9/27/2007

MATANDO A SAUDADE



Não tem jeito mesmo: a gente quando chega no cais do porto, a primeira intenção é tomar um drinque no restaurante Flutuante, rever os amigos e sentir a brisa dali, matar a saudade, mais precisamente falando.

O aconchego, as lembranças dos tempos d´outrora nos fazem sentirmos vaidosos e voltados para o saudosismo. De repente, a gente começa a rever a velha guarda e colocamos o papo em dias.

Precisamos, sempre, nos reportar aos bons tempos, voltar ao passado, recarregar as baterias para seguirmos em frente. Esses registros são deveras importantes, pois poderão ficar pautado no tempo.

9/25/2007

FEIRA AGROPECUARIA



Um dos eventos mais concorridos de Floriano, atualmente é, sem dúvida, a nossa feira agropecuária, realizada todos os anos no mês de maio. Inúmeras atividades ali são realizadas, proporcionando à comunidade florianense muito lazer e, evidentemente, capacitando e melhorando a nossa demanda turística.

No passado essa feira era bastante romântica, tinha todo um ritual. Durante a realização primeira edição, no ano de 1970, o prefeito da época, doutor Tibério Barbosa Nunes, o Tiberão de Aço, botava todo mundo para trabalhar.

Na foto ao lado o prefeito está ladeado pelas senhoritas Maria Mazuad, Marília Lobo Matos, Sandra Attem, Nice Lourdes ( cronista social ), doutor Tibério, Maricildes Costa ( miss Piauí 1964 ), Dorotéa Ribeiro Gonçalves e Maria Adélia Attem, que recepcionavam a abertura da feira.

Como bem disse o professor Luiz Paulo Lopes, em seus flagrantes, “ com a fotografia o passado não morre, mas volta, como agora...”

DEBUTANTES DE 1971


Flagrante da festa das debutantes do ano de 1971 no nosso tradiconal Floriano Clube. Observamos a estudante do Ginásio Primeiro de Maio, à época, Lenka Elizabeth Batista de Melo ( hoje, morando no Rio de Janeiro ) e o nosso amigo Francisco Carvalho ( que trabalhou na antiga Marc Jacob ).

Havia muita tranquilidade em Floriano. As festas eram organizadas e tradicionais. Os principais clubes da cidade funcionavam com galhardia.

O tempo passou e, atualmente, observamos bastante demanda para o consumo e a velocidade para se ganhar muito dinheiro. A competição é tamanha e se não houver uma re-engenharia social, as nossas belas tradições tendem a sucumbir, definitivamente.

Mas ainda há tempo de repensar e resgatar nossos bons valores de época.

9/24/2007

ESCRITORIO DA COHEB



Esse é o antigo prédio onde funcionava o escritório da COHEB em Floriano no final da rua Francisco de Abreu Rocha já quase na subida do anel viário à esquerda. Funcionava as atividades administrativas da construção da barragem de Boa Esperança, onde o Djalma ( filho de mestre Walter ) trabalhava como um de seus gerentes administrativos.

Por aí havia, também, uma densa floresta, onde costumávamos brincar de caubóis, quemente e de filmes de tarzan nos anos sessenta. Tinha uma pequena caverna, onde poucos tinham coragem de adentrar. Era, tipo, um esconderijo para os mocinhos.

Hoje, tudo tá mudado. A cidade cresceu e o progresso chegou à região. É o futuro, que toma de conta de Floriano rumo ao desenvolvimento. Mas seria interessante tombar esse prédio, para impedir a sua ruína definitiva.

DE FORA



Como já disse o cronista, - “ futebol é coisa séria...” Foi o que aconteceu com a Sociedade Esportiva de Picos, que voltou com gosto de gás e com poder de superação: está de volta à primeira divisão do futebol piauiense.

Já os times de Floriano, o tradicional Cori – Sabbá e o novo Princesa do Sul de Zé Filho, mais uma vez causaram decepção junto aos piolhos de bola da cidade. Vão ter que suportar e amargar, novamente, a segundona de nosso futebol.

De qualquer forma, não podemos baixar a cabeça. Que sirva de lição, no sentido de resgatarmos a prata da casa. Devemos ter aí inúmeros talentos pelos campinhos a fora, que tão a fim de jogar futebol de poeira.

Certo?

Foto: www.noticiasdefloriano.com.br

9/22/2007

DIA DA ÁRVORE



Através do PANORÂMIO do fotógrafo Agamenon Pedrosa, descobrimos o quanto é de suma importancia preservar o nosso verde.

Esta foto desse ipê amarelo representa uma denúncia, clara e evidente, do descaso de nossas autoridades de não promover uma campanha mais efetiva de esclarecimento e preservação de nossas matas.

O terreno ao lado prova a falta de cuidados em que se encontram as nossas ruas e becos. Ainda bem que temos essa interessante imagem para promover e conscientizar a nossa população da sobre importância da recuperação de nossas árvores.

Em todo caso, esse ipê serve para se refletir bem mais. O calor tá grande e precisamos, com urgência, pensar mais nesse caso. Vamos contribuir, necessariamente, fazendo parcerias e plantando mais árvores na idade.

A propósito, o dia da árvore foi ontem, certo?

Foto: Agamenon Pedrosa

9/21/2007

SÓ LEMBRANÇAS


Uma saudade sem fim, quando de repente saí por aí posando para as ruas e os becos de minha Floriano. Os quiosques já estavam fechados e não pude tomar um rum para esquentar as emoções e levantar o MEU astral.

Estamos num domingo calmo e silencioso de manhã, escutando a cantoria da missa de padre Pedro, quando as lembranças me vêm à tona de momentos vividos por ali, correndo ou indo para ver a última matinê do Cine Natal.

Ando sozinho, soturno mas com uma visão libertária, tentando reencontrar lugares e pessoas de uma época maravilhosa que passou, mas que sempre vem nos fazer chorar, sentir saudade, mas registrando esses momentos glamororos que serão, com certeza, eternizados por quem ama a velha Princesa.

9/20/2007

PRAIA DO BARAO


Do outro, lado vê-se o horizonte e o por do sol; de manhã, a nado, atravessávamos o Parnaíba para curtir a praia de Barão. O sol de julho nos credenciava ao decisivo momento de ir até lá. O visual do cais do porto era a nossa arquibancada.

As pescarias, as peladas e os mergulhos fortaleciam o nosso ego. A beleza das meninas mexiam com as nossas emoções. As acrobacias nossas nas tainhas perigosas para mostrar quem era o maioral.

E no final de tarde, a volta. O perigo era irreversível, mas havia muita atitude, que nos credenciavam para novas aventuras para o próximo domingo. Pode o tempo passar, mas as águas sempre vão rolar e o Parnaíba sempre vai nos esperar pra mais um dia de praia.

Quanta saudade!

CASARAO


Floriano vai seguindo o seu rumo e suas novas tendências. Dentro do contexto arquitetônico local, temos novos casarões, que dão um novo visual à cidade, as ruas vão sendo pavimentadas e a felicidade vai nos deixando vaidosos.

Este é belo o casarão ( foto ) do nosso amigo e economista Raimundo Carvalho ( filho do senhor Joãozinho Guarda ) em fase de conclusão, ali, localizado no cruzamento da rua José Coriolano com a rua João Chico. Usando criatividade e uma boa dose de inspiração, o palácio saiu ao agrado de todos.

Antigamente aí moravam dona Dora, dona Joaquina ( filhas de dona Pretinha ) e dona Ciamunda ( filha do dona Maria de Jesus ) em três casas de palha e feitas de adobo, quando ainda não havia pavimentação poliédrica. Até nesse cruzamento aí havia uns lajedos, tipo um riacho, que quando chovia a gente saía de casa para tomar banho na chuva e brincar por esses córregos naturais.

9/18/2007

ANEL VIARIO


Essa é a curva do Anel Viário na altura da rua Sete de Setembro, cruzando com a avenida Dirceu Arcoverde. Ilustrações como esta, nasce da união dessa nova tecnologia de que dispomos com a inspiração do poeta da fotografia.

Podemos editar, ainda, outras maravilhas das paisagens da Princesa do Sul. Ainda existem muitos lugares a serem explorados, editados e, é claro, que todos nós devemos saber procurar correr atrás dessas belas imagens.

O tempo passa e Floriano nos engrandece, mas precisa melhorar mais, as autoridades precisam incentivar os artistas da terra com festivais, esporte, concursos no sentido de exaltarmos as nossas belezas e as nossas paixões.


Foto: Agamenon Pedrosa

COPA 2002


Essa daí é a taça da copa do ano de 2002, realizada na parceria entre Coréia / Japão, conquistada pelo Brasil, quando esta passou por Teresina.

No caso, observamos o ex - jogador Ubaldo ( Rasga Milho, que jogou na época dos torneios amadores de Floriano pelo Clube de Regatas Brasil), junto com os seus dois filhos - Brener e João Marcelo no Palácio de Karnak.

O Brasil, certamente, fez um bom trabalho nessa copa, merecendo o título, mas aquela seleção de 2006, pelo amor de Deus. Como disse o poeta: " tínhamos onze estrelas dentro de campo, mas sem nenhum time de futebol..."

9/17/2007

CAIS DO PORTO


SARRO À TOA


( Letra de uma das mais belas canções do conjunto musical VIAZUL de Floriano, interpretada pela cantora Célia Reis num show de 1980 realizado no Salão Paroquial )

Desenho: Gutemberg


Letra e música: Nilson Coelho, Adelmar Neiva e Ricardo Xavier


Beira do rio
Um vento à toa
A torre
O céu
Então, uma canção
Me faça irmão do vento
E vou
Cantando
Essa canção assim
Querendo te buscar
E então a gente se encontrou
Num sarro à toa
Do peito explode
Uma ilusão
Banhada de amor e cor
Um copo, um violão
E um papo à toa

9/15/2007

REENCONTRO


Esta é a grande figura do nosso amigo Francisco Borges Filho ( do antigo bloco Bota Pra Quebrar ), ladeado com parte de sua ilústre família.

Certamente, que estavam numa confraternização daquelas de matar a saudade.

Da esquerda para a direita, observamos a Luciana ( sua filha mais nova ), sua irmã Cirene Maria ( Querida ), Chico Borges, sua irmã Margaret e sua sobrinha Ana Carolina ( filha da Margaret ).

Parabenizamos esses momentos vividos com grande tenacidade na cidade de Floriano, porque é disso que precisamos: reencontros para serem vividos e divididos, buscando a felicidade de estar juntos.



9/14/2007

PESCARIA



Na década de quarenta, em Floriano, já havia sinais de muita curtição no Parnaíba. Olha só quem estavam aprontando numa pescaria para diversão pura e muita adrenalina. A negrada não perdia tempo: se mandava rio acima e tome pescarias.

Na foto, observamos os amigos Alderico Guimarães, Francisco Borges, Antonio Anísio Ribeiro Gonçalves dentre outros, buscando o melhor ângulo para aparecer na foto. Vê- se, ainda, o Parnaíba cheio e caudaloso.

Esse tipo de diversão sempre fora comum lá pelo cais do porto: pescarias, passeios e muita bebida para bebemorar, que ninguém é de ferro.

Época romântica que os anos não trazem mais.

Foto: Floriano de ontem e de hoje

9/13/2007

ESCOLA NORMAL


Vista parcial da Escola Normal, onde muitos jovens florianenses e de outros lugares tiveram passagens de grande importância educacional em suas vidas. Essa escola pública de certa forma contribuiu e ainda dissemina cultura para a comunidade local.

Do nosso tempo, nos anos setenta, lembramos de nossas professoras Maria do Carmo Drumond Martins, dona Lourdinha, Emerenciana Bucar e dona Janete, que souberam demonstrar carinho, paciência e desenvoltura na arte de ensinar.

Na hora do recreio, era aquela balbúrdia, um corre–corre danado e se você aprontasse ia logo para a diretoria ou pegava uma banca de estudo. Era uma loucura; e ainda tinha o campo do artista, onde a negrada muitas vezes gazeava aula para jogar futebol de poeira. Era suspensão na hora.

Foto: Agamenon Pedrosa

9/12/2007

CHUVA




Estávamos em pleno frevo carnavalesco, ali, na esquina do antigo Cine Natal ( hoje, uma lanchonete / bar ), no cruzamento da Getúlio Vargas com a Fernando Marques, esperando o bloco passar; de repente, começou um toró de verdade, que fez escurecer o tempo.

Vejam só o riacho que se formou; os bueiros não davam conta. O negócio é que estamos no momento atravessando uma fase de calor terrível, mas quando chove aí é um Deus nos acuda.

As autoridades precisam rever essa malha urbana da cidade e identificar esses problemas repetitivos, senão, o custo vai subir, paulatinamente, e comprometer outras atividades.

Vamos cuidar da cidade, certo?

9/11/2007

CAMPO DOS ARTISTAS


Mais uma tomada de hoje do velho campo dos artistas, já transformado em especulação imobiliária. A cidade ganhou belos casarões modernos; mas, por outro lado, perdemos a oportunidade disso daí ter sido transformado numa bela praça esportiva.

Lembramos dos antigos torneios de futebol que aí eram disputados e das partidas acirradas. Botafogo de Gusto, São Paulo de Carlos Sá, Santos de Cuia, Fluminense de Fabrício, América de Everton e tantos outros.

Torcedores como Batista de Vicente Roque e as belas jogadas de Chiquinho, Danúnzio e Zeca Zinidor despertavam um frisson junto à galera. Segundo nos conta Puluca, um dos gols mais bonitos já feitos nesse areião foi um gol de voleio do atacante Chiquinho, quando jogava pelo Botafogo de Gusto.

Difícil, hoje, é encontrar outros campos por aí. Lamentavelmente, o progresso necessariamente nos tirou um pouco da nossa poesia. Ainda bem que já existem escolinhas de futebol, que tenta resgatar nossas tradições.

Foto: Agamenon Pedrosa

9/10/2007

FLUTUANTE


O restaurante Flutuante foi fundado por Pedro Martins de Araújo Costa e João Luiz Guimarães de Carvalho no ano de 1962, local aprazível que flutua sobre as águas do rio Parnaíba.

Construído inicialmente em cima de tambores de ferro vazios com pisos de tábuas e cobertura de palha, posteriormente, sua estrutura mudou de tambores para pontões de madeira.

Antigamente era localizado na margem do rio Parnaíba no lado da cidade de Barão de Grajaú, mas dois anos depois de construído, fora transferido para a margem do lado de Floriano.

Tinha como característica você escolher o peixe que desejava comer em um viveiro de peixes.

Além de seus fundadores, foram também seus proprietários e / ou arrendatários, o senhores Aldenor Gondinho, China, Antonio Roxo, José Garcia Maia, Adelmar e Raimunda Lima Silva.

Durante muito tempo, o cozinheiro do Flutuante foi o famoso mestre cuca conhecido por Baiano.

Hoje, com mais de quarenta e cinco anos de existência, o restaurante Flutuante continua sendo um dos mais belos cartões postais de Floriano. O nascer e o por do sol e uma noite de lua cheia são imperdíveis para se curtir do Flutuante, tomando um bom drinque e saboreando um gostoso peixe.

Fonte: Floriano de hoje e de ontem

MANGA


No meio do caminho tinha uma manga; tinha uma manga no meio do caminho; no meio do caminho tem uma MANGA...

Localizada às margens do rio Parnaíba, o povoado da Manga fica distante cerca de quarenta quilômetros do centro da cidade de Floriano e abriga uma capela construída por volta de 1861 em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

O acesso à região pode ser feito também de forma fluvial. Inclusive, há um clube instalado na localidade para atender a demanda turística. O local já é bastante freqüentado por visitantes, onde todos têm acesso a banhos e lazer.

Foto: Agamenon Pedrosa

9/09/2007

PENALTI SEM GOLEIRO


( Foto: time do Comércio em 1967 )

Estávamos disputando o campeonato regional e os jogos eram de ida e volta. Landri Sales recebia Jerumenha. A seleção de Jerumenha, sob o comando de Emanuel Fonseca, que se fazia às vezes de técnico e jogador (craque de bola), (chegou a jogar no River de Teresina) estava preparada.

Chico Kangury, embora não fosse um craque, mas era um determinado e tinha um pique muito bom e eu sabia como explorá-lo em bola de profundidade.

Ele começou jogando bola nos campinhos de Floriano como ponta direita e em Jerumenha era lateral esquerdo e só chutava com a perna direita e o pé embolado (em outra oportunidade já contei a resenha do pé embolado).

O Nego era invocado, só jogava com a camisa de nº 5, fã do Denílson do Fluminense, fazia de tudo para imitá-lo e quando pegava na bola, dizia: lá vai Denílson, defendeu Denílson e coisa e tal. Sim, no treino de apronto Kangury, que era titular acidentou-se, a grama do campo era capim de burro e cortou o pé dele arrancando a unha do pé direito e foi escalado para a reserva naquele jogo.

Dia seguinte, seguimos na carroceria do caminhão da prefeitura, a estrada só tinha o rumo, chuva direto de Jerumenha até Landri-Sales. Tudo Bem. Viagem foi boa. Chegando ao Campo de Futebol, este era todo de barro, a bola batia e empinava, não tinha um montinho de areia e grama para amaciar a pelota. O campo todo cercado de corda e demarcado com cal virgem.

O Apitador era escolhido pelo Anfitrião. A torcida, fanática, soltava rojões e tiros a cada 5 minutos. Era este o clima que encontramos. Estádio repleto de torcedores e começa o jogo.A seleção de Landri-Sales estava com um ponteiro direito habilidoso, driblava bem e estava dando um sufoco no lateral esquerdo nosso, e comecei a me preocupar, fazia de tudo e não podia subir, o Chiquinho, Antonio Rocha e Wilhame, segurando o meio de campo e a nossa defesa passando sufoco e, logo, logo fizeram um gol e mais outro gol, todos em cima do nosso lateral esquerdo, terminamos o 1º tempo perdendo de 2 gols a 0.

No intervalo, o Emanuel chamou nego Kangury pra saber as condições do pé, e disse: você vai jogar, prepare-se e tirou o lateral esquerdo. O Antonio Rocha, estudante de medicina, deu uma melhorada no curativo do pé do negão e saímos pro 2º tempo.

Naquela época, eu me sentia bem jogando com ele, pois sabia como explorar a sua velocidade, era um pique monstro. Encostei nele e disse: olha, compadre, o homem é aquele, vá com calma e dê duro, ora na primeira de copa, Kangury deu uma encostada nele e o cara sentiu que a barra pela direita era pesada e aí o nosso time começou a acertar, Chico José, Antonio Mirton, Emanuel Fonseca e Kangury estavam afinados, começaram a subir dois a dois, e eu avancei mais e surgiu a oportunidade de chutes a gol e fizemos o primeiro gol.

A Ponta direita tentou uma jogada em cima de Kangury, ele deu chance para o camarada sair pela ponta, lá perto das cordas, quando o cara foi cruzar a bola, Kangury encostou, o cara subiu, ele tirou o corpo de lado e caiu também para evitar uma expulsão.Eu estava distante, ele me disse depois, que um torcedor agarrou-o pelo calção e o levantou com um revolver na mão, deu um tiro pra cima e disse-lhe, se tu encostar neste menino de novo, tu vai ver. Moral da Resenha: O ponta direita sumiu, foi jogar de zagueiro, e dominamos o jogo, fizemos mais um gol e empatamos de 2 x 2.

Faltando uns 5 minutos pra terminar o tempo de jogo, eles lançaram uma bola em profundidade e o Emanuel chegou atrasado no lance e a bola encobriu o goleiro, saiu em cobertura e chutou prensado com o atacante, caindo no chão, o zagueiro Antonio Mirton, que também saia em cobertura do goleiro, deu um carrinho na bola colocando-a na linha de escanteio, o atacante chutou as pernas do zagueiro e caiu no chão, o árbitro cinicamente marcou pênalti. Pense numa confusão.

O tempo fechou, Emanuel Fonseca foi um técnico valente, enfrentou as feras e tirou o time de campo, mandou todo o pessoal subir no caminhão, cobrirmo-nos com uma lona e recebemos uma chuva de pedra.

O soprador de Apito, comprado pelo time adversário, colocou a bola na marca do pênalti e mandou que um jogador do time de Landri-Sales ficasse no gol e um outro chutasse a bola e cinicamente colocou a bola no centro do campo e queria que a gente voltasse para continuar o jogo. Não voltamos. Fomos para o Hotel. Tomamos banho e ainda fomos para o forró à noite. Mas ficamos velhacos. A barra era pesada e todo mundo querendo ver o Chicolé, conversar com chicolé e coisa tal.

No Jogo de volta em casa, enfrentamos o mesmo time e metemos 11 x 0, até o negão Kangury fez gol de pênalti.

Estas histórias boas e vividas merecem ser contada em verso e prosa. São inesquecíveis e quando narramos parece que estamos vivendo os momentos.

9/08/2007

7 DE SETEMBRO


Estamos observando o bonito desfile de sete de setembro de Floriano, mantendo, assim, nossas antigas tradições.

O Ginásio Primeiro de Maio ( foto ), em destaque, mostrando seus pelotões em ordem, num dia de sol e galhardia. Muito bonito ver que ainda temos um sete de setembro mais moderno e dinâmico.

Claro, que ainda temos saudades daqueles velhos tempos, mas o futuro chegou e temos que sonhar prá frente.

Graças a Deus!

Foto: http://www.noticiasdefloriano.com.br/

POR ONDE ANDA


LINO

Um dos períodos mais significativos do futebol florianense, sem sombra de dúvidas, fora a década de sessenta, quando o Ferroviário havia contratado diversos craques para compor um time super pra frente.

Lino, que veio de Petrolina, o nosso centroavante ( na foto ), era um dos grandes destaques daquela época. Inclusive, segundo conta o folclore de nosso futebol, esse craque fora contratado de modo especial: no seu contrato teria recebido uma geladeira movida a querosene à época, um privilégio que se tornou hilário para o momento clássico e romântico que vivíamos.

Não sabemos, hoje, por onde anda esse craque, mas quem souber, tenho certeza, que logo comentará para nós.

9/06/2007

7 DE SETEMBRO


Vejam só o destaque ( foto ) do sete de setembro do ano de 1960 na avenida Eurípedes de Aguiar na altura do Ginásio Primeiro de Maio acima à esquerda. Estavam-se preparando para o desfile. A pavimentação ainda era de pedras poliédricas.

O sete de setembro sempre foi uma data importante no calendário de eventos da cidade de Floriano. Quem não se lembra, por exemplo, dos famosos desfiles da Getúlio Vargas nos anos setenta, quando o professor Ribamar Leal ( do Ginásio Joana Leal ) arrebentava e dava um grande exemplo de amor à Pátria, mostrando sua atitude e ensinando seus pupilos a terem disciplina.

Os desfiles de hoje são modernos, luminários e mais alegóricos, muita cor e muito som. É uma outra trajetória e de uma nova conotação. No passado fora romântico, mas esses desfiles de hoje, também, exalta ainda grandes emoções.

Fonte: flagrantes de uma cidade

PESCARIAS



As nossas pescarias eram um vício que nos transformavam e nos causavam um frisson terrível. Muitas vezes, íamos até ao Pateta em busca de aventuras pelas ribeiras do Parnaíba.

Certa vez, estávamos pescando, ali, no posto do professor Ribamar Leal. Uma turma boa estava pescando numa manhã quente de julho. Os filhos do Melo, Deloíde e Juvenal, Amaral, Pauloínho, Leal, Ribinha dentre outros.

O negócio é que o pessoal começou tomar posse da ceva do velho Nogueira, que era valente que só, ninguém podia encostar na sua área. Começamos a pegar piaus, mandis e piranhas. De repente, avisaram o velho Nogueira.

O velho pescador se apossou de um facão e começou a correr atrás da negrada. O corre – corre foi grande, mas a diversão estava garantida, porque depois íamos tomar um belo banho e jogar uma gostosa pelada no areião do posto.

9/05/2007

CAMARA MUNICIPAL


Esse é o expressivo prédio da Câmara de Vereadores de Floriano, localizado na praça coronel Borges. Estrutura super moderna e instalado, decisivamente, no meio de antigos casarões do passado da Princesa do Sul.

Floriano precisava caminhar para o futuro; no entanto, temos saudades do velho casarão que aí funcionava com imponência, o grande mercado velho da cidade. O vai e vem do povão naquele tempo era romântico e os negócios se expandiam com naturalidade e os empreendendores à época viviam com grande tenacidade.

O que falta, agora, na verdade, por ali, naqueles arredores é uma revitalização, unindo o passado e o presente, com praças, quadras esportivas e boxes para pequenos comerciantes. A prefeitura poderia estabelecer parcerias, promover e desenvolver essa demanda, para o bem de nosso povo.

Foto: Agamenon Pedrosa

9/04/2007

AVENIDA


Essa é a avenida Getúlio Vargas ( foto ) no ano de 1958 praticamente coberta de belos arvoredos, que não mais existem hoje; na verdade, fizeram um rapa na calada da noite e levaram nossas antigas sombras.

Na nossa opinião, seria importante voltar a plantar novas figueiras para o futuro, um replantio para torná-la ainda mais bela. A prefeitura e as autoridades competentes, através de parcerias, bem que podiam fazer um estudo para tal.

No momento enfrentamos um calor terrível e se não procurarmos evitar as queimadas e a derrubada de nossos arvoredos, poderemos ter sérios problemas, que afetará nossas vidas em todos os sentidos.

Quem pagará essa indenização? Quem são ( ou quem foram os culpados ) dessa derrubada?

Imagem: flagrantes de uma cidade

BLOCO


No carnaval dos anos quarenta, quando se falava em blocos carnavalescos, a competitividade era grande e OS ÁGUIAS ( foto ) comandava, à época, a movimentação do vai e vem da nossa folia.

Aproveitando essa saudade, vamos conhecer na foto figuras ilustres daquela época, senão, vejamos, da esquerda para à direita, José Araújo, Antonio Ribeiro, Antonio Xavier neto, João de Sá Martins, Rafael Rocha ( estandarte ), Antonio Nivaldo e Antonio José Medeiros.

Ajoelhados, na mesma ordem, Jorge Manpetit, João Luiz Guimarães ( Caravelha ), Ezer Frejat, Raimundo Costa, Alcides Carneiro, Guilherme Noleto e Janai A. Silva.

Sentados, Antonio Bozon e Otacílio Paixão e, como bem diz o professor Luiz Paulo Lopes, em seus belos flagrantes, chega de saudade...

ESCOLA NORMAL


Estamos vendo a velha Escola Normal ( foto ), extraída recentemente, local onde a maioria de nossos jovens se educaram e viveram momentos importantes de suas vidas rumo ao futuro.

Lembramos, por exemplo, das aulas de educação física com o professor Abdoral ( o homem da camisa nove ), foram inesquecíveis e que revelaram grandes atletas para disputas, até, em nível nacional, como Mocó, Eloneide, Paulinho e outros.

Quem não se lembra do vigia da Normal, o João Durão, que com o seu “ rei “ corria atrás de quem o apelidasse, ninguém conseguia entrar pra jogar bola nas quadras. Tinha que ter autorização.

Tempos bons que não voltam mais; e os campeonatos do velho campo dos artistas faziam parte de nosso cotidiano. Precisamos incentivar os novos atletas através de um esporte saudável e competitivo entre escolas locais.

Não podemos voltar ao passado, mas precisamos reverter esse quadro que aí está. O esporte salva pessoas.

Então, vamos à luta.

Foto: Agamenon Pedrosa

9/03/2007

BOTA PRA QUEBRAR


Um dos blocos carnavalescos que causou o maior frisson nos carnavais de rua de Floriano foi o tradicional BOTA PRA QUEBRAR. A juventude local logo se identificou com a revolução que o bloco causava e saía pelas ruas e casas alegrando a festa de momo.

Saiu pela primeira vez no ano de 1967, através da galera da ( foto ), com os foliões Fábio de Jesus, Nilson Coelho, Holandinha Frederico Cavalcante, Dedé Carvalho, Borbinha, Tim, Mundico, Gilson e Gilberto Duarte, Júnior, Carlos, Edmilson, Zé Firmino, Chiquinha, Alencar, Joildes, Cristóvão Augusto, Paulo Kalume, Said, José Afonso Kalume, Zé Bruno, Tiberinho, Ieié, Chico Borges, José Carvalho dentre outros.

Seria de suma importância fazermos o ( re ) encontro desse bloco nos próximos carnavais, resgatando e fazendo matar a saudade dos bons tempos daquela folia que marcou época.

Fonte: flagrantes de uma cidade

9/02/2007

O TEMPO PASSA


O tempo passa e Floriano vai ganhando um novo painel arquitetônico: reformas, novas ruas e edifícios modernos, unindo o antigo e o novo.

Vejam como está, hoje, o casarão do antigo Hospital São Vicente de Paula, na Pedreira, onde atualmente funciona o Distrito Policial de Floriano.

Contornado por arvoredos e um bom calçamento, nos causa uma nova impressão. A prefeitura precisa continuar melhorando as nossas vias, porque a cidade cresce e há uma demanda turística muita boa para o nosso futuro.

9/01/2007

RETRATOS


Esse é o trio dos Melo em pose para o futuro – Tibério, Danúnzio e Ubaldo na praça doutor Sebastião Martins em Floriano nos anos cinqüenta.

Retratos que falam pó si só da poesia e dos tempos românticos.Seu Melo e dona Lourdes ( nossos pais ), papai com oitenta e cinco anos ( e ainda tocando sua oito baixos ) e mamãe com 75 iriam ter pela frente sete marmanjos, netos de dona Margarida Batista e Roberto Corró.

Nas férias não saiam de Jerumenha, brincando pelos riachos, vendo o sertão serenar pelo Gurguéia e Barro Alto. À noite, dormiam cedo, porque a manhã prometia pelos barrancos do riacho do Urubu e Poço Frio.

São retratos que marcaram nossas andanças pelos sertões do Gurguéia.