1/31/2007

DE VOLTA AO CENTENÁRIO



Tuas arestas não se curvaram ao tempo; onde estão as tuas andorinhas, teus meninos errantes? Teus sinos ressoam; Sopros de sonhos!

Alguns amigos nossos, Teodorinho Sobral, Cristóvão Augusto e o professor Luiz Paulo estão à frente de uma comissão, onde se pretende atrair os florianenses que moram fora e que estiveram aqui durante as comemorações do centenário da cidade em 1997.

A idéia é reviver aqueles bons momentos, resgatando a cultura e proporcionar uma grandiosa festa em comemoração aos 110 anos da Princesa do Sul em julho próximo.

Trata-se de uma excelente idéia. Sugerimos, também, que se organizem festivais, maratonas, gincanas, lançamentos de livros, concertos e outros eventos que possam atender toda uma demanda de fomento sócio-recreativo para a cidade.
Floriano merece!

DOIS TIMAÇOS


SQUARE E TAPIOCA - DOIS TIMAÇOS
O nosso amigo Adelmar Neiva da rua São João nos conta que o time do SQUARE na década de 70 – “era uma máquina. O negócio é que o treinador daquela bela formação, Rafael Ribeiro Gonçalves ( o bicho era tipo o Bernardinho do vôlei ), sempre foi exigente e o treinamento era puxadíssimo, terrível, uma loucura, o time voava, os atletas todos garotões, um preparo físico invejável e como os jogos eram realizados à noite ficava muito mais fácil o desempenho dos craques!”

- Adelmar, onde se realizavam os treinos?

- Na quadra do Comércio Esporte Clube.

- Qual era a formação do time daquela temporada?

- Os piolhos Gilmar Duarte, Gilson, Naldinho, Ieié, Roberto Holanda, Adelmar Neiva e Zé de Marizaura.

- Você lembra de algum lance em especial?

- Sim, o nosso time tinha um fundamento no ataque, tanto pelo lado direito quanto pelo lado esquerdo, que terminava em gols de Ieié, o jogador que mais vi fazer gols da linha de fundo e sem ângulo.

- Como era essa jogada, Adelmar?

- Quando eu apanhava a pelota no meio, Ieié se deslocava para o canto da quadra e quando recebia o pneu fazia o mais dificil, o gol da linha de fundo sem ângulo, impressionante a sua capacidade de finalização, um verdaeiro espetáculo!

- Na sua época você lembra de mais algum jogador de destaque?

- Lembro-me de três: Antonio Luis, Cleber Ramos e Naldinho! Bolo Doce foi o jogador que mais fez gols, Cleber era um alegria só, um cracasso, e Naldinho, verdadeiro estilista, driblava todo time adversário, era um artista da bola!

- Depois do Square, você chegou a jogar em outro time?

- Ah! Me lembrei! Fizemos um time chamado de TAPIOCA!

- Nossa! TAPIOCA!? A turma era criativa, hein!

- Muito criativa, mesmo, e o mais engraçado é que nas camisas colocavá-mos os nomes: GOMOSO, BEIJÚ...

- Quem jogava nesse time do TAPIOCA?

- Gilmar Duarte, Serjão, Naldinho, Adelmar Neiva, Ieié.

SÃO HISTÓRIAS FAMOSAS DE NOSSO TRADICIONAL FUTEBOL DE SALÃO.

Fonte: www.florianoemdia.com

1/29/2007

RESGATE


Voltando ao passado romântico de Floriano, observamos esta bela tomada em nosso mais tradicional Comércio Esporte Clube na festa de quinze anos de Ana Maria de Carvalho Nunes, mais precisamente em quinze de julho de 1967.

São recordações que vão se juntando ao longo do tempo, para que possamos registrar as grandes emoções dos anos dourados da princesa do Sul.

Teodorinho Sobral foi feliz, quando lançou o seu belo livro - FLORIANO DE ONTEM E DE HOJE, durante as comemorações do centrnário da cidade em 1997.

São ilustrações que permanecerão eternas no tempo.

ESCAMBAL


No torneio de férias de 1975, organizado pelos exigentes cartolas Rafael Gonçalves e Tufy havia até o calendário: dia de inscrição, do torneio início e do campeonato propriamente dito.

O detalhe é que ZEQUINHA FUTUCA tinha acabado fazer um roteiro em São Luis do Maranhão com o intuito de se fazer presente no torneio e mostrar um seu visual: bigode e uma vasta cabeleira “balula".

Futuca convocara os seguintes craques para compor o esquadrão com o sugestivo nome "ESCAMBAL" - Divino ( goleiro ), Herbran, Boa Vista, Gildécio, Roberto Holanda e Zéquinha Futuca - um verdadeiro timaço.

No dia marcado para a inscrição, Zequinha se apresenta para Rafael hilariante. Vejam só que belo diálogo:

- Rafa, quero inscrever o meu time no torneio de férias, certo?

- Tudo bem, Zeca, me passe a lista dos atletas. Sim, mas como é o nome do time mesmo?

- "ESCAMBAL!"- Futuca, que nome é esse? Você está brincando!

- Tô falando sério, home, esse é o nome do nosso time!

O Campeonato começa, jogos bem disputados e acirrados e o time do ESCAMBAL terminara sendo o campeão daquele torneio, com um show do "escambelino" ou "escambelista" Zéquinha Futuca.

Depois da final, a turma quizera saber de Zequinha, que diacho de nome era aquele "ESCAMBAL". Gildécio, curioso, foi logo interrogando Futuca:

- Futuca, onde tu achou esse nome, pelo amor de Deus?

Zéquinha, com aqueles gestos característicos seus, colocando as mãos na cintura, literalmente, foi logo dizendo:

- Agora posso contar pra vocês. ESCAMBAL é um cabaré que tem em São Luis do Maranhão a Ilha do Amor!

- Esse é o Zéquinha que eu conheço! Ah! Ah! Ah! - afirmara Gildécio, dando uma sonora e inesquecível gargalhada!

A turma caiu na gargalhada. Até hoje essa história, quando é contada, ninguém fica sério.

Fonte:
www.florianoemdia.com / Foto: Zeca e Cleber

1/27/2007

PELADAS DA NORMAL

Com a concorrência do campo dos artistas os outros piolhos de bola migravam para a quadra da escola Normal. No entanto, tínhamos de saber chegar, direitinho, senão o vigia João Durão metia o “rei” que carregava na cintura.

Os peladeiros chegavam tranqüilos para as habituais peladas que ali se desenvolviam. Era muita gente pra jogar, de forma que formavam-se vários times na base do tira-tira.

Nessa época, freqüentavam essas saudosas peladas os piolhos Bá, Deló, João Carvalho, Nisquita, Agenor, Tonhô, Carloínho, Miesse, Josair, Juvenal, Jotinha, Leal, Tifí, Chiquinho de Turene, Sapim, Valdenor, Gonzaga e outras feras ali dos arredores.

Lembro-me, certa vez, quando estávamos todos jogando bem pra valer numa empolgação sem tamanho. Todo mundo dando de tudo. De repente, chega o craque Mocó ( estava no auge ). Aí os caras diziam: “vixe, e agora...” O homem já chegava querendo jogar.

Todo mundo queria disputar o piolho: “ele vai jogar em nosso time, num quero nem saber...” Era uma confusão. Tinha que haver sorteio. Os times adversários penavam. Mocó saía driblando todo mundo numa rapidez incrível e fazia gols de todo jeito. Era uma loucura. O time dele não perdia uma partida.
A foto acima é de um piolho se mostrando nos anos setenta

1/26/2007

HISTÓRIAS DE CARNAVAL


DON JOÃO – O SANFONEIRO DE UMA NOTA SÓ

Certa vez num carnaval a turma do Clube do RUM”, formado pelos foliões Zé Demes, Vicente Filho, Nilson Coelho & Cia, foi dar um giro pela Manga.

A estrada estava ruim, muitos catabís, mas para escapar dos buracos o nosso amigo Neto Martins, motorista habilidoso, conhecedor profundo das manias do Trio Elétrico, bem que tentara desviar de um buraco, mas não escapou, caiu dentro de um deles e, nisso, dentro da kombi, estava o maior sanfoneiro da região - DON JOÃO, tocando sua sanfona colada no seu colo quando, de repente, teve uma brilhante idéia: “vamos animar é aqui dentro, mesmo...”, mas toda vez que tentava se levantar, tinha que se sentar, pois os buracos e os catabís não o deixavam tocar seu extenso repertório musical ( só tocava uma música - “O Canto da Ema” de uma estrofe só: a ema gemeu no tronco do jurema ... ).

Repentinamente, um dos componentes o segurou puxando sua camisa pelo colarinho para cima. Quando DON JOÃO sentiu firmeza, deu uma rasgada na sanfona e gritou: “ENCABRESTA, MEU FÍI”, que agora vai, só vou parar quando o dia raiá ...”

O curioso é que o resistente sanfoneiro, DON JOÃO, tocava mais com os pés batendo no piso da kombi véia do que rasgando a sanfona.

Fonte:
www.florianoemdia.com / A foto acima é do carnaval de 1967 na Getúlio Vargas

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA


NENEM PREÁ - A MULHER DA FAMOSA PALMATÓRIA

Dona Iraídes lembra que quando estudava na escola de dona Neném Preá, na antiga Pedreira, não existia diferença entre alunos, não, podia ser rico ou pobre, errando todos, o corretivo era o mesmo.

Certa vez, por exemplo, finado Expedito Borges da Silva da rua do Amarante ( pense num cabra, some mais dez e multiplique por vinte ), aquele amigo nosso que trabalhou na TELEPISA, o cara era traquina demais em casa. Não havia como, senão, mandá-lo pra Neném Preá:

- Dona Neném, Expeditinho anda fazendo má criação em casa, não agüentamos mais; portanto, viemos pedir a sua ajuda.

Dona Neném só escutando e quando terminaram, disse:

- Tragam o menino aqui que eu dou um jeito nisso! Deixa ele comigo!

- Falou dona Neném, literalmente.

Os pais de Expeditinho, felizes da vida, retornaram prá casa mas foram logo avisando:- Olhe, Expedito, meu filho, amanhã você vai estudar com a Professora Neném Preá.

Expeditinho, meio invocado e fobando, disse:

- Onde é que ela fica e a que horas que eu vou ter que ir?

– Amanhã cedo às sete horas no batente. Não pode faltar! Ta ouvindo?

Passados alguns dias, Expeditinho não agüentou e resolveu fugir. Dona Neném mandou seus dois auxiliares, marrudos, atrás de Expeditinho:

- Tragam esse menino aqui de volta! Já!

Os ajudantes saíram feito doidos em busca de Expeditinho e souberam da notícia, o menino traquina andava solto pelo Bosque, mas os caras tinham uma tarefa a cumprir e, chegando lá no Bosque, avistaram Expeditinho, que saiu correndo rumo ao Rio Parnaíba e o moleque ainda chegou a tirar uma “tainha” daquelas ( lembram? ), mas nadou pouco, pois os “os preassistas” o agarraram e o levaram de volta até Neném Preá que, educadamente, mandou que ele se sentasse para receber sua "devida" correção.

Nunca mais Expeditinho faltara uma aula sequer e se tornara um bom aluno.

Fonte: www.florianoemdia.com





1/25/2007

FLUTUANDO


São esses momentos raros e de extrema inspiração, que apanhamos uma tarde aconchegante no famoso Flutuante em tarde nublada mas também poética.

Fazíamos um roteiro, matando a saudade e revendo lugares e esse momento de descontração nos deixava emocionados. Eu e o nosso irmão Tibério ( foto ), economista e que hoje mora no Rio de Janeiro, relembrávamos boas passagens quando vivíamos em Floriano.

São fantasias que nos deixam não um vazio, mas uma esperança latente de um dia retornar para vivermos momentos de mudanças na certeza de um futuro melhor para todos nós

LAURO - TETRACAMPEÃO



TETRA CAMPEÃO DE FUTSAL DA DÉCADA DE 80

Lauro Antonio Cronemberger da CENTEL, sempre atuante como desportista, organizado e criativo, chegara a comandar quatro super timaços, dentro do contexto romântico de nosso futebol de salão, senão vejamos, o PIAUÍ 50, o ACAUÃ, a CASA RAMALHO e o FLORIANO CLUBE.

Com essas formações chegou a conquistar quatro títulos espetaculares nos anos oitenta. A motivação e as emoções daquela temporada despertaram outros comandantes para o desenvolvimento do esporte florianense.

Fizeram parte dessa fase áurea os piolhos Paulinho de Nelson ( com jogadas dignas de um quadro de pintura ), Guilherme Júnior ( driblador feroz ), Naldinho ( sabia ocupar os mínimos espaços ), Gilson Duarte ( jogava duro ), Mocó ( terrível ), Arnaldo Pé de Pão ( experiência muita ), Roberto Holanda ( não passava nem mosquito ).

Um verdadeiro timaço para a tradição do futebol de salão da Princesa!

Fonte:
www.florianoemdia.com / A foto acima Ubaldo, Eloneide, Carlito, Lauro e Roberto Holanda numa festa no Comércio.

1/24/2007

FERAS FILMES



Esse é o time do FERAS FILMES, campeão do torneio início do férias de inverno desse ano. Fazem parte desse grupo de jogadores uma nova safra de craques que começa a despontar em Floriano.

Poderão ser aproveitados dentro do desenrolar do campeonato de futebol amador florianense. É o que todos nós desejamos, o incentivo a essa garotada.

Esperamos que daqui pra frente possamos viver grandes momentos, um tempo diferente e voltemos a brilhar, como nos velhos tempos, por exemplo, de Mocó, Cleber, Bolo Doce e outras feras do passado romântico de nosso desporto.

FERAS DO FUTSAL


Eis aí as feras que estão dando uma nova dinâmica às atividades desportivas de Floriano. Depois de doze anos sem a sua realização, esse trio resgata o nosso famoso torneio de futebol de salão.

Roberto Holanda, Rilmar Barbosa e Darlan Portela estão à frente, fazendo a diferença e proporcionando o surgimento de novos craques. Resta, agora, aos setores empresariais e ao poder público prestarem, também, os seus serviços ao nosso esporte.

Esperamos que de agora em diante essa motivação possa crescer ainda mais e alavancar novos caminhos para o desenvolvimento do esporte florianense. As escolas podem contribuir também e dessa forma capacitar novos instrutores para demandar essa nova garotada que está surgindo no pedaço.

A propósito, deveríamos, inclusive, criar paralelamente um torneio feminino também, para motivar ainda mais essa grandiosa festa.

JOGO INESQUECÍVEL



SEMIFINAL - SQUARE 5 X 2 AABB

JANEIRO 1975

Quando aquele famoso time da AABB entrou na quadra do Comércio, relembra o nosso amigo Gildécio, com o seu esquadrão "azurra", tendo os cracassos Antonio Luis Bolo Doce, Brahim, Arnaldo Pé de Pão ( no gol ), Serjão e Fábio, uma máquina de fazer gols e dependendo apenas de um empate para ir à final com o REGATAS, ninguém acreditava numa reviravolta.

Foi quando em seguida entra na quadra do Comércio Esporte Clube os "TEENS" do SQUARE - tendo à frente nada mais nada menos do que Puluca, Naldinho, Ieié, Gildécio, Roberto Holanda, Herbran, Zé de Marizaura e Gilmar Duarte no gol. A motivação e a adrenalina pulsavam a mil e tudo parecia imprevisível.

O time de Ieié jogando com o seu uniforme completamente preto. O jogo era duro, lá e cá quando, de repente, Gildécio, usando de sua velocidade, faz um golaço, depois outro e, de pé direito, Puluca avança literalmente pela esquerda, dá um show de bola e faz mais dois. Ieié, num lance radical, definiria a goleada com um belo gol de linha de fundo sem ângulo. O eterno goleador Antonio Luiz Bolo Doce, desconsolado, descontara para o time da AABB.

A cada gol do SQUARE, a torcida vibrava. Uma verdadeira loucura! Barulho ensurdecedor! "É mesmo que está vendo!" - relembra Gildécio, emocionado!

Com este resultado, o time do REGATAS tornara-se o campeão de 1975, SQUARE ficara com o vice-campeão e a AABB se contentara com a medalha de bronze!

Em agradecimento pelo resultado, o time do REGATAS oferecera um jantar aos craques do SQUARE!
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Fonte: www.florianoemdia.com / A foto acima é do time do Square - 1972

1/23/2007

MARIA BONITA

A foto ao lado nos mostra a formosa Usina Maria Bonita no tempo de sua inauguração nos anos vinte. Muita movimentação de transeuntes e um lambe-lambe à direita documentando o evento.

A calmaria reinava e a expectativa de progresso para a cidade era gigante. O prefeito ANTONIO LUIZ AREA LEÃO, que fora eleito para a gestão 1921/1925, não poupou esforços para a construção de nossa famosa usina, de forma que Floriano começava a reinar e a progredir.

Hoje, com o seu belo espaço cultural, precisamos de uma maior expansão no desenvolvimento da cultura local, para que esse espaço não fique ocioso. Seria necessário uma ingerência maior na revitalização de nossa cultura.

FUTEBOL DE SALAO


UM FATO QUE NÃO DEVEMOS ESQUECER SOBRE O FUTSAL DE FLORIANO, segundo nos conta Roberto Holanda, um dos organizadores, juntamente com os baluartes Darlan Portela e Rilmar Barbosa ( o Mocó ), o maravilhoso e encantador torneio de férias ficara SEM, repetimos, SEM ser realizado no período de 1993 a 2004, portanto 12 anos, ou seja, 24 torneios, uma lacuna terrível para o nosso desporto florianense. Deixamos, portanto, talvez, de exportar novos craques.

No entanto, graças à iniciativa, perseverança e amor a Floriano dos atuais organizadores o torneio voltou a ser revitalizado com gosto de gás e vem se consolidando a cada ano, levando alegria e lazer à galera, que vem apreciando os belíssimos espetáculo de futebol!
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Fonte: www.florianoemdia.com / Na foto acima, Pauloinho, João Vicente, Marcelo, Marinho, ( ? ) e Maninho disputaram a decisão do torneio inicio de 1981pelo time da TELEPISA.

1/22/2007

FUTEBOL DE SALÃO - DECADA DE 90


Chegamos, no entanto, aos torneios mais recentes dos anos noventa. Muita competitividade e gente nova surgindo em meio à sua organização. Darlan Portela e Roberto Holanda e Rilmar Barbosa, o Mocó, três grandes veteranos dessa modalidade, são quem vem dando continuidade à realização dessas partidas maravilhosas.

Os principais destaques desse período moderno foram os piolhos Beterraba, Walberto, Salomão ( cracasso ), Caraolho, Carioca, Luciano, Darlan, Zé Neto, Evandro Vieira e o arqueiro Arara.

Os times que mais se consagraram foram o Brasília, a Ótica Brasil e o Paulistana, dando um novo brilho às competições realizadas na famosa AABB.
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Na foto acima destacamos Serjão e o seu chute fortíssimo nos anos 60 / 70 . Fonte: www.florianoemdia.com

OS INGRATOS


A grande novidade do momento, dentro do contexto de nosso carnaval, foi a cisão do famoso bloco os Ingratos, dando origem a outro bloco - o TRADIÇÃO.

Está havendo muita polêmica com relação a essa dissidência, de forma que se criou uma celeuma terrível, muita discussão e uma desconfiança política pelo meio.

No entanto, avaliando bem, com ou sem política, o nosso carnaval ganha mais um bloco alternativo para a folia dos quatro dias.

Portanto, o negócio agora é juntar os foliões e arrastar os blocos pelas ruas.

FUTEBOL DE SALÃO - DECADA DE 80


A década de oitenta ainda conseguia nos proporcionar grandes embates. Os torneios evoluíram, muita catimba e os jogos tinham que ser decisivos, mas com uma nova realidade, uma outra roupagem e novos craques começavam a surgir no cenário local.

Dois craques faziam a diferença naquele momento: Mocó e Guilherme Júnior conseguiam endoidar os adversários e os gols saíam naturalmente, deixando o torcedor maravilhado e voltado para o que desse e viesse.

Outros grandes craques também destacaram-se nessa grande jornada, como Eloneide, Chico Patrício, Robert Guida, Fábio Jerumenha, o goleiro Marquinhos, Paulinho, Carlinhos de Benito, Fefê, Antonio Narciso, Zé Neto Ponto Frio, Didi Futuca, Pedim do Restaurante e Arudá.

Quanto aos times, o futebol praticado pela Transpiauí, Agespisa e Banco Econômico davam um colorido diferente ao campeonato à época.

Só não aconteciam mais gols, porque dois goleiros tiravam o grito de gol dos atacantes nessa década: Pedim do Restaurante e Arudá, era difícil e tinha que ser no detalhe, mesmo, mas com muita paciência e persistência.
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Fonte: www.florianoemdia.com / Na foto acima, João Rato e Zé de Tila dos anos 60

BRASIL


Dentro dessa trajetória lírica e desse comportamento romântico do desporto florianense, podemos dizer que essas figuras aí do Clube de Regatas Brasil também conseguiram fazer a diferença no passado.

Havia entrosamentos e um certo traquejo com a bola; a afinidade e toque harmônicos e os dribles desconcertantes davam uma dinâmica forte para os times serem campões.

Hoje, os recursos são outros: até câmeras por todos os lugares dão a dinâmica do desenvolvimento do esporte atual, mas o brilho do passado, que apenas ficaram na nossa memória, permanecerão para sempre no sentimento lírico que nos domina.

É por isso que precisamos relambrar, sempre, essas grandes figuras da fotografia, os piolhos de pé da esquerda para direita Milton Costa, Pedro Atem, Esternil, Tequinha, Careca, Antonio Ulisses, Almeida, Nozinho e Raimundo Rego.

Agachados, na mesma ordem - Chicolé, Pedrão, Reinaldo, Sádica, Zeca Futuca, Antonio Luis “Bolo Doce”, Cleber Ramos e Zé Baixinho.

FUTEBOL DE SALÃO - DECADA DE 70

Esse é o famoso - SQUARE de Zé Demes campeão do torneio início do Férias de Inverno de setenta e dois.

Nos anos setenta, esses torneios eram mais acirrados, duros, cada partida era uma decisão e o público delirava com cada jogada disputada.

As arquibancadas da quadra do Comércio parecia um formigueiro de torcedores fanáticos e viciados pela cultura do campeonato.

Dessa grande fase, destacaram-se os piolhos Puluca, Naldinho, César, Roberto Holanda, Ieié, José de Marisaura, Carlito de São Francisco, Herbran, Gilmar Duarte, Gilson Duarte, Carlinho Meota, Mocó, Carlito do Bruno, Adelmar Neiva, Painho, Gildécio e Zé Ligeiro e os times considerados mais fortes foram o Square, Escandalosa, Vende Bem e Tapioca.

Segundo nos conta Herbran, o gol mais bonito foi no torneio de 1971 no COMÉRCIO ESPORTE CLUBE, quando disputavam uma partida decisiva o ATLÉTICO contra o REGATAS - "César "melou" o time adversário e, na saída do melhor goleiro, Arnaldo Pé de Pão, com categoria, deu um leve toque, encobrindo o goleiraço. A bola entrou apenas 10 centimetros. Foi um tormento, pois a bola seguiu chorando para entrar e torcida indo a loucura. Dizem os especialistas que a torcida ajudou nesta jogada do craque, empurrando a bola. Foi demais! Parecia um filme!"
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Na foto ao acima, vê-se Cazuza, Rafael, Roberto Holanda, Gilson (in memorian) e Gilmar de pé; Devaldino, Carlinhos Meota, Naldinho, Zé Demes e Adelmar, agachados.


HOMENAGEM


A COC - Comissão Organizadora do Carnaval de Floriano bem que deveria homenagear carnavalescos do passado, pelos serviços prestados à grande folia de momo da Princesa.

Tudo bem, é importante os arranjos novos e que os abadás poderão tomar de conta dos atuais carnavais, mas seria de suma importancia revitalisar a velha guarda.

É o caso de nosso amigo Clovis Ramos nessa fotografia do ano de 1962 na residência do seu Pedro de Sinésia na rua Bento Leão, quando o famoso carnavalesco florianense segurava estandarte do bloco OS MALANDROS, movimentando o carnaval da Princesa da época romântica.

Não conseguimos ver o carnaval de Floriano sem essas imagens e vivência do passado. Tem que haver uma harmonia, resgatando esses valores que fizeram a diferença de nosso carnaval.

1/20/2007

FUTEBOL DE SALÃO - DECADA DE 60


O torneio de futebol de salão férias de inverno deste ano está de vento em polpa. Está sendo homenageado o nosso velho amigo Pompéia ( foto ), que deixou um legado diferenciado dentro do contexto do desporto local.
Esses torneios começaram nas quadras do famoso Comércio Esporte Clube, nos anos sessenta, quando havia uma certa preocupação com o desenvolvimento do esporte florianense.
Desse período romântico, destacaram-se jogadores como Antonio Luiz Bolo Doce, Nego Cleber, Chicolé, Aldênio, Petrônio, Carlos Pechincha, João Rato, Siqueira, Zé de Tila, Bebeto, Brahim, Guilherme Ramalho, Arnaldo Pé de Pão, Serjão, Zé Bruno, Tim e Chico Bailarina.
E os times que mais destacaram-se foram o próprio Comércio, AABB e a equipe do Regatas.
O melhor lance dessa fase, segunda se conta, foi o CHUTE MAIS FORTE NO COMÉRCIO ESPORTE CLUBE no ano de 1968, quando o time do REGATAS jogava com a equipe da AABB. Brahim recebera a pelota pela ala direita de Arnaldo Pé de Pão, deu um leve toque para frente e "LASCOU" um BICO, num petardo violento, no angulo do goleiraço Guilherme Ramalho. Segundo este, o chute foi tão violento que rasgou a rede e a bola foi cair no meio de campo do estádio Mário Bezerra e foi luta para encontrar a bola! Arre! Detalhe: até hoje Brahim se emociona quando relembra este gol.
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CRAQUES DO PASSADO


Voltando aos tempos de ouro de nosso futebol, descobrimos essa turma aí do Reno Esporte Clube, quando o nosso amigo Galdino comandava esses meninos bons de bola.
Alguns já estão bailando no céu e outros ainda estão militando no esporte em nossa cidade. São pessoas que nos proporcionaram um legado deferenciado dentro das quatro linhas do futebol amador florianenese.
Desse período de setenta, são conhecidos, nessa bela relíquia fotográfica, os atletas mineiro (sem bigode), Almeida, Bebeto (de Canto do Butiti), Gilson, Joaquim José (falecido), Pedrão (in memorian), Carlos Alberto e o técnico Galdino em pé.

Agachados, obsevamos Chico (falecido), Velho Zé (filho de Pai Chico da Manguinha), Tico, Dedé (grande artilheiro), o craque Mocó (em início de carreira), o veloz Gildécio, além do futuro craque Carioca (irmão de Eloneide).

1/19/2007

GUSTO - Conclusão


Agostinho da Silva Melo Filho nasceu em Floriano, na rua sete de setembro, em 07 de abril de 1951 e veio a falecer em Marabá, muito moço ainda, com apenas 25 anos.
Tinha dois apelidos - GUSTO DO BOTAFOGO OU CABEÇÃO para os “piolhos de bola”, e MELO ( nome de guerra, foi militar ) para os familiares; seu irmão Raimundo Fabrício da Costa e Silva Melo, apelido - FABRÍCIO DO BANGU, 3º e 4º filhos, respectivamente de Seu Agostinho da Silva Melo, 84 anos e há mais de 30 com falência visual e de Dona Algenira da Costa e Silva ( in memorian ).
Outros(as) irmãos (ãs), Antonio Melo, Mary, Humberto, Marylane, Orlando e Maryluce.

Melo ( Gusto ) era casado com Dona Conceição, “Ceiça”, tem um casal de filhos: Chimel, sua filha, hoje mora com a mãe em Brasília e seu filho Melchi, que mora em Recife.

Gusto quando criança já liderava a sua turma, atuante, com 12 anos participou do Grupo de Escoteiros “Melvin Jones”, ao lado de amigos como Haroldo Castro, Vicente Roque e outros, daí foi um pulo para formar uma equipe de futebol: BOTOFOGO DE GUSTO, conseguia reunir atletas de nível técnico invejável, era um desportista de primeira qualidade.
Tinha outra outra paixão, o Botafogo carioca, uma coisa que chamava atenção era a rivalidade existente com os times: Bangu de Fabrício (irmão), o Flamengo de Tiberim, O Brasil de Cizé e o Santos de Luis Paraíba ( Pulu ).
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Na foto, Gusto e sua esposa Ceiça / Fonte: www.florianoemdia.com

1/18/2007

TELEPISA


Esse é o time da TELEPISA, vice campeão do torneio início férias de verão do ano de 1981, sob a orientação do nosso amigo Florêncio.
À época, esses torneios ainda eram bastante acirrados, românticos e cheio de alternativas. A rivalidade entre as agremiações era terrível.
Nessa época destacavam-se Walberto, Caraolho, Zé Carioca, Banana, João Vicente, Guilherme Júnior, Paulinho, Leomar e Edilson praticando um futebol lírico, sutil e estilista.
Dificilmente chegaremos a praticar novamente aquela epopéia, de forma que precisamos de incentivadores novos, no sentido de revitalisar o nosso esporte e sermos novamente campeões.

GUSTO - PARTE II



GUSTO tinha credibilidade, uma presença de espírito inigualável e, muitas vezes, costumava levar em três canoas, para uma propriedade do seu pai, nas proximidades da cidade do Barão de Grajaú, uma boa turma de jogadores do Botafogo, bem como de adversários, e até o famoso Vicente Xeba, esse era um cozinheiro de primeira, um convidado de honra.

A negrada ia sempre aos sábados, antes de uma grande partida de futebol no domingo, uma espécie de concentração. Gusto gostava de conversar com todos, em especial com Luiz Orlando, Luis Bogó e Siqueira, para em seguida conquistar resultados positivos!


No entanto, início de 1969, GUSTO partiu em busca de sonhos mais altos se deslocando para Teresina, almejava um crescimento intelectual, estudou no colégio Estadual Helvídio Nunes, Zona Norte, onde encontrou velhos amigos: Luiz Orlando, Ubiratan, Luis Juriti, e já poderíamos adivinhar o que aconteceu, foi mais uma revolução, a turma de Floriano participou do movimento estudantil em prol da unificação e fundaram o CCEP – Centro Colegial dos Estudantes Piauiense, que até hoje agita a capital.


"A história serve para tomar conhecimento do passado, explicar o presente e projetar o futuro”. Luiz Orlando Rodrigues, sociólogo e pesquisador – um dos maiores amigos de GUSTO DO BOTAFOGO.

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Foto do escoteiro GUSTO - 1964, com apenas 13 anos / Fonte: www.florianoemdia.com

1/17/2007

ODORICO


Alguns colégios de Floriano tinham apelidos. Eram os meninos que botavam só para acirrar e tirar onda uns contra os outros. Apanhava-se as letras iniciais do nome da escola e inventava-se o apelido, como por exemplo, o Odorico Castelo Branco era Odorico Cachorro Babão; o Agrônomo Parentes era Água Pôde; o Ministro Pedro Borges era Macaco Pedindo Banana e por aí vai. A polêmica era terrível na defesa de sua escola.
A foto aí ao lado é do famoso Odorico, localizado na rua Gabriel Ferreira próximo à antiga quinta de maria prisulina. Costumávamos jogar bola por lá, brincar de lambreta de tábua, de time de botão, jogar peteca, triângulo, pião, de filtro, caçar calango, caçar passarinho, cambito, derrubar caju, brincar de quemente, de preso e, até, caminhar em cima do muro.
Era uma loucura só. Nossas traquinagens eram muitas. Ninguém percebia os riscos que corríamos. Certa vez dona Antonia, segunda esposa de nosso avô Aristides, foi chamar o Ubaldo para se assear. E já era detardezinha. Logo seus colegas disseram:
- Eita, Ubaldo, lá vem tua avó te buscar!
Ela, nervosa, foi logo gritando: "Ubaldo, infeliz; caminha, tranca, se não tua mãe vai te bater..." Chegava em casa, quando mamãe apanhava o cinturão, dona Antonia tomava a frente e dizia:
- Num bata nele assim, não! Péra aí! Deixa, pelo menos, o menino esfriar o sangue!
Dindinha, como era chamada, gostava demais de Ubaldo e o defendia de qualquer parada. Eram outras auroras.

1/16/2007

GUSTO - PARTE I


Um grande timoneiro revolucionou e projetou o futebol juvenil entre 10 a 15 anos em Floriano. Sua ida para Teresina deixou uma lacuna sem precedentes, que jamais foi preenchida.
Restaram, ainda, o Flamengo de Tiberim, o Brasil de Cizé, o Fluminense de Carlos Sá e o Bangu de Fabrício, irmão de Gusto, mas não foi o suficiente, a turma não tinha a maestria de GUSTO, inteligente e combativo, sabia ouvir todos e, depois, com muita habilidade, tomava as decisões, quase todas na mosca, por isso a turma colocou um apelido carinhoso - Gusto Cabeção em homenagem a Rui Barbosa, tal a sua inteligência.

Ele tomava a frente dos torneios que eram realizados pelos times: conseguia as taças, bolas e outros patrocínios, tinha um perfil de motivador e revelou craques do quilate de Zeca Zinidor, Janjão, Danúnzio, Luiz Orlando, Gonzaga Preto, Mundeiro, Bago, Gilmarinho, Ué Macaco, Pedro Taboqueiro e uma legião de jogadores e amigos.

Nessa época os atletas vibravam tanto que ao mesmo tempo eram torcedores dos seus respectivos times, o Botafogo de Gusto era uma máquina, mas mesmo numa derrota chegavam a chorar, tal era a emoção e a tristeza.
Uma característica do Botafogo de GUSTO, quando o time estava perdendo no primeiro tempo, era um mal sinal para os adversários, pois no intervalo os atletas se uniam em torno daquela causa e voltavam respirando vitória, recebiam uma espécie de vitamina motivacional.
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Na foto acima, observamos os piolhos Berivaldo, César e Budim revelados no período romântico de nosso futebol no campo dos artistas / Fonte: www.florianoem dia.com

BOTA PRA QUEBRAR - 1970


Quando chega o período do carnaval, já começa a me dar nos nervos. Há uma química, um saudosismo crítico que me puxam pra velha Floriano.
E para relembrar fomos ao fundo do baú para mostrar essa turma do Bota Pra Quebrar no ano de 1971.
A escalação é a seguinte: em pé da esquerda para a direita, observamos os foliões Paulo Carvalho (Paleca), Chico Borges Filho ( que hoje mora em Brasília ), Marivaldo, Nagib Demes Filho, Waldemar, Paulo Kalume, Antonio Augusto (Tontonho Carvalho), Sérgio Guimarães, Pedrinho, Dedé, Odimar Reis, Nilson Coelho, André, Hélio e Fábio (guitarrista d´OS BRAVOS).

Sentados, Frederico albuquerque, Chico Paixão, Cristóvão Augusto Soares, Said Kalume, Lauro Antonio, Gervásio Júnior, João Holanda Neto (Holandinha), Borba Filho, Paulo Afonso Kalume (Petinha), Carlos Augusto Ribeiro e o nosso amigo Irapuan dos Bravos, aquecendo os tamborins para sair como um dos melhores blocos da epopéia romântica de nosso carnaval.
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Foto do livro de Teodoro - FLORIANO DE ONTEM E DE HOJE

1/15/2007

LABORATÓRIO SOBRAL


O Laboratório Sobral, através de Teodorinho, participava ativamente dos antigos torneios de futebol de salão nas quadras do Comércio Esporte Clube.
Esse time aí é o famoso ARRASADORES DO ESPORTE FUTEBOL CLUBE com a formação de Teodoro, Carlos Kalume, Paulo de Tarso Kalume ( Paulão ) em pé.
E, agachados, temos os piolhos Saíd, Nagib, Paulo Afonso Kalume ( Petinha) e Benjamin Kalume ( Benta ) posando para o torneio de 1971.
Atualmente Mocó, Darlan Portela e o Roberto Holanda é que tomam de conta da nova organização desses torneios, realizados duas vezes por ano.
Não podemos deixar a peteca cair. Novos craques precisam aparecer para revitalizar o nosso futebol, que encantava nos tempos de outrora.

1/13/2007

OS PILANTRAS - 1971

Em tempo de carnaval, precisamos reviver, resgatar os bons momentos do período romântico.
Observamos, portanto, na bela ilustração, o famoso bloco de sociedade - OS PILANTRAS, foto extraída numa tarde quente do carnaval do ano de 1971 na frente da matriz local.
Se alguém se reconhecer, ou conseguir dar a escalação desse time, seria muito bom para nós. De qualquer forma, reconhecemos figuras carnavalescas, como Parnaibano, Nilson Coelho, Fábio dos Bravos e... ajudem-nos.
São feras que faziam de nosso carnaval se tornar brilhante, enquanto duraram as marchinhas e outros ritmos de outrora.
Hoje, as baladas tomam de conta de nossas praças e a Bahia já invade o Brasil impondo ritmos quentes.
Será que ainda existe carnaval!?

1/12/2007

CRUZEIRO


Eis aí o time do Cruzeiro de Nanan ( foto ), quando jogava uma partida decisiva com o Botafogo de Zé Maria no famoso estádio Mário Bezerra no final dos anos sessenta.
O detalhe é que nesse dia, o time do Cruzeiro jogava com a camisa emprestada da equipe do Vila Nova.
Havia, à época, um verdadeiro desfile de craques, senão vejamos: da esquerda para a direita, Nanan ( dono do time ), Joaquim José (quando tentava jogar de lateral), Galo Mago (sumido, dizem que está morando pelas bandas de Imperatriz), Honório ( falecido, era craque na defesa ), Chico Bagana ( gostava de cortar os outros ), Rafael ( grande rifiri ), Boi Búfalo ( meio de campo ) e Quinto ( marcador ).

Agachados, temos os piolhos Chiquinho ( irmão de Janjão ), Cléber ( in memorian ), Chico Ivone ( trombador ), Luiz Orlando (estilista, voltou a Floriano), Tim ( corredor ) e Jonas ( coordenador do time ).
O Cruzeiro sagrara-se campeão numa vitória importante sobre o Botafogo por dois tentos a um, quando o nosso futebol era romântico.

1/11/2007

PALMEIRAS


Outra formação épica de nosso futebol. O time do Palmeiras de Bucar disputava, também, espaço dentro do contexto de elite do desporto florianense.
Só não faziam estripetise dentro de campo, mas o resto deixava os piolhos vaidosos com o futebol desenvolvido dentro das quatro linhas.
Esse momento lírico, podemos destacar essa escalação como uma das mais românticas. Foto raríssima. Vale ouro. Estádio Mário Bezerra em 1966.

De pé registramos Reginaldo, Sádica ( bolão ), Antonio Luis Bolo Doce ( cracasso ), Bitonho, Perereca e Osmar.
Agachados observamos o Zilmar, Carlos Pechicha, Bagana, Bucar, Antonio Guarda, Brahim e Petrônio, que faziam a diferença do passado da bola.

FUTEBOL DE SALÃO


Hoje no futebol, ou em qualquer esporte, as mordomias são muitas: hidroginástica, piscinas, viagem de avião, repouso, salários e outras tantas frescuras, e aí deu no que deu: a seleção brasileira de futebol estrepou-se na última copa. Ronaldinho Gaúcho, a nossa esperança, ficou apático dentro de campo.
Naquela época, com a nossa seleção de futebol de salão ( foto ) não havia essas frescuras, não: viajava mesmo era de picape, canoa, expresso, o escambau: o baile era diferente.
É por isso que precisamos rever, revitalizar o nosso futebol. Floriano no passado tinha muitos craques. Não é à toa que esse time aí da foto arrebentava a boca do balão: Tim de Bruno, Arnaldo do antigo Palácio dos Móveis, Chico Lobo, Rafael ( técnico da seleção dessa formação ) e agachados temos os craques Paulão, o estilista e driblador Cléber Ramos, Antonio Luís Bolo Doce, Chico Bailarina e Puluca (cracasso).
Não tinha pra ninguém!

JOÃO CHICO



JOÃO FRANCISCO PEREIRA DE ARAÚJO, 1º Intendente Prefeito,
Eleito em 31 de outubro de 1896, Período: 01/01/1897 a 01/02/1901.

João Chico nasceu em Amarante no dia 21 de junho de 1848, casado com dona Francisca da Silva. Desse enlace tiveram seis filhos ( as ). Além de artista da construção civil era músico, dominava com maestria o clarinete.

Com a construção do Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara ( antiga Chapada da Onça ), despertou várias regiões o interesse de muitas famílias em mudarem-se para a Colônia São Pedro de Alcântara ( Floriano hoje ), onde havia trabalho.

João Chico foi dos primeiros a chegar pelos idos de 1874 a 1875 e montou um grande armazém de secos e molhados para fornecer, além dos trabalhadores do Estabelecimento em construção, também, a um grupo de operários, lutando para desobstruir o canal do rio Parnaíba no Remanso do SURUBIM, HOJE BOA ESPERANÇA, para que a navegação fluvial do rio Parnaíba tivesse prosseguimento até as cidades de Uruçuí e Santa Filomena, posto que, até então, as embarcações só alcançavam o povoado Manga e com muitas dificuldades.

Manga, era o porto de atracação de Jerumenha, Uruçuí e Parnaguá no Piauí, Pastos Bons e Balsas no Maranhão. João Chico foi um desbravador, tinha uma situação financeira equilibrada. Iniciou várias edificações na área, vizinha ao Estabelecimento Rural ( hoje Terminal Turístico ). Homem de visão, sentiu que aquela construção proporcionaria um grande povoado e, depois, cidade. Foi o primeiro comerciante, primeiro Intendente ( Prefeito ).
Curiosidade:

Eugênio José Pereira, Maestro EuGênio, filho de Jesuíno Pereira e Prizilina Araújo( irmã de João Chico ) era sobrinho do Intendente João Chico, que faleceu em 15 de outubro de 1915.
Realizações:

Construiu uma pequena igreja, hoje Co-catedral, o cemitério São Pedro de Alcântara, construiu também um matadouro, um mercado público, fez aberturas de ruas, alinhamentos, tinha uma inteligência privilegiada, "visão de águia".

BAR SERTÃ


Esta bela tomada da nossa Sertã é do período de sua inauguração no final dos cinquenta. O preto e branco dar uma sensação lírica, poética e saudosa da época romântica.
Lamentavelmente, não mais usufruímos dessa paisagem. Também a praça doutor Sebastião Martins não é mais a mesma, o coreto acabou, as fontes luminosas e os bambuais sumiram e as bandas não tocam mais marchinhas.
Resta-nos aguardar os acontecimentos de hoje. Aprendemos bastante, mas só o desabafo nos dá uma expectativa de novas mudanças para a nossa querida Princesa do Sul.
Os nossos dirigentes poderão dar essa resposta!?

VIAZUL


Quando estamos vivendo momentos de festas, férias, cais do porto, prévias carnavalescas, futebol de salão em Floriano ficamos sempre na expecatativa de mais atrações.
Seria importante se o pessoal do antigo grupo musical VIAZUL pudesse nos abrilhantar com um show, resgatando seus grandes sucessos ou, então, se o pessoal que mexe com a cultura local projetasse um festival de jazz para movimentar mais a cidade, alguma coisa assim, para ficar na lembrança de todos nós.
Esse show visagem, realizado em julho de 1979 ( foto ), movimentou bastante as férias daquele período. Esperamos boas iniciativas de nossos amigos: Zé Demes, Nilsinho, Adelmar Neiva, Chico Demes e do produtor do grupo Xavier.
Fica aí a sugestão.

1/10/2007

REVEILLON NO COMÉRCIO ESPORTE CLUBE


Aproveitando o clima de carnaval, que já começa a nos proporcionar grande expectativa, conseguimos tirar do fundo do baú essa formação do reveillon da década de setenta tirada no Comércio Esporte clube.
Conhecemos poucos, mas se algum desses badboys dos tempos românticos de Floriano se reconhecerem por aí, que identifiquem-se, correto?
Provavelmente, segundo nossas lembranças, essa hilariedade é do ano de 1971, quando o Eulálio do Melo, o Jesus do Pierre, o João de Joãozinho Guarda e o Washington de Chico do Zuza já preparavam-se para as marchinhas nos salões do clube.
Lembranças que merecem registro.

PASSARELA DO SAMBA


Vejam só como é que é hoje a nossa bela passarela do samba. Essa tomada foi tirada numa certa manhã e observamos os novos contornos da famosa Getúlio Vargas.
Estamos nos aproximando do carnaval, os ensaios acontecem e a festa de momo virá com grandes acontecimentos.
Os blocos de sociedade precisam fazer a diferença, os Ingratos com certeza irão formar uma corrente pra frente e as escolas de samba certamente farão da avenida uma alegria só.
Que a paz possa reinar, reencontros possam acontecer e que a velha guarda possa curtir, chorar e reviver os bons tempos do passado com marchinhas, sorrisos e abraços.
Viva o carnarval florianense de 2007!

FLORIANO CLUBE



Já estamos nos aproximando de mais uma folia de momo. Os preparativos estão sendo implementados pelos mais diversos carnavalescos da cidade, que se propõem a manter a nossa tradição do melhor carnaval do Piauí.

Seria de suma importância, por outro lado, se esses carnavalescos pudessem resgatar os salões do velho Floriano Clube para bailes e matinês.

Lembro-me que nos anos sessenta, esse nosso famoso clube era um de nossos principais locais de festa. Era uma maravilha. As matinês e os bailes noturnos lotava tanto, que ficava gene do lado de fora.

Não sabemos se a Prefeitura já tomou essa iniciativa, de forma que fica aqui a nossa sugestão. Precisamos voltar a fazer de nosso carnaval brilhar mais ainda.

1/08/2007

DE VOLTA PARA O FUTURO


O antigo campo do Ferroviário era disputadíssimo para as peladas e preliminares em dia de festa. Época romântica. O futebol florianense era comentado em todos os cantos da cidade e nos debates de esquina.

Havia, certamente, os grandes piolhos. Tiberinho era uma figura de uma tenacidade terrível e gostava de atuar dentro do contexto esportivo da Princesa.

Esse time dele, o Flamengo ( foto ) tinha muita fama. Verdadeiros craques desfilaram por lá, tipo: Cléber, Quinto, Zeca Zinidor ( negociado por uma carteira de minister ), Danúnzio, Janjão, Chiquinho, Chapéu, Siqueira, pedro Hélio, de forma que a negrada tinha que saber conquistar e disputar o seu espaço.

Tratava-se, evidentemente, de um momento lírico, onde todos trabalhavam com harmonia e as emoções fluiam naturalmente.

Precisamos dar continuidade a esse grande lance, reverter o momento atual. As escolas precisam atuar mais na prática de educação física, como fazia o professor Abdoral ( o dono da camisa nove ), que naquele tempo botava os meninos pra jogar, até, bola militar para perder a timidez.

Os meninos de hoje precisam saber dar uma bicicleta, matar uma bola no peito, cabecear uma bola e, certamente, voltar a saber fazer os nossos gols novamente.
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A foto acima é do time do Flamengo de Tiberinho do ano de 1967

1/07/2007

POR ONDE ANDA


Por onde será que anda o grande craque do futebol de poeira florianense, o estilista Jolimar, que defendeu diversas equipes nos anos sessenta e setenta e, inclusive, a seleção florianense de futebol ao lado de nego Cléber.

No período romântico, naqueles tradicionais torneios do campo dos artistas, o centroavante Jolimar chegou a defender o São Paulo de Carlos Sá ( foto ), mas como goleiro, onde também destacou-se.

Nesta grande figura ao lado, observamos, também, craques daquele passado, que os anos não trazem mais. Epopéia lírica de nosso futebol amador, senão, vejamos, em pé os campeões Pedro Hélio ( filho do maestro Eugênio ), Jolimar ( jogava de goleiro à época e, segundo dizem, hoje, está morando em São Paulo ), Caçula ( mora em Corrente ), Carlos Sá (dono do time e mora em Aracaju ), Gerôncio ( mora em Floriano ) e Bento.

Agachados, Chico do Campo ( hoje, professor aposentado em Floriano ), Beca ( funcionário do BNB em Teresina ), Danúnzio ( in memorian ), Puluca ( funcionário da CEF em Teresina ) e Chiquinho ( mora em Brasília atualmente ).

Dentro do contexto atual do futebol florianense, o que temos só a lamentar, precisamos, nostalgicamente, pelo menos, recordar o passado de ouro do esporte da Princesa do Sul.
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A foto acima é de 1964 no campo dos artistas

1/04/2007

ESTÁ CHEGANDO A HORA


O brilho da noite e os tambores começam a esquentar os tamborins. Floriano já começa a viver o clima da Banda Malandra. O carnaval moderno já traça seus novos foliões através do novo Furacão.

As marchinhas e os blocos de sociedade tentando reconquistar seu lugar. O Floriano Clube em seu silêncio mórbido à espera de seus antigos foliões. O Comércio Esporte Clube ainda mantém um sabor tradicional das velhas canções.

O que será do futuro se não congregarmos um conjunto de ações voltadas para a união de nossos sonhos? Onde estão as iniciativas e os novos líderes para demandar a construção de uma nova revolução educacional?

Precisamos dar continuidade aos sonhos. Precisamos re (viver) a Princesa do Sul do jeito que ela tanto merece.

Ainda há tempo!

1/02/2007

RETRATOS


Antiga loja de peças, bomba de gasolina e oficina de seu Chico Reis ( in memorian ), localizados, ali, onde hoje funciona o Banco do Nordeste, inaugurados nos anos cinquenta na avenida Getúlio Vargas, 104.

Ainda havia muita graça, romantismo, casarões, arvoredos, cinema, passaradas, alvoradas, amplificadoras e e muitas outras atividades mercantís.

Floriano atravessava um momento lírico, efervecente e produtivo. A vontade de galgar um crescimento responsável era latente.

Precisamos resgatar, recuperar essa auto estima, urgentemente, para que possamos retomar o desenvolvimento comercial, sócial e cultural de nossa cidade.
Vamos crescer juntos. Ainda há tempo!
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Foto do museu do Laboratório Sobral / Fonte: www.florianoemdia.com