1/31/2006

BANDEIRA DE FLORIANO



A Bandeira do Município de Floriano, instituída pela Lei n° 224/71, está representando, em pano verde, os carnaubais do Município, bem como a importância dos mesmos em sua economia.

A faixa amarela e horizontal, no centro da Bandeira, demonstra a integração do Município de Floriano na vida do Estado e comunhão de todos os munícipes com os ideais piauienses.

Na parte central da bandeira fica, ainda, o Escudo do Município de Floriano. Este Escudo é constituído em campo branco, cruzado, contendo, na parte superior, à destra, uma canaubeira, simbolizando uma das riquezas do Município.

Na parte inferior, à sinistra, as linhas verticais, em número de nove, representam os municípios limítrofes do Município de Floriano.As engrenagens, na mesma parte, simbolizam a força do progresso no Município.

A faixa azul, dividindo o Escudo, representa o Rio Parnaíba, fator geográfico e fonte de riqueza da região.Na parte superior do Escudo há o forte, símbolo do Poder Municipal. Ladeando o Escudo, dois piaus, símbolos e origem do nome do Estado do Piauí, também representando a união do Município com o Estado.

A faixa sob o Escudo traz o dístico: " LABOR SIGNUM NOSTRUM EST" - O TRABALHO É NOSSO LEMA. A inscrição norteia a vida administrativa de todo o Município.

A data 1874, inscrita na faixa, estabelece o início da colonização do Município de Floriano; e a data de 1897, estabelece o ano que foi criada a Cidade.A Bandeira e o Escudo só poderão ser usados em caráter oficial.
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Fonte - Prefeitura Municipal de Floriano

1/30/2006

O ÚLTIMO POR DO SOL

ESSE por do sol, eternamente brilhante, ainda conserva a simplicidade e as peciliaridades do cotidiano da Princesa.
As águas mansas do Parnaiba, os barcos e o velho Flutuante a exaltarem poesia e ternura.
Lembro-me das nossas noites de pescarias, o Zérubal em sua canoa à vela no meio do rio e os ecos dos assobios da noite; do luar vigilante e nítido a clarear os contornos do cais em profunda parceria noturna com os ventos uivantes da madrugada.
São lembranças permanentes dos corações amantes da velha Floriano em tempo de transição virtual.
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Foto - www.noticiasdefloriano.com.br

NOITE DE LUZ


Numa magnífica noite de luz, podemos refletir a beleza do cais florianense, nascida da inspiração bucólica de fotógrafos amadores e profissionais, simplesmente pelo amor que temos pela paisagem local.
A luz da Princesa, espelhada nas águas do Parnaiba, exaltando magia; o céu, num imensidão azul, comportando-se solidário na sua empatia com o tempo e compactuando com a imaginação romântica dos poetas e pensadores.
Ah, Princesa, guarda em tuas noites solitárias esse andarilho apaixonado e teimoso em te querer bem, sempre.
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1/29/2006

MARIA BONITA


Vejam a nossa querida Maria Bonita nos anos vinte na demonstração colorizada do Cybercafé.
Na foto percebe-se que havia algo mágico, uma certa cadência romântica, um silêncio misterioso, mas uma vontade de crescer.
Floriano já tinha dado seus primeiros passos rumo ao desenvolvimento. Muitas lideranças estavam engajadas no sentido de procurar melhorar o seu dia a dia.
Os árabes, também, para aqui vieram implantar a sua coragem para exaltar o seu trabalho e a sua experiência mercantil.
Hoje, podemos vislumbrar Floriano como uma cidade que já sabe o que quer, mas ainda bastante dependente de migalhas. Ainda falta capacitação, estímulo e voluntários para mudar essa realidade.
Não podemos deixar Floriano cair à mercê da sorte!
Vamos contribuir. Chega de tanta omissão!

IGREJA MATRIZ


VEJAM Floriano como era nos anos vinte e trinta. Época romântica. Graças aos recursos da tecnologia, podemos rever a tradicional matriz São Pedro de Alcânta como se fosse numa bela manhã em efeito colorido, isto graças a um processo de digitalização, resgate feito pelo nosso amigo Chico Demes, que recentemente inaugurou o famoso Cybercafé, onde a foto ao lado está exposta.
Percebe-se, também, a antiga praça, hoje doutor Sebastião Martins em seus primeiros trajes e contornos do período romântico.
Floriano já era grande em sentido social, econômico e cultural, com lideranças e perspectivas de avanços em sua longa trajetória de vida. Hoje, em processo de renovação, depois de uma visível decadência, a Princesa do Sul busca renovar suas lideranças e partir para um futuro mais promissor.
Quem viver, verá!

1/27/2006

TORNEIO FÉRIAS DE INVERNO


ATUALMENTE, está acontecendo mais uma edição do famoso Torneio de Futebol de Salão Férias de Inverno na quadra da Associação Atlética Banco do Brasil - AABB de Floriano.
Este ano os organizadores do campeonato, Darlan Portela e Roberto Holanda, estão prestando uma homenagem ao famoso goleiro Bucar Neto, que brilhou nos anos sessenta pelo time do Palmeiras.
A foto ao lado representa a equipe da TELEPISA, que no torneio de 1981 conquistara o vice-campeonato do torneio início com Pauloínho, o goleiro João Vicente, o baixinho Marcelo, o dono do time Marinho, o Chico Pipira e o nosso amigo maninho. Nesse período, eram organizadores do evento os piolhos Eloneide e Roberto Holanda no auge de suas carreias.
Tempos que não voltam mais, mas que valem a pena relembrar!

TORNEIO DO CAMPO DO ARTISTA


ERAM, ainda, os idos dos saudosos anos sessenta. Como sempre tenho abordado, o Campo do Artista era o palco dos campeonatos amadores de Floriano, o qual tinha como pano de fundo um frondoso cajueiro, onde se agrupavam atletas, cartolas, enfim, todos aqueles que, de certa forma, ajudavam ou atrapalhavam os espetáculos futebolísticos.

Pois bem, chegara, então, o dia do torneio início daquela temporada, torneio esse que preambulava o campeonato de amadores. Campo do Artista - 1964.

Para a realização de tal evento, o Gusto, dono do time do Botafogo, e seu presidente, e também como membro da liga organizadora do campeonato, encomendara ao senhor Raimundo Beirão, renomado carpinteiro da cidade, as traves que seriam postadas no estádio.

Como combinado, tudo foi feito. Confeccionadas as traves, foram estas cuidadosamente fincadas nos extremos do campo, nos seus mínimos detalhes, como exigido nas regras do futebol.

O campo estava uma beleza e o dia maravilhoso para a prática do futebol, dado que até São Pedro mandara uma boa rajada de chuva par sedimentar o areão.

Dada a magnitude do evento, outro não poderia deixar de ser, o árbitro da partida, senão o famoso Vicente Xeba.

Tabela pronta, time equipados, disputariam a primeira partida o Santos de Pulu e o Botafogo de Gusto, sendo que todas as equipes, São Paulo de Carlos Sá, Caiçara, Flamengo de Tiberinho, Bangu do Bosque e outras, já encontravam-se equipadas e aquecidas para os embates.

Tudo bem, não fosse o incidente surgido naquela ocasião, em virtude de o dinheiro arrecadado pelo Gusto não ter sido suficiente para ocorrer como pagamento ao artífice Raimundo Beirão.

Ante esse fato, incontinenti, o seu Beirão, com a ajuda de seu auxiliar de serviços, arrancou as traves e levou-as de volta para a sua oficina, não obstante os apelos e as promessas de todos os que ali se encontravam de que a grana não demoraria.

Sem traves, restou aos cartolas a discussão sobre a realização, ou não, do torneio, muito embora soubessem que esta realização, em última instância, seria decidida pelo grande Xeba.

Assim sendo, dirigiram-se todos até o famoso rifiri, sendo que este, de dedo em riste, bradava:

“num quero nem saber; num quero choro; vai ter jogo; faz as trave de talo de coco; num precisa travessão; num precisa dizer que gol só vale rasteiro...”

Dito isso, apitando bem alto e forte, Vicente Xeba adentrou o campo, numa corrida cadenciada, em marcha a ré, concitando, com as mãos, alternadas, e cadenciadamente, a entrada dos alvinegros ao centro do belo areal.
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A foto acima é o time do São Paulo de Carlos Sá, filho do senhor Geraldo Teles. A crônica acima foi extraída do meu livro - PINGA NA ÁREA.

1/25/2006

FUTEBOL


TIMES ANTIGOS
FLORIANO Esporte Clube, Ubirjara, Artistico, Internacional, América, Ubiratam, Paissandu, Comércio Esporte Clube, Ferroviário Atlético Clube, Sambaíba, Bonsucesso, Independente, Ríver, Vasco, Bangu, Botafogo de Gusto, Flamengo de Tiberinho, São Paulo de Carlos Sá, Ferroviário Júnior Atlético Clube, Posto Sabbá Esporte Clube, Coríntians Esporte Clube, Palmeiras, Santa Cruz, Fonte Nova, Cruzeiro, Clube de Regatas Brasil, Tiradentes, Reno, Fonte Nova e Fluminense.
ATUAIS
Cori-Sabbá e Princesa do Sul
AMADORES
Esporte Clube Floriano, Ferroviário, Reno, Manguinha, Grêmio, Vitória, Botafogo, Atlético piauiense, Atletas do Futuro (comandado pelo nosso amigo Pompéia), Coríntians, Flamengo e Náutico Futebol Clube.
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A foto acima é o famoso time do SQUARE de Ieié, campeão de futebol de salão nos anos setenta.

1/24/2006

PRAÇA


Outra tomada aérea da nossa querida praça doutor Sebastião Martins ( foto Florianonet ), mostrando todo o seu potencial arquitetônico moderno, tranformação que deixou um pouco de tristeza e saudade daquela antiga versão, com os seus bambuais e contornos românticos, e hoje sem mais o brilho da fonte luminosa e, de quebra, quase detonando a velha Sertã.
Temos que dar um basta, tomar uma atitude mais efetiva com relação ao descalabro que estão praticando diante de nossas tradicionais manifestações arquitetônicas, e culturais, também. Precisamos encontrar, resgatar e buscar outras alternativas, unindo o passado, o presente e o futuro, que já chegou, como comentava a nossa querida Josefina Demes.
É como já disseram: "a arte é o caminho; o mais, é atalho..."

1/22/2006

RIO DE SONHOS


O velho cais do porto, na foto (Florianonet), visto do outro lado, nos reportando a uma bela manhã de sol.
O Parnaiba, caudaloso, feito cobra grande. Nos anos setenta, a gente costumava descer o rio, ou em babaneiras (os pobres) ou em câmaras de ar (os ricos) até o flutuante, sem medo dos riscos que corríamos.
O que a gente queria mesmo era brincar, nos divertir, mesmo tendo que passar por provas difíceis; e o pior, muitas vezes escondidos de nossos pais.
Lembro-me, até, do antigo trampolim ao lado da torre do cais. A negrada subia até o último degrau para tirar as mais bonitas taínhas. Nessa prova, destacavam-se o nosso amigo Sapinho, o famoso Lindolfo e o maciste Luisão. Alguns casos fatais, mas a adrenalina existia, tanto para quem via ou, principalmente, para os protagonistas das provas.
Eram outras auroras, que os anos não trazem mais.

1/20/2006

BANDA MALANDRA



A abertura do carnaval florianense deste ano se dará dia 18 de fevereiro próximo, num sábado, com o desfile da tradicional Banda Malandra, com a coordenação do nosso amigo Ozires, proprietário da Lanchonete Marrom Glacê.
Já são quinze anos de folia e, a cada ano, aumenta o número de foliões, inclusive com a presença da velha guarda carnavalesca de Floriano, que retorna à Princesa para resgatar os carnavais de época.
A avenida Getúlio Vargas ( foto Florianight ), já está preparada para receber os foliões.
É isso aí. A alegria de momo está de volta. Avante, Princesa!

1/19/2006

FONTE DA SAUDADE


Lago artificial, cascata e fonte liminosa da antiga praça doutor Sebastião Martins do período romântico, onde de noite podíamos contemplá-la, correr por entre os antigos bambuais e brincar na luminosidade da praça.
Pena que a revolução arquitetônica detonou os nossos belos contornos e temos que nos adaptar ao moderno.
São os novos tempos e as mudanças que chegaram e que são necessários, mas também impiedosos, nos tirando de cena, nos roubando a pureza e a poesia de outrora.
Ai de ti, Princesa!

1/17/2006

MATRIZ


Ah, não há nada mais aconchegante do que vagar pela praça doutor Sebastião Martins à tardinha/noite, reencontrar amigos e resgatar os tempos de outrora.
Vejam a foto ( Florianonet ) da bela da Matriz São Pedro de Alcântara em sua encantadora pureza.
Claro, que a praça é bonita, mas não podemos esquecer de registrar, aqui, a antiga praça dos anos sessenta e setenta, com os seus bambuais, o bar Sertã e os seus belos arredores, praticamente destruídos por administrações incompetentes.
Éramos felizes e não sabíamos; agora, temos que correr atrás!
Fazer o quê?

1/16/2006

TIMES ANTIGOS



PALMEIRAS

Segundo o Laboratório Sobral, o time do Palmeiras foi fundado pelo piolhos José Bruno dos Santos e o famoso professor de educação física Abdoral Alves do Nascimento no ano de 1965.
Jogaram nessa boa equipe os fanáticos por futebol Antonio Guarda, Raimundo Bagana, Sadica (cracasso), Miguel (goleiro), Perereca e Bitonho (estes dois últimos vieram do Piauí de Teresina), Zé de Tila e Carlos Pechincha.
SANTA CRUZ
Fundado por Bazué (já falecido).
FONTE NOVA
Fundado pelo Benedito Preto.
AMÉRICA
Fundado pelo ex-goleiro João Martins, time que revelou o estilista e artilheiro Gonzaga.
CRUZEIRO
Time do Bosque Santa Teresinha, fundado pelo piolho Capitão Penha.
TIRADENTES
Fundado no ano de 1970, era um time de veteranos, tipo Sadica, Jamil Zarur, Antonio Ulisses (Pelado), Pepedro, Dos Santos e Abdoral.
A foto acima é o time do Ferroviário dos anos sessenta, com Valdivino, Cabeção e Lino, fazendo a diferença.

1/15/2006

ENCONTRO INUSITADO

Encontramos um amigo nosso de Floriano, o piolho de bola Carlos, da Manguinha e que jogou de zagueiro no time do Cori-Sabbá nos anos setenta, onde a gente pôde relembrar os velhos tempos da Princesa do Sul: lembra disso e daquilo!

De certo que comecei a indagar sobre o pessoal da velha guarda: rapaz, cadê fulano, beltrano e sicrano. E respondia com bastante firmeza:

- Morreram!

E aquele jogador...

- Também, morreu!

- É mesmo, cara! E aquele...

- Tá numa cachaça danada... - dizia.

- Porra, cara e aquele nosso amigo...

- Tá internado em Brasília..

Ficava intrigado com tudo aquilo. É, realmente,o tempo passara. Figuras ilústres de Floriano já se foram, mas ainda arrisquei a última pergunta:

- Carlão, rapaz, só você mesmo é que tá vivo para contabilizar tudo isso!

- É, bicho, eu tô vivo, mas tô numa diabete desgraçada! - indagara, literalmente.

1/13/2006

REVEILLON


Festa de um tradicional reveillon do Comércio Esporte Clube, nos anos setenta, tempo dos ternos emprestados.
Na foto, temos da esquerda para a direita, os piolhos de bola Ubaldo, Eloneide, Carlito de Bruno, o desportista Lauro Cronemberger e famoso Roberto Holanda na subida do trampolim da piscina do clube.
Tempo em que ainda se escutava e dançava os carnavais das marchinhas carnavalescas, que praticamente não se vêem mais, o que nos deixa bastante tristes.
Aguardamos das autoridades competentes, da comissão que cuida de nosso carnaval, no sentido de se resgatar os antigos corsos, os blocos de sociedade, o Floriano Clube, as matinês, enfim, juntar o povão nas principais praças e avenidas da cidade.
Vamos, de novo, fazer a marcação!

1/12/2006

TIMES ANTIGOS


CLUBE DE REGATAS BRASIL
Fundado nos anos sessenta pelos piolhos de bola Abdoral Alves do Nascimento e Bucar neto, sua melhor formação foi Guiné, Mineiro, Índio, Ivinha, Ubaldo (hoje morando em Teresina) e o meio de campo Almeida, em pé; Eloneide, Juarez, Fernando, Carlito eMaioba (in memorian), agachados (foto).
INDEPENDENTE
Outro time com o mesmo nome de um que já existiu nos anos cinquenta, fundado pelo nosso amigo Bucar Neto (in memorian) em 1967, depois de ter se desentendido com o pessoal do Palmeiras de Carlos Pechincha. Um de seus jogadores foi o goleiro José Henrique Waquim.
POSTO SABBA ESPORTE CLUBE
Fundado pelo peladeiro Manoel Silva.
CORINTHIANS ESPORTE CLUBE
Fundado pelos amantes do futebol Carlos Augusto, o Pompéia e o carnavalesco Toni Ferreira. A fusão desse time com o Posto Sabba deu origem à famosa equipe do CORI-SABBÁ (campeão piauiense de1991). Junto com o antigo Ferroviário (década de 60), foram os únicos que já participaram do Campeonato Piauiense de Futebol Profissional.

1/11/2006

DE VOLTA PARA A SAUDADE


Temos aí uma relíquia dos anos quarenta, enviada pelo meu amigo de infância Joaquim Brasileiro Neto, filho do senhor Pierre (hoje, morando em Fortaleza, engenheiro do Banco Central).
Na foto, seria a formatura de uma das turmas concludentes do curso de dactilografia, escola mantida pelo senhor Absalão, onde funcionou na avenida Getúlio Vargas, próximo aos correios na belle époque da Princesa.
Conhecemos na fotografia a dona Maricota, dona Josina Araújo, Antonio de Melo Sobrinho (que foi proprietário da antiga Escola Progresso de Dactilografia da rua Sao João nos anos sessenta e setenta) e, na frente, sentado à direita o famoso Zé de Aiá, que foi assassinado casualmente por um policial, que investigava alguns furtos, praticados, segunda consta, pelo próprio Zé de Aiá, que mesmo sendo comerciante, tinha o hábito de pegar no alheio.
Quanto aos outros concludentes, precisamos de ajuda para relembrar!

1/10/2006

TIMES ANTIGOS

FLORIANO ESPORTE CLUBE
Esse time, quem tomava de conta era o senhor Avelino Coelho Resende e seus jogos eram realizadoas, ali,onde hoje funciona o Espaço Cultural Maria Bonita. O campo era conhecido como ÁREA, à época, nos primórdios de Floriano.
UBIRAJARA
O time Ubirajara existiu nas décadas de quarenta e cinquenta, formado basicamente por operários e um deles era o pedreiro Zeca do Caracol, irmão do Floriano Preto.
PAISSANDU
O time do Paissandu foi fundado pelo famoso Paulo Gamborra.
AMÉRICA
Havia, também, o modesto time do América, com os piolhos de bola Geraldo Martins da rua do Cruzeiro (já falecido), José Nunes e Olindo Nunes.
UBIRATAN
Já a equipe do Ubiratan foi fundada pelo carnavalesco Bucar Neto (assassinado naquela famosa tragédia carnavalesca no início dos anos setenta). Os outros componentes eram Zeca Demes, Luis Carlos (Boca de Flor), o músico Duzito e Everton.
SAMBAIBA
O senhor Joaquim Viana de Carvalho era quem tomava de conta.
RIVER
Era um time de juvenís, formado pelo nosso amigo Chico Camarço. Foram seus principais jogadores, os atletas Aroldo Rocha e Mario Anselmo no INPS.
VASCO
A base desse bom time era formada pelos piolhos Antonio Luis Moreira Nunes, Milton Costa Sá, Antonio Afonso Ribeiro Gonçalves e Darce Arimatéia Ferreira Lima.
BANGU
Na década de sessenta, o time do Bangu, fundado em 1962, era um time de garotos, que jogavam descalços, tipo Abdoral, Luisinho e Zé da Guia.
Época romântica do futebol florianense.

1/09/2006

FECHANDO A PROVA

Luiz é o 5º em pé da esquerda
 para a direita
Luiz de Sousa Carvalho, filho do senhor Joãozinho Guarda, foi um craque de bola. Sua presença na grande área, defendendo o seu time na zaga, era fundamental. Era considerado, como dizem por aí, o tradicional zagueiro-zagueiro, mas também sabia distribuir bem a pelota, no meio de campo, para os atacantes fazerem os gols. O seu grande apogeu, dentro do contexto do futebol amador florianense, foi nos anos setenta, onde arrebentava, jogando pelo Botafogo de Zé de Sousa no campinho do quintal de sua casa, no Campo do Artista e no time da TELEPISA ( foto, notorneio férias de inverno - 1980 ).

Mas o grande episódio, desta feita, tempos depois, é que Luiz Carvalho fora vencer na vida, após terminar o antigo científico no dinâmico Colégio Santa Teresinha, indo fazer o vestibular pela primeira vez em Teresina.

Comunicativo e tranqüilo, Luiz fizera as provas do grande concurso no Liceu Piauiense. A sua empolgação era tão forte e natural, que foi um dos primeiros a sair da sala de aula, terminando as provas conscientemente. O detalhe é que a cobertura da televisão da capital piauiense já estava de plantão, quando conseguiu abordar o aluno já na saida do colégio. O repórter Valteres Arrais, atento, conseguiu indagar Luiz Banana, perguntando-lhe o que tinha achado da prova:

- Rapaz, eu fechei a prova! – Respondera Luiz Carvalho, literalmente.

1/06/2006

CINE NATAL

Na época de ouro do cinema, nos anos sessenta, costumava-se fazer filas enormes no Cine Natal. Qualquer clássico, lotava: quem não se lembra das belas matinês, do troca troca de revistas, o cheiro da pipoca e os picolés do bar do Bento. Aqueles mais piolhos e com mais condições, não perdia uma sessão.

Nos debates de esquina, por exemplo, quem tinha assistido, contava para os outros o filme do começo ao fim. Foi quando, certa vez, o nosso amigo Ubaldo, que estudava em Teresina, via os melhores filmes na Capital e contava para todos as últimas novidades.

A propósito, o nosso amigo Deloide, que costumava bater uma bolinha no campo do Odorico, prestava bem a atenção o bate papo da curriola na esquina de Bacelar naquela bela noite enluarada. Depois de muita paciência, Deló quis tirar uma dúvida, que estava lhe intrigando bastante, e perguntara para o piolho de filme, desenvergonhamente:

- Vem cá,Ubaldo, quantos cine natal tem em Teresina, hein?

GERARDINHO

Havia, ali, na rua Defala Attem um baixinho bom de bola, que brilhou nos anos sessenta e setenta: era o nosso amigo Gerardinho (foto), que reunia a turma para jogar as peladas debaixo de um pé de caju ao lado de sua casa. Gerardinho é irmão de Janjão (que atuou no Piauí e Botafogo, ambos de Teresina).

Para vencer na vida, Gerardinho hoje está em Brasília, defendendo os interesses da moradia popular e é um líder incontesti em vários seguimentos populares da Capital Federal e recebe o apoio de outros líderes.

Certa vez, lembro-me bem, fomos participar de uma jornada esportiva nesse antigo campinho, bem movimentado, e Gerardinho, como era ágil, rápido e técnico, conseguiu aplicar-me um banho de cuia terrível e fiquei sensivelmente encabulado.

A minha salvação, entretanto, é que conseguira marcar o único gol da vitória do nosso time: quer dizer, ficou pau a pau.

Coisas do folclore do futebol de poeira da Princesa.

1/04/2006

LABORATORIO SOBRAL

Em Floriano, visite os museus mantidos pelo LABORATÓRIO SOBRAL:
Museu de Floriano, localizado no Espaço Cultural Laboratório Sobral, na avenida Getúlio Vargas, 181 no primeiro andar. Contato: 089.3522-1691, onde fica aberto ao público de segunda a sábado no horário comercial.
O Museu do Automóvel de Floriano, fica localizado no Sitio Jacylândia, próximo à Escola Técnica Federal do Piauí e do Parque de Exposição Agropecuária no bairro Meladão. Aberto ao público aos sábados e domingos. Contato: 089.35221406.
O nosso amigo Teodorinho terá imenso prazer em atender. Sempre preocupado com a cultura florianense, Teodoro mantém um acervo muito interessante sobre a história da Princesa do Sul. Vale a pena conferir.

1/03/2006

FUTEBOL - INDEPENDENTE

O time do Independente foi fundado pelo radialista José Antão do Vale Reis, proprietário da Rádio Difusora de Floriano em 1958. Época romântica.
No período amador, Zé Antão contava com os piolhos Pedro Gancho, Darce, Julimar Antonio José, Halboner, Ribamar, Gaze Mazuad, Dedé (grande jogador de futebol de salão do Banespa de Teresina), Pauliran (sobrinho de dona Conceição Salustiano do Tufi Lobo), Ribamar, Rafael, Zé Afonso, Zé da Guia e Odorico. Segundo conta o nosso amigo Teodorinho Sobral, esse time era quase imbatível.
Mas o grande folclore desse período, segundo consta, foi quando todos procuravam o suspeito número um do desaparecimento de um rádio da loja do senhor Chico Reis. O senhor Luiz Lopes, que era o Almoxarife da loja, foi logo quase autuado, quando ele resolveu abrir o bico:
- Senhores, quem apanhou o rádio daqui pra escutar jogo foi Zé Antão...
Todos ficaram surpresos, mas a verdade é que Zé Antão era piolho de futebol, mesmo. E, como todos sabem, para se possuir um rádio naqueles áureos tempos era uma loucura!

TIMES ANTIGOS - BONSUCESSO

Nos anos românticos, no período infantil, o senhor Sinimbu administrava o Bonsucesso, mas, em sua fase adulta, Calisto Lobo Matos tomara de conta do plantel.

A maioria de seus atletas eram estudantes, conhecidos, como Jamil Zarur, Mussa Demes (hoje, Deputado Federal), Calisto Lobo Matos (Calistinha), Bucar Amado Bucar Neto (carnavalesco), Abdala Zarur, João Alfredo Gaze, Nozinho e o famoso Abdoral (professor de educação física).

Abdoral, tempos depois, quando formou seu próprio time de futebol, na hora em que ele ia escalar a equipe para entrar em campo, falava grosso e gesticulava muito, com o seu pneu (bola) debaixo dos braços:

- O time vai entrar em campo jogando cumigo...

HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA


Certa vez, Benedito Batista, um tio nosso, agricultor, que trabalhava como caixeiro na sua juventude, andava a cavalo divulgando seus produtos junto as comunidades rurais na região de Jerumenha. Naquele momento, por outro lado, Urbano Pacifico, que era ligado a nossa família, fazia inspeção das fazendas de seu grupo familiar de São Luis do Maranhão no rumo de Veados, hoje conhecida como Artur Passos, próximo a Guadalupe.

Urbano viajava em sua famosa Rural com os seus irmãos Arsênio e Antonio (proprietários da antigas lojas Arpaso Pop de São Luís/MA) em direção as suas fazendas, quando avistaram aquele cavaleiro vindo distante.

- Quem será, hein, Urbano! - perguntara Arsênio.

Com o seu senso de humor apurado e a sua presença de espírito, Urbano olhou bem para aquele homem vindo em seu cavalo baio e respondeu, literalmente.

- Rapaz, aquele ali é Benedito Batista!

- Será! – questionara seu irmão Arsênio.

Aguardando a sua aproximação, os irmãos Pacifico ficaram a espreita de Benedito, quando, finalmente, se encontraram, Urbano tomara a iniciativa.

- Benedito, rapaz, que quiá! Aqui é Urbano Pacifico! Ta conhecendo?

Benedito, cauteloso, meio cabreiro, olhara bem a todos, desconfiando e analisando todo o ambiente, procurando se situar. Depois, calmamente, percebendo de que realmente se tratavam de seus amigos e parentes, falou com toda a sua moral e categoria.

- Rapaz, sabe que é mermo!

1/02/2006

CARNAVAL DA PRINCESA

O carnaval da Princesa está chegando, mas já não é mais o mesmo. As marchinhas carnavalescas se perderam no tempo. Os tradicionais clubes da cidade já permancecem vazios e sombrios.

As avenidas dão lugar aos axés e forrós eletrônicos. Os blocos de sujo são só lembranças. Os tambores já não ecoam como d´antes.
Por onde andam os blocos de sociedade?

E as visitas dos blocos às casas tradicionais da cidade? Os corsos da avenida Getúlio Vargas? E as chiringas, os talcos, os óculos de plásticos, tradicionais suovenieres que se cultivam nos antigos carnavais?

Hoje temos que suportar estas novas demandas (foto/FLORIANONET) e esse consumo infernal. Restam, apenas, o reencontro de amigos e alguns lugares da velha Floriano, para contemplarmos uma época maravilhosa, que os anos não trazem mais.

A MATRIZ E A GALINHA

Bela fotografia (Florianonet) da nossa querida Matriz São Pedro de Alcântara de saudosas recordações.

Lembro, certa vez, que tínhamos ido fazer fazer a feira do domingo no antigo mercado velho da praça Coronel Borges nos anos sessenta. A meninada acompanhava a nossa tia, Dindinha, que coordenava o roteiro das compras.

Na volta para casa, cada menino trazia alguma coisa: melancia, galinha, abóbora e tal. Deixa que o nosso amigo Pinto, tinha deixado escapar a galinha que levava debaixo dos braços, logo próximo à igreja.

- Corre, diabo, pega a galinha, Pinto! - gritava Dindinha, nervosa.

A galinha entrou dentro da igreja e foi aquele alvoroço. Padre Pedro, espantado com tudo aquilo. Entramos todos na igreja correndo: péga, não péga... e cráu! Finalmente, Pinto tira um pulo e segura a galinha pelo rabo.

Alguns sorriam; outros comentavam o vexame. E Padre pedro pôde, enfim, dar continuidade à Santa Missa daquele domingo claro de sol.