1/10/2012

CARNAVAIS DE OUTRORA

O carnaval florianense do passado tinha mais poesia, galhardia, e já começava como que depois do almoço, as ruas já começavam a se animar; a rádio Difusora tocava os frevos e marchinhas tradicionais e as residências preparavam-se para receber os blocos de sociedade.

O Floriano Clube, a AABB e o Comércio superlotavam de foliões, com seus estilos diversos; não havia tempo a perder, quando o movimento era lírico ali na altura do bar Sertã, Bar São Pedro e bar Carnaúba.

Foliões como Bucar, Caravelha, Twist, Zé Venâncio, Antonio Sobrinho, Clovis Ramos, Pechincha, o Dim, Demerval Neiva não paravam nenhum segundo e a multidão se reunia no contorno dos bares acima citados até altas horas.

Lamentavelmente, hoje, a coisa é outra, temos que reconhecer os novos padrões e os axés tomam de conta. De qualquer forma, ainda sobram as histórias e os reencontros de velhos foliões para relembrar o que passou, e tudo isso, a saudade faz a gente voltar a um passado romântico de velhos carnavais que os anos não trarão de volta jamais.

Em tempo: na foto acima, da esquerda para a direita, observamos o nosso saudoso amigo Protásio, o lateral esquerdo Ubaldo do Clube de Regatas Brasil e Zé Valentinho da rua do Cruzeiro, animadíssimos, numa noite carnavalesca do Comércio Esporte Clube no início da década de setenta.

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