1/31/2009

MUDANÇAS


Depois da instalação da nossa Diocese, algumas mudanças serão implementadas pela corte da nossa paróquia.

Como se trata de uma catedral, já articula-se a elaboração de um projeto de reforma para essa casa religiosa, inclusive de uma capela.

Alguns seguimentos locais argumentam-se de que essas mudanças podem tirar traços de nosso patrimônio arquitetônico.

Como as alterações, realmente, terão que vir à tona, seria de suma importância que se discutisse junto com a comunidade esse projeto, para uma melhor integração social.

1/29/2009

DO FUNDO DO BAÚ


Do fundo do baú ( mesmo! ), localizamos esta preciosidade, essa foto dos arquivos da nossa amiga Adelia Attem, que tem dado uma grande contribuição no resgate de nossa história fotográfica.

Quem se propuser a identificar as beldades aí ao lado, certamente tem uma boa memória. Acreditamos que seja da antiga Escola Normal; ou seria do Ginásio Santa Teresina; ou Primeiro de Maio?

De qualquer forma, fica aí o registro dos tempos românticos de Floriano, que os anos não trazem mais.

1/28/2009

O CABEÇA DA FAMILIA LOBO

Por - Salomão Cury-Rad Oka

Havia, dentre os carcamanos de Floriano, uma personagem especial chamada Calixto Lobo. Era filho de uma das poucas cidades católicas na Síria, chamada de Khabab, que se situa na região de Houran, província de Dara, também transliterada como Ezraa por alguns geógrafos. Aliás, a grande maioria dos árabes de Floriano veio de Khabab, que fica a 60 Km ao sul de Damasco. Outros tantos vieram de outra cidade católica síria, chamada Maalula (uma das últimas cidades onde se fala o aramaico, que é o idioma que Jesus falava).

O nobre Calixto resolveu abraçar a pátria brasileira ainda cedo, sendo forçado a deixar em terras Sírias a esposa Carmen e a filha Afifa, a fim de procurar lugar seguro para a família longe das cruéis e violentas investidas do exército turco otomano na 1ª Guerra Mundial.

Chegando ao Brasil, Calixto Lobo estabeleceu-se como comerciante em sociedade com o patrício Salomão Mazuad. A loja prosperou, pois os sócios trabalhavam dia e noite, enquanto houvesse luz da usina de Maria Bonita ou de lampiões, para possibilitar o rasgar de tecidos. Não havia roupas prontas a venda no comércio. Os alfaiates e costureiras ansiavam por cortes de tecidos finos, para embelezar as damas da sociedade e vestir os varões fazendeiros e empresários com uma elegância toda programada pela fita métrica. Os tecidos mais simples tinham pouco valor, mas muita saída. Os matutos costumavam vir à cidade para comprar a peça inteira para vestir a filharada de uma só vez. Por outro lado, os tecidos importados eram caros, e só eram vendidos para clientes especiais. Houve muitas vezes em que se trocou um corte de calça desses tecidos por um ou dois bois da raça pé duro.

Assim, enriquecido e estabilizado, Calixto Lobo voltou à Síria para buscar a esposa e a filha, cerca de dez anos depois, salvando-as da insegurança que pairava na Síria de então, e trazendo-as para o sossego e paz das terras brasileiras.

O casal Calixto e Carmen teve 8 filhos que chegaram a idade adulta. O quarto filho se chamava Lafy.

Como era muito bonito e galanteador, não faltavam moças apaixonadas pelo belo Lafy. Especialmente quando ela punha seus olhos vívidos e de um profundo azul celeste sobre elas. Estudou arduamente, pois almejava a medicina ao invés do balcão no comércio paterno. Para incentivá-lo, D. Carmen, sua mãe, prometeu-lhe um carro se ele passasse no vestibular.

Acontece que Lafy, portador de uma mente brilhante, passou para Medicina no Rio de Janeiro, na Universidade do Brasil (atual UFRJ) e não tardou em cobrar a promessa. Oras, qual adolescente não cobraria? Especialmente em se tratando de um rapaz bonito, saudável e namorador. Foi falar com os pais. Explicou da dificuldade de um piauiense, filho de carcamanos, em passar no vestibular mais concorrido do Brasil de então. Ainda mais na primeira metade do século XX. Por isso, julgava ser merecedor de um carro, conforme lhe fora prometido por sua mãe. Mas o senhor Calixto era contra. Dar um carro para um estudante, a fim de fazer com que ele cumprisse nada mais que sua obrigação, seria um suborno descarado. Ainda mais para um sírio íntegro como ele. Exclamava irritado:

― Já “bensou”, Carmen? Lafy, de carro, no Rio de Janeiro, não vai estudar! Vai é namorar! Já é namorador a pés, imagine arrotando grandeza de carro! Não tem nem possibilidade! Que acinte!

O jovem Lafy ficou desconsolado! Esbravejou até que não iria mais estudar (logicamente apenas para desafiar o pai a cumprir-lhe o prometido).

Diante do impasse do marido em não pagar pelo carro apalavrado e como era uma síria, que, como a sertaneja brasileira, “não falhava no trato”, D. Carmen botou as economias para fora e comprou para o filho universitário um plymouth cupê zerinho estalando.

O rapaz não se continha de alegria. Seus brilhantes olhos azuis faiscaram mais ainda ao verem a pintura negra perolizada do carro importado. Mas ainda estava triste com a desaprovação paterna. Quando sua mãe percebeu esse desânimo, explicou a ela que o apoio do pai na compra de um presente tão desejado era-lhe muito importante, pois, afinal de contas, o pai era o cabeça da família.

Ao ouvir estas palavras tristes do filho, dona Carmen soltou:

― Liga não, “iá habibi”. Calixto “ser” cabeça “do” família, mas eu “ser” pescoço. Eu “estar” embaixo “de” cabeça, mas posso virar ela “bra” onde eu quero! Amanhã eu amanso ele. Agora aproveita teu carro e vai dar uma volta, meu doutor!

1/27/2009

CAMINHADA DA PAZ

Floriano está sendo conhecida como a 7ª cidade do estado do Piauí mais violenta; entretanto, temos que tomar alguma iniciativas para mudar essa realidade, não podemos deixar que a nossa querida Princesinha do Sul ganhe títulos como esse.

Ao lado, aqui postamos a foto da Primeira Caminhada das Famílias em busca da paz. Temos que nos conscientizarmos, que podemos fazer a paz reinar em nossa cidade, bastar querer, não sermos omissos.

Dia 25 último, mais de 5.000 pessoas de bem participaram dessa caminhada pela paz, mas que vai ficar no contexto da história e no calendário da cidade.

Fonte: Sargento Hélio

1/26/2009

FIM DE TARDE


Essa foto do nosso amigo Luís Carlos ficou legal. A nossa inspiração brota de repente, quando observamos o nosso por do sol.

A brisa, a calmaria e o aconchego da noite nos envolve, de tal forma, que seria impossível resistir a uma pausa no flutuante.

O tempo pode passar, mas essas emoções permanecerão para sempre e aqui registramos, tentando segurar a peteca, para exaltar o belo por do sol do cais do porto de Floriano.

1/23/2009

MESTRE WALTER


Depoimento – Tibério José de Melo

WALTER OLTER MELO, o nosso tio, chegou em Floriano, mais precisamente, lá pelos idos de 1944, trazido por papai, Antonio de Melo Sobrinho, que chegara primeiro.

Sei que, em Butiti Bravo, ele chegou a trabalhar numa usina de beneficiamento de babaçu ou de arroz, não sei bem, daí a sua introdução em mecânica de máquinas.

Chegando a Floriano, empregou-se nos negócios do senhor Afonso Nogueira, que na época era empresário e mexia com navegação; então, o tio Walter ficava viajando de Floriano a Parnaíba, navegando os vapores do seu Afonso Nogueira, como mecânico de bordo.

Tio Walter teria ficado noivo com tia Inhá antes de deixar Buriti Bravo e foi buscá-la depois que se firmou.

Lembro, por exemplo, da primeira casa onde morou. Era ali entre a casa de Seu Zé Bem e dona Lourdes Martins na praça do Cruzeiro. Ali eu já me lembro do Djalma e do Divaldo ( seus filhos mais velhos ). Nós, entrewtanto, morávamos na Beira do Rio, ali perto da antiga usina Maria Bonita.

Era muito hábil no conserto de várias coisas, tanto que montou o seu negócio de conserto e aluguel de bicicletas. Com isto, ele criou a sua família com muita dignidade, dando educação, até onde pode, a todos.

Sempre roubavam uma de suas bicicletas, mas dificilmente não as recuperava, indo atrás em outra bicicleta. Tornou-se uma pessoa muito popular devido ao seu negócio.

Tratava-se de uma pessoa muito família. Vivia para a família e para as bicicletas. Todos o chamavam de Mestre Walter. Ah, sim, era muito bem humorado e gostava muito de piadas.

Muito inteligente ( papai diz que era o mais inteligente dos três ), pessoa de vanguarda. Sempre que havia uma novidade na cidade, ele era um dos primeiros a conseguir. Rádio, geladeira, panela de pressão, fogão a gás, coisas do tipo.

Sabia, sempre, o que estava acontecendo no mundo. Tinha opinião formada para tudo, dado que era muito bem informado, ouvindo rádio, ( só saía de casa depois de ouvir todos os noticiários de rádio, principalmente o Reporter Esso ). Ouvia todas as emissoras de rádio.

Lia bastante e proporcionava para todos nós muitos veículos de informação, tipo: revistas como O Cruzeiro, Manchete, Fatos e Fotos, quadrinhos etc. Jornal, já era mais difícil mas as revistas eram toda semana. Se mostrava sempre muito reflexivo, tinha resposta para tudo.

Era Espírita como a Maria Serva. Conhecia muito bem a doutrina e frequentava o Centro que ficava no Colégio do senhor Ribamar Leal.

Tornara-se amigo de toda aquela carcamanada do centro de Floriano, como também de todos aqueles comerciantes e da sociedade local. Antes de falecer já estava se incluindo nela.

Sei também que certa vez, quando rapaz, fora preso, devido a uma briga em que se meteu num cabaré da época.

Agora, o tio Walter, acho que por força da sua religião, era muito caridoso e muito bom.
Vivia cercado de menino. Pagava vitamina e cachorro quente no quiosque Mascote de Seu João e de dona Das Dores ( compadres de mamãe ).

No final do dia, era uma molecada enorme para levar as bicicletas para a casa dele. Ali o moleque tinha a oportunidade de andar, de graça, de bicicleta. Pela manhã era a mesma coisa. Muito engraçado.

Lembro-me que na Copa do Mundo de 1958 ele liderava a movimentação ali detrás da Igreja com um rádio instalado na Mascote. Juntava um monte de gente e a frequência do rádio às vezes ficava alta e bem nítida; outras vezes, bem fraca. Era um tal de tanto gol de Didi, Pelé, Vavá e Garrincha, sei lá.

No Chile, em 1962, foi a mesma coisa. Agarra, Gilmar!... Gol de Amarildo!... E o tio Walter lá na Barraca da Alegria, capengando. Ele puxava de uma perna.

Tio Walter e Vovó Serva criaram a Barraca da Alegria. Isto já perto do acidente. Cimentaram parte do quintal da casa da Dindinha e lá se fazia a festa com quermesse com muita gente participando. Vinha até o pessoal de fora. O objetivo era angariar fundos para a manutenção da Escola Humberto de Campos.

Tio Walter era uma pessoa pouco afeita a diversões. Participava de algumas festas no Floriano Clube. Gostava muito de um cinema, um circo, coisas assim. Nunca soube que o tio houvesse ido a um forró, que nem papai. Farra, então, não me lembro. Bebia, socialmente, muito pouco. Não era afeito.

Quando chegava um cantor na cidade, um artista do Sul ele não perdia. De certa forma era uma pessoa recatada, gostava muito de ler e de se informar. Gostava de política, muito.

Lembro que na eleição que elegeu o Jânio para Presidente da República, ele estava na linha de frente da campanha em Floriano a favor do Jânio. Papai e eu éramos Lott. Venceu o Jânio e se cantava muito:

Varre, varre, varre vassourinha
Varre, varre a bandalheira
Que o povo já está cansado
De sofrer desta maneira
Jânio Quadros é a esperança
Desse povo abandonado

Jânio Quadros é a certeza
De um Brasil moralizado
Alerta, meu irmão
Vassoura, conterrâneo
Vamos vencer com Jânio

Este jingle é a cara do Tio Walter. Era muito entusiasmado na política.

Apesar de recatado, era muito sociável. Tinha muito prazer em hospedar seus conterrâneos do Maranhão. Jesus ( do Melinho ), Rosemeire, que passavam férias em Floriano, quando elas chegavam, era um frisson danado. Eram bonitas e os rapazes da época queriam pegá-las. O tio levava-as para as festas.

Aqueles carcamanos, seu Tufi, Michel, Hagen, Salomão, Kalume, tinham muito respeito pelo tio Walter. Devem ter sentido muito a sua falta.

A tia Inhá, sua esposa, era um pouco irritada. Também, era muito menino. Todos muito danados e qualquer um perdia a paciência. Vivia com um cinto na cintura para dar umas lapadas quando não aguentava mais. Todo dia era umas três. Mamãe não era diferente. Não sei como estas mulheres aguentavam aquele monte de menino danado. Só no cinturão mesmo, não tinha jeito. Tio Walter, também, não aliviava não, metia a ripa, quando se fazia necessário.

Dia 24, agora, de janeiro, se o Djalma ( seu filho mais velho ) estivesse vivo, faria 60 anos.

O acidente de seu falecimento foi dia 04 de agosto de 1963 por volta de 9 hora da manhã, quando prestava seus serviços à Paróquia local, ali, na altura da loja do Michel Demes: ele pegou um choque e caiu de uma escada, não resistindo ao impacto, provavelmente, da queda.

Na foto, acima, observamos a sua família no ano de 1962, a sua esposa, tia Inhá, o Djalma, o Divaldo, o Waltinho, o Dácio, a Cecília, a Ceci e o João Coimbra.

1/22/2009

ENTREVISTA COM O TONTONHO




TONTONHO - RUMO AOS 2.000 GOLS

PORTAL – Tontonho,qual é a sua paixão?

TONTONHO – Minha família, filhos e amigos.

PORTAL – Conte-nos um pouco de sua biografia, certo?

TONTONHO – Bem, hoje, estou divorciado, sou natural do Crato ( CE ), formei-me em Ciências Contábeis, mas também sou Técnico em Eletrônica, trabalhando atualmente na CHESF, como Gerente de Substação.

PORTAL – Fale de sua família?

TONTONHO – Meus pais vieram do Crato para Floriano no início dos anos setenta e aqui se estabeleceram no ramo de confecções. Meus pais, seu Valmir Correia e dona Aldira, lutaram bastante para a criação dos filhos com muita dificuldade, mas conseguiram vencer.

PORTAL – Vocês, são quantos irmãos?

TONTONHO – Nós somos ao todo de dez irmãos, pela ordem, o José Aldo, a Solange, o Valmir Filho, o Paulo César, o José Neto, o João Bosco ( Bóia ), o Henrique, a Sara e o Luciano e este que vos fala.

PORTAL – Qual é o seu hobby?

TONTONHO - Bem, o meu grande hobby é jogar futebol, onde procuro sempre preservar e atuar anotando todos os gols que faço em todos os jogos pelos quais participo, principalmente em Floriano na AABB.

PORTAL – Conte-nos como começou no futebol?

TONTONHO – O curioso, veja bem, é que comecei jogando no gol no início dos anos setenta, depois passei a ser centroavante, veja como foi engraçado, disparei a fazer gols e, hoje, estou chegando à casa dos dois mil gols.

PORTAL – A propósito, que história é essa de você já ter passado da marca do grande Pelé?

TONTONHO - Pois é, comecei a anotar os gols que fazia na querida AABB/Floriano no dia 11 de junho ( sábado ) de 1994, numa rodada de bebidas, após a pelada, isto é, na famosa RESENHA, onde o nosso amigo CUNHA disse que eu não faria 100 ( cem ) gols até o final daquele ano,os meus amigos que estavam no momento, aí, me incentivaram, aceitei o desafio e, hoje, já estamos com 1.958 gols, ta certo? Observação: no dia 11 de junho ( sábado ) de 1994, comecei por anotar 02 ( dois ) gols.

PORTAL – E quais foram, assim, seus gols mais importantes?

TONTONHO – Provavelmente, eu acredito, que os gols em datas comemorativas, aniversários de amigos, nascimento de meus filhos, Natal e outras datas tornaram-se de suma importância.

PORTAL – E quanto à sua artilharia?

TONTONHO – Fui artilheiro em diversos momentos e torneios, tipo Vice-Artilheiro do Torneio de Férias de Inverno– Floriano; artilheiro do Torneio do Campo da Rua 7 de setembro no final dos anos da década de 80 e por toda a década de 90. ( Considerado até hoje o maior artilheiro que passou por aquele campo ); artilheiro do Torneio dos Torcedores de Times do Rio na AABB (Vas-Fla-Flu-Botafogo ); artilheiro do Torneio de Férias – Guadalupe; artilheiro do Torneio / Mocofolia / AABB; e artilheiro do Torneio de Confraternização AABB / AGESPISA / Bola cheia.

PORTAL – E com relação aos seus títulos conquistados?

TONTONHO – Ganhamos vários títulos, dentre os quais, os títulos recentes, tipo Vice-Campeão do I Campeonato dos Quarentões de Floriano 2.006 -Vice artilheiro; Vice-Campeão do I Campeonato dos Quarentões de Floriano 2.007 -Vice artilheiro; Campeão do I Campeonato dos Quarentões de Floriano 2.008 - Vice artilheiro ( retorno após LCA ); Campeão do Torneio de Confraternização AABB / AGESPISA / Bola cheia.

PORTAL – Pretende, mesmo, chegar aos 2.000 mil gols, como prometidos?

TONTONHO – Certamente, se Deus quiser, vamos chegar lá, já estamos próximos disso, faltando apenas 48 gols, de forma que faremos uma grande festa para comemorar com os amigos em Floriano.

1/18/2009

MILAD ABRAÃO KALUME


Pesquisa e texto: Mª Umbelina Marçal Gadêlha

Filho de Abaão Kalume e Maria Zarur Kalume, Milad Abraão Kalume Nasceu em Malula (Síria), no dia 25.12.1896. Daí o seu nome Milad, que quer dizer nascimento.

Malula é uma pequena cidade 30 km distante da capital Damasco.

Lá também, nasceram: Assad Kalume (seu irmão), seus primos Dib Jorge Barguil, Gatasse Elias Kalume e Abib Kalume, dentre outros parentes.

Milad Abraão Kalume ajudava seu pai Abraão no pastoreio e no tratamento e conserto de ossos quebrados das ovelhas de seu rebanho e de rebanho vizinhos.

Além de sua língua prática, o árabe, Milad falava o aramaico (língua morta, usada no tempo de Cristo e preservada até hoje na cidade de Malula), um pouco de grego e, fluentemente, o francês.

Fez seu curso primário em Malula e estudou 3 (três) anos no Seminário do Líbano, quando foi convocado para a 1ª Guerra Mundial (1914/1918). Ao terminar o conflito (serviu ao Exército cerca de seis meses), não mais voltou para o Seminário, mas regressou a Malula para ajudar ao seu pai nos serviços agropecuários de manutenção da família.

Em 12 de outubro de 1924, casou-se com Málaque Francis Kalume, e, logo após, partiu com ela para o Brasil, à procura de seu irmão Assad Kalume, já radicado em Floriano, desde 1906 onde mantinha bom estabelecimento comercial.

O Sr. Assad, conhecido como Said, era casado com D. Maria Zarur Kalume. O casal teve 7 filhos: Abraão, Elias, Farisa, Olga, Leônidas, Aleksandra e Antônio José.

Chegando em Floriano, em 20 de janeiro de 1925, hospedou-se na casa de deu irmão (Assad), e trabalhou como balconista na “Casa Assad Kalume”, por um período de 1 ano.

Em 12 de 04 de 1926 abriu em associação com seu primo Gabriel Zarur, uma pequena loja, na Praça da Igreja, atual Praça Dr. Sebastião Martins.

Esta sociedade durou 2 anos, e Milad resolveu abrir seu próprio negócio: uma loja de sortimento variado próprio da época: tecido, ferragens, louças, utensílios de cozinha, linhas, perfumes, artigos de toucador, chapéus, meias, material escolar e de pesca, tênis, ferramentas, tintas e vernizes para carpinteiro, açúcar, café em grãos e colorau.

Em 1940/41, construiu sua nova moradia, na então Praça do Mercado, atual Praça Coronel Borges, onde residiu até seu falecimento.

Entre as décadas de 1950 e 1960, construiu 10 salões para alugar.

Aposentou-se em 1965. Ficou sócio da Livraria e Papelaria Alvorada, fundada em março de 1962, junto com seu filho Gabriel Kalume.

Era católico fervoroso, e transmitiu aos filhos a educação cristã. Conhecedor e leitor assíduo da Bíblia, costumava “discutir” com pastores protestantes sobre os pontos divergentes entre as duas religiões. Pertenceu a todas as associações religiosas da cidade e foi, por muitos anos, Presidente da Associação Beneficente São Vicente de Paulo.

Gostava de prestar assistência àqueles que, com braços ou pernas quebradas, iam ao seu encontro em busca de socorro. E, com dedicação e paciência, apesar de utilizar processos artesanais eram socorridos. Posteriormente, em 1974, esse atendimento passou a ser feito com a supervisão do seu filho, o médico ortopedista Dr. José Afonso.

Milad faleceu em 14 de abril de 1975, de embolia cerebral, deixando consternada a comunidade florianense, seus amigos, familiares, viúva, 11 filhos e 23 netos.

São seus descendentes:

  • Maria de Lourdes Kalume Reis, Viúva de David de Carvalho Reis. Filhos: Carlos Alberto, Paulo Afonso e Maria de Lourdes.
  • Râmiza Kalume Brígido, viúva de Francisco de Assis Brígido. Filhos: Franklin e Mônica.
  • Clarice Kalume, já falecida.
  • Teresinha Kalume, Casada com Jorge Kalume (filho do saudoso Abib Kalume).
  • Maria do Carmo Kalume Hidd, casada com Aziz Elias Hidd, ambos falecidos em 1983. Filhos: Regina Coeli, Rejane e Ricardo.
  • Pedro de Alcântara Kalume, casado com Maria Aparecida Cárdenas Kalume.Filhos: Rita de Cássia e Milad Kalume Neto.
  • Gabriel Kalume, casado com Gêisa de Sousa Martins Kalume.Filhos: Sílvia e Ricardo.
  • Amina Kalume Reis, casada com Antônio Marques dos Reis.Filhos: Karla, Káthia, Antônio Filho, Marcelo, Cláudio e Karenne ( gêmeos)
  • Maria da Salvação Kalume.
  • José Afonso Kalume, casado com Márcia Albuquerque Kalume. Filhos: Camila e Flávia.
  • Antônio de Pádua Francis Kalume, casado com Maria das Graças Cavalcante Kalume. Filhos: Débora, Youssef e Clarice.

Em 25 de dezembro de 1996, aconteceu o primeiro centenário de Milad Abraão Kalume. Um cidadão que merece o reconhecimento da comunidade florianense, pelo seu trabalho prestado, por sua simplicidade, honradez, dignidade e, sobretudo, por seu espírito humanitário de serviço ao próximo.

GALERIA


Essa é a nossa avenida Esmaragdo de Freitas, mais conhecida como a GALERIA, que vai até o Buraco da Malária. Quando a gente era criança, brincávamos por aí tomando banho de chuvas.

O tempo passou, mas observamos que o seu aspecto ainda continua o mesmo. Não sabíamos dos riscos que corríamos, à época, porque o que queríamos era mesmo brincar, correr e pular.

Seria de suma importância, entretanto, se as nossas autoridades fizessem uma campanha, uma vistoria junto à comunidade local, no sentido de revitalisar esse nosso tradicional logradouro; evitaria-se a proliferação, inclusive, do mosquito da dengue.

A foto foi enviada pela nossa amiga florianense Arlenilde Andrade, que hoje mora em Brasília.

1/17/2009

O VENENO ESTÁ NO CORAÇÃO

O VENENO ESTÁ NO CORAÇÃO
Por - Salomão Cury-Rad Oka

Conta uma antiga história árabe-florianense que uma jovem recém-casada estava tendo problemas com a sogra. Para resolver o problema, decidiu que mataria a velha envenenada, mas temia ser descoberta e presa pelo delegado de Floriano na época, Major Carlino Nunes, famoso por castigar os criminosos com mão de ferro.

Ficou sabendo, numa conversa com amigas, de um carcamano famoso por ter trazido da Síria conhecimentos sobre como curar as mais diversas doenças. Sua “especialidade” era, sem dúvida, a ortopedia, pois reduzia fraturas com perfeição, mas também entendia de ervas, garrafadas, emplastros e chás. Usava esses conhecimentos para curar sem cobrar nada do “paciente”.

Nos idos dos anos 20, quando não havia acesso a medicina, as pessoas recorriam a quem pudesse lhes ajudar. Esse carcamano, chamado Milad Kalume, era uma dessas pessoas sempre dispostas a ajudar. Morava próximo ao mercado central (atual praça Coronel Borges), onde a afluência de transeuntes era intensa e onde costumava acudir de bom grado quem lhe pedisse socorro. Suas curas eram incríveis. Verdadeiras façanhas terapêuticas aconteceram através das mãos de “seu” Milad, de modo que os brasileiros achavam que seu nome era “Milagre” Kalume.

E por isso que a jovem foi procurar “seu” Milad. Ao encontrá-lo, nem sequer se apresentou, indo direto ao ponto:

― Senhor Milad, preciso da sua ajuda. Casei-me recentemente e não suporto a minha sogra! Ela é horrível. Não consigo acreditar que meu marido, que é uma pessoa tão doce, saiu de dentro dela. Ela é uma verdadeira jararaca. Intromete-se em todos os meus assuntos conjugais. Seria melhor se aquela velha morresse e me deixasse em paz com o filho dela. Por isso vim aqui. Quero que o senhor me dê um preparado de ervas que a mate de maneira rápida e que não levante suspeitas sobre mim. Preciso de um veneno realmente forte.

Surpreendentemente, ao invés de repreender a jovem e revoltada nora, “seu” Milad disse, naquele português rebuscado e com um leve sotaque árabe:

― Eu tenho exatamente o que você precisa, “iá habiba”. Um veneno muito “botente”, feito de ervas que eu trouxe da Síria. Não tem sabor e não deixa rastros na corrente sanguínea. Todavia, mata muito lentamente que é para não se levantarem suspeitas. A “bessoa” que o tomar diariamente misturado na comida, sentir-se-á forte num primeiro momento e depois, paulatinamente, há de ficar cada vez mais fraca, simulando uma doença séria, para a qual não há diagnóstico. Vai chegar o dia em que simplesmente a alegria vai embora e a “bessoa” morre sem acusar o envenenador.

― E eu vou ter que esperar muito? ― perguntou a jovem. Seu Milad sentenciou:

― É “breciso” ter paciência, minha cara, pois o efeito do veneno é acumulativo e só piora com o passar do tempo. Mas, para garantir que ninguém desconfie de ti, trata a tua sogra com respeito, paciência e carinho. Se ela começar uma briga, fica calada e espera o dia em que o veneno vai te dar consolo. Faz as vontades dela e prepara a comida dela todos os dias. Oferece para ela chás, café e refrescos e neles coloca um pouquinho do veneno. “Te faz” de amiga atenciosa e ouve sempre o que ela tem a dizer. Procura resolver problemas para ela. “Te faz” presente e vê todos os dias o veneno fazer o efeito desejado.

A jovem ouviu com atenção e foi para casa com pressa para por em prática o plano arquitetado pelo árabe.

Todos os dias dava atenção à sogra, fazendo-lhe pessoalmente o prato e tratando-a com respeito e carinho dissimulados, para ir colocando sempre na comida dela doses pequenas do veneno dado por “seu” Milad.

E aconteceu como o árabe previra. A sogra passou cerca de cinco meses mais forte do que nunca, até que, entrando no sexto mês, a velha acamou-se com uma doença misteriosa, que lhe deixara febril e com uma forte diarréia.

Ao ver a sogra muito mal, a jovem preocupou-se. Naquele tempo em que tratara a sogra de maneira dissimuladamente carinhosa, aproximara-se dela, conseguindo enxergar o que o rancor não lhe permitia. No fundo, a sogra era uma boa pessoa. As brigas aconteceram simplesmente porque a necessidade de ter que repartir a atenção do filho com outra mulher, mais jovem e exógena, incomodaria qualquer mãe.

Percebendo que já gostava muito da sogra, a jovem se desesperou. Como poderia deixar a mãe de seu marido simplesmente morrer envenenada? Que traição mais cruel, essa que ela planejara! Resolveu procurar o carcamano mais uma vez. Ele haveria de ter um antídoto tão potente quanto o veneno.

Logo que “seu” Milad a viu, foi logo perguntando se a velha já tinha ido para o inferno.

Ela lhe contou o problema. Falou-lhe que a velha esteve mais forte do que nunca durante um tempo e que, de repente, caiu acamada, com febre e disenteria. Disse-lhe do seu arrependimento em querer matar a sogra e suplicou ao árabe que lhe desse um antídoto o mais rápido possível.

O carcamano caiu na gargalhada. Quando se recompôs, segurou as mãos da jovem e disse olhando-lhe nos olhos:

― Minha cara, o veneno estava no teu coração. Aquilo que eu te dei para ser misturado na comida de tua sogra eram vitaminas. O melhor antídoto é o amor e esse eu te ensinei a administrar no dia em que me procuraste. Vai pra casa e faz um chá de olho de goiaba para tua sogra que ela está é com dor de barriga mesmo.

CAIS DO PORTO



Painelzinho feito em azulejo do Cais do Porto, que mandamos editar através de um artista de rua, para não sair do saudosismo.

São momentos que estamos sempre resgatando, para manter a tradição de nossas belezas, para nos distrair e nos proporcionar viagens através dos bons tempos.

Na verdade, estamos construindo idéias, na tentativa de poder oferecer nossa colaboração para os que amam a Princesa do Sul

1/15/2009

RETRATOS


Foto extraída na altura do antigo Regatas, clube social que agitava a juventude Florianense, principalmente no mês de julho, quando das famosas Regatas de Julho.

O último reveillon na Princesa nos proporcionou muitos passeios, saraus e reencontros, onde soubemos aproveitar o bastante.

Podemos sonhar, sempre, em voltar à velha Floriano, que no momento atravessa um momento de transição quanto às suas mudanças e reformas estruturais.

1/14/2009

REVEILLON II




Outro bom momento durante o último reveillon em Floriano. O pessoal aí da velha guarda se reencontrando para um bate papo legal.


O Júlio, o Zé Luís, o Delson, este saudosista e o João Vicente num fim de tarde no restaurante Flutuante resgatando boas lembranças e matando a saudade.


São momentos importantes, de maneira que precisamos fazer o registro, pois o novo chegou e ainda estamos buscando os caminhos no rumo da felicidade.

1/12/2009

REVEILLON


Momento de descontração, depois do reveillon da Princesa no aconchegante restaurante do Flutuante.

Estávamos, ali, recordando os bons tempos de Floriano esse saudosista, o Carioca e o Puluca, sentindo a brisa do cais do porto.

Floriano tem melhorado, sim, mas precisa atentar-se, principalmente, na parte do saneamento básico. As nossas autoridades, necessariamente, precisam tomar uma posição e a população uma atitude, no sentido de cobrarmos de maneira inteligente a revitalização dos nossos passeios públicos, tá certo?

1/11/2009

NOVO PRÉDIO DA SERTÃ II



SERTÃ

( Origem do nome )

1.A Sertã é uma

vila portuguesa, sede do município e da freguesia do mesmo nome pertencente ao distrito de Castelo Branco, região Centro, subregião do Pinhal Interior Sul e diocese de Portalegre e Castelo Branco.

É provável que a Sertã fosse conhecida durante o Império romano, com o nome de SARTAGO
[7], em acusativo SARTÁGIMEM, do cujo caso deriva o topónimo Sertã.

De entre as grafias arcaicas, podem assinalar-se Sartagine nas Inquirições de Afonso II, Sartaãe nos documentos dos tempos de D. Dinis, Sertaã durante o reinado de Afonso IV, Sartaã[8] durante Afonso V, Sertam [9]ou Sertaãe nos tempo de Manuel I, Certãa [10] Certan[11][12] e Sertãa no século XVIII.[13] A grafia Certã[14] tornou-se comum no século XVII, embora se ateste a forma etimológica Sertã desde a dinastia filipina.[15] No entanto, outras grafias, tais como Certãa ainda eram frequentes no final do séc. XIX.[16][17] Deve assinalar-se ainda a forma Sertãe em obras como o Auto da Lusitânia de Gil Vicente.[18] É possível encontrar também as grafias Certam[3] e Sartan[19][20][21]

No Vocabulario Portuguez e Latino, do padre Raphael Bluteau, o primeiro grande dicionário de língua portuguesa, publicado em dez volumes entre 1712 a 1728 em Coimbra, pelo Colégio das Artes da Companhia de Jesus surgem tanto as palavras Certãa, Certan, Sartãa, Sertãa e Sertaâ, explicando que estas últimas palavras derivam de Sertago e Sartão. [22] No Diccionario da Lingua Portugueza de António de Morais Silva, de 1789, já só surge Certã.[23] [editar] Reformas ortográficas.

Antes da reforma ortográfica de 1911 (adoptada pela portaria de 1 de Setembro de 1911)[24][25], era comum grafar-se Certã. No entanto essa grafia convivia antes dessa data com a grafia etimológica moderna, e essa situação persistiria durante mais algum tempo.

As bases analíticas do acordo ortográfico de 1945, incluem especificamente (Base V-3.°) o termo sertã (com minúscula inicial), como exemplo de distinção entre o s e o c.[26] O acordo ortográfico de 1990 inclui explicitamente, na Base III-3.°, o vocábulo Sertã como exemplo de distinção entre o s e o c.[27]

2.[Frigideira ou sertã, é um utensílio usado na cozinha para fritar alimentos. Normalmente com a forma de um prato pouco fundo e com uma ou duas pegas, há frigideiras especiais para cada tipo de fritura. Em uma de sua extremidade têm uma extenssão, geralmente de metal, revestido com material especial que não transmite calor, para movimentá-la ao fogo.

3.Esquina da Sertã. Este é um nome que poderá não dizer nada à maioria, mas o que é certo é que se alguma vez passaram pela cidade do Recife sabem do que estou a falar. Desde os idos do século passado, que a cidade do Recife foi o destino preferido de muitos dos emigrantes oriundos do nosso concelho, que procuravam a sua sorte no Brasil. A sua presença era notada por todos e a importância que muitos assumiram ainda hoje é lembrada pelas forças vivas da cidade.

Como qualquer sertaginense que se preze, é sempre imperioso deixar a sua marca e, no caso, do Recife, essa marca chama-se Esquina da Sertã, um local baptizado pelos nossos conterrâneos e a quem o tempo deu validade.

Para nos ajudar a compreender um pouco melhor o que era a Esquina da Sertã, recorri a um artigo publicado no jornal «A Comarca da Sertã», de 30 de Setembro de 1966: “Foi assim que durante longos anos, enquanto fervilhavam política e partidos, havia no Recife um ponto que era paragem obrigatória a quantos discutiam política. Era a «esquina da Sertã», a qual era invocada assiduamente na imprensa, rádio e nos comentários do povo. À noite ali se reuniam grupinhos para discutirem os seus eleitos. Enfim, em tempo de eleições só se ouvia dizer: Esquina da Sertã para cá, Esquina da Sertã para lá, e assim ficou notória. No entanto, muitos pronunciavam esse nome sem saberem que o mesmo evocava um povo do velho mundo e de tradições antiquíssimas”. Hoje, pelo que consegui apurar, a Esquina da Sertã não passa de uma memória... bem presente entre os habitantes da cidade do Recife.

O nome de Sertã tem origem na curiosa Lenda da Celina, a mulher de um nobre lusitano que, cheia de raiva pela morte do marido na luta contra os romanos, teria avançado com uma sertã (frigideira) cheia de azeite a ferver contra os inimigos, prestes a entrar no castelo, forçando-os a recuar.

Pesquisa: Nilson Coelho



DEBATE DE ESQUINA


Chegamos ao Marrom Glacê muito bem dispostos, naquele sábado nublado mas quente. De repente, observamos a presença de figuras ilustres da sociedade local, reunidos numa conversa franca e muito séria sobre os destinos de nossa cidade: o Benjamim Kalume, Marcelo, Nonato, Antonio Reis, Carlito do Bruno, Zitinho, Manin e contando com o atendimento vip do nosso amigo Ozires.

Lembrei-me, então, sentado ali, tomando uma gelada, daquelas tiradas do nosso saudoso Padre Pedro, quando tínhamos perguntado para ele, naquela oportunidade, numas férias do passado, como estava Floriano naquele momento, no qual respondeu com bastante altivez:

- Está bem, meu rapaz, se tornou, agora, uma grande exportadora de garrafas vazias...

A certa altura, o Benjamim Kalume era quem liderava o ponto da conversa, extremamente sensível, verdadeiro e observador. Comentava-se sobre a decadência política, produtiva e cultural de Floriano, o abandono, a omissão e a falta de postura de alguns seguimentos políticos locais.

A polêmica, ali, até certo ponto era definitiva e duradoura, mas que deixou um lado positivo para tomadas de decisões futuras para os destinos da Princesa do Sul, uma tomada de consciência da nossa realidade. Era só o começo de um novo ponto de partida, para buscarmos alternativas para a retomada do desenvolvimento de Floriano.