Convento da Ibiapaba, efetuou uma pesquisa abrangendo a evolução de Floriano no período de 1940 a 1960, focalizando especialmente a educação. O resultado da pesquisa o convenceu a criar um centro que mudasse o tipo de educação vigente naquela época. Era necessário olhar a criança e o jovem como pessoa, tendo como base a família, a sociedade, a religião e uma sólida cultura, desenvolvendo as potencialidades e habilidades de cada um. Fundou assim o Colégio Industrial São Francisco de Assis e iniciou as aulas no mês de abril de 1969. A aceitação por parte da comunidade foi grande e os órgãos educacionais do Piauí: a Delegacia Regional do Ensino, o Conselho Estadual, a Secretaria de Educação, se manifestaram dando o maior apoio à filosofia educacional preconizada pelo Colégio Industrial.
O acompanhamento do aluno e preparação como cidadão é esmerada. O nível cultural é alto. Os resultados vão muito além do normal. Na comunidade de Floriano e de outros municípios são muitos os ex-alunos que atuam como médicos, engenheiros civis e eletrônicos, arquitetos, geólogos, cientistas, professores, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, jornalistas, juízes, líderes políticos, bioquímicos, advogados, contadores, economistas, agrônomos, administradores de empresas, farmacêuticos, nutricionistas, biólogos, padres.
Pesquisa e texto: Mª Umbelina Marçal Gadêlha
Fonte: noticiasdefloriano.com.br

terça-feira, junho 26

Professora Ana Maria da UESPI fala da adesão ao SiSU

Ana Maria Andrade

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) aderiu 100% ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), acabando assim com o vestibular tradicional. A Uespi era a única Instituição pública do Estado que ainda utilizava esse método. O ingresso na universidade em 2013 já será feito através do Enem.

A diretora do Campus da UESPI Josefina Demes em Floriano, professora Ana Maria Andrade ( foto ) disse que achava que o processo de adesão merecia uma discussão mais ampla, mas a maioria dos conselheiros votou a favor, então,  tem que ser respeitado. Para ela,  em termo de Piauí, será mais difícil já que agora a concorrência abrange todo o país.

“ Em termo de Piauí, como o vestibular dessa Universidade Estadual era um vestibular específico e ele contemplava a maior parte do aluno da rede pública,  principalmente, eu acho que esse processo amplo é a nível nacional, então pessoas de todo o Brasil vão está concorrendo as vagas da Uespi. Então fica um pouco de inquietação a respeito do processo, não na questão da validade do processo, mais em questão de oportunidade para o aluno do nosso Estado do nosso município”, analisou a diretora.

O Enem se realiza no mês de novembro em todo o Brasil e logo após o resultado final, serão abertas as inscrições para os aprovados.
Fonte: piauinoticias.com

segunda-feira, junho 25

PARA O RESGATE DA MEMÓRIA DA CIDADE

DOS ANOS QUARENTA AOS DIAS ATUAIS

OS ÁRABES QUE CONHECI

Por - Nelson Oliveira e Silva

ADALA LOBO, comerciante; esposa: dona Maria Kreit; filhos: Kalil, Hassan, Lourice e Jorge; estabelecimento: rua São pedro.

ADALA ATTEM, comerciante; esposa: dona Adélia Attem; filhos: Marizaura e Iracema; estabelecimento: rua São pedro ( esquina com a Fernando Drumond ).

ADALA CARNIB, comerciante; esposa: dona Maria Brandina; filhos: Elias, João Paulo, Conceição, Adaíla e Nemésia; estabelecimento: rua São João.

AGDA MAZUAD, doméstica; esposo: era solteira; residência: rua Alfredo Estrela.

ALFREDO GAZE, comerciante; esposa: dona Eugênia Gaze; filhos: Maria do Carmo, Zezé, Lourdes, Ivanda, Nair, Jamila e o único filho homem, João Alfredo; estabelecimento: praça Coronel Borges.

ASSAD KALUME ( SAID ), comerciante; esposa: dona Maria Kalume; filhos: Abraão, Elias, Leônidas, Antonio José e Sandra. Estabelecimento: rua São Pedro ( com a rua Fernando Marques ).

AUAD JOSÉ DEMES, comerciante; esposa: dona Seda Demes; filhos: Josefina, Maria, Michel, e José Demes. Estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

CALISTO LOBO, comerciante; esposa: dona Carmem Lobo; filhos: João Lobo, Lafi, Lourdes, Marta e Rosa. Estabelecimento: av. Getúlio Vargas.

CONSTANTIN PHILLIPE SALHA, comerciante; esposa: dona Lourdes Mazuad Salha; filhos: Phillipe Salha, Salomão e Nélida; estabelecimento: rua São Pedro.

DAVID KREIT, comerciante; esposa: dona alda Oka Kreit; filhos: não teve; estabelecimento: rua São Pedro.

DAVID MAZUAD, comerciante; esposa: dona Rosa Mazuad; filhos: Sérgio ( por adoção ); estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

DIB JORGE BARGUIL, comerciante; esposa: dona Whadia Barguil; filhos: Maricota, Glória, Jesus, Dib, José Pedro e Jorge; estabelecimento: rua São Pedro.

ELIAS OKA, comerciante; esposa: dona Mirtes Oka; filhos: João Oka, Michel, Mifles, Alda, Almira e Tamina; estabelecimento: rua São Pedro.

FAIZ SALIM, comerciante; esposa: dona Carmelita Lobão Salim; filhos: Marcos, Michel, Ricardo, Lafti, Ravena, Mirian e Fábio; estabelecimento: rua São Pedro.

FAUAZ SALIM, comerciante; esposa: dona Noemia Salim; filhos: Carlos, Marcos, Sara e Norma; estabelecimento: rua São Pedro.

FELIPE DEMES, comerciante; esposa: dona Luzia Demes; filhos: Adala, Nagib, Zezito e Iracema; estabelecimento: rua São Pedro.

GABRIEL ZARUR, comerciante; esposa: dona Procília Zarur; filhos: Abdala, Jamil, Socorro e Maria do Carmo; estabelecimento: rua São Pedro.

HAGEM MAZUAD, comerciante; esposa: dona Turquia Mazuad; filhos: Rosa, Maria, Ibrahim e Issa; estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

HASSAN OKA, comerciante; esposa: era solteiro; firma: Calisto Lobo; faleceu em São Luís, onde residia.

IBRAHIM BORABI, comerciante; esposa: ?; estabelecimento: avenida Getúlio Vargas; Reside, hoje, no Líbano. Era irmão do Mamede, já falecido.

JACOB DEMES, comerciante; esposa: dona Maria da Paixão; filhos Mussa, Pedro, Socorro, Leonora e Natividade; estabelecimento: rua São Pedro.

JAMILA ATTEM, doméstica; esposo: Pedro Attem; filhos: Noeme, Tereza, Defala, Pedro e Fozy; estabelecimento: rua Defala Attem.

JOÃO FREJAT, comerciante; esposa: dona Adélia Frejat; filhos: José, Jamila, Moema, Jofran, Adolfo, Antonio, Jaime, Iran, Kelita e Meire; estabelecimento: rua Silva Jardim.

JOSÉ KINAER, comerciante; esposa: era solteiro; estabelecimento: rua São Pedro.

JOSÉ SALIM, comerciante; esposa: dona Salima Mazuad; filhos: Fauaz, Faiz e Salim; estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

MAMEDE BORABI, comerciante; esposa: dona Fátima Borabi; filhos: Leila e Mamede; estabelecimento: avenida Bucar Neto.

MANOEL JOSÉ MAZUAD, comerciante; esposa: dona Violante Mazuad; filhos: Jacob, Jarlúcia e Jairo; estabelecimento: hoje, reside em Teresina.

MICHEL LOBO, comerciário; esposa: era solteiro; estabelecimento: firma Calisto Lobo.

MILAD KALUME, comerciante; esposa: Málaque Kalume: filhos: Maria, Pedro, Teresa, José Afonso, Salvação, Carmina, Âmina, Clarice, Râmisa, Gabriel e Antonio de Pádua; estabelecimento: rua São Pedro.

MOISÉS KINAER, comerciante; esposa: dona Carmem Kinaer; estabelecimento: rua São Pedro.

NEME SALUSTIANO, comerciante; esposa: dona Sofia Salustiano; filhos: Maria da Conceição ( esposa de Tufy Lobo ), Roberto, Paulo Henrique, José, Salim, Glória, Maria Helena, Maria José e Osita. Estabelecimento: avenida Getúlio Varas.

NICOLAU WAQUIM, comerciante; esposa: dona Maria Waquim; filhos: John, José, Miguel, Antonio, Paulo, Vitória, Adélia e Jasmina; estabelecimento: rua Nicolau Waquim.

SALIM ABIB ATTEM, comerciante; esposa: dona Maria Attem; filhos: Cristina, Zezé, Tetê, Dudu, Maria Francisca e Carmelita; estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

SALIM ATTEM, comerciante; esposa: dona Berzolina, Attem; filhos: Abrão, Pedro, Ocí ( legítimos ), Teresinha ( por adoção ); estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

SALOMÃO BARGUIL, comerciante; esposa: dona Luiza Barjud; filhos: Ayler, José Wilson e Abdon; estabelecimento: praça coronel Borges.

SALOMÃO ISSA MAZUAD, comerciante; esposa: Izabel Mazuad; filhos: Maria de Lourdes e Georgete ( esta, in memorian ); estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

TUFY LOBO, comerciante; esposa: dona Conceição; filhos: ? estabelecimento: praça doutor Sebastião Martins.

OBSERVAÇÃO:

O nome das pessoas aqui constantes e chamados por nomes caseiros, não representa nenhum desdouro ou desrespeito, mas sim o carinho como elas são e formam tratados na intimidade dos seus lares e das suas famílias e como são ou foram conhecidas na nossa sociedade. Toas essas pessoas, os mais velhos já se foram e os mais novos que aqui permanecem, o nosso carinho e respeito.

Livro Rotina de Pessoal será lançado em Floriano


O contador Luciano dos Santos Nunes irá lançar, na cidade de Floriano, o livro Rotina de Pessoal – Cálculos trabalhistas, previdenciários e de Imposto de Renda na fonte na relação de emprego. O evento será acompanhado de um curso sobre o tema do livro e acontecerá no sábado (30), das 8h às 13h, no auditório do Sindicato dos Empregados de Floriano.

Na programação do curso estão: Noções de Direito do Trabalho; Admissão de Empregado; Contrato Individual de Trabalho, de Aprendizagem e de Estágio; Jornada de trabalho; Encargos Sociais na relação de emprego, entre outros assuntos. Luciano Santos Nunes é pós-graduado em Auditoria e funcionário da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Piauí.

As inscrições podem ser feitas da Delegacia do Conselho Regional de Contabilidade do Piauí em Floriano, localizada na Praça Coronel Borges, 638-1, Centro. O investimento é de R$50,00 (com direito ao livro Rotina de Pessoal). Maiores informações: (89) 3521-3428.

domingo, junho 24

COPA SESC DE BASQUETEBOL


Dois jogos nesse sábado, 23, e um no domingo acontecem pela terceira rodada da Copa SESC de Basquete da Liga Novo Basquete Piauí. No sábado Às 15:30h jogam Diocesano e Iate Clube e em seguida entram em quadra as equipes do Tiradentes e Cajuína. 

No domingo às 11:00h Flamengo e 25 BC fecham a rodada. Caso tenham resultados positivos, Flamengo e Cajuína podem garantir suas classificações. Na preliminar de Flamengo e 25 BC, jogam pelo Feminino, Flamengo e IFPI.

Confira o Desempenho das Equipes até essa Rodada:

Flamengo venceu Diocesano (66 a 55) , Tiradentes (63 a 46) e Iate Clube (73 a 48) . O Flamengo tem um jogo a mais devido a não presença do 25 BC na primeira rodada que teve jogadores em ações do Exército. Com isso a tabela foi modificada. 

O Cajuína venceu seus jogos contra Iate Clube (81 a 48) e 25BC (93 a 49) . O Diocesano venceu o Tiradentes (69 a 32) e perdeu para o Flamengo (66 a 55) . 25 BC, Iate Clube e Tiradentes ainda não venceram.  A equipe do 25BC jogou apenas uma partida e perdeu para o Cajuína ( 93 a 49). O Maior resultado da competição até o momento. O Iate Clube perdeu para o Cajuína (81 a 48) e para o Flamengo (73 a 48), fortes candidatos ao título e o Tiradentes perdeu seus dois confrontos contra Flamengo (63 a 46) e Diocesano (69 a 32).

 As quatro melhores equipes se classificam para os Play-Offs finais . O Campeão da Copa SESC será o representante Piauiense na Liga Nordeste de Basquete marcada para Salvador no mês de Setembro.

Fonte: acessepiaui

quarta-feira, junho 20

Evento reunirá segmento empresarial em Floriano

Geralog em Floriano
A transportadora Geralog realiza, dia 28 de junho, no hotel Rio Parnaíba, em Floriano, um evento empresarial para o pré-lançamento da nova sede da empresa na cidade. Em nova fase, a transportadora irá apresentar ao público suas estratégias de expansão na região, sua metodologia de trabalho e os serviços exclusivos que irão favorecer o poder de competitividade dos empreendedores locais.
De acordo, com o empresário Flávio Leal, sócio administrador, a cidade de Floriano será beneficiada com a expansão dos serviços. “Nossa transportadora é reconhecida no mercado pela agilidade e pela qualidade, mas nossa meta é ousada e inclui a busca pela excelência e a expansão de nossos serviços em diversas regiões do Piauí, a começar pela cidade de Floriano, com a qual temos grandes e valiosos parceiros”, afirmou.
A Geralog atua no mercado de transporte de cargas com uma equipe formada por profissionais com experiência de mais de 20 anos no segmento. Composta por quatro sócios, a transportadora possui uma frota de mais de 50 caminhões, equipados com sistema de rastreamento, que permite aos seus clientes ainda mais segurança. Em sua carteira de clientes, encontram-se grandes empresas como as do grupo Carvalho, grupo Jorge Batista, entre outros. 
Viviane Oliveira
Assessoria de Comunicação
(86)9952-7667/9414-0236

terça-feira, junho 19

CENTENÁRIO DE DONA JOANINHA


D. Joaninha - 100 anos
de vida

 Recebemos o convite, de maneira especial, do ANIVERSÁRIO de 100 ANOS ANOS de dona  JOANINHA REIS SILVA, a ser comemorado no dia 24 DE JUNHO DE 2012, domingo próximo em Floriano.
A programação constará, às 05 horas, de uma Alvorada;  às 10 horas, Missa Solene, na Igreja da Ibiapaba, e, a partir do Meio - dia, haverá a Recepção no Hotel Rio Parnaíba ( Jorge Batista ).
Será um acontecimento de suma importância para a sociedade florianense, de maneira que tudo o que for feito para ilustrar o centenário de dona Joaninha, será um marco que ficará na história dos acontecimentos sociais da Princesa do Sul.
De Brasília, o nosso ilústre amigo e advogado José Reis da Silva, filho de dona Joaninha, virá para as festividades do centenário em caravana ao lado de parentes, dia  20, amanhã, portanto chegada prevista em Floriano nesta quinta feira que vem.
Provavelmente, ainda, no dia 30 de junho, último sábado do mês, José Reis marcará presença em nosso reencontro mensal de florianenses em Teresina, no Clube dos Economiários, para colocarmos a conversa em dia e ao lado de amigos, para revitalizar os bons tempos do passado de Floriano.

segunda-feira, junho 18

PARA O RESGATE DA MEMORIA DA CIDADE

" UM POVO SEM MEMÓRIA É UM POVO SEM HISTÓRIA "

FLORIANO - DOS ANOS QUARENTA AOS DIAS ATUAIS ( O título desse trabalho, como de outros, é o período de onde o autor se recorda dos fatos ocorridos naquela época )

OS CASARÕES E PRÉDIOS QUE NUNCA TIVERAM SUAS FACHADAS MODIFICADAS

Texto de Março - 2009.

Arquitetura da década de 50
 Por - Nelson Oliveira e Silva

Começando pela avenida Eurípedes de Aguiar, partindo-se da esquina com a rua Castro Alves, da praça coronel Borges temos o sobradinho construído nos anos quarenta pelo senhor Pedro Francisco Nunes, que tem como descendente em nossa cidade o senhor Gesimar da Fonseca Nunes, seu sobrinho. Seu Pedro Nunes mudou-se para Goiânia em 1945 e o prédio foi alugado para o antigo IAPC - Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciais, hoje INSS - Instituto Nacional de Seguro Social, que tinha como chefe, à época, o senhor Onildo Leitão.

Logo em seguida, todo o casarão até a esquina com a rua Fernando Marques, era de propriedade do senhor Bucar Amado Bucar, pai do senhor Arudá Bucar, Fauzer, Amado, Sibe, Janete dentre outros. Salvo engano, ali moraram por muitos anos, após seus casamentos, Arudá com dona Jasmina e Fauzer com dona Judite.

Do lado esquerdo, na mesma esquina com a rua Fernando Marques, está um dos mais tradicionais casarões da cidade, da família ARAÚJO COSTA, construído, salvo engano, em 1907 pelo seu chefe Raimundo de Araújo Costa, conhecido em toda a região por Doca Araújo.

Antigo Hospital Miguel
Couto

Voltemos ao lado direito da avenida. O imóvel seguintea ser dissecado é, também, um dos mais importantes casarões, visto tratar-se da Loja Maçônica Igualdade Florianense nº 865, onde se localiza o seu Templo e onde se realizam as suas reuniões.

A sua construção que se iniciou em 1920 e concluída em 1935, na gestão dinâmica do venerável José Francisco Dutra. No espaço de 1920 a 1935, cada administração contribuiu para a conclusão da grande obra e que ao longo dos anos sofreu inúmeras reformas, a última em 2007, transformando-se no melhor Templo Maçônico da região Nordeste, pela sua grandeza material e espiritual.

A Loja Maçônica Igualdade Florianense foi instalada em 12 de outubro de 1908, é a terceira mais antiga das Lojas do Estado em pleno funcionamento, tendo comemorado o seu centenário em outubro de 2008.

Casarão Cristino Castro
Na esquina com a rua Fernando Drumond, no lado esquerdo, está o casarão onde serviu de residência da família do senhor Agripino Raimundo de Castro, pai de Pedro Gaudêncio de Castro, atualmente residindo em Recife. O referido casarão tem na sua fachada belos desenhos arquitetônicos que estão sendo mantidos pelo seu adquirente, o senhor Nagib Demes, como compromisso no ato da compra.

No casarão em frente à Casa Salomão, com seu sótão e o fundo para o riacho do Gato, estende-se pela Fernando Drumond era propriedade do senhor Orfila Leão. Os seus antigos inquilinos pelo lado da avenida, lembro-me do consultório do doutor Sebastião Martins, cuja enfermeira atendente era a dona Anísia, irmã do conhecido Antonio Beirão, o advogado Otto Martins e mais recentemente dona Umbelina. Pela rua Fernando Drumond residia o comerciante de nome Barbosa, que vendia jóias, relógios etc e funciounou por muitos anos, o consultório odontológico do soutor Edilberto Rocha.


Casarão Farmácia Rocha

Na esquina da rua Raimundo Castro, ao lado direito, está o casarão onde residiu o senhor Cristino Castro, importante negociante dos anos 20, mantendo hoje na praça doutor Sebastião Martins um grande estabelecimento comercial, onde hoje funciona Farmácia Santa Adelaide. Estendeu seus negócios para antiga Nova Lapa, hoje Cristino Castro, em sua homenagem, onde instalou uma usina de beneficiamento de algodão, tendo para isso construído grande parte da estrada até aquele local, constituindo-se em um grande pioneiro do comércio e da indústria algodoeira. O senhor Cristino Castro foi um dos fundadores da Associação Comercial do Sul do Piauí, por volta dos anos 25 e os seus descendentes, atualmente, lembro-me de um dos seus netos, o senhor Wilson, filho do senhor José Felizardo.

Ao lado esquerdo, em frente ao imóvel do senhor Cristino Castro, está a casa onde residiu o doutor Sebastião Martins de Araújo Costa, médico humanitário e que morreu nos anos 50, no desempenho do cargo de Prefeito Municipal da cidade e ali nasceram, salvo engano, todos os seus filhos, doutor Ariosto e Gilberto, dona Marise, dona Miloquinha e dona Adelaide, atual ocupante da moradia.

Chegamos na esquina da rua Padre Uchoa, onde se encontra firme e soberano o sobrado da tradicional União Artística Operária Florianense, entidade classista desde 1927 e construído graças à força dos seus associados e que mantem ainda hoje na sua fachada o dístico: PÁTRIA E TRABALHO, que nos anos passados inspirou os seus dedicados associados a eregir aquele edifício, símbolo da força do operariado da nossa cidade. A União Artística Operária Florianense prestou, ao longo da sua existência, grandes serviços aos seus associados, como auxílio doença e outras ajudas financeiras aos sócios necessitados, mantendo por muitas décadas a sua própria banda de música e seu clube social, onde eram realizadas festas dançantes, com destaque para o 1º de maio, dia do trabalho, que sempre foi comemorado com a presença de destacadas figuras da nossa sociedade. Atualmente mantém o tradicional Ginásio Primeiro de Maio, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da educação na região.

Em seguida, do mesmo lado, está o casarão que ao longo de muitos anos abrigou o Hospital Miguel Couto, que mantinha uma maternidade, denominada Antonio de Morais Correia. Nos anos 70, com a edificação doHospital Regional Tibério Nunes, oriundo da Alemanha e adquirido pelo Governador Alberto Silva, para lá se transferiu o Miguel Couto. Atualmente, o casarão é sede da Diocese de Floriano, contando com a administração do Bispo Dom Augusto Alves da Rocha.

Também na rua Padre Uchoa, tem a presença da arquitetura dos anos 40, em nossa cidade, representada pelos dois sobradões ali existentes, muito parecidos um com o outro. O da esquina, xis com a UNIÃO ARTÍSTICA, foi construído pelo senhor Orfila Leão e o outro, um pouco adiante, pelo senhor Ataliba Nogueira, primos, filhos de Leônidas Leão e Afonso Nogueira, respectivamente, importantes figuras do nosso comércio, na época.

Ainda na rua Padre Uchoa, esquina com a Defala Attem ( antiga rua Rio Branco ), atualmente sede do Colégio Impacto e que pertenceu ao SESC, foi residência do médico Tibério Barbosa Nunes, onde mantinha o seu consultório, na esquina. Tibério Barbosa Nunes, filho da cidade de Oeiras, enveredou pela política, conseguindo, com isso, ser prefeito de Floriano, Vice-Governador e Governador do Estado do Piauí. Morreu vítima de acidente automobilístico próximo à cidade de Regeneração, quando se deslocava de Teresina para a nossa cidade, onde participaria da festa de 15 anos de uma sua afilhada, filha de seu amigo e compadre, Filadelfo Freire de Castro. Tibério e Filadelfo foram, sem sombra de dúvidas, dois importantes próceres políticos da nossa região.

Na esquina com a rua São João, outro casarão que faz parte da história de Floriano e que ainda mantém a arquitetura original. Ali está instalado um consultório odontológico de uma pessoa ligada ao senhor José Paraguassu ( in memorian ) e a residência do senhor Sátiro de Castro Ferraz, além de outras moradias que não sabemos os seus nomes, também abrigou a sede do Grupo Escolar Agrônomo Parentes, em 1929, ano da sua fundação; e mais o Colégio 24 de Fevereiro, fundado pelo Padre Uchoa; o Liceu Municipal de Floriano; a Escola Normal Municipal de Floriano, em 1929 e a Escola Brasil, esta nos anos 40. O referido casarão era de propriedade do senhor Marinho Queiroz.

Mais na frente, esquina com a rua Hermando Brandão, encontra-se ainda magestoso, o casarão do senhor Antenor Torres, pai do senhor Almério Torres ( in memorian ), pertencente aos seus herdeiros.

Na avenida João Luiz Ferreira, existiram inúmeros casarões, tais como o so senhor Leônidas Leão, Tiago Roque de Araújo ( hoje, Caixa Econômica Federal ), doutor Abílio, senhor Heitor Leão ( hoej, Bradesco ). Aqueles que não foram demolidos tiveram suas fachadas modificadas ou descaracterizados, fugindo, portanto, das suas características originais. Hoje, infelizmente, só existe um, onde morava o senhor Francisco Leão ( o Chico Leão ) que ainda encontra-se de pé, mantendo a sua originalidade no espaço que vai da rua Emídio Gabriel até próximo ao Laboratório Carlos Chagas da doutora Nilce Cavalcante, filha do senhor José Cavalcante, que adquiriu o referidoimóvel do senhor Chico Leão, que construiu outra casa mais moderna e mais confortável na mesma avenida e onde hoje funciona o Banco do Estado do Piauí ( Banco do Brasil ).

Chegamos à hoje praça doutor Sebastião Martins, que no passado, nos anos 40 / 50, ostentou o nome de praça João Pessoa e que, naquela época, até nos anos 60, era arborizada, em todo o seu redor por frondosas figueiras, artisticamente podadas por funcionários da Prefeitura Municipal. E na sua esquina com a rua Raimundo Castro e a rua Defala Attem, encontra-se, sem nenhuma modificação na sua fachada, o casarão onde residiu o senhor Raimundo Mamede de Castro, que se estende ao longo das duas ruas acima citadas. Salvo engano, em termo de idade, talvez seja da mesma idade da do senhor Doca Araújo, na avenida Eurípedes de Aguiar, até na forma arquitetônica são bastante parecidas.

Ainda na praça acima citada, na parte central, temos foid brlhod dobrados, que pelo local onde foram erguidos, se constituem em forma emblemática da vida da cidade. O primeiro, na esquina da rua marechal Pires Ferreira, foi construído pelo senhor Auad José Demes, lá pelos anos 20 / 30, permanecem firmes e soberbos, embelezando a paisagem da velha praça da Igreja Matriz.

O segundo sobrado, construído talvez na mesma época, quase na esquina da rua Fernando Drumond com a São pedro, pelo senhor Adala Attem.

Entre os dois sobrados acima citados, encontra-se outro casarão que, salvo engano, foi construído pelo senhor Cristino Castro, onde instalou-se a CASA INGLESA nos anos 40 / 60 e adquirido pelo doutor Oacy Alves Pereira da Rocha, da Farmácia Santa Adelaide, cuja fachada não sofreu qualquer tipo de modificação, apenas dividido em várias dependências. Aquele imóvel, como os demais já citados e os que serão, são marcos na história da Princesa do Sul.

A rua São Pedro, é pródiga de ser constituída, em sua maioria, por casarões e sobrados. No início da referida rua, na esquina, encontra-se um casarão por demais tradicional, construído pelo senhor Salomão Mazuad, talvez no início do século 19, tem 30 m2 na praça doutor Sebastião Martins e mais de 60 na rua São Pedro, indo até junto aos casarões do Senhor Assad kalume, que por sua vez vão até a esquina da rua Fernando Marques, estendendo-se pela mesma rua por mais de trinta metros. O sobrado existente ali, onde funciounou pormuitos anos a rádio Difusora de Floriano, foi, salvo engano, o primeiro construído em cimento armado, por volta dos anos trinta.

Retornando ao lado direito, está o sobrado, também construído pelo senhor Salomão Mazuad, onde foi gasto na época, duzentos contos de réis e serviu, por alguns anos, como sua residência após a sua construção. Ali funciounou, por muitos anos, a agência do Banco do Brasil e a Loja do Michel Demes. Infelizmente, o freferido imóvel, quando se escrevia essas linhas, encontrava-se bastante deteriorado pela ação do tempo, que não respeitou nem a sua beleza arquitetônica.

Alguns passos mais adiante, encontra-se também  bastante deteriorado, ovelho Floriano Clube, o primeiro clube social da elite em cujos salões foi palco de grandes bailes da nossa sociedade. Fala-se na sua restauração. Tomara!

Continuamos na rua São Pedro, da esquina da rua Fernando Marques, a praça coronel Borges, na esquina do lado esquerdo, encontra-se o antigo prédio da antiga Prefeitura Municipal de Floriano, construído nos anos 20/30 pelo doutor Teodoro Ferreira Sobral ou o doutor Osvaldo da CVosta e Silva e abrigou por mais de meio século, o Poder Municipal, transferido, ao que parece, nos anos 80, na administração Adelmar Pereira, comm a construção de outra sede na praça Petrônio Portela.

No interior daquele casarão, ocorreram importantes fatos históricos, principalmente porque atravessou diversas situações políticas a maior parte na ditadura.

Chegamos na avenida Getúlio Vargas, que nos anos 30 era denominada Álvaro Mendes. Na esquina com a rua Silva Jardim está o casarão onde hoje, sem qualquer modificação da sua fachada, funcionam vários estabelecimentos, dentre elas a Cia da Beleza, a Ótica Clean e anteriormente o atacado do Armazém Triunfo.

Nos anos 40, na esquina onde funcionou a agência dos Correios e na parte onde está a Compnhia da Beleza, funciounou por vários anos a agência do IAPZ ( hoje, INSS ), que se transferiu de um sobrado da avenida Eurípedes de Aguiar. O casarão teve como seu primeiro proprietário o senhor Antenor Oliveira e Silva, que nos idos anos 60 mudou-se para Anápolis, estado do Goiás.

Na esquina com a rua Fernando Marques está um sobrado, talvez o segundo construído em cimento armado pelo senhor Calisto Lobo, hoje propriedade do Governo do Estado, funcionando ali a Secretaria da Fazenda.

Na esquina com a rua Alfredo Estrela, imponente, está o grande sobrado Calisto Lobo, pintado da cor rosa, outro importante marco arquitetônico da nossa história.

Pelo lado esquerdo, na rua Fernando Marques, o casarão onde funcionou, por mais de trinat anos, o tradicional Cine Natal, onde foram exibidos grndes filmes da história da indústria cinematográfica. Era usado também, pela existência do seu palco, grandes artistas nacionais ali se apresentaram, como Luiz Gonzaga, Orlando Silva, Alcides Gerandi, Caubi Peixoto, dentre outros.

Já na esquina com a praça doutor Sebastião Martins, encotra-se o casarão, onde, por mais de 50 anos foi estabelecida as Lojas Pernambucanas, que ems ua propaganda, dizia: "preços fixos, tecidos que não desbotam". Era especialista na venda de produtos derivados do algodão a exemplo do estabelecimento que hoje ocupa aquela casa.

Finalmente, voltamos para a praça doutor Sebastião Martins, pelolado direito, está o sobrado construído pelo doutor Raimundo Alves Pereira da Rocha, o doutor Rocha, que manteve ali por muitos anos a tradicional Farmácia Rocha e o seu laboratório, com a sua residência no andar superior. Hoje, aquele sobrado pertence aos herdeiros so senhor Arudá Bucar, sendo mantida ali a Farmácia com a marca "Rocha".

Entretanto, um casarão foi construído fora do centro da cidade, o do senhor João Mendes Batista, situado na rua Fernando Marques, esquina com a rua Antonino Freire, com as suas portas e janelas pintadas de um azul escuro e suas paredes na cor rosa.

Observação: os sobrados e os casarões que aqui se fez desfilar, são realmente marcantes na paisagem da nossa cidade, que ao longo dos seus mais de 110 anos têm se desenvolvido, embora em ritmo muito lento.

Diante disso, resta se pedir aos nossos legisladores, criação de leis que venham proteger esses sobrados e vasarões, com a manutenção, pelomenos, da sua fachada, medidas que estão sendo adotadas em outras cidades que preservam o seu patrimônio histórico.

Dos sobrados aqui citados, somente dois deles que têm o primeiro andar, foram construídos já em cimento armado, que são eles: o sobrado do senhor Assad Kalume, onde funciounou a Rádio Difusora de Floriano e o outro funciona a Secretaria da Fazenda em nossa cidade. Todos os demais são dotados de táboas.

Em tempo:

Por um lapso do autor, deixou de ser citado nesse trabalho o casarão onde está situado o 1º Distrito Policial, construído na década de 20, onde foi instalado o primeiro Hospital da cidade, com o título distintivo de "Hospital São Vicente de Paula", no qual foram tratadas as pessoas acometidas da peste bubônica que grassou na região, logo após a sua inauguração. Apesar das inúmeras reformas ali realizadas, na sua parte interna, a sua fachada continua a mesma, o que é, sem dúvida, um verdadeiro milagre.










domingo, junho 17

FUTEBOL FEMININO

Teodoro, técnico da Seleção

As meninas da Seleção Feminina de Floriano estarão estreando no dia 23, sábado, na 4ª edição do Campeonato Piauiense de futebol.  A partida será no Estádio Tiberão e deverá ser iniciada às 4 horas da tarde.

O professor de educação física e treinador da equipe de Floriano, Teodoro Eufrásio, foi     quem repassou a informação nessa sexta-feira, 15, quando da sua entrevista. 

De acordo com o educador físico, o confronto será contra a Seleção de Paulistana.

Os treinos da representação florianense tem confirmação para segunda, terça, quinta e sexta no Tiberão.  Vinte e duas atletas estão sendo preparadas para temporada, sendo que duas delas são cearenses e cinco maranhenses das cidades de Timon (2) e Caxias.

Uma das dificuldades da equipe local, disse o professor, continua sendo a questão financeira, já que existe pouco incentivo financeiro.

Fonte: piauinoticias.com

segunda-feira, junho 11

PARA O RESGATE DA MEMÓRIA DA CIDADE

FLORIANO - DOS ANOS QUARENTA AOS DIAS ATUAIS


O velho Floriano Clube,
abandonado
CLUBES RECREATIVOS E SOCIAIS

Por - Nelson Oliveira e Silva

Antes do surgimento oficial dos clubes sociais e recreativos de Floriano, os bailes eram realizados nas residências das famílias da elite ou no antigo prédio da Prefeitura Municipal ( na rua Fernando Marques).

O primeiro aqui instalado foi um da classe operária, a tradicional UNIÃO ARTÍSTICA OPERÁRIA FLORIANENSE, que construiu a sua sede social em 1927, graças ao empenho de uma gama de cidadãos do referido segmento social, num gesto de boa vontade e de amor à classe, resolveram criar o seu clube próprio onde pudessem realizar os seus bailes e festas junto as suas famílias. Além da diversão a União mantinha um serviço de beneficência para os seus sócios quites com a entidade em caso de doença.

A UNIÃO ARTÍSTICA manteve também, durante muitos anos, a sua própria banda de música, responsável pelo surgimento de muitos músicos em nossa cidade, graças a sua escola de música dirigida por João Dantas. A referida tinha por denominação de EUTERPE FLORIANENSE, que era responsável pela animação de suas festas, com destaque para o dia 1º de Maio, dia consagrado ao trabalhador, que vem se estendendo ao longo dos anos, embora sem o brilho e o entusiasmo do passado, porque já não se fazem presentes a referida festividade, as inúmeras caravanas de outras cidades que aqui aportavam para dela participarem.

Na década de cinquenta, salvo engano, a entidade enveredou pelo mundo da educação, criando o GINÁSIO PRIMEIRO DE MAIO, que através de mais de meio século, vem cumprindo com grande sucesso a sua gloriosa missão na área de ensino, já tendo saído das suas salas de aula importantes personalidades de vários segmentos profissionais que deram seus peimeiros passos naquele estabelecimento, que teve como sua primeira diretora a senhora dona Maria Helena Siqueira Rodrigues, que por muitos anos empunhou o bastão de comando daquele ginásio.

Diante do crescimento do Ginásio, os salões da UNIÃO ARTÍSTICA se transformaram em salas de aula da escola que se mantém vivo e fiel aos seus princípios em busca do seu grande destino.

Em 1939, salvo engano, surgiu o Floriano Clube, o clube da elite ( foto acima ), que passou a promover os bailes da nossa alta sociedade, que antes eram realizados nas residências das famílias ( José Francisco Dutra, Antonio Anísio, João Ribeiro, Afonso Nogueira, dentre outros ) e, logo em seguida, as suas diretorias assumiam o comando do carnaval da cidade, inclusive promovendo ensaios das músicas na sua sede e eram cantadas nas memoráveis festas que se desenrolavam nos seus grandes salões, assistidas por uma grande platéia através das suas janelas.

Hoje, pouco resta do que foi feito no passado a não ser o casarão que pela sua solidez permanece de pé, representando para aqueles que ali conviveram nos grandes bailes apenas uma enorme saudade. Filhos da cidade estão se movimentando junto às autoridades para sua restauração e prestação de outros serviços na área da cultura. Que São Pedro os ajude.

Na década de quarenta, contando com o decidido apoio do gerente de nome Milton, fundaram em nossa cidade o CLUBE SATÉLITE, nome que era o mesmo do endereço telegráfico da época. Embora com a condição de clube privado, o SATÉLITE, nas suas memoráveis festas, que ram constantes, inclusive em muitos carnvais, enquanto existiu, sempre acolheu a sociedade florianense, com muita fidalguia. O SATÉLITE do passado, salvo erro, transformou-se na AABB dos dias atuais e tornou-se sem dúvida nenhuma em um grande centro de lazer que por sua estrutura é um orgulho para Floriano.

No ano de 1948 ou 1949, por iniciativa de vários operários, surgiu a Associação Proletária Beneficente São Pedro de Alcântara, a proletária de quem só resta a saudade. A exemplo da União Artística, a instituição era um clube social recreativo e beneficente, que sobrevivia com as contribuições dos seus sócios, homens e mulheres, estas as empregadas domésticas, que tinham naquela Entidade o seu lazer nas festas ali realizadas em mais de quarenta anos de existência profícua, conseguindo construir a sua sede própria, que está situada na rua do Amarante. A sua primeira sede social foi estabelecida na rua São João, num salão anexo à residência do senhor Luiz Castro e onde, mais recentemente, funciounou a Distribuidora Floriano. Já na nova sede, uma de suas diretorias construiu no terreno do prédio onde, por alguns anos, funcionou uma escola, exclusiva para os filhos dos seus associados.

No bairro Sambaíba, por alguns anos, funcionou o clube Associação de São João do Bairro Sambaíba, com as mesmas finalidades da Proletária e da União Artística, com a realização de festas para os seus associados e ajuda financeira em caso de doença. Como a Proletária, sucumbiu diante das dificuldades e tinha sua sede na avenida Viana de Carvalho no bairro que lhe empresta o nome.

O Clube 21 de Março, cuja sede era situada na rua Francisco de Abreu Rocha, esquina com a Elias Oka, surgiu logo após a decisão da União Artística instalar o Ginásio Primeiro de Maio, cuja estrutura tomou todas as dependências com o surgimento das salas de aula do colégio. Os sócios da União Artística, por sua vez, se transferiram para o novo clube, que sobreviveu por muitos anos, porém se extinguiu a exemplo das demais associações. Enquanto funcionou, o 21 de Março era considerado por muitos umadependência da velha União, porque para ali acorreram aqueles que gostyavam das festas dançantes.

Nos anos cinquenta surgiu o Comércio Esporte Clube, cujo título é uma homenagem aos comerciários da cidade e aos comerciantes, que formavam o seu quadro social a exemplo do Floriano Clube, embora o Comércio fosse mais exigente na aquisição de sócios, visando com essa atitude um quadro social de maior representatividade, transformando-se, por isso, como a AABB, num grande centro de lazer para os seus associados e mantendo ao longo de muitos anos um bloco carnavalesco com o nome de FURACÃO. A sua sede ocupa uma grande área na rua Assad Kalume com a Elias Oka.

Em 1976, na gestão de Josias Teixeira de Carvalho, os membros da Loja Maçônica Igualdade Florianense, resolveram criar também o seu clube para o lazer dos seus familiares e amigos, cuja resolução logo se concretizou, com a aquisição de um terreno do senhor Cicerino Coelho, medindo 100 x 100 m2, localizado na rua Gabriel Ferreira, esquina com a Delson Fonseca e Emidio Rocha, pela importância de 30 mil cruzeiros, com 5 mil de entra e o restante em 10 prestações mensais .

Logo em seguida os próprios associados colocaram as mãos na obra, erigindo uma palhoça na parte central do terreno e com cadeiras gentilmente cedidas pela direção da Loja; posteriormente, começaram as reuniões aos domingos, gesto que para muitos se tornou um hábito agradável pelo ambiente ali existente, com bate papos e sorvendo uma cervejinha gelada.

Num mês de agosto de um ano que foge a nossa memória, ali irrompeu um terrível incêndio, destruindo tudo aquilo que já havia sido feito, inclusive as cadeiras da Loja. Diante de tal situação e numa demonstração de amor àquela causa, destruída pelo fogo, os mesmos associados, os Maçons dedicados, queram muitos naquele tempo, começaram tudo de novo e deram início a uma obra definitiva, ou aquilo que representasse um futuro promissor e tranquilo, que foi alcançado, ao longo de mais de trinta anos, graças à competência de suas diretorias e dos seus associados.

Hoje, o Clube Maçônico Florianense, conhecido também pelo nome de Barraca do Bode, possui umaestrutura modesta com piscina, campo de futebol que atendem os fins desejados.

OBSERVAÇÃO: Os clubes aqui citados foram ou são entidades devidamente reconhecidos, com estatutos e legalmente constituídos, muitos dos quais reconhecidos de utilidade pública.