10/31/2009

DEBATE EM FLORIANO



Foi realizado na noite desta sexta-feira (30/10), no auditório da UESPI-Floriano, um debate com os candidatos das quatro chapas que concorrem as eleições para reitoria da UESPI. O evento contou com a participação maciça de estudantes, professores e servidores.

O debate aconteceu em quatro momentos: no primeiro, os candidatos responderam as questões previamente elaboradas pela Comissão Eleitoral Central; no segundo, as perguntas foram de candidato para candidato, de acordo com a ordem do sorteio; no terceiro, os discentes, docentes e funcionários tiveram a oportunidade de lançar perguntas e no quarto, os candidatos proferiram suas considerações finais.

Os temas abordados durante todo o debate foram quatro: Política de Ensino, Pesquisa, Pós – Graduação e Extensão; Política de Desenvolvimento e Expansão Educacional; Responsabilidade Social da Instituição e Sustentabilidade Financeira.
Os candidatos são: Valéria Madeira (Chapa 1), Calos Alberto (Chapa 2), Élio Ferreira (Chapa 3) e Eurípedes Soares (Chapa 4).

Foram destaques do debate em Floriano questionamentos sobre a autonomia da universidade, extensão, qualificação de servidores, estrutura física dos campi e transporte para os estudantes.
O debate em Floriano, que também marcou a reinauguração do auditório Braulino Duque de França, do Campus Josefina Demes, teve como mediador o advogado e jornalista Gilberto Júnior. Os candidatos ainda participarão de dois outros debates (em Parnaíba e Teresina). A eleição será no próximo dia 12 de novembro. ( Fonte: www.noticiasdefloriano.com.br ).

10/30/2009

AMISTOSO EM URUÇUÍ


Uma certa vez, nos conta o professor Valdeci Santos ( que jogou no Reno e Cori – Sabbá ), hoje morando no Goiás, ele estava começando a engatinhar-se para o futebol amador florianense, jogando com a rapaziada do Reno Esporte Clube de propriedade do piolho de bola Zé Amâncio no início da década de setenta.


Geralmente, à época, o contexto de nosso futebol era motivador e todos aqueles mucurebas daquele tempo, inicialmente, estagiavam no time do Reno e, mais tarde, é que procuravam outros times para brilhar, naturalmente.


Pois bem, fora arrumado, então, um jogo difícil de caráter amistoso na vizinha cidade de Uruçuí entre os times do Reno contra uma seleção daquela simpatica cidade.


Valdeci ( na foto acima ) diz que estavam presentes, naquela partida, acirradamente bem disputada, craques como Marcos e Euvaldo de Antonio Segundo, Sebastião de Tarso ( irmão de Luiz Orlando ), o Tonhô, o goleiro Chico Cobra Preta e o famoso centroavante Zeca Zinidô.


Chegando em Uruçui, os jogadores naturalmente foram logo almoçar no melhor hotel da cidade, coisa rara naquele tempo e, desta forma, a mesa já estava pronta, pratos postados com os seus respectivos talheres, comida na mesa e a rapaziada começou entrar em algo cazeiro, numa bela panelada daquelas feitas no interior.


Só que Zeca Zinidô, naquele exato instante, ficou parado, olhando ao redor. Foi quando a moça do hotel aproximou-se e recebeu, inevitavelmente, a reclamação do craque da Taboca:


- Oh, dona moça, a senhora me adiscurpe, mas eu num sei cumê cum esse negoço aqui não; a senhora pu favo, me arrume uma pá aí pra queu possa cumê alguma coisa, se não eu num vou guentar nem jogar, ta entendendo?


A gargalhada foi geral e Zeca foi prontamente atendido, entrando com unhas e dentes naquela apetitosa panelada do interior.


Bem alimentados, o time do Reno deu o show no placar, sendo convidados à noite para uma festa de arromba, antes de voltar para Floriano.


Na bela cidade de Uruçuí, Valdeci ainda diz que na praça arrumou uma namorada, uma conhecida sua de Floriano, mas como era magro, recebeu uma tisorada de Zeca:


- Minina, tu é doida? Tu tem corage de bejar na boca desse magão? Esse cabra é muito feio e mago, isso nem come, isso é um tuberculoso, ta sabendo?


O riso foi geral e esse fato causou ainda muita resenha na volta para do time do Reno para Floriano.



10/29/2009

Chapa conclama concorrentes a lutar por autonomia financeira da UESPI



Um abaixo-assinado proposto pela Chapa 3 – UESPI com Atitude pretende mobilizar toda a Universidade e a sociedade em geral em prol da autonomia financeira da Instituição de Ensino Superior (IES). “Estamos colhendo assinaturas a serem encaminhadas ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa, onde reivindicamos a aprovação de um projeto de lei ou proposta de emenda constitucional que garanta pelo menos 5% da receita líquida estadual para a Universidade”, afirmou Daniel Solon, candidato a vice-reitor pela Chapa 3, ao lado de Elio Ferreira, candidato a reitor. “Temos profundas diferenças com as outras chapas concorrentes, mas podemos atuar com unidade em defesa da autonomia financeira da UESPI.


Neste sentido, conclamamos os demais candidatos a somarem força nessa campanha”, completa.De acordo com Daniel Solon, além de uma nova forma de administrar a UESPI, com planejamento, transparência, democracia de fato e respeito aos movimentos sindical e estudantil na Universidade, é urgente resolver a questão orçamentária da Universidade. “Hoje, os repasses da UESPI chegam a apenas 1,5% da receita do Estado.


No Maranhão, está tramitando projeto de lei que garantirá 5% da receita para a UEMA”, afirmou. “Não dá pra vender ilusões. Os graves problemas de falta de estrutura, poucos livros, equipamentos, terceirizações, não valorização do quadro técnico-administrativo, falta de restaurante universitário, dentre outros, só podem ser resolvidos plenamente com o aumento substancial de verbas para a Universidade. É obrigação do Estado garantir os recursos necessários para o bom funcionamento da UESPI e vamos cobrar isso do governo.


O abaixo-assinado é um passo importante nesse sentido”, disse Solon.“Há quem defenda que a UESPI tenha que buscar recursos de ´outras fontes’ e que uma mudança na lei não poderia acontecer tão cedo, tendo em vista que no próximo ano é de eleições. ‘Outras fontes’ seriam justamente empresas e fundações de ditas de ‘apoio’, que representam na prática a perda da autonomia universitária e a privatização do ensino.


Sobre a tramitação do projeto em 2010, a comunidade universitária não quer saber se é ano eleitoral ou não. Ela quer é justamente ver resolvidos os problemas da Universidade, independente do calendário eleitoral do TRE. Faremos a defesa da autonomia da UESPI independentemente do governo de plantão e do calendário eleitoral”, afirmou Daniel Solon.

10/20/2009

CAMPINHO DA CHICA PEREIRA II



Outro importante momento do campinho de dona Chica Pereira, ocorreu no ano de 1966, quando o Vasco de Luiz Orlando ( in memorian ) fora campeão do torneio. Segundo nos informou o ex-zagueiro Ubaldo ( primeiro da foto em pé ), esses torneios eram acirradíssimos, disputados pau a pau.

No torneio daquele ano, na grande decisão, o técnico e o dono do Vasco Luiz Orlando escalara vários piolhos, tipo o goleiro Dedé de Pedro Carvalho, Ubaldo, Luiz Orlando, Nilson Coelho, Zé Buraco, Pedro Caniço, Zé Ligeiro, Chico de Né preto, Painha, Dimas, Avelino e Paleca.

Podia fazer sol ou chover, a meninada disputava as peladas na base do tira-tira: eu tiro fulano, beltrano e sicrano... Época romântica, que os anos não trazem mais.

CAMPINHO DA CHICA PEREIRA



A foto mostra os piolhos de bola César de antonio Sobrinho, Berivaldo (mais conhecido como Pitoé, filho de seu Berilo, que tinha uma barbearia ali na avenida Getúlio Vargas) e Budim (In memorian), filho de seu Zé Leonias. Budim, segundo se comenta, jogava muita bola, era habilidoso, difícil era tomar a bola dele, pois sabia protegê-la como poucos. Fato pitoresco e engraçado: Budim tinha uma mania (sesto, lembram dessa palavra que a gente usava nos tempos românticos? Jogava com um pente de marca "flamenco" encaixado no suporte (calção), pois tinha o hábito de toda hora ajeitar seu cabelo.

Esse campinho de dona Chica Pereira era localizado ali próximo ao Emater, Clube 21 de Março e Educandário Santa Joana D`Arc. Foi nesse campinho que Pompéia observava alguns futuros craques e os levava para o Cruzeiro.

No Campinho da tia Chica, como era conhecido, os piolhos de bola chegavam cedo: Nilson Coelho (Nilsinho), Ubaldo, Puluca, Luiz Urquiza e Luciano Urquiza (irmãos), Lindolfo, Pedro, Chiquinho e Didi (Todos filhos de Cilirão); Budim e Lulu, filhos de Zé Leonias; Geraldo Magella, Klinger e César, sobrinhos de Chica Pereira; Berilim, Berivaldo (Pitoé) e os filhos do senhor Berilo (Barbeiro); Mindim, filho Pedro Pinto; Gildécio, Gilberto de Honorato Padeiro e Nelson Júnior (Juninho de Né Santo). Chegavam cedo, tipo uma hora da tarde, sol escaldante, a turma não estava nem aí, jogavam até o sol se por.

Coisas do período romântico das peladas de fim de tarde na Princesa: adrenalina e emoções fortes!

Pesquisa - César Sobrinho

10/19/2009

FESTEJOS DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA


O templo de São Pedro de Alcântara que na manhã dessa segunda-feira, 19, recebeu grande público, continua recebendo grande número de fiéis. O padre Adalberto, um dos religiosos que está a frente das festividades estará com outros padres e frades encerrando o evento com uma procissão que percorrerá algumas das ruas e avenidas do centro. Nessa manhã houve batizados e quem não pode ir a Igreja Matriz, praça Dr. Sebastião Martins, acompanhou a missa por algumas das emissoras de rádio.

A procissão com a imagem do homenageado (São Pedro) será no fim tarde, em seguida, milhares de pessoas devem participar da celebração campal e por fim a derrubada do mastro.

A manifestação religiosa de hoje, será a primeira a se realizar desde que a administração pública entregou a obra de construção da praça central. Para muitas das pessoas que estão participando da novena desde o seu inicio, a forma de como a praça foi construída vai proporcionar melhor aglomeração de pessoas nos eventos da Igreja e outros que certamente virão a ser realizar.

Fonte: www.piauinoticias.com


10/18/2009

HISTÓRIAS DE NOSSO FUTEBOL


O JOGO MAIS IMPORTANTE DE ZECA ZINIDÔ


Dentro do contexto lírico de nosso futebol, Zeca Zinidor ( que certa vez fora comprado por uma carteira de cigarro da marca minister pelo Flamengo de Tiberinho ), narra com precisão e muita saudade um de seus jogos mais importantes dos quais participou, quando jogava pelo Botafogo de Gusto, na trajetória dos torneios amadores da Princesa.”


Dois detalhes: o primeiro, o Fluminense jogava pelo empate e começou ganhando de 1 a 0; e o segundo, é que eu estava com um problema no pé direito e não podia jogar, fiquei em casa, não ia agüentar ver o jogo do lado de fora, num jogo de decisão, jogo duro e logo no primeiro tempo, o Fluminense ganhando; foi aí que João Batista Araújo de Vicente Roque, torcedor fanático de nosso time, tomara a iniciativa de ir lá em casa me pegar, mesmo doente.

Cheguei no campo, ajeitaram meu pé, colocaram mastruz com um pano enrolado e disseram: “ Zeca, fica dentro de campo, se der certo, tudo bem, mas só a sua presença já amedronta “. Dito e feito, rapaz, como eu adorava jogar, consegui incendiar o jogo, mudei completamente o panorama da partida, um espetáculo, fico até arrepiado em lembrar, o sangue foi esquentando, o pé já não doía tanto; cara, com pouco mais de 15 minutos, consegui empatar, de pé esquerdo, a torcida endiabrada ( no Campo dos Artistas dava mais público do que hoje no Tiberão ).


Taboqueiro fez um lançamento de trivela, rasante, ( quando eu me lembro, dá vontade de sair correndo ), bicho, eu dominei o pneu ( bola ) e eu tinha um sesto de ficar sassaricando com a bola, dava um currupio, era um espetáculo à parte, o zagueiro ficava doido e a torcida mais ainda, é como se estivesse ouvindo o grito da galera.


E essa bagaceira toda foi aos 30 minutos do segundo tempo, passei pelo zagueiro, e na entrada da grande área a bola foi pro pé direito, nem lembrei do pé machucado, embrulhei, paáááááááááááááááááááááááááá´, golaço, aiaiaiai, golaço, aiaiai!, loucura, eu pulava e a torcida pensando que era só de alegria, também, mas era mais dor, rapaz, conseguimos virar o jogo, só escutava a zuada e a voz do Batista de Vicente Roque, pense numa zoeira, quando o jogo terminou, foi uma loucura, ganhei muitos presentes!

Até hoje Batista foba com esse gol. Interessante: no Campo dos Artistas, cada jogador tinha uma espécie de fã clube, 30 a 40 torcedores, chegavam ao ponto de, por exemplo, se o torcedor do Botafogo do Gusto fosse pro campo e chegando por lá não visse o jogador que ele admirava e não fosse jogar, ele automaticamente ia embora!


Pesquisa César Sobrinho



10/16/2009

ESCOLA NORMAL


ESCOLA NORMAL

Por: Seu Nelson Oliveira

1929 foi um ano excepcional para educação em Floriano. Além do Grupo Escolar Agrônomo Parentes, foi fundado o Liceu Municipal Florianense, e, anexo a ele, a Escola Normal Municipal de Floriano. Estabelecimentos que a cidade deve a uma plêiade (grupo) de homens de escol (nata, fina flor) entre os quais Dr. Osvaldo da Costa e Silva, Dr. Theodoro Ferreira Sobral, Dr. José Messias Cavalcante, com o apoio do deputado estadual, Dr. José Pires de Lima Rebelo.

A época caracterizava-se por um extremo elitismo na educação que se traduzia principalmente no excesso de cautelas e exigências com que as autoridades procuravam cercar a instalação de escolas. E o LICEU não pôde ter vida longa. Em 1932, após frustração e desastres, como bem expressa o Dr. Osvaldo da Costa e Silva, em uma entrevista concedida a revista “ZODÍACO” dos alunos do Ginásio Demóstenes Avelino de Teresina, encerrou suas atividades.

O pretexto para o fechamento compulsório foi à deficiência do gabinete de física e química. Esse gabinete deficiente para os técnicos do Ministério da Educação e Saúde eu conheci.

Ocupava toda uma sala. E comparando-se com os laboratórios dos estabelecimentos de hoje, que os possuem, era sem dúvida riquíssimo.
Mas fechado o LICEU, a Escola Normal continuou. E foi por muitos anos o único estabelecimento de ensino pós primário com que puderam contar os jovens florianenses que desejavam continuar seus estudos e não tinham recursos para estudar fora.
ESCOLA NORMAL DE FLORIANO – 1937

1ª Fila sentados (Esquerda para a Direita): João Francisco Dantas (Professor), Alzira Coelho Marques (Professora), Fernando Marques (Professor), Não recordo o nome, Antonio Veras De Holanda (Fiscal do Governo), Hercilia Barros Camargo (Diretora), João Rodrigues Vieira (Professor), Ricardina (Professora), Albino Leão da Fonseca (Professor),Emid Vieira da Rocha (Secretária);

2ª Fila: Ana Magalhães Gomes (Inspetora de Alunos), Américo de Castro Matos, José Vilarinho Messias, Djalma Silva (como aluno), Não recordo o nome, Ida Frejat, Maria do Carmo Alves, Adaíla Carnib, Zuleica Santana, Aldenora da Silva Correia, Horácio Vieira Rocha, Antonio Alves da Rocha, Jose de Araujo Costa, Nely Paiva (Inspetora de Alunos);

3ª Fila: Maria Adélia Waquim, Clarice Fonseca, Iete Freitas, Não recordo o nome, Hilda Carvalho, Maria Amelia Martins, Lenir de Araujo Costa, Zizi Neiva, Maria do Carmo Castelo, Assibe Bucar, Dayse Sobral, Francisca, Lucinda Vilarinho Messias;

4ª Fila: Não recordo o nome, Maria da Penha Sá, Não recordo o nome, Maria Constancia de Freitas, Não recordo o nome, Não recordo o nome, Maria Henriqueta Franco, Judith Martins, Maria do Carmo Ramos,, Maria Miranda, Zélia Martins de Araujo Costa, Maria Lilita Vieira, Nilza Araújo, Antonieta Martins, Ecléia Frejat. - Acervo do Profº Djalma Silva).

Escola voltada para a formação de professores primários, isolada, sem qualquer vínculo com o curso superior ou mesmo com o curso secundário. Quem a cursasse e no decorrer do curso pretendesse passar para uma escola secundária a única que dava acesso ao curso superior, tinha de fazer exame de admissão e entrar na primeira série.

Alem disso, escola incompleta. Dos 5 anos que constituiu o curso normal propriamente dito, ministrava as 3 primeiras séries, devendo aqueles que quisessem diplomar-se, ir para Teresina.

Cursei a Escola Normal Municipal de Floriano de 1934 a 1937, e a ela sumamente grato por me ter possibilitado continuar meus estudos há dois anos interrompidos por falta de recursos para ir estudar em outras praças, e por ter me proporcionado o encontro com uma profissão que tem sido a razão de ser da minha vida.

Primeiro fazia-se um curso propedêutico (preliminar) de dois anos, anexos a escola – o Curso de Adaptação. Este curso eu a fiz de 1934 para 1935, minha classe era mais menos numerosa. A maioria mulheres. Entre colegas recordo-me: Maria da Costa Ramos (1), Judith Martins, Zuleide Santana, Hildinê Silva, Helena Reis, Assibe Bucar (2), Amália Nunes (3), Maria Lilita Vieira, Maria da Penha Sá, Olavo Freitas, Heli Rodrigues, Horácio Vieira da Rocha, Américo de Castro Matos, Milton Chaves (4), Raimundo Noleto e Joaquim Lustosa (5).

Na vigilância estava Dona Carmosina Batista, muito dedicada mas fiel cumpridora das ordens emanadas da direção da Escola. Nos intervalos das aulas os alunos tendiam conversar descontraidamente. Dona Carmosina Batista, bradava: - Silêncio! E se alguém se excedia nas atitudes ela ameaçava!

- vou dar parte ao diretor!

E dava mesmo. E o denunciado podia, conforme a falta, pegar uma simples repreensão ou logo uma suspensão.

Eu, não obstante pacato, fui denunciado duas vezes. Na primeira o diretor me repreendeu e advertiu:

- Não faça outra.

Mas acabei fazendo. Em acordo com Olavo Melo e Milton Chaves. Não me lembro o que fizemos.

Sei que não foi coisa grave. Porém como éramos reincidentes ou já tínhamos sido repreendidos, pegamos 3 dias úteis de suspensão.
Dos professores que recordo: Dr. Manoel Sobral Neto (6) também diretor, que lecionava francês; Dr. Rodrigues Vieira, que lecionava Geografia; Alceu do Amarante Brandão, que lecionava português; Dalva Nascimento que lecionava aritmética e parece-me que ciência.

O curso de Adaptação era previsto para dois anos. No fim do primeiro foi nos facultado aproveitar o período de férias para fazer as disciplinas do segundo ano. De sorte que em 1935 os aprovados puderam matricular-se no 1º ano do curso normal.

NOTAS IMPORTANTES:

1. Filha do Sr. Ramos da Farmácia Sobral;
2. Irmã do Sr. Arudá Bucar;
3. Funcionária dos Correios parenta do Senador Helvídio Nunes, de Picos;
4. Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, irmão da Dona Nazinha, esposa do Sr. José Cronemberger dos Reis e consequentemente tio de Antonio Reis Neto, Airton Arrais Cronemberger, Antonio José e Paulo;
5. Deputado Federal pelo Piauí, esposo em segunda núpcias, da Doutora Afonsina Nogueira;
6. Fundador do Instituto Santa Teresinha que depois passou denominar-se Ginásio Santa Teresinha, e também seu diretor por mais de 40 anos.

Transcrito do Jornal de Floriano Edição nº 324 de 1985

Pesquisa: César de Antonio Sobrinho.

Fotos: A rquivos Prof. Djalma Silva - 1929

10/13/2009

PRÓXIMO REENCONTRO


No dia 25 de outubro próximo, um domingo, estaremos editando o nosso próximo reencontro, que será realizado no restaurante Carneiro na Brasa no bairro São Cristóvão em Teresina.

Atenção, Cristóvão, Chicolé, Kanguri, Iran, Puluca, Ubaldo, Rafael, Ieié, Gilberto, Janjão, Tim e mais o pessoal da velha guarda puder comparecer ao nosso tradicional reencontro, será um enorme prazer recordar os bons tempos.

Portanto, a partir de onze horas do dia 25 de outubro vindouro, estaremos aguardando toda essa turma marvilhosa, que ainda está na batalha cuidando de seus empreendimentos.

Até lá!

10/12/2009

LUIZ ORLANDO - A ÚLTIMA ENTREVISTA



Na foto Luiz Orlando é o ponta de lança, quando jogou pelo Cruzeiro de Nanan / 1967 )



O nosso grande repórter Cesar Sobrinho nos surpreendeu mais uma vez, numa dessas suas cruzadas em busca do resgate de nossa cultura, entrevistando o famoso meio de Campo Luiz Orlando ( in memorian ), grande jogador de bola do período romântico de Floriano. Vejam a entrevista na íntegra: o seu desabafo, suas revelações e suas grandes paixões de um dos maiores ícones do futebol da Princesa do Sul.


Luiz Orlando Rodrigues, nasceu em Floriano no dia 16 de maio de 1952, filho de Orlando Rodrigues, “Mestre Orlando” e Dona Claudina Amorim, conhecida como “Dona Coló”. A família era composta de craques, os irmãos homens todos jogavam bola, o mais velho, Francisco de Paula Rodrigues (56 anos) – “Boi Bufallo”, zaqueiro central, seguro, habilidoso com a perna esquerda, jogou no Reno – 1967, Cruzeiro – 1970 e Vila Nova; já José Wilson Rodrigues, 52 anos, jogava de volante, estilo Clodoaldo, garra e preparo físico, não se entregava, persistente; José Henrique Rodrigues, 51 anos, meia armador, craque, chute forte e certeiro, era a preocupação dos goleiros adversários, participou de um dos melhores meio de campo do futebol amador de Floriano composto por: César Augusto, José Henrique e Naldinho Gonçalves, o mais novo dos homens; e Sebastião de Tarso Rodrigues ( falecido recentemente ), conhecido como Tião de Coló, 49 anos, zagueiro central, duro não brincava em serviço, xingava até o vento que tocasse nele, boca porca; as irmãs Lindaura Maria Rodrigues e Yolanda Maria Rodrigues, seus pais deixaram um legado, a família unida, e composta de pessoas de respeito e amigos.


Perguntamos ao Luiz Orlando sobre seus pontos fortes no futebol e respondeu sem titubear; eram três: primeiro, a habilidade - "eu tinha uma flexibilidade mental muito forte, antes da boa chegar para mim, já tinha duas, três jogas premeditada para fazer, ficava impressionado com este detalhe, o chute certeiro sem muita força, porém com efeito, e usava um artifício, quando chutava a bola eu gemia “HUUUU” como o Guga, tenista faz hoje nos arremesso das suas bolas, esse truque, atrapalhava os adversários, principalmente os goleiros, fiz muitos gols usando esta malandragem", continuou Luiz Orlando - "meu segundo ponto era o drible curto e rápido, e engraçado, o esporte que me ajudou nessa habilidade não foi o futsal, foi o voley ball, na época havia uma disputa acirrada entre os Ginásios 1º de Maio e Santa Teresinha, era o que havia de melhor no voley, foram três anos (1967, 1968 e 1969) de muita rivalidade: sinto-me feliz em poder contar esta ligeira passagem, pois são poucas pessoas que sabem disso: o time do 1º de Maio era formado por: Gilmar (crente), Zé Manoel (de Barão), Jolimar, Luiz Orlando (levantador – armava o time, como era baixo eu tinha que me virar para ser o melhor e isso me ajudou no futebol), Raimundo (madame Tatá), Pequenoti (apelido era um contraste ele era o mais alto quase 2,00 metros de altura – o florianense gosta dessa brincadeiras), na reserva desse time tínhamos ainda, Neivinha, Quinto e Chico Ivone, era muito luxo ter um banco desse. Já o timaço de voley do Santa Teresinha: Zé Nery, Davi Miranda, Raimundo Carvalho (era o craque da época, dava gosto vê-lo jogar), Zé Carvalho, Nerivaldo e Zé Afonso. Bons tempos! Meu terceiro ponto mais forte era a catimba, vou contar só uma passagem do que aconteceu no Campo dos Artistas, um jogo disputadíssimo: Botafogo de Gusto contra o nosso maior rival Flamengo de Tiberim (perder pra eles era uma trauma), até hoje é conhecido como o GOL REPLAY, sem TV, pode? Mas você vai vê como pode, começou o jogo, logo aos 20 minutos, Flamengo de Tiberim fez 1 X 0, encerrou 1º tempo, intervalo, conversamos o que poderíamos fazer, o jeito era ir pra cima, não podíamos de maneira alguma perder, bola rolando no segundo tempo, na metade do tempo, falta próximo da grande área, Flamengo compôs a barreira, Janjão lançou a bola e eu entrei impedido entrei de cabeça e gol, foi aquela alegria, quando olhamos para o juiz Vicente XEBA, estava anulando o gol, corri pra cima dele, e comecei a dialogar mostrando várias saída para resolver o impasse , quando de repente propus: pois repita a falta, ele gostou da idéia e colocou a bola para ser cobrado a falta, engraçado foi do mesmo jeito, Janjão correu lançou a bola eu entrei de cabeça e fiz o gol, foi o replay do primeiro gol, os torcedores foram a loucura! Empatamos o jogo, e, no final todos ficaram felizes, inclusive Vicente XEBA.


Além do Botafogo de Gusto, joguei Santos de Luis Parnaíba (1964), Palmeirinha e flamengo de Divino. Fui artilheiro pelo Santos (1964) e pelo Botafogo de Gusto (1967)".



Luiz Orlando lembrara de um fato pitoresco: os campeonatos amadores de Floriano eram organizados pelos próprios jogadores, não existia uma pessoa para organizar: e a sequência do futebol tinha um ritual interessante uma espécie de mudança decategoria, frisou Orlando, os adolescentes começavam jogar da seguinte maneira: 1ª etapa no Campo do Odorico, a 2ª etapa era no Campinho da Xica Pereira, os times eram: Bangu do Fabrício, Fluminense de Carlos Sá, Benfica de Albenício, Vasco do Bosque e Plameirinha. 3ª etapa era no Campo dos Artistas, campeonatos acirrados:

Flamengo de Tiberim, tinha os seguintes atletas: Nego Cleber Ramos, bom de bola, artilheiro, futebol alegre, Siqueira, Zé Filho, Chiquinho. O Botafogo de Gusto: Manoel Antonio, Luiz Orlando, Janjão, Danunzio (cracasso), Mundeiro, Bago, Honório, Pedro Taboqueiro. O Brasil de cizé, filho de dona Sinésia, Galo Mago, o time do Santos de Luis Paraíba, tinha os altletas: Abdom, João de Filó, Chinês (Cap. Penha). A 4ª e última etapa eram nos Campos do Ferroviário e do Comércio, os jogadores começam a usar chuteiras, eram semi-profissionais, os times que participavam eram: RENO de Zé Amâncio, os craques eram: João Martins, Boi Bufallo, Jolimar, Trinta, Carlito, Soleta, Selvu, o Corinthians de Joel, tinha os atletas: Bagana, Antonio Guarda, Antonio Ulisses (Pelado), o Ferroviário de Pompéia, composto de Pompéia, Luiz Orlando, Janjão, Mundeiro, Gonzaga, Zeca Zunidor (um relâmpago o endiabrado), Zeca Futuca; já o Comércio tinha também um timaço: Luizão, Pepedro, Antonio Luiz Bolo Doce (um dos maiores jogadores de Floriano), Petrônio, Brahim, Sadica (um espetáculo, fenomenal, só alegria vê-lo jogar).



Perguntado sobre o melhor time que ele jogou: Luiz Orlando mudou de posição na cadeira e, disse firme, foi o CUZEIRO, veja a formação: Galo magro, Boi Bufallo, Bagana, Siqueira, Parnaibano, Pedro Taboqueiro, Chico Ivone, Cleber e Quinto. Tínhamos um banco de luxo: Zeca Futuca, Tim do Bruno e Janjão, dava gosto jogar e ver o time jogar, e finalizou a entrevista dizendo: "era um show, dá uma saudade"!



Na saída Luiz Orlando contou uma presepada de ZECA FUTUCA: Jogo em São João dos Patos-MA, Botafogo de São João dos Patos X Cruzeiro (Timaço). O jogo começou e com apenas 5 minutos o zaqueirão JULIÃO, negão forte 1,85 de altura uns 2 de largura (brincadeira), entrou forte em Zeca Futuca, quebrou seu Zeca, infelizmente teve que ser substituído, meu amigo Zeca ficou fora só resmungando, tem revanche, tem revanche, vou te deixar branco negão, tu vai ver, vou descontar. Todos ficaram admirados, como machucar aquele atleta se ele é grande em qualquer lugar da terra; no entanto, com Zequinha ninguém pode vacilar. E, veio o jogo de volta, no Campo do Comércio CRUZEIRO X BOTAFOGO de São João dos Patos-Ma, no ato da escalação, o técnico não colocora Zeca Futuca e ele ficou feliz, chamou um bocado de menino e deu pedra para no momento que o JULIÃO, o negão de São João dos Patos, passasse a turma jogasse pedra no Zagueiro, não é que a turma acertou o negão e, ele teve que ser substituído. Zequinha não deixou barato, passou pelo negão e disse: "bem que avisei... DESCONTEI, GORILA"! - Coisas de Zeca Futuca.



Reportagem: César Sobrinho

10/11/2009

CHUVA EM FLORIANO


Um temporal da madrugada para manhã deste domingo, 11, deu um aspecto diferente a cidade de Floriano. Uma chuva prolongada com fortes trovões tirou a tranqüilidade de algumas pessoas devido às trovoadas sem muito vento.

A chuva inesperada mudou o clima, deixando-o mais frio e proporcionando grande acumulo de sujeira em ruas e avenidas. Algumas ruas não agüentaram a força das águas e ficaram com alguns buracos. Entulho de obras que estavam às margens de algumas vias e lixo ajudaram para deixar o centro totalmente diferente.

A Chuvas com trovões foram os comentários de muita gente por toda zona rural e urbana do município. Não houve problemas de falta de energia.

Fonte: www.piauinoticias.com