7/29/2006

JOGO DO ODORICO

A partida era extremamente decisiva. Jogo importante, dentro do contexto das quatro linhas do esporte amador florianense. O time do Grupo Escolar Odorico Castelo Branco desafiara o terrível Ginásio Joana leal, de propriedade do senhor Ribamar Leal, para a disputa de uma taça em comemoração à Semana da Pátria.
Aquela manhã exaltava um sol escaldante, mas o vento, balançando os arvoredos, nos deixava ansiosos para o embate. Os torcedores observando e gritando, aguardando o início da grande pelada.
Os piolhos do Odorico entraram em Campo com Paulo de João Leão no gol, Toinho da Malária, Cícero (Boião), Valdenor, Deuzinho, Agenor (estilista), Carloínho (cracasso de bola), Chico Piripira, Ezequiel, Sebastião (irmão de Luiz Orlando), Pé de Lajeiro e Geraldo.
Já a equipe do Joana Leal entra jogando com Alancardeck, Jotinha, Leal, Ribinha, Cazuza, Laurismar (in memorian), Silva de dona Julita, Neguinho de Zé Vieira, Gregório, Sapinho, Ariosoto da rua Sete e Cibita (que jogara emprestado nessa saudosa pelada).
O juiz do encontro, o famoso Chico Bilituta, envolvido com a disputa, esbanjando sua moral e categoria. Apitava forte e a negrada respeitando o limite de sua adrenalina.
O empate estava praticamente caracterizado. Jogo duro. Mas quando o atacante Carloínho cruzara aquela bola de tesourinha pela direita, o centroavante Agenor, surpreendentemente, se antecipara no lance no meio da zaga adversária e cabeceara o pneu (bola) no canto superior esquerdo do goleiro Cazuza, estabelecendo, assim, o único gol da peleja.
O Odorico sagrara-se campeão. No entanto, revoltado, Neguinho de Zé Vieira quizera tirar satisfação com rifiri Chico Bilituta, que, de dedo em riste, exaltara sua decisão de forma vaidosa:
- Não, senhor! Comigo, não, violão! Foi gol legítimo! Qualé? O jogo só acaba quando termina...

7/25/2006

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA


CHEQUINIM NA DELEGACIA


O telefone toca na delegacia de Polícia de Barão de Grajaú: triiiim, triiim, trimm...
O Agente Chequinim, resmugando: "só atendo na terceira chamada, agora vou atender..."

- Alô, da Delegacia de Polícia!

- Seu moço, me ajude, estou aperriada, me ajude com urgência, moço, pelo amor de Deus, aqui em minha casa tem um ladrão! Tube, moço, até aqui e resolva essa parada!

Chequinim coçou a cabeça e não pensou duas vezes, respondeu de bate-pronto, de prima:

- Dona, aqui eu tô é com 10, a senhora viu (apontando os dedos) eu to é com 10 ladrões e não tou ligando pra seu ninga! E Boa noite!
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Colaborador - César Augusto e Júlio César (ex-lateral do Cor-Sabbá, conhecedor profundo das resenhas de Chequinim)


7/21/2006

RAIMUNDO BAGANA



BAGANA - ARREPIA, ANTONIO GUARDA! JÁ BATI!

- Como surgiu esse apelido tão interessante?

- Moço, era fumaça demais, não podia vê uma bituca, cigarro, era impressionante!
Raimundo Nonato de Sousa, “Bagana”, nasceu em 16 de outubro de 1942 na rua Hermano Brandão, 64 anos, casado com Dona Maria Helena Sousa, suas filhas, seu encanto! Fala orgulhoso: "consegui forma-las, todas": Célia Regina, pedagoga; Rosa Régia, enfermeira; Flávia Regina, Psicóloga do Detran; e Patrícia Régia, enfermeira; os(as) netos(as): Isabel Cristina, Hildener Carvalho, Laura Helena, Flávio Júnior, Vitória Régia, Bárbara Letícia e Marcos Vinicius. Raimundo Bagana, com 8 anos, já batia um bolão na zaga nos campos do Odorico, Campo do Artista...

- Você continua participando dos eventos esportivos de Floriano?

- Sim, sou comentarista esportivo na Rádio Difusora de Floriano.

- Quais os times que você jogou?

- América de Demerval (Cascalho), Ferroviário, Palmeiras, Comércio e Grêmio.

- E o time que você mais gostou de jogar?

- Sinceramente, era o Palmeiras, principalmente o de 1966.

- Você lembra a formação do time do Palmeiras?

- Fácil, fácil: Bucar, Brahim (Reginaldo), Bagana, Antonio Guarda e Carlos Pechincha (jogador marcado por ele, sofria, era um carrapato, osso seco); Zilmar e Bitonho; Reginaldo, Sádica (tive sorte, só joguei do lado dele!), Antonio Luis Bolo Doce (tive mais sorte ainda, esse matava qualquer um!) e Perereca. Jogavam ainda: Petrônio e Osmar.

- Como era o comportamento da torcida do palmeiras?

- Vibrante, não perdia os jogos, estavam sempre do nosso lado, e uma coisa interessante, tinha uns torcedores, que no momento lembro de dois, eram fanáticos: Alcides (Del Bueno) e Cabo Salim, quando o Palmeira ia entrar em campo, eles gritavam! “LÁ VEM OS PIRIQUITOS”, homenagem as camisas verde do time, era um barato, demais!

- Qual o time que vocês tinham com rival?

A resposta foi na ponta da chuteira, com trava!

- Foi o ferroviário, a gente sentia prazer de ganhar deles, era como se fosse um título!

- Teve algum atacante que você tinha dificuldade marcar?

- Bom, como só joguei sempre do lado de Sádica e Antonio Luis Bolo doce, me considero um zagueiro de sorte, pois a dupla desequilibrava, desestruturava qualquer esquema de jogo! Mas Jolimar, irmão de Parnaibano, era difícil, ele escondia a bola, rapaz, quando lembro, me deu muito trabalho danado! Os zagueiros sofriam com ele!

- Bagana e Antonio Guarda eram uma dupla de zagueiros respeitados, e com relação a frase que existe por aí: “UM BATIA, OUTRO ARREPIAVA”, é mito ou é verdade?

- Meu amigo, era verdade, mas era só na bola, as vezes escorregava!

Caramba! É verdade!

ARQUIVO BAGANA!

FOTO RARÍSSIMA! VALE OURO!
PALMEIRAS - 1966 - ESTÁDIO MÁRIO BEZERRA

De pé: Reginaldo, Sádica, Antonio Luis Bolo Doce, Bitonho, Perereca e Osmar; Agachados: Zilmar, Carlos Pechicha, Bagana, Bucar, Antonio Guarda, Brahim e Petrônio.
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Pesquisa: César de Antonio Sobrinho.

7/20/2006

FLAMENGO DE TIBERINHO


FLAMENGO DE TIBERINHO

Ferroviário e Flamengo de Teresina disputavam um jogo em caráter amistoso na cidade de Floriano no estádio José Meireles, onde hoje funciona o Hospital Tibério Nunes. O evento era significativo e marcava a epopéia romântica de nosso futebol

Aproveitando aquele grande momento, na partida preliminar, Tiberinho colocara o seu famoso Flamengo para jogar contra o juvenil do Flamengo de Teresina. O desafio caracterizava, também, emoções fortes no contexto lírico do desporto florianense.

Tiberinho, sem nenhuma frescura, chamou o pessoal e escalou o time para aquela saudosa jornada esportiva. O Flamenguinho entrou em campo com Galo Mago, Zé Filho, Zé Buraco, Chiquim, (irmão de Janjão), Zeca Zinidô (apelido dado pelo nosso primo Djalma, filho de mestre Valter), Danúnzio, Janjão, Nego Cléber, Quinto, Antonio Alberto Pimentão, Luiz Orlando e Boi Búfalo.

A partida corria dentro de um clima considerado amigável mas acirrado e o time do filho do prefeito tocando a bola direitinho. Deixa que, por entre os torcedores, havia dois mucurebas gesticulando muito, tesourando e tentando intimidar a equipe da Capital. Tratava-se de Lindolfo, filho de seu Cirilão e Luiz Urquiza, que moravam perto do campo dos artistas. Estavam metendo-se em confusão.

- Pernas de pau! Timinho! Bota outro...

O negócio é que Wilson Parente, um dos dirigentes do time de Teresina, tinha tomado uns uísques e, percebendo aquela gozação toda, resolvera tomar a iniciativa pro rumo da rapaziada, partindo logo pra a ignorância. Puxou um trinta e oito e começou a atirar para cima.

Pernas para que te quero. Lindolfo e Luiz Urquiza saíram em desabalada carreira, correndo feito loucos. A turma do deixa disso entrou em ação e foi logo apaziguando os ânimos mais acirrados e o jogo tem o seu reinício.

A vitória do Flamengo de Tiberinho, com um gol de Danúnzio, grande craque do passado romântico do futebol amador florianense, deixara os torcedores maravilhados, voltados para o que desse e viesse.
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São conhecidos na foto acima: Bogó, Tiberinho, Raimundinho, Galo Mago, Raimundo Siqueira (irmão da professora Helena Siqueira), Janjão, Pedro Hélio, Jerôncio, Luiz Orlando, Sebastião, Ubaldo, Raimundo Beirão (de chapéu), Pingüim, Soleta, Café, Dedé Carvalho (filho do senhor Pedro Carvalho) e Danúnzio. A foto foi tirada por volta de 1965 no campo do ferrim no fundo da casa onde morava o famoso goleiro Raimundo Cobra Preta (o vigia do campo).

PROFESSOR ABDORAL



ABDORAL - GARIMPEIRO DE CRAQUES!

Apaixonado por filmes de BANG BANG e FUTEBOL, o famoso professor de educação física, Abdoral Alves do nascimento, era duro na disciplina para com os seus mucurebas. Tinha que participar, mostrar serviço. Não tinha moleza, não. No Colégio Estadual e Escola Normal educou muitos atletas, que hoje venceram na vida.
No futebol, o professor tinha o seu time particular e se auto-escalava, antes de comerçar a partida:
- O time vai jogar cumigo...
Por outro lado, quando ia entregar as camisas do time, já pré-escalado, ele começava pelo número 9. Esta história, todo peladeiro de Floriano, região e parte do Brasil, já conhece, mas hoje foi tirada a dúvida:

- Professor Abdoral, é verdade ou é um mito, que você entregava as camisas começando pelo o número 9? Quem era esse craque?

Em cima da bucha, a resposta surgiu em forma de um relâmpago!

- O craque era eu, preste atenção, se eu formava o time, organizava, investia, porque começar pelo nº 1 não tinha cabimento, mas é claro que é invenção de peladeiro, que eu começava pelo nº 9, mas como é difícil mudar esta história, deixa do jeito que tá que é melhor!

Professor Abdoral sempre fora um garimpeiro de craques e tinha uma visão impressionante, um incentivador do esporte, cidadão de primeira qualidade.
Atualmente, morando no povoado “Tamboril”, São José do Peixe, trabalhou por 8 anos no Estadual e 9 no Lindolfo, sempre ligado na área do esporte. Abdoral Alves do Nascimento, nasceu no povoado “Xixazeiro”, próximo a São José do Peixe, em 24 de agosto de 1942, 64 anos, casado com Dona Francisca Ferreira do Nascimento.
Fato pitoresco! Abdoral colocou o nome dos(as) filhos(as) um pouco diferente! Vejam só, que personalidade:

- Jonh Douglas;
- James Douglas;
- Jim Douglas;
- Mary Stuart;
- Johnson Douglas;
- Jane Stuart; mas a caçula escapou:

- Patrícia Alves do Nascimento (uma verdadeira estranha no ninho!).
Coisas que acontecem em Floriano, Piauí, Terra!
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Pesquisa: César de Antonio Sobrinho. Na foto acima, do Palmeiras de Bucar, Abdoral é o último à direita em pé, quando jogavam em Picos em 1965 em jogo tumultuado, acirrado e cheio de alternativas.

7/19/2006

POMPÉIA - ÁGIL COMO UMA ÁGUIA



GARCIA PRETO, VELUDO E POR ÚLTIMO POMPÉIA!

Ágil como uma águia!

O Presidente da Federação Piauiense de Desporto, Antonio Teixeira Santos, teve a criatividade e a perseverança criar o nome de um dos melhores goleiros de Floriano. Nas peladas iniciais o apelido era “Garcia Preto”, depois passou a ser chamado “Veludo”, nenhum desses nomes agradou o presidente que então sugeriu fazer um sorteio de três nomes: “Veludo” (goleiro do Fluminense e Auto Esporte de Teresina), Carlos Augusto (tinha um 4º zagueiro do Ríver e um Goleiro) e por último “POMPÉIA” (goleiro do América do Rio, era elástico, tinha o apelido de “Constelation”, voava como uma águia), para que a decisão fosse democrática, colocaram os nomes em três papéis e convidaram uma garota para retirar um e para surpresa de todos saiu o nome de ‘POMPÉIA”.
É desse astro do arco, que contaremos um pouco da sua extensa história: Carlos Augusto Costa Ferreira, nasceu em São Luis-Ma, 29.12.1942, 64 anos, casado com Dona Célia Maria Lima Ferreira, seus filhos(as): Celma, Carlos Célio, Carlos César (Carlos Bacana), Cláudia Patrícia, Carla Christiany, Carlos Augusto Jr., nestos(as) Emanuele, Elisabete, Elisiane, Dainy, Maria Caroline, João Pedro e Carlos Augusto Neto, bisnetos: Luanny e Lucianny.
Perguntado sobre o início da carreira de peladeiro: voando com uma águia, respondeu:

- Iniciei nos campos de pelada do bairro Bezerro, em São Luis, de 6 a 8 anos, e meu apelido era “Garcia Preto” (homenagem ao goleiro do Flamengo do Rio). Já na adolescência, 11 anos, meu 1º time foi o são Cristóvão, também do bairro Bezerro. Na faixa de 14 a 15 anos, o meu apelido mudou para “Veludo” (homenagem ao goleiro do Fluminense do Rio), meu 2º time foi o Barcelona, disputava o campeonato suburbano.

- Você chegou a ser campeão do Campeonato Maranhense de Futebol?

- Fui em 1957 com apenas 15 anos pelo Ferroviário, Ferrim da Estrada de Ferro.

- Quais os clubes que você jogou?

- Moto Clube, Sampaio correia e nacional de São Luis-MA, Santa Cruz e o Bangu de Coroatá-MA, no Nacional de Codó, Flamango e Ferroviário de Parnaíba, em 1960 no Fluminense de Teresina-PI de Belchior Barros, no Rio Negro de Teresina-PI, jogava ao lado de Deusdete Nunes, O Garrincha, do Jornal O Dia (era bom de bola).

- Teve algum jogo que lhe chamou atenção?

- Sim, em 1962, quando o meu time, Rio Negro foi campeão do Torneio da Morte em cima do Botafogo por ! X 0, gol de Paraíba, e o nosso time foi classificado para a primeira divisão do Campeonato Profissional do Piauí, os outros times eram: Artístico, Fluminense, Caiçara e Comercial ambos de Campo maior, mas teve outro fato interessante!

-Qual?

Foi num clássico Piauí 2 x 0 Flamengo, foi aí que começou a minha vinda para Floriano. No intervalo do jogo, ouvi um baixinho me chamando no alambrado, adivinha quem era? Meu amigo Merval Lúcio (só que ainda não o conhecia), trabalhava na Casa das Roupas, me convidando para jogar no Ferroviário de Floriano. Merval era um estrategista, me convenceu, isso aconteceu no dia 29.03.1964, e embarquei para Floriano dia 31.03.1964, dia da Revolução!

- Você participou de alguma Seleção?

- Participei da Seleção Piauiense de Amadores, disputamos o Brasileiro de amadores, eu e o Brahim, que me ajudava muito em passagens e hospedagem.

- Fale um pouco do Ferroviário, qual a formação quando você fez sua primeira atuação?

- Bom time e era formado por: Pompéia, Zezeca, Antonio Ulisses, Antonio Guarda e Pepedro; Parnaibano e Priguilim; Antonio José Cachimbim, Sádica (baixinho era infernal), Valdemir e Jamil. Participaram ainda; Chicolé, Cabeção, Reginaldo, Tassú (tinha um chute forte), Domício (ganhava de Tassú no chute, que chute nada, era bomba mesmo!), Sinésio e Lino (no dia que ele dizia vou jogar, era imarcável). Um detalhe, Lino tinha um tratamento diferenciado, o que pedia, a diretoria ajeitava!

- E a formação do melhor Ferrim que você viu?

- O melhor Ferrim foi no ano de 1967: Pompéia, Domingos, Lido, Valdevino (sabia fazer uma jogada belíssima, bicicleta, derrubou muita gente do muro do Ferroviário, iam imita-lo e despencavam, alguns até braço quebraram) e Sóstenes; Ézinho e Valdemir; Cabeção, Vicentinho, Lino e Magro. Completava o quadro: Grilo, Sousa, Itamar, Joãozinho Fujão, Nico, Neco, Didi Maranhão.

- Um jogo inesquecível, você lembra?

- Sim, Ferroviário 4 X 4 Flamengo de Teresina, o Ferrim vencia por 3 X 1, e o Mengo virou para 4 X 3, e no escurecer da partida, no final, Bicudo empatou, 4 X 4 foi muita emoção!

- E sua defesa mais bonita, conte-nos!

Pompéia se emocionou, e começou a narrar, parecia que estava na Difusora, na sua estréia como locutor, detalhou:

- Há, essa foi demais, o amigo Beirão (alfaiate), quando me encontra relembra o lance, Ferroviário 2 X 2 Caiçara, jogo lá e cá, duro, bem disputado, com belas jogadas, quando escapa pela direita o jogador adversário, Anduiá, passou de passagem pelo nosso lateral indo até a linha de fundo, cruzou numa perfeição incrível na marca penal, quem estava lá? O Escurinho, de costa para o gol, matou no peito, virando para o lado esquerdo, e de meia bicicleta, meteu a canhota soltando um torpedo no ângulo, quando vi aquele malabarismo, só tive uma opção vou pular pro lado direito, fui feliz, pulei sensacionalmente, fazendo uma ponte, coisa de cinema, e trisquei a bola com as pontas dos dedos, colocando pra escanteio, quando vi a torcida vibrando, e todos correram para me abraçar! Nossa! Consegui! Que bom lembrar, é um filme, é como eu estivesse vendo! Imagine quem estava fora e viu o lance, fui lindo!

- Atualmente, na área esportiva o que você está fazendo?

- Trabalho com Escolinha Atletas do Futuro, toda manhã, uma boa parte dos jogadores vão treinar fisicamente no campo da Manguinha, às 07 h. Na Escolinha, já tivemos 428 alunos, hoje estamos sem apoio, ficou reduzido em apenas 130 alunos. Com eles treinamos FUTSAL no Ginásio Coberto, às 3ª e 5ª feiras, e com outra turma treinamos no Buritizinho, no Barão de Grajaú, com apoio do incansável e dedicado Tony Ferreira, o Careca.

- Quais são os diretores da Escolinha Atletas do Futuro?

- Presidente; Tony Ferreira, Vice: Dogival Oliveira e Secretários e Instrutores Técnicos: Carlos Augusto (Pompéia) e Lucimar Feitosa.

- Quando foi fundada, e qual a idade dos jovens que participam da Escolinha?

- A Escolinha, foi fundada em 08.04.2002, e a idade varia dos 8 aos 20 anos.

- A Escolinha tem conseguido o seu objetivo formar bons atletas, tanto na arte da bola como cidadãos?

- Sim, é o nosso orgulho, somos preocupados em preparar os jovens para vida como cidadão, bem como atletas. Inclusive já temos alguns jogadores em outros Estados, buscando seus espaços: em Caruaru-PE, no Clube do Porto, temos 06 jogadores: Marquinhos, Marcelo, Moura, Marcelo Muniz, Joelson e Jader (filho de Dinda); no Palmeiras de São Paulo, temos Elder (filho de Carlos Iran) e Édson Piauí (Tabaco); no Rio Negro de Manaus-AM, o Anderson; no União de são João de Araras-SP tem o Mangabeira; e estamos preparando o Cazega JR. para o Santa Cruz-PE.

- Na sua experiência, o que devemos fazer para aumentar o fluxo de bons jogadores, pois sabemos que Floriano sempre foi uma nascente, uma fonte de craques?

- Simples, simples, simples, falta mais praças de esporte, estamos estrangulados, estamos tendo uma regressão, pois alguns campos de pelada foram e outros estão em fase de fechar: acabaram: Carimbo, Sambaíba, Mundeirão (ao lado do Tiberão), campo já vendido: Maguinha. É triste, mas estamos ficando sem a nossa ferramenta de trabalho!

- Você, como um grande descobridor de talentos, como podemos reverter esta situação?

- O Poder Público, poderia nos ajudar tomando a iniciativa junto a comunidade, para buscar uma solução, o momento é propício, e juntando forças: a Prefeitura de Floriano, a Câmara Municipal, a fantástica LIGA Florianense de Futebol, Promotores, Juízes, Comando do 3º BPM, Entidades de Classe, Maçonarias, Rotary, Lions, Associações de Bairros e a Imprensa, ou seja envolver a comunidade, e com certeza, acharíamos uma solução. Um detalhe o mais difícil nós temos de sobra, os artistas da bola (capital humano).

- Você como um dos idealizadores e fundadador do CORI-SABBÁ, como aconteceu o surgimento do time?

- Foi uma fusão dos times Posto SABBÁ e Corinthias, formando o atual time: Associação Atlética Corisabbá, em 24.05.1973, hoje com 33 anos, os fundadores foram: Pompéia, Seu Doca, Niel, Gonzaga do Náutico, Vinvim da Agespisa, Vicente da Agespisa, Zé Feitosa, Taxista, Tony Ferreira, Clóvis Ramos( ajuda muito com material esportivo), João Batista de Araújo (filho de Vicente Roque), no primeiro time deu uma equipe nova, o Vicente Filho, hoje Advogado em Recife, ajudou muito com material esportivo.

- O Cori-sabbá na fase profissional, você lembra quem foram os presidentes?

- O primeiro Presidente do time Profissional foi: Manoel Messias da Silva, dona da Eletro São Francisco, Augusto Mota, Tony Ferreira, Antonio Lopes, K-Júnior, Gilberto Duarte, Galdino e atualmente José Bruno Filho.
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Reportagem: César de Antonio Sobrinho

7/17/2006

GEREMIAS DO FERRIM



GEREMIAS - FIZ UM GOLAÇO DE AVIÃOZINHO!

José Neves da Costa, conhecido por “GEREMIAS”, apelido herdado do seu pai, que se chamava Geremias. Nasceu em Uruçuí, em 28 de outubro de1937, 69 anos. Chegou em Floriano em 1940 e iniciou jogando sua pelada em 1945.
Perguntado sobre o seu primeiro time, Geremias respondeu de aviãozinho:
- Foi o Bonsucesso de Calistinha (Dr. Calisto Lobo), 1954 e fiz um gol na estréia.
- Qual o seu ponto forte no futebol?
- Eram três coisas: preparo físico, pique e não desistia;
- Qual a sua posição dentro de campo?
- Lateral esquerdo, sempre fui fiel a essa posição.
- Você lembra de algum ponteiro que você achava difícil de marcar?
- Pelo amor de Deus, JANJÃO, hoje “JJ”, agora é que ta difícil, o homem agora é forte demais. Sim, mas voltando o assunto, Janjão, era rápido, driblava e chutava com os dois, as jogadas variavam muito, ele nunca repetia as jogadas, quase me mata.
- Teve algum jogo que te marcou, que você jamais esquece?
- Tem um especial, foi Ferroviário 3 X 2 Comércio Esporte Clube (o time era da elite), com três gols de SADICA, na sua estréia, pense numa figura endiabrada, o baixinho, fez a alegria da galera, eu me lembro até da formação desse nosso timaço!
- Qual era a formação?
- Netinho(in memorian), Pulu, Antonio Ulisses (In memorian), Zequinha da Bahia e Geremias (apelido começou porque os amigos começaram a chama-lo de Zé de Geremias, terminou em Geremias), Zequinha, Joãozinho e Américo, Mário Besta Braba (In memorian), Sádica e Das Chagas de Parnaíba. O Presidente; Dr. Tibério Nunes, treinador: Dr. Nazareno e diretor de Esporte: Merval Lúcio (estrategista).
- Qual o gol mais importante ou o mais bonito que você fez?
- Calistinha, me dispensou do Bonsucesso, aí fui jogar no América do Barão de Grajaú, e no jogo o ponteiro direito cruzou a bola a meia altura e eu pulei de aviãozinho (hoje peixinho), foi uma pintura, gol de placa.
- Teve algum time de Teresina ou de outra praça que lhe convidou para jogar?
- Sim, Tassú, do river queria me levar, Erasmo de Deroa do Botafogo de Teresina, o Auto-esporte, mas como sabemos é difícil jogar em Teresina, a gente tem pouca chance.
- Gemerias, você hoje está aposentado? Qual era a sua profissão?
- Sou aposentado, mas faço o meu biquinho, acabei de matar um dinheiro, fico ali no Posto Santana de Marcondes de Zé Fontes. Mas a minha profissão é Mecânico de Máquinas Pesadas e Soldador.
- Na sua profissão qual o trabalho que você fez, e acha importante, deixou sua marca?
- Rapaz, que boa pergunta, nunca ninguém me perguntou isso! Eu sou orgulhoso das estruturas de ferro dos dois postos de Zé Fontes: Postos Santana e Tatu. Outra obra que eu fiz foi: montagem da Usina de extração de Algodão da Usina CIDAL de José Gomes Chaves, Paixinha de Canto do Buriti.
- Você lembra de mais algum detalhe da sua profissão?
- Sou soldador de caminhões, cantoneira, chassi, roda, inclusive passei um ano como Mecânico de Navio da marinha Mercante!
- Você lembra do nome do navio e algum episódio da sua passagem pela Marinha Mercante?
- Sim, O navio era Panamenho, e o nome “PANTELES”, embarquei em Salvador-BA, 1961, passei um ano, mas sofri um acidente, tive de retornar a Floriano, e quando recuperei, meus pais não deixaram eu voltar e aí retornei para a manutenção das máquinas de extração de babaçu.
- Você lembra o nome do seu Chefe de Máquinas no navio?
- Sim, Chefe Alonso! Uma capacidade, aprendi muito com ele. Uma coisa que ele me admirava, quando ele nos chamava pra resolver qualquer defeito o primeiro da fila era eu, sempre fui disposto, não faço cara feia para o trabalho.
- Quanto filho(as) você tem?
- São três filhas, minhas pérolas, adoro minhas filhas: Ana Maria Santos Costa, Assistente Social, Administradora da Clínica dos Médicos, Rosana dos Santos Costa, Enfermeira, trabalha em Teresina e a caçula, Giselda dos Santos Costa, formada em Licenciatura em Letras/Inglês, leciona na UNED e no estado, são três batalhadoras, tenho também três neto(as): Gustavo, João Pedro e Camila, são lindos! Sou apaixonado por todos eles. Me dão assistência, não deixam faltar nada, estão sempre do meu lado, é um orgulho, consegui formar as três filhas, são meu corpo e minha alma!
- Qual a sua mensagem para o jovem que está começando a buscar uma profissão?
- Hoje ta difícil, pois os jovens, não tem paciência, não querem aprender uma profissão, querem tudo de imediato. Quando eu comecei passe i cinco anos para aprender, meu professor era o Zé Caboré, pai de Raimundinho Caboré, o homem era duro, mas ensinava como ninguém, mas não dava nada, um vintén, entretanto liberava a oficina, para a gente fazer algumas peças, gancho para panela, grelha, espeto etc, para vender e arrecadar fundos, com o arrecadado, a gente ia ao Cine Natal, vê um “bang bang”, e alguns filmes de amor, era bom demais.
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Reportagem: César de Antonio Sobrinho

ALDENIO NUNES - A ENCICLOPEDIA DO RADIO FLORIANENSE


ALDÊNIO NUNES – A ENCICLOPÉDIA,
NUMA ENTREVISTA INIMITÁVEL, MOSTROU POR QUE SEMPRE ESTEVE À FRENTE!


A radiodifusão de Floriano começou com o prefixo de uma emissora do Maranhão na década de 50 e, logo - Almir Reis e Antão Reis fundaram a Rádio Difusora de Floriano. Os primeiros anunciadores de programas, foram: Audir Dutman, Pedro de Alcântara Ramos, Alcebíades Costa, um revolucionário, que na época lançou o famoso BIG SHOW DOMINICAL, realizado aos domingos no Cine Natal.
Assim, Aldênio Nunes, filho de Floriano, iniciou nossa entrevista, descontraída, no caís da beira rio, com um visual deslumbrante, e como testemunha, à frente o velho Monge, com suas águas soturnas, em pequenas marolas, limpa a deslizar rumo ao mar, as chalanas, o flutuante, o farol e a co-irmã cidade Barão de Grajaú.
A mais antiga emissora de Rádio, a Difusora de Floriano, fundada 1957, uma quase cinquentona, mas com um corpinho de atlético, foi a sucessora da AMPLIFICADORA FLORIANENSE, que ficava no prédio do Cine Natal, quando Dafala Atem era o locutor oficial. À tarde/noite, mais precisamente às seis horas da tarde abriam-se os auto-falantes, onde anunciavam-se os filmes, artistas principais, bar do Binu e outros comerciais.
Segundo Aldênio Nunes, a evolução do rádio florianense, com a inauguração da Difusora, "foi algo extraordinário. Lembro-me que na época a cidade despertou, pois apareceram fenômenos que estavam em fase latente (oculto), pois o despertar da juventude foi imensurável e aí surgiu a segunda fase de apresentadores, os talentosos: Pedro de Alcântara, Nazaré Silva, Fran Nunes, Nice Lurdes, com sua crônica social – uma coisa inédita na época".
Surge, então, surpreendentemente, a figura do lourinho ALDÊNIO NUNES, apresentando vários programas com os nomes de arrebentar e criativos: Alegria, Alegria (homenagem à música de Caetano Veloso), que ia ao ar às cinco horas da tarde. Aos domingos, Nunes e os companheiros de rádio, surgiu com um programa diferente: BOSSA, BALANÇO E BROTOS, nome sugestivo, pois à época aparecia o ritmo da bossa nova, o balanço da jovem guarda e os jovens começaram a ser vistos de outra forma, com respeito.
O programa fazia gincanas na beira rio, com atividades educativas. No programa de domingo, por exemplo, Aldênio Nunes lançou também a participação dos ouvintes via telefone, as pessoas ficavam encantadas! Como a emissora era no edifício SAID, na rua São Pedro, e ao lado tinha a empresa telefônica, não foi difícil, o grande locutor resolveu fazer uma parceria.
Perguntamos ao Nunes sobre o teatro que existia na época, em Floriano, comente alguma coisa.
A emoção tomou conta do espaço:

- Foi uma época de ouro, o TEF – Teatro Experimental Florianense, dirigido pelo competente Pedro de Alcântara Guimarães Ramos, rapaz ele merece uma entrevista dessa, faça! O Pedro, estava à frente de todos, um detalhe, os ensaios eram realizados na casa de seu Antonio Leitão e Dona Socorro e tinha como participantes do TEF os artistas Pedro de Alcântara Ramos, Aldênio Nunes, Teresinha Nogueira, Raquel Bonasser, Lurdinha Borborema...

- E sobre a Rádio Novela, foi um mito ou existiu?

- Sim, existiu, veja a criatividade da moçada, a Rádio Novela, era produzida em cima das letras das músicas.

- Programas de esportes, quem participava e como eram feitos?

- O programa de esporte era feito por mim (Aldênio) e Fran Nunes, os jogos do campeonato de futebol, transmitíamos da cabine do estádio Mário Bezerra e dos torneios de salão inverno e verão, a transmissão era feita da quadra do Comércio Esporte Clube.

- Vocês lançaram algum artista?

- O Jonh Júnior, a criação foi nossa, era um galeguinho, bela voz, surgiu no Big Show Domincal, Zé Antão e Aldênio, foram com cantor fazer a gravação no Recife.

- E a Mais Bela Voz do Parnaíba, é da sua época?

- Foi a nossa equipe que criou, surgiram vários artistas, chegamos a fazer umas cinco edições nas cidades vizinhas, o objetivo era garimpar novos talentos, e deu certo.

- Essa revolução radiofônica, durou quanto tempo?
- De 1965 a 1972, inesquecível, vou pesquisar e mandar para o SITE FLORIANO EM DIA, um bom material para vocês documentarem. Muito obrigado por poder reviver um período tão rico, que estava oculto.
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Reportagem: César Sobrinho

7/15/2006

OS INGRATOS II

O nosso garimpeiro, pesquisador e historiador César Sobrinho, desta vez, vem com essa relíquia de fotografia, dentro do contexto carnavalesco da Princesa.
O famoso bloco - OS INGRATOS, em grande estilo, reunindo a velha guarda; inclusive, o famoso Carlos Pechincha, filho do senhor João Guerra, que jogou no Palmeiras de Bucar. Todos os anos, esse folião marca a sua presença na grande festa de momo, fazendo a marcação.
Os Ingratos, quando iniciou a sua trajetória, ali no Bar do Didi, irmão de Zeca Futuca, era uma zuada terrível: belos encontros, bate papo e uma saudável batucada.
Até a famosa Daguia Pelada, brincava por ali. E quando era incomodada, ela gritava:
- Menino, eu tô é beba setenta!

7/13/2006

ODORICO


Fachada principal de entrada do Colégio Odorico Castelo Branco na rua Gabriel Ferreira próximo da antiga quinta da Maria Prisulina e do famoso Possim. Foto tirada nos anos oitenta, quando ainda conservava-se suas características originais.

Hoje, já reformado e moderno, essa unidade dispõe de um ensino mais revolucionário, dinâmico e novos métodos.

Naquele tempo havia muita disciplina, oganização e muita recreação. Dona Lélia, Marizinha na frente como diretoras cuidavam bem de seus pupilos. Professoras como dona Mirian, dona Graça e dona Iracema também exaltavam sua experiência. E quem não se lembra de Minha Linda, a zeladora?

Tempos bons, aqueles. Havia a higiene bucal com o doutor Clementino, a merenda, a vacinação e as festividades de fim de ano.

Dos casos pitorescos, lembramos do nosso amigo Sebastião, irmão de Luiz Orlando: no quarto ano primário, ele pegou o número 24. Não tinha quem fizesse ele responder a chamada.
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Na foto acima, observamos o meu primo Dácio (hoje, morando em São Luís), matando as saudades de quando estudava no Odorico

7/12/2006

DE VOLTA PARA A SAUDADE


Esta foto pertence a Beleu (esposa de José Antonio Sousa e Silva, pai de Painho). Foi tirada em agosto de 1952 na Praça Francisco Nunes (antiga Pedreira).
Segundo dona Beleuzinha, a foto é da família "BRAGA". Em pé, da esquerda para direita, observamos José antonio Sousa e Silva (pai de Painho), Antonio José Sousa e Silva, Maria José Sousa e Silva, Maria José Sousa (Zezé), Vitalina Sousa Rego (Dona), Maria das Mercês Sousa e Silva, Gesner (filho de Naninha), Jeaneth Soares (Desembargadora no Maranhão), Aloísio Soares e Mário Neto.
Sentados, temos dona Isabel Ferreira e Silva (Beleuzinha, mãe de Painho), Maria do Socorro Sousa Rego (Socorrinha), Josefa Maria de Sousa (Dona Didi), João Braga e Ana Soares (Naninha).
Como é bom relembrar os velhos tempos!
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Pesquisa: César Augusto

7/11/2006

BOTA PRA QUEBRAR


OUTRO grande delírio da epopéia de nosso carnaval no início dos anos setenta: o famoso bloco carnavalesco - o BOTA PRA QUEBRAR em grande estilo em fevereiro de 1970.

Em pé da esquerda para a direita, observamos os foliões Paulo Carvalho (Paleca), Chico Borges Filho, Marivaldo, Nagib Demes Filho, Waldemar, Paulo Kalume, Antonio Augusto (Tontonho Carvalho), Sérgio Guimarães, Pedrinho, Dedé, Odimar Reis, Nilson Coelho, André, Hélio e Fábio (guitarrista d´OS BRAVOS).

Sentados, Frederico albuquerque, Chico Paixão, Cristóvão Augusto Soares, Said Kalume, Lauro Antonio, Gervásio Júnior, João Holanda Neto (Holandinha), Borba Filho, Paulo Afonso Kalume (Petinha), Carlos Augusto Ribeiro e o nosso amigo Irapuan aquecendo os tamborins.

Momento hilário, que nos transporta para os bons tempos do contexto romântico da Princesa do Sul.

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA

NA CORDA BAMBA
O nosso amigo Antonio José de Sousa, mais conhecido como Gungadim (apelido dado pelo nosso primo Djalma, filho de mestre Walter), tinha ido jogar bola no Odorico escondido, mas só que sopraram nos ouvidos de dona Dora, mãe exemplar e disciplinadora. Justo quando ela mais precisava do filho para fazer umas compras no mercado velho da coronel Borges.
Piolho de bola, Gunga, como era chamado entre os mais íntimos, não estava nem aí, queria era dar uns melas e fazer gols nas peladas do campo do Odorico, próximo da quinta da dona Maria Prisulina (parenta de João Chico).
- Eita, Gunga, lá vem tua mãe te buscar! E é com corda de "cedem"! Corre, corre...
Antonio José, percebendo que realmente iria apanhar, correu, pulou o muro no rumo do Possim e foi esconder-se na casa de Benedito Batista (nosso tio).
- Aqui, não! Vá para sua casa! - falou tio Benedito, que não gostava nem um pouco de traquinagem.
Não houve jeito: Dunga pegou uma sova e foi fazer o mandado de dona Dora. No outro dia, mais precavido, para jogar bola, Antonio José tinha que pedir autorização direitinho a sua mãe, pois ela não abria nem pro trem.
Moral: a educação, naquele tempo, muitas vezes, "passava" por uma dose disciplinar autêntica, por um corretivo forte, para perdermos o medo de sermos realmente felizes no futuro.

7/10/2006

SEBASTIAO DA ROSA DE OURO


RÁPIDO NO GATILHO E NO TRABALHO
SEBASTIÃO PEREIRA LEITE nasceu em Floriano no dia 10 de junho de 1943 e fez 63 anos. Começou a trabalhar no antigo Cine Itapoã em julho de 1957, quando ainda o cinema era de propriedade do senhor Adala Attem.
Ficou nessa atividade no Cine Itapoã até o ano de 1961. À época, vendia revistas, figurinhas, balas, etc. Hoje, o nosso amigo Sebastião mora no bairro Matadouro na rua João Justino, 92 em sua terra a que tanto adora - Floriano.
Perguntado sobre o período do cine Itapuã, o que mais o deixa saudoso, Sebastião fora Rápido no gatilho, como Giulliano Gemma, e foi logo repondendo: "É inesquecível... era um período bom, sem violência, as pessoas eram mais amigas, a turma se reunia para compra e troca de revistas e figurinhas, além de jogar peteca ao lado da Igreja Matriz. Era um espetáculo".
Sebastião, que também trabalhou na antiga Rosa de Ouro, ficou agradecido e feliz pela lembrança.
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Reportagem: César Augusto

7/07/2006

FLORIANO! - 109 ANOS



FLORIANO
...
Oh, doce Floriano de tantos filhos ilústres!
O destino deu-lhe somente oito letras.
Por que?
Porque a metafísica dos enigmas insondáveis dos fatos indecifráveis predestina o número oito às reais grandezas do Universo!
...
Doutor João Carlos Ribeiro Gonçalves
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Extraído do livro Floriano de hoje e de ontem / Theodoro Ferreira Sobral Neto

A PRAÇA

O cenário é romântico. Perambulávamos pelos arredores centrais da cidade, colhendo lugares, paisagens e ruas da Princesa. A nossa paixão fez com que exaltássemos esse momento, nesse instante, dos contornos da praça doutor Sebastião martins.

O tempo nublado, numa bela manhã do mês de março do ano de 1984, andávamos silenciosamente a procurar uma empatia para sentirmos felizes. Os contornos da praça ainda eram os mesmos numa exuberância lírica, que nos envaidecia. Procuramos, necessariamente, eternizar esse momento para comprovar o grande amor que sentimos pela Princesa.

O rio já não é mais o mesmo, mas as águas ainda correm em seu leito devagar. A praça doutor Sebastião Martins já não é mais a mesma, mas o bar Sertã ainda nos dá a sensação épica de um bem querer com os velhos carnavais que os anos não trazem mais.

FIGURAS QUE MARCARAM ÉPOCA

FREITINHAS
João Pena Fortes, mais conhecido como Freitinhas, foi porteiro do Comércio Esporte Clube. No entanto, sua profissão era cobrador e foi nesta modalidade que ficou famoso por várias histórias. Sendo as mais conhecidas: a história que cobrou uma conta de Padre Pedro no confessionário da igreja (porque não conseguiu encontrá-lo em nenhum lugar).
- Conte seus pecados, meu filho! - Disse-lhe Padre Pedro, quando Freitinhas ajoelhou-se.
- Não tenho pecados, seu padre! Estou aqui é para cobrar-lhe uma conta!
Padre Pedro não teve outra saída a não ser pagar a conta.
Há, também, aquela história da dentadura que Freitinhas tomou de uma senhora, já que a mesma não pagava os serviços dentários executados pelo doutor José Paraguassu. Com a dentadura dentro de um saco plástico, Freitinhas exclamou para o dentista:
- Comprdre, o dinheiro eu não consegui receber, mas tomeu a mercadoria!
Estarrecido, doutor Paraguassu mandou que ele devolvesse a dentadura para a senhora que estava banguela. Mais tarde recebeu a conta de seu marido, quando o mesmo chegou de Boa Esperança, onde trabalhava.
A outra história, dá conta de que Freitinhas na noite de lua de mel "transou" foi com a sua sogra e não com a sua esposa. O pior é que no escuro não desconfiou de nada. Mais tarde, seu sogro foi também "transar" e a velha exclamou:
- De novo, você acabou de sair daqui!
- Eu, não! Então, foi o nosso genro!
Freitinhas foi, então, expulso da casa dos sogros e só quando alugou uma casa é que pôde finalmente transar com a sua esposa.
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Fonte: Floriano de hoje e de ontem / Theodoro Ferreira Sobral Neto

FAUSTO CARROCEIRO


SEU FAUSTO CARROCEIRO - Pontualidade e respeito com o cliente...


Fausto Luiz Gonzaga da Silva, ou simplesmente seu FAUSTO CARROCEIRO (In memorian), nasceu no ano de1913 em Floriano no bairro Manguinha. Casado com dona Antonia Francisca de Jesus Silva, que continua forte e resistente com seus 93 anos bem vividos.

Seu Fausto criou a família com dignidade, pois a sua profissão não permitia luxo, mas nunca deixou faltar nada para família. Na cidade, como as demais, não havia carros disponíveis, a sua profissão era muito valorizada e respeitada. Tocava o trabalho buscando sempre atender da melhor maneira a sua clientela, com cortesia, pontualidade e bom preço, apreciava manter e fidelizar seus clientes, levando as mercadorias e deixando nas casas dos amigos, como exigia seus clientes.

Tinha um hábito de “bater um bom papo” para colocar em dia os assuntos que ele observava no dia-a-dia no mercado público na praça Coronel Borges, (próximo da casa de doutor Milad Kalume) com o seu cliente e dileto amigo seu Vicente Roque, afirma sua filha - “Dona IA”.

Seu Fausto Carroceiro, irmão de seu Romão, é tio do nosso amigo Julimar da Silva, eletricista. Seus filhos(as): Luis Gonzaga da Silva (in memorian), Maria Luiza da Silva, conhecida como “Dona IA”, Maria dos Remédios (funcionária da Prefeitura de Floriano), Maria do Carmo Carvalho da Silva, Jezuito da Silva e Antonio José.

Perguntado a “Dona IA”, sobre o legado que “Seu” Fausto Carroceiro deixou, a resposta foi imediata e sincera:

“Nosso pai parecia ser fechado, mas era uma pessoa bastante agradável, gostava de contar histórias, piadas, mas somente para os amigos, e deixou exemplos como honestidade, pontualidade, educação, respeito, atenção e principalmente amizades, sentimos muito sua falta”.

Contou dona IA, bastante emocionada.
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Matéria – César Augusto

7/05/2006

VIAZUL


Logo depois do tremendo sucesso do conjunto - OS BRAVOS, no período romântico da Jovem Guarda, outras feras foram aparecendo dentro do contexto da música florianense no início dos anos setenta. Época revolucionária e, acima de tudo, lírica.
O conjunto VIAZUL, liderado pelo nosso amigo José Demes (Ieié), começa a aparecer no cenário local como um grupo de vanguarda, mostrando muita criatividade e irreverência.
Temos, portanto, na sua primeira formação, José Demes (vocalista), Irapuã Leal (baixo e ex-BRAVOS), Neivinha (bateria) e Nilson Coelho (guitarrista).
Observamos, na foto, Ieié (de costas), Genisson (p... de ovelha), Dilson e Irapuan em uma apresentação na famosa BR em grande estilo.
Precisamos promover o retorno dessa velha guarda para preenchermos lacunas extremamente irreversíveis no tocante à cultura da Princesa do Sul.
Ainda há tempo!

7/03/2006

OS BRAVOS II


Na foto ao lado, no famoso Floriano Clube, numa festa de arromba, observamos o baixista Irapuan Leal do conjunto - OS BRAVOS, que revolucionou a cultura florianense no período romântico da jovem guarda.
Essa maravilhosa relíquia foi extraída das mãos e das idéias inspiradoras do nosso mais tradicional fotógrafo Leuter Epamonindas (in memorian), que sempre fazia a cobertura fotográfica de nossas atividaes sócio-culturais.
Ao fundo, vê-se o locutor Aldênio Nunes, que também fazia parte do contexto cultural da Princesa do Sul.
Seria de suma importância que o pessoal da cultural local promovesse a volta, o retorno desse grupo, que contagiou as nossas emoções no passado; além disso, teria também a possibilidade de juntar outros fenômenos de sucesso, que bem poderíamos exaltar, tipo o conjunto VIAZUL e o famoso JOHN JÚNIOR, numa data festiva. Vamos promover a volta e o resgate de nossos grandes sucessos.
Alguém teria que tomar a iniciativa.