8/11/2006

PULUCA



A década de sessenta fora, necessariamente, a grande fase do futebol amador florianense. Vários craques estavam despontando-se para o futuro. Esse período romântico, caracterizou-se, efetivamente, pela virtude de seus dirigentes que, à época, trabalhavam por vocação. As emoções eram fortes e tudo fluia naturalmente, fazendo a alegria do povão.

Poderíamos, desta forma, enfocar, efetivamente, a seriedade do futebol de Apolinário Pereira (economista), mais conhecido como Puluca, grande piolho de bola. Passando por vários times de elite da cidade, Puluca se sobressaiu, tacitamente, como um atacante perigoso e obsessivo pelo gol.

Inicou sua caminhada jogando pelo Gaúcho no começo da década de sessenta. Mais tarde, passou pelo Fluminense e São Paulo de Carlos Sá (foto). Depois de conquistar vários torneios, fora requisitado pelo Grêmio de Galdino e Reno de José Amâncio, onde também brilhou.

Puluca também consagrou-se no futebol de salão da Princesa, jogando pelo Botafogo de Julimar, jogando junto com Gilmar, Roberto Holanda, Gilson e Naldim. No Square de Ieié atuou com Gilmar, Gilson, Roberto Holanda, Gildécio e José Demes.

Disputou, ainda, campeontos pelo Regatas, Comércio e o Vingança do artilheiro Cléber. Tinha, também, o Acauã, em que jogavam Gilmar, Negro Hélio, Quinto, Cléber e Aluísio.

E quem não se lembra daquela famosa partida de futebol de salão entre a seleção florianense e o time do Banespa de Teresina, campeão do Nordeste nas quadras do Comércio Esporte Clube? A nossa seleção dera um baile ganhando de três tentos a um. A Seleção Florianense jogou com Arnaldo no gol, Paulão, Tim, Puluca, Cléber e Antonio Luiz Bolo Doce. O juiz do encontro foi o nosso conhecido Rafael do BEP com atuação impecável.

Puluca, calmo mas tinhoso, tinha a melhor visão de jogo. Seus lançamentos deixavam os atacantes posicionados para fazerem os gols. Sua passagem pelo esporte bretão da Princesa deixou um marco diferenciado e salvo pelo gongo.
Atualmente, ainda veterano, joga pelo time da Caixa Econômica Federal, instituição onde hoje é funcionário concursado na cidade de Teresina.
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Na foto acima, do São Paulo de Carlos Sá - 1964, Puluca é o quarto agachado da esquerda para a direita no Campo do Artista em decisão de torneio amador.

Um comentário:

Anônimo disse...

APROVEITO A OPORTUNIDADE PARA AGRADECER AO NOBRE ESCRITOR E FANATICO APRECIADOR DE FILMES "JANCLERQUES MARINHO", MEU MUITISSIMO OBRIGADO, PELO RELATO NO SEU BLOG, E QUE É VERDADEIRO OS FATOS CONTADOS,QUERO COMUNICAR A TODOS OS AMIGOS, QUE NO PERIODO DE DEZEMBRO/1974 FUI PARA BRASILIA, ONDE ME FORMEI EM VARIOS CURSOS SUPERIOR E COMECEI A TRABALHAR NA CAIXA ECONOMICA FEDERAL, E DE LA FUI TRANSFERIDO PARA TERESINA, ONDE ME ENCONTRO MORANDO.VALEU AMIGO, MUITISSIMO OBRIGADO PELA LEMBRANÇA, FICO BATANTE HONRADO.
OBRIGADO, UM ABRAÇO
PULUCA