8/29/2006

O BRILHO DA NOITE


"O POR DO SOL é lá no cais; eu vejo a lua, surgindo atrás da torre... do cais".

Esse é o trecho inicial da linda canção do grupo VIAZUL, que fez sucesso nas décadas de setenta e oitenta e que traduz a beleza e a poesia do cais, o ponto de encontro mais aconchegante da cidade.

O Flutuante, ali, impecável e manso, mantendo um prazer tradicional de várias décadas e gerações. O Parnaiba, caudaloso, inspirando poetas e itinerantes. Vejo à noite, reluzente, a bela Barão, espelhada nas águas do rio. Mas já não existem mais os antigos pontões e canoas à vela. O progresso nos trouxe as pontes, lanchas e motores. As balsas e as regatas de julho perderam-se no tempo. E por onde andam os pescadores?

O tempo passou. O futuro chegou como que sorrateiro. Não se escuta mais os borás. Os trios elétricos já habitam em nossos carnavais. Os foliões, agora, são outros. Plantaram-se novas árvores e pontos turísticos. Os jets-skis, fazendo suas manobras radicais. A Maria Bonita agora é um belo museu. Os novos cantos são baianos. As bicicletas agora são de marchas e já não existe mais o bar de nosso amigo Passim. Os meninos recolheram-se aos games, não tiram mais saltos mortais e já não descem o rio. Os remansos desapareceram. O cais do porto absorve outras naves e concorrentes. A poesia mudou e a burguesia sumiu.

Saudoso, chego ali de mansinho a sondar a nova paisagem. Soturno, ando a passos lentos e solitários à procura de um tempo em que não volta mais. No entanto, o conforto da minha presença ali satisfaz o meu ego. E os tambores, que ouço na madrugada lenta e fria, são os únicos companheiros que trafegam por ali ecoando noite a dentro a compartilhar de meus pensamentos em busca de um novo tempo.

Se viver, verei!

8/25/2006

CULTURA


Houve uma época em que a juventude florianense era antenada na produção e criação de dramas, música e cultura em geral. O tempo foi passando e ficaram as lembranças.

Precisamos reverter esse quadro e que as novas escolas possam ensinar e proporcionar aos jovens festivais, debates, ensaios, corais e outras atividades, para que possam tirar a nova juventude florianense do marasmo e recuperar o tempo perdido.

O exemplo aí está na foto: o talentoso músico José Paraguassú Martins Cronemberger Reis, conhecido por Paraguassu, com sua simplicidade não demonstra a sua competência em outros aspectos, ele simplesmente compõe músicas, toca violão, e nas horas de folga faz poesias de gente grande!

Iniciou seus estudos no Educandário Santa D`arc, saindo para o Ginásio Primeiro de Maio, entidade que sempre despertou os alunos para parte artística e cultural. Nessa entidade educacional, Reis participou do coral que tinha em torno de 20 componentes, dentre outros Paraguassú, Jandira, Judite, Jojó, Barbosinha (mora em Teresina), Carino Filho (hoje, na Justiça Federal em Teresina), Elza do Seu Pedro Simplício, Maristane Gonçalves, Regina Oliveira, Elisabeth Tenório, Osmalinda.

A banda de Música do 1º de Maio foi outro canal que o ajudou a despertar o seu grande potencial que estava em fase latente para música, tocando o seu afinado violão!

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Fonte: Floriano em Dia

8/24/2006

POR DO SOL

Este é o pôr de todos os sóis, que já exaltou grandes emoções dos que por ali já passaram.

Não há como resistir à tentação das tardinhas do Parnaiba. A mansidão do cais do porto invade corações apaixonados.

E o Flutuante vai recebendo seus diaristas a suspirarem o vai-e-vem do ronco dos tambores hilariantes.

Até quando te farei novas companhias? Aguarda o tempo, que ele virá e eternizar-se-á no encontro e nos reencontros solitários e soturnos das noites enluaradas dos verões noturnos.

Seria este o último pôr do sol?

Se viver, verei.


8/23/2006

NA BEIRA DO CAIS


Nada melhor do que não fazer nada na beira do cais do porto do rio Parnaiba em Floriano (foto florianonet), sentindo a brisa e o pôr do sol.

É preciso preservar, eternizar esses momentos e os raríssimos encontros e reencontros dos que amam a Princesa do Sul.

Os ares, agora, são outros. Tudo bem. Mas ainda podemos proporcionar uma pescaria, alugar uma canoa à vela e sair por aí pelas ribeiras.

Ainda escutamos alguns cantos pelos cantos e becos. Se houvem ainda os ecos da noite. O vento leva o som dos tambores aos nossos ouvidos. As tertúlias já não mais existem, mas o bar sertã, a pedido, bota o disco antigo do Roberto.
São apenas sonhos tolos da saudade dos poetas andarilhos!

PADRE DJALMA


Padre Djalma com os seus pupilos em recreação. Na foto, são conhecidos, da esquerda para a direita, o nosso amigo Joaquim (que trabalhou com seu Chico Reis nos anos sessenta, hoje aposentado do BEP em Teresina) e Francisco Nunes (que foi um dos primeiros presidentes e fundadores da AFES - Associação Florianense dos Estudantes Secundários).
Havia, evidentemente, uma harmonia, dentro do contexto sócio-recreativo da comunidade. Floriano destacava-se em todos os setores produtivos.
Atualmente, temos buscado alternativas para manter o nosso padrão de desenvolvimento. Para melhorar, precisamos de mais iniciativas. A omissão é um fato que tem pesado no resgate de nossas tradições.
Floriano precisa urgentemente voltar ao que era no passado, mas olhando para o futuro.

8/22/2006

AVENIDA GETULIO VARGAS


Estávamos passando num desses domingos, na saudosa Getúlio Vargas, quando apanhei a minha velha máquina de "tirar retrato" dos anos setenta e arrisquei o clique. E vejam só o que saiu: tudo mudado do que foi no passado.
Onde estão o Bar do Bento, o Cine Natal, as Casas Pernambucanas e os carnavais de outrora? E os arvoredos?
O tempo passa e vamos suportando o aconchego (?) do consumo, sem mais poesia e ternura das auroras passadas.
Não há mais os passeios das rurais e das biciletas de mestre Walter. O asfalto tomou de conta. O calor já não é mais o mesmo de antigamente.
Apenas há uma incógnita: que rumo teremos se não sugarmos um pouco dos poemas que não mais submergem à tona dos poetas andarilhos?
Princesa, teu nome ainda é Floriano.

FERROVIARIO


Temos aqui uma grande relíquia do passado. O ferroviário do final dos anos cinquenta, quando o futebol florianense começava a despontar para o futuro.
A fotografia (FLORIANO EM DIA), resgata uma página da grande epopéia do futebol florianense, quando os dirigentes trabalhavam por vocação.
Em pé da esquerda para direita, observamos os piolhos de bola José Meireles (presidente), Merval Lúcio (diretor de futebol), Zé Pulu (beque direito), Nelson (goleiro), Ferre (zagueiro central), Guilherme(médio volante), Chico Martins (quarto zagueiro), Hugo Leal (lateral esquerdo) e Deusdete Macarrão (diretor financeiro).
Agachados, o ponta direita Balaio, Zezinho (irmão de Balduíno, meia direita), Omar (primo de Zezinho, centro avante), Adauto Perna de Gato (meia esquerda) e Américo (ponta esquerda).
Tempos que não voltam mais. As aspirações são outras.

8/21/2006

MARQUINHOS


Floriano sempre revelou bons goleiros. No passado, por exemplo, poderíamos citar inúmeros craques da camisa número um, tipo Pompéia, Bucar, seu Nelson, Galo Mago, Veludo, Chico Cobra Preta, Guiné, Careca, João Martins, Joaquim José e outros que não me vêm à memória e que fechavam o gol.
No entanto, mais recentemente, o futebol florianense revelou um goleiro moderno, atento e que naturalmente inspirara-se nessa velha guarda e romântica, criando o seu próprio estilo. Trata-se do nosso amigo marquinhos, filho do senhor Nelson da rua Sete (antigo goleiro do Ferroviário nos anos cinquenta).
Marquinhos, quando começou em Floriano, arrebentou em todos os times em que atuou, inclusive no futebol de salão. Os times de Teresina o requisitaram e brilhou também na elite do futebol de Teresina.
Campeão de vários campeonatos e torneios, Marquinhos consagrou-se no Cori-Sabbá, Auto Esporte, River e em todos eles mostrou sua elegância e suas voadas milagrosas, que o colocou na história do futebol piauiense.
Marquinhos fez parte, também, do time do Cori-Sabbá (foto), campeão piauiense do ano de 1995, título inédito para o futebol profissional de Floriano.
Hoje, como funcionário da Caixa Econômica em Teresina, Marquinhos ainda tem tempo para ensinar, praticar e reviver os bons tempos junto aos amigos.

8/18/2006

ALUNOS DO PADRE DJALMA


Observamos na foto ao lado, dentro do contexto romântico dos anos sessenta, uma turma de alunos de padre Djalma que, à época, preocupava-se com a formação básica de líderes jovens florianenses para o exercício da educação local.
Conhecida, nessa bela relíquia, a famosa professora Julieta (antiga funcionária do Movimento de Educação de Base - MEB), a penúltima da esquerda para a direita.
Agachados, ainda, reconhecemos o nosso amigo Pedro Alcântara e o piolho de bola Chinês (que jogava futebol amador florianense).
Havia, certamente, uma inquietação, uma preocupação da juventude local para com o futuro de nossa comunidade e os resultados disso foram de suma importância para a nossa formação.
Pena que as autoridades competentes não estão, no momento, dando a devida atenção para com a formação básica de nossos jovens. Há, apenas, uma vaidade burocrática e estatísticas, que poderão implicar na formação futura de nossa cidade.
Temos que ter muito cuidado. Ainda é tempo!

8/17/2006

TRAPEZISTA


A foto ao lado, trata-se de uma antiga trapezista dos circos de arena que passavam por Floriano nos anos sessenta. Eles ficavam distribuindo ao público presente e a minha mãe conseguiu guardar, até hoje, essa relíquia.
Hoje, Floriano continua a passos lentos, tentando encontrar um novo perfil sócio-econômico. O futuro chegou e estamos sentindo a ausência de novos líderes, que realmente venham satisfazer os sonhos do povo de Floriano.
O esporte seria um caminho a seguirmos, se autorizades e outros seguimentos pudessem tomar iniciativas para mudar a realidade em que vivemos.
Precisamos, acima de tudo, acreditar que logo, logo estaremos vivendo um novo tempo.
Mas é preciso revolucionar!

CLUBE DE REGATAS BRASIL


Estamos observando na foto (FLORIANO EM DIA) uma fenomenal formação do famoso Clube de Regatas Brasil do meio de campo Almeida (irmão de Zé Tarzan) no ano de 1972.

Dentro do contexto romântico de nosso futebol, tratava-se de uma jornada esportiva no antigo estádio Mário Bezerra, quando o Brasil vencera o Auto Esporte de Teresina por dois tentos a um, com gols de Cléber e Antonio Luiz, numa bela homenagem que faziam, à época, ao nosso querido desportista Defala Attem (in memorian) de saudosas lembranças.

De pé da esquerda para direita, observamos os piolhos Milton Costa, Pedro Atem, Esternil, Tequinha, Careca, Antonio Ulisses, Almeida, Nozinho e Raimundo Rego.

Agachados, na mesma ordem - Chicolé, Pedrão, Reinaldo, Sádica, Zeca Futuca, Antonio Luis “Bolo Doce”, Cleber Ramos e Zé Baixinho.

8/14/2006

DANUNZIO


Outro piolho de bola que surgiu no passado do futebol amador florianense, quando as águas rolavam para o mar, foi o atacante Danúnzio, filho do senhor Antonio de Melo Sobrinho e de dona Maria de Lourdes Batista de Melo, proprietários da antiga Escola Progresso de Dactilografia da rua São João.
Começando pelos campinhos tradicionais da Princesa, Danúnzio foi mostrando sua habilidade e estilo, chegando a fazer sucesso no Flamengo de Tiberinho.
Disputou muitos campeonatos e brilhou, principalmente, no Campo do Artista, onde foi campeão pelo São Paulo de Carlos Sá (filho de Geraldo Teles).
O menino só queria saber de futebol. Suas características principais eram o drible e os lançamentos precisos para os seus companheiros fazerem os gols. E os cabeceios certeiros. Poderíamos classificá-lo como o nosso Zico desse período romântico.
Sem os incentivos necessários, Danúnzio teve que ir embora para vencer na vida. Formou-se em Direito, casou com Raimunda Caminha de Melo da cidade de Pinheiros, Maranhão, onde tiveram quatro belas filhas, todas formadas: Java Valéria (Administração); Liliane (Pedagogia); Cecília (psicóloga); e Ana Cláudia (Ciências Contábeis) em São Luís do Maranhão, a Ilha do Amor.
Danúnzio faleceu ainda novo com cinquenta e um anos de idade, quando estava no auge de sua carreira profissional, mas acreditamos que a sua passagem pelo esporte amador florianense, contribuiu, decisivamente, para o desenvolvimento do desporto da Princesa, deixandro registros líricos na memória dos que o viram jogar.

8/11/2006

PULUCA



A década de sessenta fora, necessariamente, a grande fase do futebol amador florianense. Vários craques estavam despontando-se para o futuro. Esse período romântico, caracterizou-se, efetivamente, pela virtude de seus dirigentes que, à época, trabalhavam por vocação. As emoções eram fortes e tudo fluia naturalmente, fazendo a alegria do povão.

Poderíamos, desta forma, enfocar, efetivamente, a seriedade do futebol de Apolinário Pereira (economista), mais conhecido como Puluca, grande piolho de bola. Passando por vários times de elite da cidade, Puluca se sobressaiu, tacitamente, como um atacante perigoso e obsessivo pelo gol.

Inicou sua caminhada jogando pelo Gaúcho no começo da década de sessenta. Mais tarde, passou pelo Fluminense e São Paulo de Carlos Sá (foto). Depois de conquistar vários torneios, fora requisitado pelo Grêmio de Galdino e Reno de José Amâncio, onde também brilhou.

Puluca também consagrou-se no futebol de salão da Princesa, jogando pelo Botafogo de Julimar, jogando junto com Gilmar, Roberto Holanda, Gilson e Naldim. No Square de Ieié atuou com Gilmar, Gilson, Roberto Holanda, Gildécio e José Demes.

Disputou, ainda, campeontos pelo Regatas, Comércio e o Vingança do artilheiro Cléber. Tinha, também, o Acauã, em que jogavam Gilmar, Negro Hélio, Quinto, Cléber e Aluísio.

E quem não se lembra daquela famosa partida de futebol de salão entre a seleção florianense e o time do Banespa de Teresina, campeão do Nordeste nas quadras do Comércio Esporte Clube? A nossa seleção dera um baile ganhando de três tentos a um. A Seleção Florianense jogou com Arnaldo no gol, Paulão, Tim, Puluca, Cléber e Antonio Luiz Bolo Doce. O juiz do encontro foi o nosso conhecido Rafael do BEP com atuação impecável.

Puluca, calmo mas tinhoso, tinha a melhor visão de jogo. Seus lançamentos deixavam os atacantes posicionados para fazerem os gols. Sua passagem pelo esporte bretão da Princesa deixou um marco diferenciado e salvo pelo gongo.
Atualmente, ainda veterano, joga pelo time da Caixa Econômica Federal, instituição onde hoje é funcionário concursado na cidade de Teresina.
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Na foto acima, do São Paulo de Carlos Sá - 1964, Puluca é o quarto agachado da esquerda para a direita no Campo do Artista em decisão de torneio amador.

8/10/2006

REENCONTRO


Este foi o reencontro dos amigos de fé e irmãos camaradas do famoso Cruzeiro no final dos anos setenta num desses carnavais.
Relembrávamos, com bravura e descontração, das nossas traquinagens de infância e dos anos dourados da Princesa.
A casa aí é de Pauloínho (ainda mora em Floriano), filho do senhor Lourenção que, todo dia, tomava o seu cafezinho de manhã na antiga Mascote.
Da esquerda para a direita, observamos o famoso Pauloínho, Antonio Filho, Joaquim de Pierre, Eulálio, Luiz Banana (filho de Joãozinho Guarda) e Julimar de João Alves, saboreando um velho rum.
Hoje, os tempos são outros, mas estamos esperançosos de que no futuro essa realidade possa nos trazer de volta a alegria de nossas traquinagens, através de nossos belos filhos, mesmo dentro desse novo contexto de consumo em que vivemos hoje.

8/09/2006

TIME DE BOTÃO

Ainda era tempo de brincadeiras: de preso, de rodas, de lacoxia, chicote queimado, boca de forno, de papagaio e as férias eram um prato cheio para as nossas traquinagens pelas esquinas das ruas e becos.
Tomar banho de chuva nas bicas das casas nos levavam ao delírio dentro do contexto lírico de um momento em que vivíamos felizes, sem a preocupação com o consumo que os shoppings e os games de hoje nos impõem.
Tudo bem. Além dos filmes do Cine Natal, dos circos de arena no Campo do Artista, dos banhos do Parnaiba e dos passeios e pequeniques que nos envolviam, havia, entretanto, umas das brincadeiras que nos tiravam do sério. Era o tempo dos times de botão. Haviam as disputas entre ruas e times de grande tradição.
O Flamengo de Tiberinho era um timaço: só botão de paletó, bailheiros e lentes com cheiro de talco gessy. Tiberinho era tão piolho, que muitas vezes, quando se interessava por um botão bom, fazia de tudo para comprar e, enquanto você não se decidisse, ele não saía do pé.
Havia os torneios tradicionais, como os da Rua Sete, o campeonato da rua José Coriolano e de outros quintais. Nessa fase romântica, as traves eram feitas de buriti e a bola era uma esfera de bicicleta (capsulana). Havia muita discussão, ninguém queria perder, tinha que ter juiz e tudo. Cada gol era uma vibração total. Quem perdia, saía revoltado e era um tormento mesmo.
Um dos casos mais pitoresco desse período, foi quando Tiberinho botou em cima de um botão bailheiro de Danúnzio (dono do time do Ríver):
- Quer vender?
- Necolino!
- Eu dou o que tu quiser: queijo, maçã, requeijão, uva...
- Nesse caso, vou pensar!
Tiberinho conseguia, enfim, mais uma vez, conquistar mais um craque para o seu antigo Flamenguinho de botão.

8/08/2006

REPRESENTAÇÃO FEDERAL

O primeiro político de Floriano a ser eleito para o Congresso Nacional foi Eurípedes Clementino de Aguiar para o Senado da República.
Antonio Ribeiro Gonçalves e Pedro Borges da Silva foram eleitos posteriormente deputados federais.
O primeiro filho de Floriano a ser eleito para o Congresso Nacional, representando o Estado do Piauí, foi Esmaragdo de Freitas, suplente que veio a exercer o mandato de Senador da República.
Doutor Teodoro Ferreira Sobral como suplente assumiu o cargo de Deputado Federal no período de 21 de novembro de 1947 a 08 de junho de 1948; de 02 de junho de 1949 a 30 de novembro de 1949; de 16 de agosto de 1950 a 06 de novembro de 1950.
Posteriormente, Francisco Ferreira de Castro foi eleito primeiro suplente de Deputado Federal em 1958, tendo assumido por pouco tempo em 1960.
Nas eleições de 1982, o florianense João Calixto Lobo foi eleito Senador por uma sublegenda do então PDS. Em 1986, dois florianenses foram eleitos para o Congresso Nacional: o Deputado Mussa de jesus Demes e Jofran Frejat (Deputado Federal pelo Distrito Federal).
João Lobo não se recandidatou em 1990; Mussa e Jofran foram reeleitos em 1990 e em 1994.
Em 1982 foi eleito pelo Rio de Janeiro para Deputado Federal José Frejat, que é também de Floriano.
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Fonte: Floriano de hoje e de ontem / Theodoro Ferreira Sobral Neto

8/07/2006

FIGURAS QUE MARCARAM ÉPOCA

ROBERTO CARLOS
Tratava-se de um rapaz meio retardado, baixinho, galego que, aproveitando a fama do grande cantor, se auto intitulava como seu imitador, e tão bonito quanto ele, apesar de ser muito feio (só perdia para Tiberinho).
Gostava de galantear as meninas, que faziam gozações com ele. Ia muito para as praças e não perdia um filme e nem uma tertúlia nas décadas de setenta e oitenta. Sumiu de Floriano e, segundo dizem, pro rumo de São Raimundo Nonato, onde chegara a falecer.
Gostava, também, de tomar banho no Parnaiba, de descer o rio até o Restaurante Flutuante, mergulhando por baixo (ninguém sabe bem o que ele fazia debaixo do Flutuante), jogava o cabelo para trás com um giro rápido da cabeça, tirava taínha, pulava do antigo trampolim fazendo pose e era meio agitado.
Certa vez, na Ibiapaba, numa tertúlia, meio tomadão, queria varar a festa. Entrou de supetão e o porteiro logo o abordou:
- Cadê o ingresso, Roberto!
Roberto Carlos, vaidoso todo, retrucou cheio de moral:
- Meu amigo, eu já paguei! O negócio é que eu tinha ido deixar uma menina ali no Catumbi! Tu tá falando aqui é com Roberto Carlos, tá sabendo?
O porteiro deixou prá lá e deixou "inimitável" entrar e evitar maiores problemas. Coisas de nossa época romântica, que os anos não trazem mais.

8/04/2006

GRÊMIO DE GALDINO II


Esta também foi, sem dúvida alguma, uma das melhores formações do Grêmio de Galdino, quando o futebol de Floriano estava tomando um novo rumo, depois do período romântico.
Observamos, então, na foto (FLORIANO EM DIA), por exemplo, os craques, da esquerda para a direita, Gilson (grande lateral), Dias (providencial), Pedrão (zagueiraço), Joaquim José (in memorian), Antonio Ulisses (esse não alisava ninguém) e Galdino.
Agachados, os piolhos Chico, Neto, Gonzaga, Mocó e Jeremias pousando no famoso estádio Mário Bezerra nos anos setenta.
É claro que a partir dos anos oitenta, o futebol florianense sofreu um processo de decadência terrível, os estádios esvaziaram-se, principalmente quando a televisão começou a transmitir jogos ao vivo. Mais tarde, entretanto, nos anos noventa, o nosso querido Cori-Sabbá resgata essa pagina virada de nosso futebol, sagrando-se campeão piauiense, onde o atacante Walberto fora o destaque principal.
Precisamos repensar o nosso esporte e promover a volta dos bons tempos. Ainda há tempo.

8/03/2006

ARTESANATO

Floriano, com seus filhos, sempre muito criativos e trabalhadores, produziu belas peças de artesanato, tais como - espanadores de penas de ema, feitos e comercializados pelo senhor Pedro Roque da rua São joão; rendas e bicos feitos na almofada e bilros por dona dulce Neiva também da famosa rua São João; redes de linha, tecidas no tear por dona Maria Mendes Soares e dona Maria dos Anjos.
Essas redes estão espalhadas por todo o Brasil. Além de comporem o enxoval de quase todas as noivas da cidade, eram objetos de luxo com que se presenteava amigos e visitantes.
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Fonte: Floriano de hoje e de ontem / Theodoro Ferreira Sobral Neto

COMERCIO ESPORTE CLUBE


Estamos observando a famosa equipe do Comércio Esporte Clube do ano de 1967. Time da elite florianense, que exerceu uma liderança marcante na epopéia romântica de nosso futebol, ganhando vários campeonatos.
Na foto (do FLORIANO EM DIA), em pé, da esquerda para a direita, temos os piolhos de bola João Rato, Antonio Guarda (não alisava ninguém), Ué Macaco; Miguel da Véia Bela, Brahim e Bagana (romântico).
Agrachados, na mesma sequência, Petrônio (cracasso), Osmar, Antonio Luis Bolo Doce (in memorian), Sadica (genial) e Chicolé (estilista).
Chicolé, que chegou a jogar em vários times da Capital piauiense, hoje aposentado do Banco do Estado do Piauí, mora em Teresina e argumentou para a nossa reportagem, que "esse período foi um dos melhores de sua vida como jogador de futebol".
Época romântica, que os anos não trazem mais. Quem viveu, viu!

8/02/2006

DE VOLTA PARA O FUTURO


Não tínhamos pressa. Na verdade, estávamos dando um belo giro pela Barão, revendo lugares, pescando, tomando uma caipirinha e tomando aquele banho no cais do porto.
De repente, observamos uma canoa à vela vindo de mansinho. Aproveitamos esse momento para registrar a passagem de uma das últimas delas, com o velho pescador Zé Rubal (in memorian), que sabia onde os piaus estavam.
A paisagem nos trazem um sentimento lírico, nos engrandecendo a vaidade; emoções fortes no trajeto de um rio que ainda permanece caudaloso, feito cobra grande, mas que as nossas autoridades não têm interesse em desenvolver e revitalizar essa nossa grande riqueza.
Mas o importante é que há um futuro. E ainda podemos tirar proveito disso. Se quizermos.

8/01/2006

"NEGO CLÉBER" - IN MEMORIAN



CLEBER RAMOS – BOLÃO E AMIGO!

"Quadra do Comércio Esporte Clube. Palco dos grandes eventos esportivos. Torneio de Férias de Inverno. A quadra lotada. Jogo disputadíssimo. Numa bela jogada o time Sem P. faz um a zero contra o Narciso. Cleber Ramos, calmamente, foi no fundo da rede, pegou a bola e avisou seu Guilherme: "deixa comigo!" Quando Puluca bate o centro pro grande artilheiro, ele sai driblando todo o time adversário, faz o gol e sai naquela vibração característica!" - relembra Zeca Futuca.

Cleber Ramos, florianense, filho de Valter Ramos e Dona Mirosa, seus irmãos: Valmir Ramos, Argeu Ramos, Carlos Ramos, Quinto Ramos e Décimo Ramos.

"Não vou mais ganhar roupa, nem o cinquentinha quele me dava toda vez que vinha em Floriano" - narra Cangati, com a garganta entalada.

Jogou no Grêmio Esportivo Florianense: Joaquim José, Teodoro Preguiça, Bagana, Antonio Guarda e Geremias; Bago e Babau; Janjão, Selvú, Gonzaga Preto e Nego Cleber ( Gonzaga Branco). "Era um timaço, assombrava" - conta Galdino.

Perguntamos ao famoso barbeiro Galdino se ele lembrava de algum lance que fora inesquecível?

Galdino, rápido que nem uma navalha:

- Foi no Estádio Mário Bezerra lotado, Brasil e Grêmio, o Brasil de Bucar ganhando de 1 a 0 e, depois dos 30 minutos do segundo tempo, começaram a cantar em alto e bom som: “Adeus, Ingrata”, “Adeus, Ingrata...”, foram mais de dez minutos com a mesma música, mas aos 42 minutos do segundo tempo, numa bola cruzada dentro da área, e na confusão, Cleber caiu no chão, mas não perdeu a habilidade e, mesmo deitado, deu um tapa na bola e foi no ângulo de Bucar, foi uma loucura, uma correria para abraçar Cleber. Nisso, Calistinha, treinador e diretor fundador do Grêmio, gritou: Canta Adeus, ingrata, carcamano filho da mãe (vocês sabem!).

“Na vida, só vi três jogadores fenomenais: Nego Cleber, Antonio Luis Bolo Doce e Karlaile, que jogava em Belo Horizonte”, frisou Roberto Holanda!

“Eu acompanhava o Cleber em todos jogos que ele ia participar, era um amigo, adorava vê-lo, era o seu mascote!”, comentou Dr. Dílson.

“Cleber Ramos me levou para jogar no time da cidade Senhor de Bonfim-BA, me deu todo apoio, sou muito grato , foi um amigão!” - diz Soleta.

Cléber Ramos foi um grande atacante do futebol florianense, jogou ao lado de craques, como Jolimar (irmão de Parnaibano), era uma dupla que fazia alegria da torcida, Luis Orlando, Chiquinho, Iniciou no Campo dos Artistas e jogou no Piauí de Teresina ao lado de Sima, Carrinho, Valdemir, Toinho e outros artistas da bola. Morava em Senhor do Bonfim, Bahia, onde faleceu!

Breve, uma reportagem sobre o inesquecível astro da bola.

A FOTO ACIMA É RARÍSSIMA - VALE OURO – ARQUIVO BAGANA!

GRÊMIO ESPORTIVO FLORIANENSE 1972 - ESTÁDIO MÁRIO BEZERRA.

Técnico e Fundador do Grêmio Dr. Calisto(Calistinha), Teodoro Preguiça, Joaquim José, Antonio Guarda, Geremias, Bagana e Nego Cleber Ramos(de folga); Agachados: Janjão, Nego Bago, Babau (que substituíra o grande jogador de bola Puluca, que contundiu-se durante os jogos estudantís florianense), Selvu, Gonzaga Preto e Gonzaga Branco.
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Pesquisa: César de Antonio Sobrinho.

CAMPO DO ARTISTA III


Vejam só o cenário onde se vê o nosso famoso Campo do Artista já em sua fase decadente nos anos oitenta.
Ainda na sua fase romântica, algumas turmas ainda frequentavam esse campo: o pessoal da Casa do Estudante, a turma de Raimundo Anjo, os Gladiadores e os Invencíveis. As peladas eram acirradíssimas.
Conta o folclore que certa vez, quando o Circo Thiane instalou-se aqui em uma de suas últimas temporadas, Chico Lista, filho do nosso famoso Cícero Pintor (in memorian), preparava-se para varar o espetáculo. A sua idéia foi genial. Ele comprou umas três laranjas da banca de dona Lia e entrou direto. O porteiro ainda deu um psiu, autuou-o mas Chico Lista fora providencial:
- Ô xente, moço, eu só saí pra comprar essas laranjas, mas eu já paguei!
A idéia pegou e muita gente ainda conseguiu ainda enganar os porteiros. A liseira era grande. Não era fácil. Mas o que valia mesmo era o espírito de aventura daquele saudosos anos sessenta.